Resultados do marcador: Prefeitura de Goiânia
Na solenidade de renovação da concessão da Saneago em Goiânia, o governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, brincou com a deputada estadual Adriana Accorsi, pré-candidata do PT à prefeita da capital: “Vou te apoiar no segundo turno — a não ser que você não queira”. A delegada não titubeou e foi rápida no gatilho: “Claro que quero!” A petista dirigiu a Polícia Civil, a convite do tucano, e os dois sempre se deram bem. Eles se respeitam e se admiram.
Um dos médicos mais conhecidos do Brasil, dadas as cirurgias de siameses, Zacharias Calil é o objeto de desejo de 11 entre dez políticos
Evento ocorre na manhã do próximo sábado, na Câmara Municipal
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Giuseppe Vecci, Vanderlan Cardoso, Luiz Bittencourt e Francisco Júnior: políticos modernos, um deles deve descolar e tende a
disputar o segundo turno com Iris Rezende ou Waldir Soares[/caption]
Dois políticos descolaram dos demais pré-candidatos na disputa pela Prefeitura de Goiânia: Iris Rezende, do PMDB, e Waldir Delegado Soares, do PR. Quem quiser tirar um dos favoritos do páreo precisa crescer e se aproximar, cada vez mais. Ressalve-se que o favoritismo do peemedebista e do republicano é o que se pode chamar de inercial. Primeiro, porque são mais conhecidos. Segundo, porque os demais pré-candidatos são menos conhecidos. Terceiro, porque ainda não há campanha, quer dizer, exposição de projetos e debates.
Os populistas Iris Rezende e Waldir Soares são populares, mas não são craques na arte de debater. O peemedebista, por ser mais experimentado, tende a se sair melhor. Mas o republicano, se permanecer monotemático — sugando até os “ossos” o tema da segurança pública —, tende a ser “esquecido” pelo eleitorado de classe média. A impressão que se tem é que o delegado prega para convertidos, mas não se preocupa em adotar um discurso para “converter” novos eleitores.
Vanderlan Cardoso, do PSB, não é populista, mas também não é um grande debatedor. Ele é capaz de articular projetos que “ficam de pé”, mas raramente consegue fazer uma exposição dinâmica e convincente de suas ideias. É mais gestor do que político, mas parece mais político do que gestor.
Os que estão na “comissão de trás”, Giuseppe Vecci, Luiz Bittencourt e Francisco Júnior, são tecnicamente superiores a Iris Rezende e Waldir Soares e são mais preparados para o debate. Bittencourt tem a capacidade rara de transformar um discurso técnico e complexo numa fala simples, mas não banalizada. Giuseppe Vecci, de todos, certamente é o que tem mais experiência como gestor (participou dos governos de Marconi Perillo, como elemento de criação) e é um debatedor feroz e capaz. O verbo de Waldir Soares, para ficar num exemplo, não é páreo para o verbo de Vecci. Francisco Júnior, embora tímido, tem um discurso técnico afiado e moderno. Um deles pode descolar e, se isto acontecer, tende a ir para o segundo turno.
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Foto: Renan Accioly/Jornal Opção[/caption]
Vitorioso na Colômbia e no Tocantins, o publicitário Marcus Vinicius fechou contrato para fazer a pré-campanha de Giuseppe Vecci (PSDB) para prefeito de Goiânia.
O golden boy José Paulo Loureiro, que articula financeiramente para o pré-candidato tucano, conduziu a negociação.
Marcus Vinicius é craquíssimo, mas seu talento precisa ser mais bem reconhecido em Goiás. Giuseppe Vecci pode ser o seu “case” de sucesso no Estado.
Marqueteiro hábil e inteligente, Marcus Vinicius dará uma roupagem nova ao candidato, mas sem mexer na estrutura de suas ideias. Porque ele sabe que um político com a estatura de Vecci não pode ser “vendido” como sabonete. Mas pode melhorar o discurso (sua forma), torná-lo mais plástico e acessível para todos. O publicitário costuma surpreender pela qualidade de seu trabalho, pela criatividade e por não desanimar nunca.
