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Oposição tem uma tarefa muito difícil: convencer o eleitor a não votar em Marconi

A tendência é de que o conjunto de realizações do governo comandado pelo tucano tenha ressonância na vontade do eleitor Cezar Santos O tucano Marconi Perillo lidera as pesquisas de intenção de votos para o governo estadual. A constatação é por demais sabida, mas cabe a reiteração por que volta e meia aparecem alguns levantamentos “mandraques” dando conta de que não é bem assim. Mas se Marconi lidera as pesquisas minimamente sérias, isso é o que menos deve preocupar a oposição. O mais difícil para Iris Rezende (PMDB), Vanderlan Cardoso (PSB) e Antônio Gomide (PT) — será que esses dois últimos vão ser mesmo candidatos? É quase certo que um deles não deve ser, mas aguardemos — será convencer o eleitor a não votar em Marconi Perillo. Depois disso, aí sim, convencer o eleitor a votar neles — é bom registrar que há eleitor que convictamente não vota em certos candidatos, e Marconi também sofre rejeição de parte do eleitorado, mas não se trata desse eleitor que estamos referindo. E porque o eleitor deixaria de votar num projeto que está sendo executado a contento? Afinal, Goiás sob o comando do tucano ostenta índices invejáveis tanto em realizações de obras físicas quanto em programas sociais. No tocante às obras, foi realizado um amplo programa de restauração de rodovias, justamente um dos motes que a oposição esperava contar para “bater” em Marconi, mostrando a situação precária de algumas vias, herança do desgoverno de Alcides Rodrigues. E além de restauração, o governo faz novas pavimentações. artigo_jose maria e silva.qxd E o que dizer do Hospital de Urgências da Região Noroeste de Goiânia (Hugo 2) que está praticamente concluído? A unidade vai desafogar o Hospital de Urgências de Goiânia, atendendo um amplo contingente daquela região, englobando dezenas de municípios. O novo hospital terá Centro Cirúrgico com 22 salas e uma ala para pacientes com queimaduras, composta por 13 leitos, serviço que ainda não é oferecido pelo SUS no Estado. Serão investidos mais de R$ 50 milhões em equipamentos. O custo total da obra gira em R$ 140 milhões. O Hugo 2, por si só, é uma obra que marca uma administração. O governo também reforma escolas num modalidade nova, repassando recursos para que as próprias comunidades escolares definissem as obras necessárias. E na quarta-feira, 4, o governo autorizou a construção, cobertura e reforma de quadras esportivas em 520 unidades. Inves­ti­mento na ordem de R$ 116,6 mi­lhões, sendo R$ 40,5 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvi­men­to da Educação (FNDE) e contrapartida de R$ 16 milhões do Tesouro Estadual, para atender 41 escolas com cobertura e reforma de quadras e 74 escolas com a construção de quadras. Mais R$ 60 milhões de recursos próprios do Tesouro estão sendo repassados diretamente a 405 escolas para a construção de novas quadras, reformas e cobertura. A diferença do governo também se estabelece nos programas sociais, como o Bolsa Universitária, que em 15 anos de existência já beneficiou quase 150 mil estudantes com bolsas parcial e integral. E o que dizer do Restaurante Cidadão, que fornece refeição a 1 real? Além disso, Goiás comemora a terceira posição como gerador de empregos no Brasil. A confirmação se deu através de Índices do Ca­das­tro Geral de Empregados e Desem­pregados (Caged) e da Re­la­ção Anual de Informações Sociais (Rais), tabulados pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeco­nômicas (IMB). Os números confirmaram que de 2010 até março de 2014 – na comparação da taxa de crescimento com outros Estados – Goiás foi o terceiro maior gerador de empregos neste período. Alguém pode dizer que a segurança pública não está tão bem. Realmente, há problemas sérios nessa área. Mas qual cidade de médio e de grande porte no Brasil que não enfrenta problemas de segurança pública? A situação vem degringolando nos últimos dez anos, justamente por omissão do governo federal, que deixa para os Estados toda a responsabilidade. E mesmo aí o governo tem ações efetivas a mostrar, como a incorporação de voluntários para reforçar o policiamento ostensivo. Diante desse quadro, como Iris, Vanderlan e Gomide vão dizer ao eleitor para não votar em Marconi? E não se está dizendo aqui das dificuldades políticas de cada um deles: a divisão autofágica do PMDB de Iris; a total falta de articulação e de nomes para compor chapas ma­jo­ritária e proporcional de Van­derlan; o isolamento de Gomide, que ainda por cima terá sua campanha contaminada pelos maus resultados do companheiro Paulo Garcia na Prefeitura de Goiânia. Eleitor gosta de resultados. E certamente ele sabe quem está produzindo resultados.

