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Pré-candidato a prefeito pelo PTB, engenheiro diz que o Brasil está cansado da política do conchavo e da volatilidade
Para especialista, radicalização carece de discussão em um cenário muito apaixonado e hiperpolitizado
Ação criminosa que matou uma assessora do MP e destruiu duas agências bancárias comprova que é preciso se adequar aos novos desafios impostos pelo crime organizado
Sem dados concretos e experiência prévia fica difícil criticar a iniciativa do governo de Goiás. Pode ser, ou não, uma saída para atenuar a distância gigantesca entre os ensinos privado e público. Só saberemos se for testada
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Senadora Lúcia Vânia | Foto: Alexandre Parrode[/caption]
Ainda não há maioria para aprovação de um eventual processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) no Senado. É o que afirma a senadora Lúcia Vânia (PSB).
Na avaliação da ex-tucana, embora haja uma "predisposição" para se discutir o impedimento da petista, não há votos suficientes ainda. São necessários dois terços dos parlamentares (54, dos 81 senadores).
Questionada sobre o posicionamento do PMDB no que diz respeito ao impeachment, Lúcia Vânia sustenta que no Senado a situação é bem diferente da Câmara.
"No Senado, não se percebe muito a divisão. Na Câmara, este racha é bem mais evidente: existem os que seguem as orientações do vice-presidente Michel Temer e os que seguem Eduardo Cunha. Há uma divisão muito grande, que é incentivada por Cunha, que tem todos os poderes na mão", argumenta.
A pessebista defende que, antes de se discutir impeachment de Dilma, é preciso retirar Cunha da presidência, pois ele "zomba" de todo o Parlamento.
Senadora filiou-se ao PMDB, mas continua absoluta no PSD, de onde saiu deixando os filhos; nas próximas eleições, mesmo não disputando cargo, ela terá peso decisivo nas composições partidárias
Dock Junior
O ex-governador Siqueira Campos (PSDB) desapareceu dos canais midiáticos, se enclausurou. Os seus efusivos discursos se calaram. Por sua vez, o ex-governador Sandoval Cardoso (SD), derrotado ao disputar a reeleição, sequer esperou acabar seu mandato para se afastar de todo e qualquer convívio. No dia seguinte à eleição que perdeu, sumiu do mapa. O final do seu governo foi desastroso, e porque não dizer, uma clara tentativa de inviabilizar a gestão do sucessor. Foi digno de esquecimento.
A senadora Kátia Abreu (PMDB), ora aliada, ora adversária, cedeu sua vaga no senado ao PT, através de seu suplente Donizete Nogueira, e assumiu o Ministério da Agricultura no governo Dilma Rousseff, também do (PT). Pode parecer um contrassenso para o eleitor, Kátia Abreu se aliar ao partido vermelho, uma vez que este possui profundos laços com o MST, enquanto a ministra representa, na essência, os produtores rurais. É fato notório que na condição de parlamentar, era membro da bancada ruralista e presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA). A senadora, inclusive, levantou a bandeira e participou ativamente do movimento denominado União Democrática Ruralista (UDR), quando este atingiu seu ápice. Não foi à toa que certa feita uma índia tentou entregar um “presente de grego” à ministra: uma irônica motosserra de ouro, numa alusão ao suposto incentivo ao desmatamento, visando a formação de novas fronteiras agrícolas.
Enfim, o certo é que pelo menos por enquanto, Kátia Abreu está mais interessada nos assuntos de Brasília e do Planalto, do que propriamente nos temas do Palácio Araguaia.
O ex-deputado Marcelo Lelis (PV), um político que despontava como a futura liderança do siqueirismo, após a última eleição municipal rompeu com o grupo, alegando falta de apoio, e hoje está aliado a Marcelo Miranda (PMDB). Era para ser o vice-governador, inclusive. Todavia, em razão de procedimentos judiciais impeditivos, acabou por ceder a vaga a sua mulher, Claudia Lelis (PV).
