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PMDB: o pior aliado político

No momento em que Paulo Garcia governa com mais autonomia e sem amarras, o principal aliado do PT, de olho em 2016, tenta fragilizar o prefeito. Apesar das críticas à gestão petista, cargos chaves da administração municipal são ocupados por peemedebistas

Waldir Soares deve ser o fenômeno que pode retirar Iris Rezende da disputa no segundo turno

goiania-montagem Costuma-se acreditar que, em política, há favas contadas. Não há. Nunca houve. Mesmo assim, há analistas que sugerem, mais do que explicitam, que Iris Rezende, do PMDB — com 83 anos, a 17 anos de um século —, será eleito prefeito de Goiânia, em 2016, daqui a um ano e três meses. Não é bem assim, é claro. Pois é preciso combinar com os “russos” — Vanderlan Cardoso, do PSB, Waldir Soares, do PSDB, Jayme Rincón, do PSDB, e Adriana Accorsi, do PT. Com quatro ou cinco candidatos na disputa, dificilmente Iris Rezende será eleito no primeiro turno. Mais: pode não ir para o segundo turno, surpreendendo os analistas apressados. Como assim? Há um fenômeno eleitoral — ainda pouco examinado sem as viseiras do preconceito — em curso que pode ser uma barreira ao desempenho eleitoral do peemedebista-chefe. Trata-se do delegado de polícia e deputado federal Waldir Soares, que deve trocar o PSDB por outro partido, possivelmente o PTN, do qual assumiria a presidência em Goiás. Há diferenças cruciais mas também um certo “parentesco” político entre Iris Rezende e Waldir Soares. O peemedebista tem prestígio e popularidade em Goiânia. Pode-se definir prestígio como popularidade cristalizada, ou como credibilidade estabilizada. É o prestígio que, quando a popularidade às vezes cai, mantém o político com o respeito da sociedade. A popularidade às vezes é circunstância — um dia se tem, noutro se perde. Waldir Soares, por enquanto, tem popularidade, mas ainda falta-se prestígio — respeitabilidade na sociedade civil. Porém, não se ganha eleição apenas com prestígio — é seminal que se tenha popularidade, quer dizer, votos em quantidade suficiente para derrotar os adversários. No momento, segundo pesquisas incipientes — porque não há candidaturas definidas —, os três principais contendores são Iris Rezende, Vanderlan Cardoso e Waldir Soares. Há um detalhe a ser examinado com atenção. Na periferia, onde está o voto popular — o mais disputado, porque a classe média não se conquista, pois vota como quer, com independência às vezes extrema —, Waldir Soares e Iris Rezende estão disputando os eleitores pau a pau, quase empatados. Redutos tidos como iristas, como a região Noroeste, estão sendo atacados com volúpia pelo delegado-deputado. O que salva o peemedebista, ao menos no momento, é que se sai melhor no eleitorado de classe média, que, apesar de considerá-lo “muito velho” — e isto pode ser um entrave às suas pretensões —, o avalia como “gestor qualificado”. Entretanto, se o ataque de Waldir Soares for mais intenso, Iris Rezende terá de se preocupar. Porque, na disputa pelos votos da classe média, terá como rivais Vanderlan Cardoso e Jayme Rincón, apontados como gestores eficientes. Mesmo Adriana Accorsi (que, por ser delegada de polícia, tem certo apelo na periferia), apesar do desgaste do PT, pode ter uma votação expressiva na classe média. O que concluir? Que Waldir Soares pode até não ser eleito, dada a falta de penetração na classe média, mas pode canibalizar Iris Rezende, contribuindo para retirá-lo do segundo turno. E, se isto acontecer, o delegado pode ser responsável por “puxar para cima” tanto Vanderlan Cardoso quanto Jayme Rincón — com um deles, ou os dois, indo para o segundo turno.

Paulo Garcia: “Meu objetivo é deixar a Prefeitura sem nenhuma criança fora da escola”

Prefeito assumiu existência de problemas, mas garantiu que tenta atender às necessidades da rede municipal de ensino

Eduardo Machado e Sandes Júnior dizem que Marconi banca Rincón e apostam que Iris vai perder eleição

[caption id="attachment_38237" align="aligncenter" width="620"]Jayme Rincón: candidato de Marconi | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Jayme Rincón: candidato de Marconi | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] O presidente nacional do PHS, Eduardo Machado, e o deputado federal Sandes Júnior, do PP, dizem que têm duas certezas na vida. A primeira é que o presidente da Agetop, Jayme Rincón (PSDB), deve ser o candidato a prefeito de Goiânia bancado pelo governador de Goiás, Marconi Perillo. A segunda é que, embora saia em primeiro lugar, dificilmente Iris Rezende será eleito prefeito de Goiânia. “O eleitor goianiense respeita Iris, mas sente-se saturado em relação ao ex-prefeito.” Eduardo Machado admite que Rincón vai começar com índices baixos e vai crescer progressivamente. “Já Iris vai começar no alto e vai cair aos poucos”, frisa.

