Resultados do marcador: Prefeitura de Goiânia
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Delegado Waldir e Vanderlan Cardoso | Fotos: Renan Accioly/ Jornal Opção[/caption]
O objetivo número um da aliança que apoia Vanderlan Cardoso, candidato do PSB a prefeito de Goiânia, nos próximos dez dias, é passar o candidato do PR, Waldir Soares. Aposta-se que, superado o segundo colocado, que está caindo — mais precisamente, estagnado; é possível que esteja sendo “canibalizado” eleitoralmente por Iris Rezende, do PMDB —, se criará uma nova “expectativa de poder”. Não só: avalia-se que, “removido” o delegado, Vanderlan Cardoso tende a crescer e a se aproximar do postulante peemedebista. Há a tese de que Waldir, além de não crescer, está segurando a possibilidade de outro candidato crescer e se aproximar do líder.
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Vanderlan Cardoso , Waldir Soares e Iris Rezende: a tendência é que os eleitores julguem eles, e não suas alianças políticas[/caption]
Há corrupção na Saneago? Tudo indica que sim. Mas vale ressalvar que, para se ter uma visão global e isenta, é preciso que o caso, adiante, seja avaliado e julgado por um juiz. Por enquanto, está na esfera da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Em seguida, concluído, o inquérito será remetido à Justiça, que, aí sim, pode individualizar culpas e condenar — ou não — pessoas que forem comprovadamente venais. A pergunta é: o caso terá influência na eleição de Goiânia? Pode ser que sim e pode ser que não.
O eleitor brasileiro, não apenas o goianiense, tem o hábito de levar em conta, quando vota, o candidato — e não seu vice ou a aliança política que o banca. Veja-se o caso do deputado Waldir Delegado Soares, que tem o apoio do ex-deputado Valdemar Costa Neto, um dos mensaleiros que foram condenados pela Justiça. O eleitor avalia o apoio do político que até há pouco usava tornozeleira eletrônica ou o candidato a prefeito? O candidato, é claro. Adriana Accorsi é ligada a Delúbio Soares, o ex-tesoureiro do PT, mas o eleitor tende a avaliá-la, e não sua aliança com ele. Iris Rezende recebeu o deputado Eduardo Cunha em sua casa, mas o eleitor só vai julgar o candidato peemedebista. O mesmo pode ocorrer no caso da Saneago.
Vanderlan Cardoso é candidato do PSB, e não do PSDB — cujo presidente regional, Afrêni Gonçalves, está preso. Seu vice é o tucano Thiago Albernaz (de história limpa). Mas a tendência do eleitor é avaliar o postulante a prefeito, não sua aliança ou seu vice.
Alberto Araújo — O marqueteiro da campanha; Armando Vergílio — Líder do Solidariedade; Benitez Calil — Presidente do PSL em Goiás; Bráulio Morais — PSDB, um pé do governador Marconi Perillo na campanha; Carlos Maranhão — Marqueteiro, o outro pé Marconi na campanha; Eduardo Zarath — Presidente do PV; Elias Vaz — Vereador, do PSB; João Campos — Deputado federal e presidente do PRB em Goiás; Lucas Calil — Deputado estadual, do PSL; Lucas Vergílio — Deputado federal, do Solidariedade; Lúcia Vânia — Senadora, do PSB; Marcelo Augusto — Presidente do PHS de Goiânia ; Marcos Abrão — Deputado federal, do PPS; Pastor Quirino — Líder do PRB; Rafael Louza — Presidente do PSDB em Goiânia. Roni Pessoni — Do PSB; Sandes Júnior — Deputado federal e presidente do PP em Goiânia; Simeyzon Silveira — Deputado estadual, do PSC; Thiago Albernaz — O vice, do PSDB.
