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Buonaduce: “Gestão da Ordem deve ir além de apenas enfrentar a crise”

Em visita ao Jornal Opção, advogado Flávio Buonaduce defendeu que a atual gestão OAB-GO precisa olhar mais pelo advogado

Mercadante nega ajuda financeira a Delcídio e poupa Dilma

Petista disse que gravações de uma conversa dele com Delcídio foram deturpadas e garante que fica no Ministério da Educação

Daniel Vilela: “PMDB vai ser, de novo, o partido que mais elegerá prefeitos em Goiás”

Focado na disputa pela presidência estadual da legenda e reforçando foco nas eleições de 2016, deputado federal falou sobre futuro político e expectativas

Cineasta Pedro Novaes: “Temos um cinema de qualidade sendo feito em Goiás”

Com sessões abertas ao público, os curtametragens produzidos no Estado serão exibidos em dois dias na mostra "O Amor, a Morte e as Paixões" [caption id="attachment_57024" align="alignnone" width="620"]Cineasta Pedro Novaes: “Temos hoje um meio de produção audiovisual e cinematográfico goiano que está se consolidando cada vez mais” Cineasta Pedro Novaes: “Temos hoje um meio de produção audiovisual e cinematográfico goiano que está se consolidando cada vez mais”[/caption] [relacionadas artigos="57019,57209"] Na nona edição da mostra “O Amor, a Morte e as Paixões”, as produções goianas ganham destaque. Com sessões abertas ao público, os curtametragens produzidos no Estado serão exibidos em dois dias. O cineasta e curador dos filmes, Pedro Novaes, contou ao Opção Cultural como foi o processo de seleção das obras, suas características, e analisa a produção audiovisual e cinematográfica goiana. Como foi a seleção dos curtametragens? Foi mesmo um processo de curadoria, ainda que não tenha seguido um processo formal de seleção. Eu os selecionei com base no que acompanho da produção de Goiás, pois tenho assistido, praticamente, tudo o que é feito no cinema goiano nos últimos anos. Junto com o que foi produzido, também pedi que alguns realizadores me enviassem o que eu não tinha assistido ainda e, com isso, selecionei as obras, contemplando alguns critérios. O primeiro é de qualidade; escolhi os melhores filmes feitos recentemente, deixando de fora os que já foram exibidos na própria mostra. Também contemplei a diversidade. Então, tem filmes de vários gêneros; são documentários, ficção e experimental. Portanto, traz um panorama da produção goiana dos últimos anos. O que o público pode esperar para esses dois dias? O público pode esperar essa diversidade, pois a mostra contempla os três gêneros (documentário, ficção e experimental) e, neles, são trabalhados vários tipos de roteiro; dos mais clássicos, como os narrativos, a linguagens mais modernas, e isso tanto na ficção, quanto no documentário. Temos documentários mais tradicionais e outros com uma linguagem mais inovadora. Como o sr. analisa a produção cinematográfica goiana dos últimos anos? A produção cresceu exponencialmente nos últimos dez anos com o surgimento de leis de incentivo e de editais dos variados níveis do governo (Lei Municipal, Lei Goyazes e, mais recentemente, o Fundo Estadual de Cultura, fora os federais). A produção, então, cresceu quantitativamente, mas dá para dizer que qualitativamente também. Nós temos hoje um meio de produção audiovisual e cinematográfica que está se consolidando cada vez mais; são profissionais competentes que trabalham também fora da cidade, além de um meio que pensa e discute cinema, colaborando assim com o fazer fílmico. Nos últimos anos, alguns longas e documentais têm sido produzidos aqui. Hoje mesmo, (pelo menos) cinco filmes de longa duração estão em produção, nas mais diferentes fases; alguns já na parte de finalização e outros começando a ser produzidos. E, mais que isso, nossas produções têm sido selecionadas para importantes festivais nacionais. Alguns curtametragens — como “Julie, Agosto, Setem­bro” (2011), de Jarleo Barbosa, um dos mais evidentes — passaram por esses festivais. Eu mesmo tive o meu longa, “Cartas do Kuluene”, selecionado para a 35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em 2011. E, já em 2016, nós tivemos a excelente notícia que o longa de Marcela e Henrique Borella, “Taego Ãwa”, um filme sobre os índios Ãwa, será exibido na Mostra de Cinema de Tiradentes. Esta presença, talvez, seja o principal indicador de que temos um cinema de qualidade sendo feito em Goiás.