De olho em 2016, Vanderlan se reúne com Anselmo Pereira

Empresário visita presidente da Câmara Municipal de Goiânia nesta quinta-feira. Na pauta, claro, política

“Delegado Waldir tem todo direito de pleitear a candidatura”, diz Jayme Rincón

Em convenção do PTB, presidente da Agetop negou ser o provável candidato do PSDB nas próximas eleições e defendeu debate maduro para a escolha

Tese de candidato único pregada por Rafael Lousa desagrada base do governador Marconi Perillo

Não pegou nada bem a fala do presidente metropolitano do PSDB, Rafael Lousa, sugerindo que a base governista deve lançar apenas um candidato a prefeito de Goiânia em 2016. Dois presidentes de partidos disseram mais ou menos o seguinte: “O jovem Lousa, ainda inexperiente politicamente, está dizendo que, na base governista, apenas o PSDB pode lançar candidato a prefeito da capital. Ninguém apoia tal simulacro de ditadura”. Agindo assim, Lousa incentivou ainda mais o PSD de Vilmar Rocha a lançar candidato a prefeito em Goiânia. O deputado federal Waldir Soares, que pode ser candidato pelo PHS, também não apreciou a fala do tucano.

Marcelo Augusto não veta o delegado Waldir no PHS. Mas diz que companheiros devem ser consultados

marcelo-augustoPresidente do PHS de Goiânia, Marcelo Augusto diz que não é contrário à candidatura do delegado-deputado Waldir Soares a prefeito da capital pelo partido. “Porém, para disputar, primeiro ele tem de conversar com a direção do partido. Não pode chegar já como candidato; o PHS não é um partido de aluguel.” O ex-vereador é o pré-candidato do PHS a prefeito. “Não vamos desprezar um aliado como Waldir Soares, mas os companheiros, e não apenas eu, devem ser consultados.”

Paulo Garcia anuncia nova equipe após reforma; veja lista

O projeto da reforma administrativa foi aprovado na Câmara Municipal na última terça-feira (2/6)

Paulo Garcia fala em superávit, mas alega que não há como atender demandas de servidores

Panorama divulgado pelo secretário Jeovalter Correia é o de que não é possível atender demandas de grevistas da Saúde e Educação com a sobra de 2014

Para Carlos Soares, prestação de contas deve ser esclarecedora e não convincente

Líder do prefeito Paulo Garcia na Câmara de Vereadores da capital avalia que debates terão “clima duro”. Ida do petista à Casa ocorre com quatro meses de atraso

Players da política esperam Iris Rezende decidir se será candidato para tomar qualquer decisão

De uma raposa felpuda da política goiana: “Todos os players da política de Goiânia estão esperando Iris Rezende decidir se vai disputar a prefeitura da capital ou não”. “Com Iris no páreo, o jogo é um, as alianças precisam ser reforçadas e talvez a base governista precise, para garantir o segundo turno, lançar dois candidatos e torcer para o PT lançar seu próprio nome”, afirma a raposíssima. “Se Iris não disputar, o jogo é outro, pois todos os candidatos se tornarão japoneses, inclusive Vanderlan Cardoso”, afirma o político.

Para derrotar Iris e travar estrutura de Caiado para 2018, Marconi deve bancar duas candidaturas

De um analista privilegiado da cena política: “O governador Marconi Perillo, no caso da disputa para prefeito de Goiânia, em 2016, não quer ficar refém de uma só candidatura. Ele planeja ampliar seu leque de alianças, daí a aproximação com o empresário Vanderlan Cardoso. A base governista tende a lançar Jayme Rincón, pelo PSDB, e Vanderlan Cardoso ou Lúcia Vânia, pelo PSB”. O analista acrescenta: “O que Marconi não quer mesmo é a vitória de Iris Rezende. Porque, se este for eleito, vai trabalhar para criar estrutura para a campanha de Ronaldo Caiado para governador em 2018”.