Goiás como bola da vez

“A bola da vez do Brasil é a Região Centro-Oeste e, dentro da Região Centro-Oeste, é o Estado de Goiás.” A frase foi dita pelo governador Marconi Perillo, no 1º Exame Fórum Centro-Oeste, realizado em Goiânia na terça-feira, 3. O evento promovido pelo Grupo Abril/Re­vista Exame teve objetivo de discutir as potencialidades econômicas e sociais das regiões, e seus desafios estruturais. [caption id="attachment_6406" align="alignleft" width="660"]artigo_jose maria e silva.qxd Foto: Rodrigo Cabral[/caption] A partir do diagnóstico de que a região Centro-Oeste é, hoje, a economia mais próspera do País, com destaque para o volume do PIB, os palestrantes e mediadores debateram os caminhos que têm alavancado a região e as formas de mantê-la na dianteira do desenvolvimento econômico do País. O governador falou dos indicadores da região, lembrando que ela produz 50% dos alimentos do País e cresce muito acima da média nacional. “Enquanto o PIB do Brasil no primeiro trimestre cresceu 0,2%, na nossa região cresceu quase 4%. O crescimento do agronegócio foi de 3,6% no Brasil, puxado pela região Centro-Oeste. É a região que também tem feito o equilíbrio na balança comercial do País, e puxado o Brasil na geração de empregos.” Como o melhor mascate de sua gestão, Marconi “vendeu” seu peixe, lembrando que na última safra, Goiás alcançou 18 milhões de toneladas de grãos, e o rebanho bovino chega a 23 milhões de cabeças. Ressaltou que Goiás é um Estado que, nos últimos anos, agregou muito valor às matérias-primas, passou a industrializar os produtos primários e foi buscar novas fontes de receitas e empregos, garantindo a industrialização do setor metal-mecânico, e das montadoras de veículos, entre outros. “É uma economia bastante diversificada.” Com sua facilidade em esgrimir números, Marconi Perillo disse que Goiás já é o segundo maior produtor de etanol do País, e o segundo de cana-de-açúcar. Informou que o Estado recebeu, nesta gestão, R$ 10 bilhões em investimentos, e mais de R$ 30 bilhões do setor privado. Ele destacou o crescimento do PIB, de R$ 17,4 bilhões em 1998, para R$ 135 bilhões, atualmente. Falou também sobre os incentivos fiscais que foram prorrogados até 2040. Ressaltou o forte investimento na melhoria das malha rodoviária, na construção e duplicação de rodovias, em saneamento básico e na construção de pontes e viadutos, além da construção do maior aeroporto de cargas da Região Centro-Oeste, em Anápolis. Marconi falou dos investimentos e do trabalho do governo goiano para melhorar a hidrovia Paranaíba-Tietê-Paraná, que dá cesso aos portos, e do trabalho para que Goiás ganhe novas ferrovias. “O governo do Estado vai financiar projetos para construção de mais pelo menos duas ferrovias importantes: uma saindo de Ilhéus (BA), até Campinorte, no Norte de Goiás, na Ferrovia Norte-Sul, que é Ferrovia de Integração Oeste-Leste; e um ramal da Norte-Sul na região Sudoeste e Sul. Vamos investir aproximadamente R$ 11 milhões na elaboração dos projetos para que essas rodovias sejam viabilizadas.” Ao falar sobre o desafio da re­gião Centro-Oeste, Marconi observou a questão de forma a englobar todo o País nos quesitos que precisam ser transformados para garantir o de­sen­volvimento de todas as re­giões, e do Brasil como um todo. l

Meio de campo embolado

Já no mês das convenções, o quadro político está estranho, com os oposicionistas sofrendo divisão e anemia eleitoral, e a base governista ainda com ruídos no volta não volta de Ronaldo Caiado

Friboi no rolete

Bilionário das carnes joga a toalha e a pergunta é: Iris esquecerá o que falou sobre ele e vai procurá-lo para compor a chapa majoritária?

