Por Euler de França Belém

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Jorge Pontual, aos 66 anos, é o charme e a inteligência fina do Em Pauta, da Globo News

O jornalismo do “Em Pauta”, da Globo News, parece leve e, portanto, superficial. De fato, aqui e ali, há comentários perfunctórios sobre política, economia, cinema, livros — quase no estilo do Faustão: “o melhor do país”. Mas os comentários de Eliane Cantanhêde, Gerson Camarotti, Mara Luquet (mesmo quando incentiva a investir, recomenda cautela, bom senso) e, sobretudo, Jorge Pontual. Quem diria: o mineiro Jorge Pontual [acima], 67 anos em novembro, com sua cara de menino travesso, talvez tímido por se expor tanto num programa de massa, é o charme do programa. Ele informa com competência, se envolve com aquilo que pesquisou e está revelando para os leitores, e tem cultura. Além disso, sua graça parece espontânea e não raro tem tutano para enfrentar o politicamente correto. É um Paulo Francis aristocrata. Guga Chacra, o garoto (fora do lugar) da turma, além da voz irritante, não treinada para a comunicação com o público televisual, divulga informações como se fosse um robô, quer dizer, como se não tivesse assimilado aquilo que está propagando. Parece que sabe das coisas, mas tem dificuldade de processar e sintetizar as informações. Quando Guga Chacra aparece no lugar de Jorge Pontual, dado o revezamento da equipe, o “Em Pauta” fica fragilizado, meio, digamos, “Sem Pauta”. Eliane Cantanhêde começou hesitante, titubeando — era (e é) um profissional mais de jornais impressos, agora está no “Estadão”, e muito bem, motivada —, é uma comentarista do primeiro time. No momento, só está perdendo terreno, se está, para a excelente Renata lo Prete. Fica-se com a impressão, quando se ouve Lo Prete falando, explicando os fatos, arrancando-lhe a alma, que nasceu para a televisão. A ex-ombudsman da “Folha de S. Paulo” consegue entender e explicar os fatos com rapidez e inteligência, com segurança e isenção. Craquíssima. Gerson Camarotti, com a aquela bochechona de padre velho e gordo e sua fala pausada e cansativa, é, acima de tudo, um excelente repórter. Ele é seguro e bem informado. Bete Pacheco [acima]é tão linda e charmosa — este comentário é mesmo idiossincrático — que nem sempre acompanhamos o que está falando. Se a objetividade entra em questão, aí percebe-se que Bete Pacheco é mais repórter do que comentarista. Mesmo quando aparentemente está comentando, opinando, na verdade está reportando. Falta opinião e firmeza nos seus comentários. Não é, mas às vezes sua divulgação cultural soa como publicidade. Sérgio Aguiar [acima] é simpático, rápido no gatilho e nenhum outro jornalista da Globo News apresenta o programa tão bem. Ele é um dos responsáveis pelo “clima” descontraído do “Em Pauta”.

Policarpo Quaresma foge de romance e tenta impor a palavra piroca como patrimônio imaterial do Amazonas

O deputado Wanderley Dallas “apresentou um projeto que propõe transformar palavras como ‘piroca’, ‘cabaço’, ‘baitola’, ‘pinguelo’ e ‘xibiu’ em patrimônio imaterial do Estado”

Estupidade: Vício Inerente não entra em cartaz e Vingadores é exibido em 24 salas de cinema de Goiânia

