Resultados do marcador: Prefeitura de Goiânia
Peemedebistas avaliam que o ex-prefeito vai descolar de Waldir Soares e tomar parte de seus votos
O deputado federal entusiasma-se, mas o setor de seguros prefere vê-lo na Câmara dos Deputados
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Agenor Mariano: “Waldir será desidratado, o que beneficiará Iris”| Foto: Jornal Opção/Arquivo[/caption]
O vice-prefeito de Goiânia, Agenor Mariano (PMDB), diz que só tem duas certezas em termos políticos: “Primeira, Iris Rezende será candidato a prefeito de Goiânia. Segunda, será eleito”.
Principal defensor de Iris — os dois andam juntos com frequência, sobretudo nos cultos evangélicos —, Agenor afirma que as pesquisas qualitativas “não conseguem registrar o imenso capital eleitoral do peemedebista. Pode parecer cabotinismo, mas não ficarei surpreso se, dada a fragilidade dos adversários, o nosso candidato for eleito já no 1º turno”.
O repórter contrapõe: “O deputado federal Waldir Delegado Soares está colado em Iris”. Agenor pondera: “Os demais candidatos consideram que o único que está com o passaporte carimbado para o 2º turno é Iris. Portanto, durante a campanha vão concentrar suas críticas em Waldir, o que deve desidratá-lo consideravelmente. Mas há um problema: os votos de Waldir tendem a ‘migrar’ para Iris, e não para seus adversários”.
A tendência é que o PP indique o vice do candidato do PSDB a prefeito. O nome mais cotado é o de Sandes Júnior
O ex-deputado federal frisa que não apoiará qualquer outro candidato da base aliada
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Giuseppe Vecci e Adriana Accorsi: mesmo candidatos de duas máquinas poderosas, o tucano e a petista fazem uma pré-campanha espartana | Fotos: André Costa e Fernando Leite / Jornal Opção[/caption]
A pré-campanha é a campanha na qual se pode tudo — ou quase tudo. Os candidatos menos conhecidos estão se expondo ao máximo, articulando nos bairros, conversando com segmentos organizados, concedendo entrevistas em jornais e emissoras de rádio e televisão. Vale tudo para começar a ser visto e avaliado pelos eleitores. O pré-candidato mais conhecido, Iris Rezende, é o único que se move menos — optando por receber aliados e simpatizantes em seu escritório do Setor Marista. Ele alega que já é conhecido o suficiente e, aos mais íntimos, tem sugerido que, se disputar, quer fazer um campanha mais barata.
Os articuladores das pré-campanhas revelam que um dos problemas destas eleições é que falta dinheiro para projetos mais audaciosos e mais dispendiosos. Quem tem dinheiro, devido à crise e por receio de denúncias futuras, prefere recolher-se e, mesmo, manter-se distante dos pré-candidatos. Qualquer movimentação política tem custos, mas os pré-candidatos estão se comportando de modo espartano — ao menos no geral. Até o momento nenhum dos postulantes fala em contratar marqueteiros a peso de ouro, como em campanhas anteriores. Mesmo os candidatos das máquinas, como Giuseppe Vecci, do PSDB, e Adriana Accorsi, do PT, estão se mostrando bastante econômicos. Conversando mais e gastando menos — por vezes, quase nada.
A tese de todos os pré-candidatos é a mesma: como falta dinheiro, que às vezes remove e conquista montanhas, é preciso usar criatividade. O que se tem reinventado com mais atenção é o velho e eficiente corpo-a-corpo. Nos vários bairros de Goiânia — que são verdadeiras cidades, eventualmente com 100 mil e até mais habitantes —, os pré-candidatos estão se encontrando com certa frequência. No lugar de comícios, barulhentos mas ineficientes, organizam encontros comunitários com a presença de 50 a 200 pessoas. Falam o que querem, apresentam suas ideias e colhem ideias para revitalizar seus projetos. Pelo menos três pré-candidatos disseram ao Jornal Opção o que parece óbvio, mas, segundo eles, ainda é pior: a desesperança das pessoas é imensa, gigantesca. Mesmo assim, demonstram interesse pelas ideias apresentadas e discutem-nas com o máximo de atenção.
Os pré-candidatos sublinham que as pessoas, nos bairros — dos mais pobres aos de classe média — têm noção exata do que querem para si e para a cidade. Não há quem não reclame da falta de segurança, mas muitos ressaltam que, com o secretário José Eliton, a presença da polícia é mais ostensiva nos bairros. Um detalhe curioso é que, se a classe média tem dúvida sobre as organizações sociais na educação, na periferia o assunto, entre os que já ouviram falar a respeito — vários nada escutaram —, é visto como uma inovação necessária. As pessoas admitem que as organizações sociais melhoraram o atendimento na área de saúde. Mencionam que a qualidade é mais elevada.
Marcus Vinicius Queiroz, marqueteiro de primeira linha — com uma eleição presidencial no currículo e vitórias importantes no Tocantins —, negociou com o candidato do PSDB a prefeito de Goiânia, Giuseppe Vecci. Mas não fecharam — nem interromperam — a negociação. Giuseppe Vecci, vale dizer, aprecia as ideias de Marcus Vinicius. O principal problema pode ser financeiro.
Na solenidade de renovação da concessão da Saneago em Goiânia, o governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, brincou com a deputada estadual Adriana Accorsi, pré-candidata do PT à prefeita da capital: “Vou te apoiar no segundo turno — a não ser que você não queira”. A delegada não titubeou e foi rápida no gatilho: “Claro que quero!” A petista dirigiu a Polícia Civil, a convite do tucano, e os dois sempre se deram bem. Eles se respeitam e se admiram.