Sandoval garante Eduardo Siqueira?

Governador-tampão tem missão quase impossível: recuperar credibilidade do governo e conquistar prestígio capaz de influenciar no resultado das eleições. Uso da máquina já não será tão fácil como na era Siqueira Campos

Presidente do PMDB de Goiânia sugere que partido pode trocar Dilma Rousseff por Eduardo Campos

Num ato preparatório para a formatação de um bloco de apoio à candidatura de Eduardo Campos (PSB) a presidente da República, realizado na quarta-feira, 21, na sede do PPS, em Goiânia, o presidente do PMDB metropolitano, vereador Mizair Lemes, disse que o partido poderá não apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff. O peemedebista alega que o PMDB apoiou Paulo Garcia (PT) para prefeito de Goiânia e Antônio Gomide (PT) para prefeito de Anápolis, mas, quando solicita, não recebe reciprocidade devida. Portanto, embora não esteja definido, é possível que o PMDB de Goiás troque Dilma Rousseff por Eduardo Campos. Mizair Lemes é um dos defensores da candidatura de Iris Rezende a governador.

Mesmo com problemas, Friboi tem potencial para crescer

Integrantes da base marconista e adeptos de Iris Rezende manifestam certo menosprezo com a candidatura do empresário, mas eles sabem que ela pode dar “canseira”

Bateu desespero em Friboi?

Para o empresário, duas coisas precisam acontecer “para ontem”: o grande líder Iris Rezende aceitar sair candidato ao Senado e o PT de Antônio Gomide desistir de candidatura própria

Iris Rezende pode disputar a Prefeitura de Goiânia em 2016

[caption id="attachment_3239" align="alignleft" width="166"]Iris Rezende: nome forte para a sucessão de Paulo Garcia Iris Rezende: nome forte para a sucessão de Paulo Garcia[/caption] Mesmo que Iris Rezende não demonstre muito entusiasmo, no seu bunker, que permanece cheio, porém menos motivado e mais lamentoso, há iristas que ensaiam uma resistência e insistem que o decano peemedebista, caso Júnior Friboi não emplaque, continua à disposição para a disputa do governo de Goiás. Consultado pelo Jornal Opção, um pesquisador experimentado sugere que os iristas ensarilhem as armas e adotem outra tática. Porque as próximas pesquisas, sem o nome de Iris como referencial, tenderão a mostrar Friboi crescendo. O pesquisador acredita, até, que, brevemente, o empresário, dada sua imensa estrutura, deve superar o segundo colocado, Van­derlan Cardoso, do PSB. Os iristas mais realistas já ensaiam outro discurso. Eles propõem que, como o prefeito petista Paulo Garcia está desgastado, Iris seja candidato a prefeito de Goiânia em 2016. Acredita-se que é o único nome que tem chance de derrotar a oposição.

Iris Rezende vai se aposentar?

Muitos veem na renúncia à pré-candidatura do maior líder peemedebista como melancólico grand finale em sua carreira política

Quem é quem no novo cenário político-eleitoral do Estado?

Marcelo Miranda, Sandoval Cardoso e Marcelo Lelis são os nomes que mais cresceram. Eduardo Siqueira, Paulo Mourão e Roberto Pires podem surpreender. Ataídes Oliveira, Mário Lúcio Avelar e Júnior Coimbra deixam a desejar

PMDB de Goiás vai disputar o passe político do deputado federal Ronaldo Caiado ou de Antônio Gomide