“Vício Inerente”, filme de Paul Thomas Anderson, com Joaquin Phoenix e Josh Brolin, não entrou em cartaz nos cinemas de Goiânia. É provável que nem entre, ou, se entrar, fique apenas uma semana, se ficar. Quem aprecia cinema de certa qualidade não deve ter apreço algum pelos programadores de filmes da capital construída por Pedro Ludovico. O “filme” (reluto em pôr aspas, mas, depois de consultar os críticos de cinema Iúri Rincon Godinho e Adalberto de Queiroz, decido colocá-las) “O Vingadores 2 — Era de Ultron”, dirigido por Joss Whedon (será que alguém precisa dirigir uma joça dessa?!), será exibido em 24 salas de cinema da cidade! Duas exclamações num texto de jornal não pegam bem. Ora, o que não pega bem é exibir um filme deste naipe em tantas salas. É uma verdadeira ode à estupidade, diria Mário de Andrade. O crítico e cinéfilo Lisandro Nogueira, que entende de cinema, não diz nada, não faz nenhum protesto. Espero que o André Lcd, o Marcelo Franco, o Ademir Luiz, a Candice Marques, o Arthur de Lucca (autor do livro jamais escrito “Porque o Cinema Não é Arte”) e o Danin Júnior, vingadores da arte, saquem suas armas e comecem uma “vingança” urgente. Os jornais não vão protestar. Estão paralisados.

Cirurgia plástica: a era das intervenções responsáveis

Passou o tempo da beleza a todo custo. Cuidar da aparência para elevar a autoestima é decisão que deve ser pensada em criteriosos debates entre médico e paciente

Sindicato dos engenheiros sugere proibição da quarteirização — a subcontratação de trabalhadores

Nota do Sindicato dos Engenheiros no Estado de Goiás Os engenheiros e a terceirização O Sindicato dos Engenheiros no Estado de Goiás (Senge), entidade sindical representativa dos engenheiros goianos, em face da votação na Câmara dos Deputados do Projeto de Lei Nº 4330/04, que trata da terceirização do trabalho no Brasil, manifesta ao povo goiano seu posicionamento favorável à justa reação dos trabalhadores contra a precarização dos seus empregos que fatalmente ocorrerá se o projeto como proposto transformar-se em lei. Não sendo possível, neste espaço, posicionar-se relativamente a todos os dispositivos do projeto de lei danosos aos trabalhadores, o Senge-GO priorizou defender os seguintes temas: 1)    A terceirização não deve atingir a atividade fim da empresa contratante; 2)    Deve ser garantida a isonomia de direitos entre todos os trabalhadores, terceirizados ou não; 3)    A responsabilidade da empresa contratante da terceirização em relação aos direitos dos trabalhadores terceirizados deve ser, sempre, solidária e, nunca subsidiária; 4)    Deve ser proibida a chamada “pejotização” em que a empresa demite o seu empregado e, depois, contrata-o na forma de pessoa jurídica; 5)    Deve ser proibida a subcontratação de trabalhadores, ou seja, a “quarteirização”; 6)    A representação sindical de cada categoria profissional dos trabalhadores deve ser, sempre feita pelo respectivo sindicato. A diretoria do Sindicato dos Engenheiros no Estado de Goiás Nota da redação: O título "Sindicato dos engenheiros sugere proibição da quarteirização — a subcontratação de trabalhadores" é de responsabilidade do Jornal Opção, porém a partir da nota acima.

Morre o grande historiador inglês Raymond Carr, mestre dos hispanistas

O professor de Oxford escreveu livros seminais sobre a Revolução e a Guerra Civil Espanhola

O Sintego faz de tudo para entrar na greve da educação municipal de Goiânia

Insistência do Sintego em reviver nesta greve práticas e discursos que objetivam a manutenção do servilismo ao Paço afasta-o ainda mais da categoria

Morre o ator que consagrou O Analista de Bagé e tornou Luis Fernando Verissimo mais conhecido

Vi Cláudio Cunha em ação pelo menos duas vezes e amigos que entendem de teatro diziam: “É um canastrão”. É provável que eles tinham-têm razão. Mesmo assim, diverti-me com sua interpretação precisa de “O Analista de Bagé”, texto do escritor Luis Fernando Verissimo. Ele fazia um analista machão, durão e, até, meio cafajeste. Sobretudo, era convincente e, apesar dos excessos — o texto foi se tornando mais abusado-modernizado ao longo do tempo —, as histórias eram muito boas. Mas era a interpretação de Cláudio Cunha, enfático e excessivo, que coloria o trabalho do filho de Erico Verissimo. Durante 30 anos — chegou até ao livro dos recordes —, o ator interpretou o “analista”. O país não poderá vê-lo mais em ação, pois morreu na segunda-feira, 20, aos 68 anos, em decorrência de um infarto. [Foto: divulgação]