Carlos Amastha (PSB), o prefeito da capital, também não está muito interessado nas questões governamentais. Há muito para resolvido e digerido no âmbito municipal. Provavelmente ele será candidato à reeleição e isso lhe ocupará muito tempo e dinheiro. No mesmo diapasão, seguem os prefeitos das cidades referenciais: Araguaína – Ronaldo Dimas; Gurupi – Laurez Moreira; e Porto Nacional – Otoniel Andrade. Melhor deixar o governo estadual de lado, por hora.
João Ribeiro morreu. Seu sucessor, Ataides Oliveira (PSDB), ainda faz uma oposição muito velada e pouco incomoda. Talvez a falta de contato com a população, na medida em assumiu como senador porque era o primeiro suplente de João, dificulte esta exposição. Muitos tocantinenses nem sequer têm consciência de que ele é um dos três senadores que representam o Estado, o que dirá suas convicções políticas...
O próprio PMDB de Marcelo Miranda, que também costuma ser um adversário de peso face aos constantes rachas e desacertos, tem se mantido em um silêncio ensurdecedor. O “fogo amigo” parece estar mitigado...
Dentre os parlamentares estaduais, a ampla maioria está alinhada com o governo, e na atual conjuntura política, não “oferecem perigo” ao governador.
Pois bem. O último dos moicanos é Eduardo Siqueira Campos. Um político com currículo invejável, que já exerceu até mesmo o mandato de Senador da República. Ele resolveu voltar às bases e começar outra vez, lá de baixo, como deputado estadual. Fez o certo. Arregimentou novamente os votos da base, porque entendeu que político sem mandato perde a força, cai no esquecimento e acaba por se desolar do ostracismo. O deputado, até o momento, tem feito uma oposição responsável e coerente. Expõe suas convicções e discursa como poucos e, talvez face à sua inquestionável experiência nos meandros da política, não “bate pesado” no chefe do Executivo, chegando mesmo a ponderar e votar com galhardia, quando os projetos beneficiam a população.
Todavia, não se sabe até quando Eduardo Siqueira Campos vai ser benevolente. Sua posição pode ser estratégica, face a esmagadora minoria da qual faz parte na Assembleia Legislativa.
E a população?!? Alguns “gatos pingados” se revoltaram contra o pacotaço proposto pelo Executivo, com o fito de readequar as contas, no entanto, como ocorre na maioria das vezes, sem coesão, sem força política e sem lideranças que abraçassem a causa, o movimento acabou por dissipar.
Quanto ao funcionalismo público, talvez por compreender o caótico cenário econômico que grassa pelo país, também “deu um tempo”.
Em suma, o governador Marcelo Miranda navega em águas calmas e límpidas, ou sobrevoa em céu de brigadeiro, como preceituam os jargões populares. Há um estado de letargia na política tocantinense neste momento, e por isso mesmo, uma excelente oportunidade para agir aproveitando o cenário político favorável. E é exatamente isso que gestor estadual tem feito. Talvez o livro de cabeceira do chefe do executivo seja “O príncipe” de Nicolau Maquiavel, que prescreve que o mal deve ser aplicado em dose cavalares e de forma instantânea; já o bem deve ministrado em conta gotas.
Na última reunião com Dilma Rousseff para discutir o Matopiba, o gestor explanou que começou a ganhar condições de governabilidade, vez que o arrocho econômico e a herança maldita vêm sendo superados. Tomara.
Faz parte, definitivamente, do processo político usufruir de períodos pouco conturbados e governar sem percalços. Todavia, o importante mesmo é não deitar em berço esplêndido como sugeria um determinado hino. O período de calmaria certamente não se prolongará por muito tempo!
Finalidade do consórcio é possibilitar um novo modelo de gestão, dinâmico e visionário, que seja eficiente em realizar os fins sociais do poder público de maneira integrada e cooperada
Pesquisa CNT/MDA mostra que quase 63% dos entrevistados são favoráveis ao impedimento da petista. Em março, eram 60%
Gesto militar para saudar o pendão nacional tem sido acusado de conter "forte simbolismo", mas comitê olímpico elogia ato: "demonstração de patriotismo"
Pesquisadores e marqueteiros começam a notar um fenômeno curioso: o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), melhorou sua gestão — nota-se suas mãos na cidade. No entanto, permanece a sensação de que a administração não é eficiente. Especialistas sugerem que, no momento em que a gestão do petista melhorou, é preciso azeitar a comunicação para superar o recall negativo.