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Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O vice-prefeito de Goiânia, Agenor Mariano, é um dos golden boys do candidato do PMDB a prefeito da capital, Iris Rezende. Como dizem os indefectíveis colunistas sociais, são carne, unha e cutícula. O Jornal Opção pergunta: “Iris Rezende avalia que tem condições de ser eleito no primeiro turno?” O peemedebista responde: “Iris nos diz que é preciso trabalhar redobrado, sem vaidade e arrogância, respeitando todos os candidatos e, sobretudo, os eleitores. Não se ganha eleição por antecipação, temos consciência disso. No momento, nós temos 44% dos votos válidos e as pesquisas de intenção de voto sinalizam que estamos em processo de crescimento. O que esperamos é que, por meio do que se pode chamar de ‘migração de votos’, o nosso candidato conquiste votos dos indecisos e que, aos poucos, retire votos dos demais candidatos, como Waldir Soares. A tendência é que o candidato que está liderando, de maneira consistente, tanto por sua experiência em termos de gestão quanto pela estatura política, absorva o chamado voto útil”.
Agenor Mariano afirma que, ao examinar as pesquisas, pouca atenção se tem dado a uma informação: “Iris Rezende está superando o que alguns chamam de ‘teto do PMDB’, cerca de 30%, e se aproximando dos 40% das intenções de voto. Ao mesmo tempo, os demais candidatos, como Waldir Soares e Vanderlan Cardoso, longe de crescerem, perderam contato com o postulante peemedebista. Eles não estão crescendo. No caso específico do postulante do PR, há sinais evidentes de que está caindo e não se sustenta até 2 de outubro. Por certo, daqui para frente, lutará, não para se aproximar de Iris, o que parece impossível, e sim para não perder espaço, ainda mais, para Vanderlan. O fato é que só Iris está numa situação confortável. Os demais lutam para disputar o segundo turno com o nosso candidato. Este é o quadro real. O resto é filigrana política”.
Tese de um deputado petista: “Sabemos que, a partir de determinado momento, dada sua estrutura poderosa, Vanderlan Cardoso irá superar Waldir Soares, que não tem consistência política nem um grupo sólido de apoio. Assim que isto acontecer, a candidata a prefeita de Goiânia pelo PT, Adriana Accorsi, vai partir pra cima do delegado, com o objetivo de superá-lo, e depois vai tentar se aproximar do candidato do PSB”.
Levantamento do Instituto Grupom para a rádio 730-AM repete situação registrada antes por Serpes e Instituto Paraná: Iris tem vantagem, Waldir estaciona em 2º e Vanderlan está na 3ª posição
A rejeição de Iris Rezende (34,5%) e Waldir Soares (34,2%) é alta. Vanderlan Cardoso é o menos rejeitado pelos eleitores
O geólogo e marqueteiro Carlos Maranhão integrou-se à campanha de Vanderlan Cardoso, com o objetivo de dar um verniz mais social ao discurso do candidato do PSB a prefeito de Goiânia. Mais: Carlos Maranhão, na equipe, é sinal de que o governador Marconi Perillo está mesmo empenhado na campanha do empresário.
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Arquivo[/caption]
Há quem aposte que, durante a campanha, quando apresentar suas propostas e sua serenidade, Adriana Accorsi poderá crescer nas pesquisas. Pode não ser eleita, nem ir para o segundo turno, mas tende a melhorar seus índices nas pesquisas de intenção de voto. O maior problema de Adriana Accorsi não é a deputada-delegada — é o PT, uma verdadeira pedra no caminho. Ressalve-se que não está envolvida em nenhum escândalo — seja nacional, estadual e municipal. É ficha limpíssima.
Há quem aposte, sobretudo no PT, no PSD e no PMDB, que o candidato do PR, Waldir Delegado Soares, será tão desidratado, ao ser apresentado como inconsistente como gestor, que cairá para o quarto lugar, atrás de Iris Rezende (PMDB), Vanderlan Cardoso (PSB) e, sim, Adriana Accorsi. Pode ser que aconteça isto. Mas o policial-deputado é um fenômeno eleitoral, um fenômeno de massas, produzido e reproduzido pelas redes sociais, e não pode ser subestimado. Trata-se de um candidato fortíssimo e com forte empatia com a população.
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