Delação premiada é o “alcaguete” bancado pelo Estado

É preciso respeitar os princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório. É importante porque aparentemente a defesa no Brasil se tornou um meio dispensável e muitas vezes ignorado

Manoel de Souza, operador de imagem, deixa o jornal O Popular

Manoel de Souza [foto, de seu Facebook], operador de imagem, deixou “O Popular” na segunda-feira, 20. Numa carta (dolorosa mas bela) divulgada aos colegas e amigos, ele escreveu: “Nunca imaginei que este momento chegaria tão rápido, apesar de vários anos já terem se passado, parece que foi ontem que recebi aquelas boas vindas tão lindamente”. O operador de imagem conta que entrou no jornal em 18 de outubro de 1994, há quase 21 anos. Colegas consultados por e-mail e Facebook dizem que se trata de um “profissional correto e consciencioso”. A editora-chefe de “O Popular”, Cileide Alves, havia dito aos colegas — depois das demissões dos jornalistas Karla Jaime, Rosângela Chaves, Wanderley de Faria e João Carlos de Faria — que não seriam feitas novas demissões. O mais provável é que a editora não esteja em condições, dado o processo de contenção de despesas da empresa, de prestar informações objetivas e “otimistas” aos colegas que ficaram.

Boxe de Matthysse e Provodnikov ensina Lyoto Machida e Luke Rockhold o que é lutar de fato

O brasileiro Lyoto Machida perdeu para o americano Luke Rockhold na luta em que parecia um pouco diferente — relativamente mais ofensivo. Mas, na madrugada de sábado para domingo, quem quis uma luta de boxe de alto nível, disputadíssima, precisou recorrer ao canal Fox. Lá, sem que os jornais e sites brasileiros vissem e divulgassem, ocorreu uma batalha sensacional entre o argentino Lucas Matthysse, de 32 anos, e o russo Ruslan Provodnikov, de 31 anos. Matthysse, a “Máquina” — porque não para de bater, sempre de maneira intensa —, e Provodnikov fizeram uma luta que merece figurar entre as melhores da história. Depois de 12 rounds, Matthysse venceu por pontos, com méritos. Mas, se o resultado fosse empate, é provável que nem o argentino reclamasse. O argentino bateu muito nos primeiros rounds, mas Provodnikov, no lugar de se intimidar e de mostrar fraqueza, a cada round partia para cima. Nos rounds finais, Matthysse chegou a dobrar as pernas.

“Suplemento do Campo”, de “O Popular”, morre aos 27 anos

Exibindo J Campo.jpg “O Popular” extinguiu o “Suplemento do Campo”. “As notícias sobre agronegócio serão publicadas diariamente no primeiro caderno no jornal e no site do ‘Popular’”, explicou a direção numa nota. “A mudança atende uma demanda do setor”, afirma. Quer dizer, no lugar de informações semanais, notícias diárias. Curiosamente, as notícias diárias sobre o agronegócio já eram publicadas no primeiro caderno. O “Suplemento do Campo” morreu aos 27 anos. Foi criado em 1988.