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Imagem do painel durante o Festival Bananada | Foto: Marcello Dantas / Jornal Opção[/caption]
Laila Loddi
Especial para o Jornal Opção
As questões levantadas a partir da intervenção em edifício do conjunto arquitetônico do Centro Cultural Oscar Niemeyer nos levam a um debate importante e desafiador de limites, posto que não há consenso quando se trata de arte, arquitetura, cultura, cidade. Nossa experiência é um limite, que toca em outros limites e compreensões de mundo, o que faz da vida urbana este saboroso ou indigesto desafio de alteridade.
A polêmica instalação do coloridíssimo painel em alvíssima arquitetura “moderna” (a obra é de 2006) causa uma série de estranhamentos e questionamentos, tanto de arquitetos e arquitetas que se colocam em defesa do patrimônio moderno, quanto de artistas que defendem a permanência da obra, além da comunidade que questiona o centro cultural em si: distante; de difícil acesso; entregue há quase dez anos mas ainda não oferecendo todas as atividades a que estava destinado -- como a biblioteca que deveria funcionar no edifício onde se encontra (hoje, não sabemos até quando) o dito painel.
O fato é que o CCON é um espaço que vem se tornando lugar –- ocupado, transformado, vivo -– por conta de ações efêmeras como feiras de artesanato, pistas de skate e festivais de música. E foi um grande festival de música que nos apresentou o painel, proporcionando apropriação do centro cultural, tema tão caro aos gestores em geral e fato que seria amplamente aprovado se o edifício em questão não fosse assinado por Oscar Niemeyer -- talvez este, arrisco dizer, o ponto detonador de tamanha polêmica. Sim, porque em se tratando de patrimônio arquitetônico, a cidade deixa muito a desejar abandonando edifícios como a Estação Ferroviária ou permitindo alterações questionáveis como no Grande Hotel, para citar alguns exemplos.
Circularam nas redes sociais nesta semana críticas à intervenção na obra projetada por Niemeyer, e defesas a intenções de projeto e direitos autorais. A constituição de um acervo de Arquitetura Moderna Brasileira como patrimônio a ser protegido é fato inegável e digno de conhecimento pela sociedade, compreendendo aqui patrimônio como importante aspecto da identidade cultural. Vinculados a universidades, institutos de pesquisa, órgãos de preservação ou ao exercício profissional, pesquisadores vem debatendo a difusão e reconhecimento da herança moderna; a conservação de edifícios e conjuntos e a reflexão sobre a reutilização e intervenção sobre essa produção.
É importante dizer que este debate provoca um diálogo entre os pressupostos modernos com os anseios contemporâneos, observando que o ideário moderno não tinha como objetivo perpetuar-se intocável, mas ser flexível para adequar-se aos novos tempos sem perder suas qualidades.
Falando a partir do lugar de quem defende a apropriação e ativação dos espaços públicos e culturais da cidade, percebo que uma das qualidades mais emblemáticas da obra de Niemeyer -- para além da unidade formal; da monumentalidade escultural; de planta e fachada livres; etc., etc. -– é a natureza convidativa de seus projetos, de caráter efetivamente público e social; generosamente amplos, abertos, simbolicamente espaçosos: a esplanada que se abre ao pleno exercício da cidadania.
As utopias fazem parte da obra que nos deixou este grande arquiteto, merecedor da nossa admiração, especialmente pelo aspecto inovador de sua obra e pelo discurso desejante de participação popular nas esferas da política, da arte e da vida - declarando inclusive que a arquitetura não importa, o que importa é a vida. Embarcando nos desejos utópicos do arquiteto, me ponho a imaginar se não seria digno de sua aprovação uma intervenção do porte do painel executado pelos artistas goianos Bicicleta Sem Freio e Mateus Dutra, deflagrado a partir da apropriação de um espaço, de certa forma árido e inconcluso, por uma grande quantidade de jovens coloridos, tatuados, barulhentos e cheios de energia.