Nome da delegada fica cada vez fica mais forte dentro do PT e ao que tudo indica será ela a candidata ao Paço
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Iris Rezende e Waldir Soares podem sair na frente e serem atropelados por candidatos com discursos mais modernos para dinamizar Goiânia[/caption]
Eleição é uma caixinha de surpresa? Pesquisas qualitativas e quantitativas permitem mapear quadros políticos, mas as eleições são definidas na campanha. O eleitorado, cada vez mais maduro, não se preocupa tanto com candidatos que saem na frente, disparados, e são logo apontados como praticamente eleitos por seus aliados e, até, pela imprensa. O eleitorado examina, durante a campanha — raramente antes, exceto os eleitores mais politizados —, duas coisas: os projetos dos candidatos e, também, os próprios candidatos. De nada adianta um plano excelente se o candidato não convence o eleitor de que tem condições técnicas de colocá-lo em prática. Pela exposição, pela clareza (ou não) de raciocínio, o eleitor percebe a qualidade técnica e a energia, pessoal e política, do candidato. De cara, descarta candidatos que apresentam mal suas ideias, porque fica parecendo que as ideias não são deles, e sim de marqueteiros.
Em suma, o candidato e seu projeto precisam ser críveis para o eleitor. Detalhe: o eleitor tende a descartar de bate-pronto, sem dar-lhe uma segunda chance, o candidato que começa mal, mostrando fragilidades de conteúdo e sugerindo que está tentando ludibriá-lo. A partir do que se disse, é aceitável que Iris Rezende, do PMDB, e Waldir Delegado Soares, do PR, já estão praticamente no segundo turno, mesmo sem campanha? De maneira alguma. Na verdade, o quadro está inteiramente aberto. E o eleitor de Goiânia tende a surpreender, mas por vezes repete um padrão: entre um candidato populista, ao estilo de Iris Rezende e Waldir Soares, e um candidato gestor, ao estilo de Giuseppe Vecci, Vanderlan Soares, Adriana Accorsi, Francisco Júnior e Luiz Bittencourt — se estes conseguirem mostrar que têm credibilidade —, pode ficar com o segundo tipo.
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Foto: Fernando Leite[/caption]
O Jornal Opção fez uma pergunta a dois pesquisadores e a dois marqueteiros: “Por que Adriana Accorsi retira votos de Waldir Soares e este retira votos daquela?” Os quatro admitiram que, para fazer uma avaliação consistente, precisariam ter em mãos levantamentos amplos e feitos a partir de indagações específicas, em termos qualitativos e quantitativos. Mas, baseados em estudos que examinaram, sugerem que, como são da área de segurança — ambos são delegados da Polícia Civil —, o pré-candidato do PR e a pré-candidata do PT atraem o mesmo tipo de eleitorado, aquele que está mais preocupado com a violência. Porém, frisam, se a violência cair, o que pode não ocorrer no curto prazo, tendem a perder um pouco de sua vitalidade política. Os profissionais formulam uma tese parecida, assim sintetizada: Waldir Soares atrai um eleitorado que exige medidas duras na área de segurança — ações sem contemplação contra os criminosos —, enquanto Adriana Accorsi atrai um eleitorado que, embora queira que o problema da violência seja resolvido, não aprecia que a polícia seja excessiva no combate ao crime. Por dois motivos. Primeiro, porque são humanistas. Segundo, porque avaliam que uma polícia violenta começa agredindo criminosos e, em seguida, estará agredido qualquer pessoa.
A conclusão dos marqueteiros e pesquisadores é: o discurso de Waldir Soares tende, ao menos num primeiro momento, a atrair um maior número de eleitores. Porém, se Adriana Accorsi conseguir apresentar uma tese bem formulada — do tipo “violência gera mais violência” —, e se a tese for assimilada pela sociedade, sobretudo pelas classes médias, é possível que acabe por retirar votos do delegado-deputado. As classes médias, embora assustada com a violência, temem apoiar candidatos tidos como “excessivos”, autores da tese de que, com ações violentas — e não necessariamente de Inteligência —, pode se resolver o problema da criminalidade.