[caption id="attachment_2698" align="alignleft" width="620"]Antônio Gomide, do PT, e Ronaldo Caiado, do DEM: o petista e o democrata são os principais objetos de desejo do PMDB de Goiás | Foto:  Fernando Leite/Jornal Opção Antônio Gomide, do PT, e Ronaldo Caiado, do DEM: o petista e o democrata são os principais objetos de desejo do PMDB de Goiás | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] O PMDB, tanto o grupo de Iris Rezende quanto o de Júnior Friboi, torce, de manhã, à tarde e à noite, para que a base do governador Marconi Perillo “dispense” o deputado federal Ronaldo Caiado e o rejeite como candidato a senador. Os peemedebistas sugerem que uma candidatura-solo, em função de uma única candidatura, pode dinamitar o DEM. A maioria dos integrantes do partido apoiaria a reeleição do governador Marconi Perillo e deixaria seu principal líder na chapada — sem nenhuma estrutura consistente. O resultado é que, dependendo de como armará o seu jogo político, Caiado pode contribuir para praticamente extinguir o partido em Goiás, que hoje tem um deputado federal e um deputado estadual (Helio de Sousa). A prioridade do PMDB não é, porém, Caiado, e sim Antônio Gomide, o pré-candidato a governador pelo PT. Acredita-se, entre os peemedebistas, que, na agora agá, Gomide aceitará compor com o peemedebismo, possivelmente como candidato a senador. Na semana passada, Gomide disse ao Jornal Opção que será candidato a governador e que não deixou a Prefeitura de Anápolis, a segunda mais importante de Goiás, para ser candidato a senador ou a vice. O PMDB irista sugere que, de fato, não tem dinheiro para bancar uma campanha inflacionada. Mas acredita que, ao contrário de Friboi, tem mais chances de conquistar tanto Caiado quanto Gomide. Se candidato a governador, Iris, na opinião dos iristas, não teria dificuldade para compor com Caiado e este não teria dificuldade para compor com Iris. Os dois políticos se respeitam e mantêm um canal de conversação amigável. A chapa poderia ser a seguinte: Iris (governo), Friboi (vice) e Caiado (Senado) ou então Iris (governo), Friboi (vice) e Gomide (Senado). Tanto Gomide quanto Caiado são refratários a Friboi. A resistência de Gomide ao empresário é político-ideológica. O PT teme ficar com a imagem de que foi “comprado”. Caiado, como representante do agronegócio, do ruralismo, dificilmente teria condições de apoiar o integrante da família que controla o frigorífico Friboi, o que tem mais contencioso com os pecuaristas de Goiás.

Petista aposta que, se chegar ao segundo turno, Antônio Gomide pode ser eleito governador de Goiás

O pré-candidato do PT a governador de Goiás, Antônio Gomide, tem confidenciado que acha estranhíssimo o discurso de tucanos e peemedebistas. Um aliado do petista afirma que, mesmo adversários, tucanos e peemedebistas vêm dizendo que não podem deixar Gomide chegar ao segundo turno. “Porque, se chegar, leva a eleição, derrotando qualquer um.” O petista diz que Gomide, com estrutura próxima de zero, está melhorando seus índices nas pesquisas. “Antônio Roberto surpreende. Não tem dinheiro, não tem uma grande equipe para acompanhá-lo, mas está crescendo e deve mesmo surpreender na disputa de outubro.” Petistas de Goiânia admitem que, se chegar ao segundo turno, Gomide é mesmo muito forte. Um deles contrapõe: “Resta saber se chegará ao segundo turno. Porque, sem estrutura e, portanto, sem amarrar alianças partidárias sólidas, a tendência é sucumbir no primeiro turno. Aposto muito mais numa polarização entre Iris Rezende e Marconi Perillo”

Futuro da campanha eleitoral depende mais do que nunca da Copa do Mundo

Todas as expectativas eleitorais bancadas pelos institutos de pesquisa ficarão em banho-maria até julho chegar. E o destino da presidente Dilma Rousseff será o mais atingido, para o bem ou para o mal

Marconi ainda é o nome que representa a modernidade

Além de estar dividida, a oposição vai enfrentar um adversário que tem alentado cartel de realizações em obras e programas sociais

Eleição indireta mobiliza pré-candidatos

Com a responsabilidade de conduzir a eleição do novo governador depois da renúncia de Siqueira Campos e João Oliveira, a Assembleia Legislativa vira o centro do poder