Waldir Soares garante que supera Iris Rezende nas pesquisas de intenção de voto

delegadoO deputado federal Waldir Soares diz que pretende disputar a Prefeitura de Goiânia pelo PSDB. “Só saio do partido se sentir que fui preterido. Quero que o partido aponte as regras para definir o candidato a prefeito até outubro. Convenhamos, não é pedir muito.”

Waldir diz que tem sido assediado em Brasília e em Goiânia por líderes de quase todos os partidos. O deputado se tornou o objeto do desejo dos partidos. “Sou o noivo preferido”, exulta. “Espero que o PSDB queira se casar comigo e não me obrigue a buscar outra noiva.” Ele afirma que mantém relacionamento com políticos inclusive do PMDB. “Iris Rezende, José Nelto e Bruno Peixoto me respeitam. Em 2014, Iris tentou me convencer a disputar mandato de deputado estadual pelo PMDB, mas eu queria disputar mandato de deputado federal. Ele chegou a sugerir que poderia me apoiar para prefeito, em 2016.”

Pesquisas registram sua ascensão. “Serpes e Fortiori apontaram que eu estava em terceiro e, depois, em segundo lugar. Agora, sei que lidero as pesquisas de intenção de voto.”

Waldir diz que Iris possivelmente disputará a prefeitura. “Sei que sua família não quer. Há o problema da idade [83 anos, em 2016], uma campanha em Goiânia é muita dura e o PMDB precisa se renovar. Observe-se que Marconi Perillo sempre retirou bons nomes do PMDB, como Thiago Peixoto e, agora, Marcelo Melo. Mas os líderes do peemedebismo são os mesmos desde 1982 pelo menos. A população percebe isto, nota que não há renovação de quadros.”

Os políticos “ouvem mas às vezes não captam bem o sentimento das ruas”, na avaliação de Waldir. “Os eleitores cobram renovação e não querem ‘dinossauros’. E não querem políticos envolvidos em esquemas.”

Ao que dizem que mal foi eleito deputado, Waldir já está planejando disputar uma prefeitura, o deputado assinala: “Na verdade, não estou abandonando meu mandato. Mas percebo que os eleitores me querem num cargo executivo para que possa fazer as coisas que prego aqui e agora. Um prefeito, se quiser, pode colaborar para melhorar a segurança de sua cidade”.

Vocacionado para a vida pública, Waldir diz que é um político full time. “Minha mulher disse a um repórter que, se quiser ficar perto de mim, precisa me acompanhar aos eventos. Na sexta-feira, pensei em levar meus filhos à escola, mas não consegui.” Na sexta-feira, 28, quando falou com o Jornal Opção, o deputado-delegado estava indo para um casamento coletivo em Goianira, cidade do entorno de Goiânia. “Eu não paro.”

O que o governador Marconi Perillo diz a Waldir quando conversam? “Recentemente, Marconi saiu de Goiânia e me procurou em Brasília. Ele me disse que não tinha candidato definido a prefeito de Goiânia e que as regras seriam ‘claras’. As regras para a disputa da capital, assim como de outras cidades, devem ser decididas em nível nacional, inclusive com a participação do presidente do PSDB, Aécio Neves.”

No domingo, 30, Waldir irá para Curitiba, onde, com outros integrantes da CPI da Petrobrás, vai ouvir envolvidos na Operação Lavo Jato-Petrolão. “Aproveitei e agendei uma visita ao prefeito da capital do Paraná. Curitiba é uma cidade-modelo em várias áreas. Quero informações precisas sobre reciclagem de lixo e transporte coletivo.”

Aos que dizem que não tem experiência com gestão, Waldir corrige: “Podem dizer que não tenho experiência como gestor-prefeito, mas, no Paraná, trabalhei com o ex-prefeito e arquiteto Jaime Lerner. Eu fui auditor fiscal em Curitiba. Vou dizer uma coisa que até parece heterodoxa. Na primeira campanha para deputado, em 2010, obtive 40 mil votos. Foi uma campanha franciscana, mas organizada e bem administrada. Em 2014, mesmo sem recursos financeiros, planejei minha candidatura e obtive quase 300 mil votos — um recorde histórico em Goiás. O que usei na campanha? Marketing, gestão e criatividade, como uso inteligente das redes sociais, mantendo-me em contato direto com os eleitores. Minha campanha deveria ser examinada com mais atenção pelos meus críticos. Foi uma grande campanha com custo reduzido e isto se deve ao fato de eu ter noções de gestão. Não tenho igreja e não há grupos por trás de mim. Nas delegacias nas quais trabalhei, fui um gestor eficiente. O que há, e muito, são preconceitos contra mim”.

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