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Foto: ABr[/caption]
O deputado Waldir Delegado Soares tem uma história limpa. Não há nada que o desabone. Mas sua filiação ao PR de Valdemar Costa Neto, um dos reis do mensalão — condenado pela Justiça —, pode atrapalhar sua campanha, sobretudo quando, em debates, falar de ética. Como um candidato que defende tanto a moralidade na condução da coisa pública pode aliar-se a um político como Costa Neto? O delegado será perguntado a respeito com frequência, o que poderá desviá-lo de apresentar suas propostas para administrar Goiânia. Ele poderá dizer: “Estou chegando agora e não tenho nada com a história do partido”. Não é uma resposta ruim, mas o eleitor pode não aceitá-la.
Ante o crescimento do deputado federal Waldir Delegado Soares, que parece ter conquistado o apoio dos deserdados mas também dos jovens que militam na internet — e que podem ser tudo, menos deserdados —, cientistas políticos e pesquisadores começam a avaliar a possibilidade de um segundo turno entre o delegado e um candidato da base do governador Marconi Perillo. [relacionadas artigos="59735"] A tese é a seguinte: Waldir Soares e Iris Rezende estão disputando praticamente o mesmo eleitorado. Durante a campanha, a partir de certo momento, é possível que um passe a “canibalizar” o outro. O resultado é que um vai crescer mais e o outro tende a ser puxado para baixo. Aí poderá ocorrer uma surpresa: um candidato da base governista pode, por exemplo, suplantar Iris Rezende — se este for o canibalizado no processo — e disputar o segundo turno com o delegado Waldir Soares. Quando se fala “base do governador Marconi Perillo” devem ser incluídos Giuseppe Vecci, do PSDB, Luiz Bittencourt, do PTB, e Virmondes Cruvinel (ou Francisco Júnior), do PSD. Mas não se pode descartar Vanderlan Cardoso, do PSB, que está meio em cima do muro. Quer pertencer à base do tucano-chefe, mas sabe que os espaços estão fechados, dada a quantidade de candidatos governistas. Porém, se Iris Rezende for arrancado do páreo, por um possível crescimento vertiginoso de Waldir Soares, não está descartado, logicamente, que Vanderlan poderá disputar com o líder do PSB o segundo turno. A disputa pela Prefeitura de Goiânia, daqui a sete meses — que passam rapidamente, quase num passe de mágica —, pode reservar surpresas. Poucas ou muitas, não se sabe.
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Montagem[/caption]
Instados a examinar o quadro político de Goiânia, pesquisadores e cientistas políticos concluíram a mesma coisa: se der Iris Rezende (PMDB) e Waldir Delegado Soares no 2º turno, a tendência é que o primeiro seja vitorioso. Por quê? No momento, estão praticamente empatados tecnicamente. Mas Iris tem o diferencial da experiência e é mais palatável à classe média. Os especialistas sugerem que Vanderlan Cardoso (PSB) e Giuseppe Vecci (PSDB) terão dificuldade de ir para o segundo turno. Porém, se forem, terão mais condições de derrotar Iris Rezende. O motivo? São bem diferentes do peemedebista e, como gestores qualificados, têm forte apelo na classe média.
Os especialistas sublinham que o eleitorado de classe média é decisivo nas eleições de Goiânia. Ela prefere votar em políticos que são mais gestores e que apresentem ideias consistentes e críveis sobre como gerir a prefeitura e a cidade.
Decisão deve ser acertada apenas na terça-feira da semana que vem, dia 1º
O deputado federal afirma que pode disputar a prefeitura da capital e sugere que o SD vai definir posições depois do fechamento da “janela” para mudança partidária
Na lista de aliados almejados estão o PSB de Vanderlan Cardoso, o PP de Sandes Júnior e o PSD de Virmondes Cruvinel e Francisco Júnior