Deputado Lissauer Vieira diz que PSD deve bancar Heuler Cruvinel para prefeito de Rio Verde

[caption id="attachment_33514" align="aligncenter" width="620"]Lissauer Vieira: PSD vai eleger próximo prefeito | Foto: Marcos Kennedy / Alego Lissauer Vieira: PSD vai eleger próximo prefeito | Foto: Marcos Kennedy / Alego[/caption] O deputado estadual Lissauer Vieira afirma que o PSD trabalha para viabilizar a candidatura do deputado federal Heuler Cruvinel a prefeito de Rio Verde, na eleição de 2016. “Entendo que, em política, existe ‘fila’ e que Heuler saiu na frente. Portanto, será o candidato de nosso grupo.” Mas está inteiramente definido? “Do PSD é o favorito. Mas pode ser um nome novo. Vai depender muito de pesquisa e viabilidade eleitoral.” O PSD tem o prefeito de Rio Verde, Juraci Martins, o presidente da Câmara, Iran Cabral, e os deputados Lissauer Vieira e Heuler Cruvinel. “Nosso grupo é hegemônico e nós vamos eleger o sucessor do prefeito Juraci. A oposição não elegeu nenhum parlamentar em 2014, o que prova sua relativa fragilidade eleitoral”, afirma Lissauer Vieira. O que fazer com o desgaste do prefeito? “Apesar das dificuldades gerais, a avaliação de Juraci é positiva. O prefeito é popular e respeitado pelos eleitores — tanto que foi decisivo para eleger dois deputados.” A administração de Juraci Martins, na opinião de Lissauer Vieira, “é produtiva para o crescimento e para o desenvolvimento de Rio Verde”.

Jovair Arantes pode assumir comando do PHS e Ronaldo Caiado pode dirigir o PMDB

O PTB tem “dupla personalidade”. Uma apoia o governo da presidente Dilma Rousseff — é o grupo do qual participa o deputado federal Jovair Arantes, de Goiás. A outra faz oposição à petista-chefe — é a facção, dominante, liderada pela deputada Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson. No caso de fusão com o DEM, com o objetivo de radicalizar a oposição ao governo do PT, boa parte dos parlamentares do PTB trocará de legenda. Calcula-se que 18 deputados do PTB migrarão para outros partidos — a maioria, possivelmente, para o PHS (quatro ou cinco do DEM se filiariam ao mesmo partido). Quatro senadores, entre eles Fernando Collor e Armando Monteiro (ministro do Desenvolvimento), se integrariam ao partido dirigido, nacionalmente, pelo goiano Eduardo Machado. O deputado estadual Talles Barreto (PTB) disse ao Jornal Opção que a maioria deve procurar o PHS, mas pode ser que alguns se filiem noutros partidos. “Muitos, de 18 a 20, sairão com Jovair Arantes, com o objetivo de manter o apoio ao governo do PT. Em Goiás, o PTB tem cinco deputados e todos certamente acompanharão Jovair. Porém, se Ronaldo Caiado não se filiar, o PTB continuará um bom partido.” Ao ser localizado pelo Jornal Opção, Talles estava em Ceres, no Norte de Goiás, discutindo o assunto com filiados do partido. “A decisão sobre a fusão não vai demorar, por isso estamos discutindo quais os melhores caminhos.” Talles avalia que, como não apoia a fusão, Caiado deverá migrar para o PMDB. Eduardo Machado diz que, com a adesão dos parlamentares do PTB, “o PHS vai bem ficar na fita. Eu continuo na presidência nacional e Jovair Arantes assume o comando estadual”. Como Talles, o presidente do PHS acredita que Ronaldo Caiado, mesmo enfrentando problemas em termos nacionais, tende a se filiar ao PMDB e assumir o comando do partido em Goiás. “Pode se reinventar como o novo Pedro Simon.”

Prefeitos eleitos em 2016 podem ficar seis anos no poder. Se eleições foram unificadas em 2022

Se eleições gerais forem disputadas em 2022, como estão sugerindo os políticos, em Brasília, os prefeitos eleitos em 2016 ficarão no poder por seis anos. Um deputado do PMDB diz, em tom jocoso, que, ao ouvir isto, o empresário Sandro Mabel teria dito: “Agora é que eu quero ser vice de Iris Rezende em Goiânia”.