Um dos médicos mais conhecidos do Brasil, dadas as cirurgias de siameses, Zacharias Calil é o objeto de desejo de 11 entre dez políticos
Evento ocorre na manhã do próximo sábado, na Câmara Municipal
Vereador do PT elencou conquistas da atual gestão e reafirmou dívida milionária deixada pelo PMDB
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Giuseppe Vecci, Vanderlan Cardoso, Luiz Bittencourt e Francisco Júnior: políticos modernos, um deles deve descolar e tende a
disputar o segundo turno com Iris Rezende ou Waldir Soares[/caption]
Dois políticos descolaram dos demais pré-candidatos na disputa pela Prefeitura de Goiânia: Iris Rezende, do PMDB, e Waldir Delegado Soares, do PR. Quem quiser tirar um dos favoritos do páreo precisa crescer e se aproximar, cada vez mais. Ressalve-se que o favoritismo do peemedebista e do republicano é o que se pode chamar de inercial. Primeiro, porque são mais conhecidos. Segundo, porque os demais pré-candidatos são menos conhecidos. Terceiro, porque ainda não há campanha, quer dizer, exposição de projetos e debates.
Os populistas Iris Rezende e Waldir Soares são populares, mas não são craques na arte de debater. O peemedebista, por ser mais experimentado, tende a se sair melhor. Mas o republicano, se permanecer monotemático — sugando até os “ossos” o tema da segurança pública —, tende a ser “esquecido” pelo eleitorado de classe média. A impressão que se tem é que o delegado prega para convertidos, mas não se preocupa em adotar um discurso para “converter” novos eleitores.
Vanderlan Cardoso, do PSB, não é populista, mas também não é um grande debatedor. Ele é capaz de articular projetos que “ficam de pé”, mas raramente consegue fazer uma exposição dinâmica e convincente de suas ideias. É mais gestor do que político, mas parece mais político do que gestor.
Os que estão na “comissão de trás”, Giuseppe Vecci, Luiz Bittencourt e Francisco Júnior, são tecnicamente superiores a Iris Rezende e Waldir Soares e são mais preparados para o debate. Bittencourt tem a capacidade rara de transformar um discurso técnico e complexo numa fala simples, mas não banalizada. Giuseppe Vecci, de todos, certamente é o que tem mais experiência como gestor (participou dos governos de Marconi Perillo, como elemento de criação) e é um debatedor feroz e capaz. O verbo de Waldir Soares, para ficar num exemplo, não é páreo para o verbo de Vecci. Francisco Júnior, embora tímido, tem um discurso técnico afiado e moderno. Um deles pode descolar e, se isto acontecer, tende a ir para o segundo turno.
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Foto: Renan Accioly/Jornal Opção[/caption]
Vitorioso na Colômbia e no Tocantins, o publicitário Marcus Vinicius fechou contrato para fazer a pré-campanha de Giuseppe Vecci (PSDB) para prefeito de Goiânia.
O golden boy José Paulo Loureiro, que articula financeiramente para o pré-candidato tucano, conduziu a negociação.
Marcus Vinicius é craquíssimo, mas seu talento precisa ser mais bem reconhecido em Goiás. Giuseppe Vecci pode ser o seu “case” de sucesso no Estado.
Marqueteiro hábil e inteligente, Marcus Vinicius dará uma roupagem nova ao candidato, mas sem mexer na estrutura de suas ideias. Porque ele sabe que um político com a estatura de Vecci não pode ser “vendido” como sabonete. Mas pode melhorar o discurso (sua forma), torná-lo mais plástico e acessível para todos. O publicitário costuma surpreender pela qualidade de seu trabalho, pela criatividade e por não desanimar nunca.
Nome da delegada fica cada vez fica mais forte dentro do PT e ao que tudo indica será ela a candidata ao Paço
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Iris Rezende e Waldir Soares podem sair na frente e serem atropelados por candidatos com discursos mais modernos para dinamizar Goiânia[/caption]
Eleição é uma caixinha de surpresa? Pesquisas qualitativas e quantitativas permitem mapear quadros políticos, mas as eleições são definidas na campanha. O eleitorado, cada vez mais maduro, não se preocupa tanto com candidatos que saem na frente, disparados, e são logo apontados como praticamente eleitos por seus aliados e, até, pela imprensa. O eleitorado examina, durante a campanha — raramente antes, exceto os eleitores mais politizados —, duas coisas: os projetos dos candidatos e, também, os próprios candidatos. De nada adianta um plano excelente se o candidato não convence o eleitor de que tem condições técnicas de colocá-lo em prática. Pela exposição, pela clareza (ou não) de raciocínio, o eleitor percebe a qualidade técnica e a energia, pessoal e política, do candidato. De cara, descarta candidatos que apresentam mal suas ideias, porque fica parecendo que as ideias não são deles, e sim de marqueteiros.
Em suma, o candidato e seu projeto precisam ser críveis para o eleitor. Detalhe: o eleitor tende a descartar de bate-pronto, sem dar-lhe uma segunda chance, o candidato que começa mal, mostrando fragilidades de conteúdo e sugerindo que está tentando ludibriá-lo. A partir do que se disse, é aceitável que Iris Rezende, do PMDB, e Waldir Delegado Soares, do PR, já estão praticamente no segundo turno, mesmo sem campanha? De maneira alguma. Na verdade, o quadro está inteiramente aberto. E o eleitor de Goiânia tende a surpreender, mas por vezes repete um padrão: entre um candidato populista, ao estilo de Iris Rezende e Waldir Soares, e um candidato gestor, ao estilo de Giuseppe Vecci, Vanderlan Soares, Adriana Accorsi, Francisco Júnior e Luiz Bittencourt — se estes conseguirem mostrar que têm credibilidade —, pode ficar com o segundo tipo.