Imaginemos também a possibilidade potente da diluição deste sujeito-autor da arquitetura, compreendendo a arquitetura como uma arte não apenas fruto de um desenho autoral, mas concretizada na medida em que é ocupada pelo usuário, que lhe dá sentido e significado. O usuário seria, a partir desta perspectiva, participante da obra arquitetônica, já que interfere e é interferido por ela.
O evanescimento do autor nas artes visuais já é debatido há no mínimo 50 anos, nas proposições de ativa participação do público. Entretanto, nos meandros da arquitetura a possibilidade do apagamento do protagonismo da figura do autor ainda causa desconforto. A obra de arquitetura ainda é tida -- na maioria das vezes e inclusive no meio acadêmico -- como “cria” de um criador, e desta forma seria intocável, inalterável, imaculável.
Acredito que esta é uma grande oportunidade para pensarmos na possibilidade de um novo olhar sobre o exercício da arquitetura, dialogando com outras formas de expressão como a arte urbana e a cultura popular, liberando brechas para interferências por parte de quem produz, ativa e afeta o espaço.
O arquiteto seria, desta forma, um estimulador de processos de apropriação; não apenas um escultor determinista de formas para serem vistas, mas um produtor de espaços para serem habitados com todos os sentidos. O momento é oportuno também para debatermos as inquietações em torno dos espaços públicos culturais locais: de que forma são geridos, acessados, apropriados? E ainda, os artistas ilustradores nos trouxeram uma ótima chance de sentir e pensar a alteridade urbana através da arte, uma vez que precisamos menos de verdades absolutas sobre o que é arte e mais de exercícios de coexistência pacífica, de reciprocidade e de colaboração.
Isso os meninos dos festivais de rock nos ensinam sem saber.
Laila Loddi é professora, artista e arquiteta.
Prefeito petista não faz a pior gestão de Goiânia, como insistem alguns, mas é verdade que ele não consegue fazer o mínimo que se esperava dele, o que pode favorecer candidatos da oposição no ano que vem
O doutor em geografia e especialista em política internacional disse no “Roda Viva”, da TV Cultura, que a sigla da presidente tem cooptado políticos considerados conservadores
Luciana Vitorino Especial para o Jornal Opção Online O Goianão 2015 aproxima-se do final. Alguma razão para o Goiás não conquistar o seu 25º caneco? Poucas. Pouquíssimas. No entanto, razões para o torcedor e para a diretoria mudarem de postura sobram. No Goiás, infelizmente, prevalecem decisões de gestores com pouca noção da realidade financeira do país. Afirmo isso, em função de cobrarem R$ 40, 00 E R$ 80, 00 - por cada ingresso - em uma semifinal contra o Goianésia. Não dá! Não consigo enxergar razões sobre falta de vontade que a cúpula esmeraldina tem em ver um Serra Dourada cheio. Que gol contra! Futebol é povo! Onde fica a paixão dos esmeraldinos? Uma média pífia de público - 875 pagantes até a última rodada. Só ficam à frente da Aparecidense e do Grêmio Anápolis (um com 29 de anos de fundação e o outro com 16). Além disso, frases como "Ah! O campeonato é frio demais!”, “Este jogo é praticamente amistoso!” ou “ A tevê está transmitindo!" são as justificativas que mais ouvimos. Sendo assim, como a falta de público é motivada pelo preço do ingresso, ratifico: fico com o torcedor, que não comparece ao estádio. É ainda bom lembrar que o único campeonato no qual o Goiás possui reais chances de vencer é o Goiano, ou seja, por que não se apoiar mais o clube? Cabem aqui exemplos de torcedores que apoiam os clubes: itumbiarenses, anapolinos e goianesienses (palavrazinha complicada!). Os respectivos times lideram as seguintes médias de públicos: 7.979, 5.470 e 4.480. Por fim, nem os três citados times juntos chegam próximo ao investimento do Goiás Esporte Clube. Sabe qual a minha resposta para tudo isso? Diretoria e torcida juntos; isso ainda falta para o Goiás. Luciana Vitorino é jornalista e apresentadora nacional do Brasil Esportes – TV Aparecida.