“Cidadão mais próximo do TCE é um fiscal do erário”

Ao comemorar avanços nos 27 anos de fundação do Tribunal de Contas, presidente ressalta aprimoramento de mecanismos para o combate à corrupção

Samuel Belchior: “Me magoa que o PMDB tenha chegado a esse ponto”

Presidente estadual do partido se diz arrasado, lamenta suspensão da eleição e alega que tudo estava acertado

Noite de poesia musicada: Bárbara Falcão e músicos se apresentam no Espaço Sonhus

Parte do projeto Som Nífero, a poetisa Bárbara Falcão e os músicos Marcelo Cursino e Acorde Jazz se apresentam no Espaço Sonhus na noite da quinta-feira, 22 [caption id="attachment_49138" align="alignnone" width="620"]Bárbara Falcão Fotos: Arquivo Pessoal[/caption] “Minha urgência de amor é tão grave quanto a urgência que tenho de silêncio e solidão” –– Barbara Falcão Yago Rodrigues Alvim Estudante de jornalismo, escritora, Bárbara Falcão é mais, poetisa. Há pouco tempo, se juntou aos músicos Marcelo Cursino e Acorde Jazz. Eles dão vida ao projeto Som Nífero, do Espaço Sonhus, que fica no Lyceu de Goinânia, no centro da cidade. Na noite da quinta-feira, 22, eles apresentam suas prosas poéticas, em violões, declamações. Conheça um pouco mais com a entrevista a seguir. Primeiro, gostaria de perguntar do grupo. Como foi se juntar ao Marcelo e ao Acorde Jazz (nome artístico de Renato Veríssimo)? De onde veio essa vontade, essa ideia? Bem, na verdade, antes o grupo era formado Marcelo Cursino, Renato Veríssimo e o Élio, mas ele saiu e ficaram só o Marcelo, com voz e violão, e o Renato, na guitarra. Eu não conhecia o Marcelo, conhecia apenas o Renato da faculdade (ele também cursa Jornalismo, na UFG). Ele sabe que eu escrevo, que tenho um blog; surgiu a oportunidade e ele me chamou, pois o projeto é música e poesia. A música deles e minha poesia. Isso deve ter uns dois meses; ele comentou comigo e eu aceitei. De lá para cá, vocês têm trabalhado em composições, em quê? Nós compusemos o espetáculo em si que é dividido igualmente em canções e poemas. As músicas são composições próprias do Marcelo e as poesias são minhas. O que temos feito é tentar casar os elementos para que, realmente, pareça uma coisa só e não um conjunto de elementos que jogamos de qualquer jeito. Se eu falo sobre o tempo, por exemplo, ele entra com uma música que também fala do tempo. Portanto, a composição foi mais na questão de conjunto para dar uma unidade. Claro que podemos fugir disso em algum momento, é inevitável. Bárbara Falcão 2 E sobre a oportunidade de se apresentarem no Sonhus? Eu gostei muito da proposta, pois o espaço é lindo e super acessível. O fato de ficar no centro da cidade torna tudo ainda mais poético. Para mim, é um marco falar poesias em público, pois é uma exposição total e completa, uma entrega que não dá pra ser pela metade, até porque, nos meus escritos, eu sempre falo de mim. Eu sempre tive vontade de declamar, vendo Maria Rezende, Matilde Campilho e até a Bethânia mesmo. Acho fantástico isso de escrever em voz alta e isso se torna ainda mais intenso por serem escritos meus. Para ser sincera, eu não sinto que estou pronta. Minha poesia ainda tem muito a melhorar, bem como minha capacidade de incorporá-la e transmiti-la às pessoas. Só que tudo é um processo e se eu for esperar estar pronta realmente, eu nunca farei nada, porque nunca me sentirei completamente preparada. Por isso, estou indo com a consciência de que é um início, um primeiro passo, mais um aprendizado do que qualquer coisa. Pode citar um pouquinho do que rola na noite de quinta? “O efeito estufa chegou em Goiânia/Na flor da idade o sol nos alcançou/Estamos derretendo/sobre a grande estrela vermelha/que nos aquece como um jovem/fazendo força no auge da vida/E enquanto reclamamos e comentamos/sobre o quanto o sol está bem/e mau conosco/eu apenas me pergunto/o amor tem vida própria?/O amor é um linha reta/(...)/ Meu coração está coberto/por uma névoa vermelha/suspeito que seja amor/um amor que sangra sem doer/e escorre sangue/mesmo quando seca/Espero me cobrir inteira/antes que o sol nasça de novo/e até quando ele vier/que o calor/o mesmo calor que seca a boca/e a pele/me faça suar/e voar/como os pássaros/que me perseguem.” Serviço Son Nífero com Bárbara Falcão, Marcelo Cursino e Acorde Jazz Horário: 20h15 Local: Espaço Sonhus Valor: R$ 5

“Eu queria ser eu mesmo, ser único, e consegui”, diz guitarrista Michael Angelo Batio

Com um estilo repleto de técnica e rapidez, o norte-americano conta como desenvolveu a double-guitar e como aprendeu a tocar nos dois braços simultaneamente - mesmo sendo canhoto

Atriz Camila Morgado: “O ator tem que ser vertical, tem que se aprofundar nas questões do indivíduo”

Atriz abriu o Fórum de Cinema do Fica 2015 com um bate-papo sobre a construção da personagem

Pré-candidata à prefeitura, Nayara Barcelos diz que Rio Verde “pode mais”

Pré-candidata à prefeitura pelo PSB fala sobre aliança, eleições e os adversários – entre eles, o ex-marido, deputado federal Heuler Cruvinel (PSD)