Iris Rezende tem mais simpatia por Luis Cesar Bueno para vice do que pela “Menina Accorsi”

[caption id="attachment_32295" align="alignright" width="620"]Luis Cesar Bueno: visto como menos ligado a Paulo Garcia, pode ser mais palatável para o irismo | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Luis Cesar Bueno: visto como menos ligado a Paulo Garcia, pode ser mais palatável para o irismo | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] Aos correligionários, Iris Rezende tem sugerido que uma chapa pura — tipo ele para prefeito de Goiânia e Sandro Mabel na vice — nada tem de ruim. Ao mesmo tempo, tem sugerido que o PT deveria mesmo lançar a “Menina Accorsi” (ele não diz Adriana) como candidata a prefeita de Goiânia, com o objetivo de que se apresente como defensora do prefeito Paulo Garcia (PT). Se fracassada a aliança com o DEM de Ronaldo Caiado, Iris poderá voltar a compor com o PT, apesar do desgaste do paulo-garcismo. Porém, curiosamente, prefere o deputado Luis Cesar Bueno como vice, e não a “Menina Accorsi”. Porque Adriana é muito ligada a Paulo Garcia. O sonho de Luis Cesar Bueno é ser vice de Iris Rezende, em 2016, e candidato a prefeito de Goiânia, em 2020. Mas o parlamentar sabe que Paulo Garcia quer emplacar a “Menina Accorsi” como vice do peemedebista. Mas é fato que o PT quer mais bancar o (a) vice de Iris Rezende do que o PMDB quer um vice do PT. Peemedebistas, como José Nelto, avaliam que o desgaste de Paulo Garcia é incontornável. Um pesquisador tem a mesma opinião: o desgaste do governador Marconi Perillo, entre 2012 e 2013, não era administrativo, porque o tucano nunca foi visto como incompetente do ponto de vista da gestão — era muito mais de imagem, dada a denúncia de que seu governo mantinha relações com o empresário Carlos Cachoeira. O desgaste de Paulo Garcia é mais administrativo — o que solapou sua imagem política. Assim, será muito mais difícil restaurá-la. A recuperação de um político-gestor, quando há desconfiança na sua capacidade administrativa, é muito mais difícil. Iris Rezende, que tem apreço pessoal, até carinho, por Paulo Garcia está de olho na possibilidade de sua (não) recuperação.

Petista diz que o PT deve lançar candidato a prefeito com menos identidade com Paulo Garcia

[caption id="attachment_30215" align="alignright" width="620"]Adriana Accorsi, Edward Madureira e Humberto Aidar: um deles deve ser candidato a prefeito de Goiânia pelo PT. O 2º tem menos desgaste Adriana Accorsi, Edward Madureira e Humberto Aidar: um deles deve ser candidato a prefeito de Goiânia pelo PT. O 2º tem menos desgaste[/caption] Tese de um lua vermelha petista dos mais atentos aos jogos da política: “O candidato do PT a prefeito de Goiânia, por mais que isto pareça impossível, dada a relativa força de quem está no poder, deve ser o menos possível identificado com o prefeito Paulo Garcia”. O paulo-garcismo definiu dois caminhos: o primeiro é indicar o vice de Iris Rezende — que não estaria muito disposto a carregar o fardo do PT em Goiânia, embora seja amigo e aliado de Paulo Garcia — e o segundo é lançar a candidatura da deputada estadual Adri­ana Accorsi. Aposta-se que, por ser mulher, por ter sido bem votada na cidade e, como delegada de polícia, ter amplo domínio do tema segurança pública, um dos principais problemas da capital, Adriana Accorsi tem fôlego para disputar a eleição contra Iris Rezende, Vanderlan Car­doso e Jayme Rincón. O lua vermelha avalia que, se lançar Adriana Accorsi, “ainda que a deputada tenha méritos inquestionáveis, será caixão e vela preta para o PT de Goiânia. Vamos perder e, pior, temos de torcer para o PSOL e o PSTU lançarem candidatos para que Adriana não seja a última colocada”. O que se deve fazer? “O PT precisa lançar, se quiser ter alguma chance eleitoral, nomes que não são, de cara, identificáveis com o prefeito Paulo Garcia. Cito dois nomes: o deputado estadual Humberto Aidar e o ex-reitor da Uni­versidade Federal de Goiás Edward Madureira.” O petista diz que, se não apoiar Iris Rezende, o prefeito Paulo Garcia tende a bancar Adriana Accorsi, mais para mostrar força do que para ganhar. “Agora, se quiser ganhar, deve abrir mão de lançar candidato e deixar o partido escolher livremente. Com a imagem mais de gestor do que de político, o nome forte do partido para Goiânia é mesmo o de Edward Madureira.” Humberto Aidar corrobora o correligionário e avalia que o candidato mais sólido, com apoio no e fora do PT, é mes­mo Edward Madureira.