Por Euler de França Belém
Numa gravação, o deputado do PMDB afirma que já pensou em pagar para matar César da PC e que é amigo do ex-cartorário Maurício Sampaio
Cheguei a dizer que o nosso maior erro foi eleger meu pai a deputado. A sua vinda para Goiânia enfraqueceu o movimento. Ele era um líder importante na região
No Congresso Nacional do PMDB, na presença de Michel Temer e Renan Calheiros, Agenor Mariano faz ataques viscerais ao PT
As cirurgias foram feitas pelo médico Carlos Fernando Gomes de Almeida, o Doutor Mão Leve
O polêmico ator americano era usuário de drogas e admitiu que era promíscuo sexualmente
O repórter estava na rede desde 2008. Direção diz que as portas permanecem abertas
Grupo incentiva advogados militantes a se inscreverem em cursos da ESA, mas boicotarem as aulas
O promotor nunca prestigiou a associação, nem é cooperado de seu plano de saúde. Estaria de olho na disputa de senador em 2018?
A jovem de 37 anos foi socorrida rapidamente, o que salvou sua vida
O empresário do setor de combustíveis está subestimando o potencial político-eleitoral de Franco Martins
Marcos Bernardes, ex-secretário da Indústria e Comércio da Prefeitura de Aparecida de Goiânia, também está entre os agraciados
Caio Henrique Salgado aponta três irregularidades cometidas por um motorista e comete dois erros
O falecido senador Onofre Quinan é apresentado fazendo lobby para a empreiteira Mendes Júnior, querendo “salvar o insalvável”, nas palavras de Fernando Henrique Cardoso. Deputado federal é apresentado como um “tal Balestra”
Você sabe que as histórias tradicionais da literatura brasileira são importantes, mas às vezes são modorrentas, eliminando conflitos, na busca de um consenso onde o que a faz funcionar é o dissenso... Você não tem como fugir aos livros massudos e das análises didáticas, não raro redutoras e aproximando autores que são divergentes e não se complementam... Pois bem: saiu um livro, de 630 páginas, que vai ajudá-lo a pensar e, até, repensar a literatura patropi e, inclusive, sua crítica. Trata-se do polêmico, irrequieto e culto “A Poeira da Glória — Uma (Inesperada) História da Literatura Brasileira” (Record), do doutor em Filosofia Martim Vasques da Cunha.
Martim Vasques da Cunha examina a literatura dos autores, como Graciliano Ramos e Guimarães Rosa, dialoga com a chamada “fortuna” crítica e expõe suas ideias, às vezes nada canônicas, mas convincentes. E, apesar do desgaste da palavra, instigantes.
O leitor vai se deliciar com o fato de que Martim Vasques da Cunha escreve e pensa bem, o que é raro, e não apenas no Brasil. O texto é delicioso. Motivo? Sua prosa e sua interpretação são uma coisa viva, pulsante. Há tantos insights, a serem expandidos em outros livros, que não será surpresa se estudantes de mestrado e, mesmo, doutorado encontrarem temas e abordagens para seus trabalhos.
Martim Vasques da Cunha faz crítica literária, historia com precisão — embora não seja sua pretensão, por certo — e usa a filosofia para abrir novos canais na literatura patropi. Muitos constroem diques; o crítico abre canais.
É provável que especialistas ranhetas vão dizer: “O autor poderia ter ampliado a análise de alguns autores”. Poderia, de fato. Mas o que fez já é relevante e, certamente, vai forçar outras histórias a dialogarem com esta história rebelde ou rebelada da literatura brasileira.
O livro “O Último Império — Os Últimos Dias da União Soviética” (Leya Brasil, 544 páginas, tradução de Luiz Antonio Oliveira), do historiador Serhii Plokhy, sublinha que o socialismo ruiu porque a Rússia e a Ucrânia, as duas maiores repúblicas, discordaram da manutenção do Estado unificado. A Influência dos Estados Unidos na debacle é menor do que se imagina.