Odair Resende: “Caiado prefere perder os prefeitos do DEM do que ficar sem o PMDB”

Prefeito de Quirinópolis afirma que senador é candidato ao governo em 2018 e precisa do apoio do PMDB. Gestor não aceita aliança e troca o DEM pelo PSDB

Poeta Luiz de Aquino: “Professores do meio acadêmico muitas vezes torcem narizes aos vultos goianos”

Em 2015, quatro literatos goianos têm seus centenários celebrados. Ainda que esquecidos em muitos meios, eles recebem destaques em eventos

Marcelo Piquiras comemora 30 anos do grupo e afirma: “Nunca pensei em desistir”

À frente de uma das marcas mais famosas de Goiás, o empresário relembra sua trajetória, que começou com um barzinho e hoje tem oito empreendimentos

Maestro Neil Thompson: “O público goiano é tão aberto à música clássica, escutam com tal concentração e respeito”

A Orquestra Filarmônica de Goiás abriu a segunda Turnê Nacional na noite de terça-feira, 7, no Oscar Niemeyer [gallery size="large" type="slideshow" ids="39942,39943,39944,39945"] Yago Rodrigues Alvim A Orquestra Filarmônica de Goiás apresenta sua segunda Turnê Nacional. A abertura aconteceu na noite de terça-feira, 7, em Goiânia, no Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON). A Filarmônica ainda retorna à consagrada Sala São Paulo e também se apresenta, pela primeira vez, no Festival de Inverno de Campos do Jordão. Com a presença do violoncelista Antonio Meneses, o concerto foi regido pelo maestro britânico Neil Thomson. Também titular e diretor artístico da Filarmônica, Thompson conversou com o Jornal Opção sobre a turnê, o público que tem sido cada vez maior nas apresentações e sobre seu trabalho na Orquestra. A segunda Turnê Nacional da Orquestra Filarmônica de Goiás começou na terça. O quê o público pode esperar do repertório desta turnê? Uma das coisas que mais amo em meu trabalho é a possibilidade de trazer um repertório diversificado para Goiânia. Eu sempre procuro misturar elementos musicais familiares com aqueles que ainda não são conhecidos do público. Procuro sempre trazer composições clássicas que nunca foram apresentadas no Brasil. Para a turnê, apresentaremos um programa muito distinto do compositor inglês Edward Elgar e do compositor dinamarquês Carl Nielsen. Vamos contar com a presença do aclamado violoncelista brasileiro Antonio Meneses, que executará o Concerto para Cello de Elgar. Elgar e Nielsen são dois compositores bem diferentes. As composições de Elgar são marcadas pelas características do romantismo do século XIX, já as de Nilsen são ícones do século XX. O que os dois compositores têm em comum? Elementos dramáticos fantásticos. O concerto de Elgar transmite uma atmosfera de melancolia e perda (ele foi profundamente afetado pela tragédia da Primeira Guerra Mundial). Já a sinfonia de Nielsen intercala elementos enérgicos com movimentos de tragédia intensa. [caption id="attachment_39946" align="alignleft" width="300"]Foto: Rafaella Pessoa Foto: Rafaella Pessoa[/caption] Nunca vimos, na capital goiana, um grande público em concertos de música clássica, como aconteceu nos concertos de Músicas de Filme (no CCON e Parque Flamboyant). O quê o sr. diz do público em Goiânia? Esta é a outra coisa que eu amo sobre o meu trabalho. O público aqui é tão aberto à música clássica. Eles escutam com tal concentração e respeito e respondem com um entusiasmo quase inimaginável. Ambos os concertos foram realmente de momentos decisivos na história da Orquestra. Eu sempre tive uma sensação de que é possível construir aqui, ainda assim o público nesses concertos foi além das minhas expectativas mais otimistas! A ideia de um concerto com músicas de filmes é fantástica. De onde essa ideia vem? Esses concertos tornaram-se extremamente populares em todo o mundo nos últimos anos. É a grande música que o público gosta de ouvir e que as orquestras adoram brincar. Uma combinação perfeita. Como é sua experiência de trabalho com a Orquestra Filarmônica de Goiás? Trabalhar com a Filarmônica tem sido uma das experiências artísticas mais felizes e gratificantes da minha vida. É um grupo cheio de pessoas empenhadas e trabalhadoras que atuam com uma energia que simplesmente tira o meu fôlego.  Esta é a chance de construir algo que é significativo tanto para os músicos como para a comunidade em geral. Eu também tenho uma equipe administrativa que é de primeira qualidade, o que é crucialmente importante. Eu tenho a impressão de que todo mundo acredita apaixonadamente neste projeto. As possibilidades parecem ilimitadas.  

Américo Poteiro: “Não deixo de ser discípulo do meu pai. Mas o meu mundo é um e o dele era outro”

As comparações com o pai, Antônio Poteiro, são inevitáveis. Entretanto, o mineiro -- goiano de coração -- frisa a necessidade da busca pela identidade própria