Últimas notícias
Supostos criminosos dizem ser integrantes da facção Comando Vermelho
A polícia prendeu três suspeitos de terem colocado fogo em sete ônibus, um rabecão do IML e uma ambulância da prefeitura de Aragarças, divisa de Mato Grosso. A captura foi feita na tarde deste domingo, 10, e o incêndio foi provocado na madrugada de hoje. Eles se dizem integrantes da facção criminosa Comando Vermelho.
[relacionadas artigos="163875"]
Segundo as autoridades, o incêndio teria sido praticado como uma represália dos criminosos por causa da morte de Jeferson Alves Martins conhecido como ‘Jefin Preto’, de 25 anos em confronto na zona rural de Bom Jardim de Goiás. Entre os suspeitos detidos está um rapaz conhecido pela alcunha de Sapão que teria admitido o crime de incendiar os veículos.
As prisões foram realizadas pelo Grupo Patrulhamento Tático (GPT), Polícia Militar de Goiás, Agência de Inteligência da PM, Polícia Militar de Mato Grosso e Polícia Civil de Aragarças sob comando do delegado Ricardo Galvão.
O pátio da Secretaria de Obras da prefeitura de Aragarças continua isolado para perícia e aguardando a força tarefa de Goiânia que virá na segunda-feira, 11.
Apesar disso, não há mais esperança que estas pessoas estejam vivas. Mortos confirmados são 165
Os trabalhos de buscas por 160 vítimas que ainda estão desaparecidas por causa do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho (MG), entraram no 17° dia neste domingo, 10. Mais uma vez os trabalhos se concentram na usina ITM, no setor administrativo – refeitório, casa e estacionamento – e nas áreas da ferrovia e de acúmulo de rejeito. No total, 35 equipes estão em campo desde as 8h. São 352 militares: 150 de Minas Gerais, 129 de outros estados, 64 da Força Nacional e nove voluntários.
Onze aeronaves, 35 máquinas e 19 cães farejadores também estão sendo utilizados neste domingo. Segundo o último balanço da Defesa Civil de Minas Gerais, divulgado no início nesta tarde, nove corpos ainda não foram identificados , duas pessoas seguem hospitalizadas, 138 estão desabrigadas e 165 mortes confirmadas.
Inspeção
Também neste domingo a Barragem Sul Superior da Vale, em Barão de Cocais, na região central de Minas, passa por inspeção técnica para avaliar a segurança da estrutura. Por causa do risco do rompimento, moradores do entorno da barragem tiveram que sair de casa às pressas na madrugada da última sexta-feira, 8.
A vistoria, segundo a Vale, vai avaliar novamente as condições de segurança, para a Agência Nacional de Mineração (ANM) verificar se muda ou não o alerta de rompimento da barragem. Não há prazo para que o novo parecer seja emitido. Ainda segundo a mineradora, até a emissão desse novo laudo o nível de alerta permanecerá como “nível 2”.
Reivindicação se baseia em texto que o Planalto já disse não ser o correto
Incêndio no centro de treinamento do Flamengo, na zona oeste da cidade do RJ, deixou dez mortos e três feridos nesta sexta-feira, 8

Oito corpos dos jovens jogadores do Flamengo já foram liberados pelo Instituto Médico-Legal (IML) do Rio e poderão ser sepultados. Segundo a instituição, dois corpos ainda não foram identificados.
O IML também informou que os corpos identificados já foram retirados pelas famílias. O enterro do goleiro Christian Esmerio está previsto para as 12h deste domingo, 10, no Cemitério de Irajá, na zona norte do Rio.
Na página oficial do Flamengo na internet, o clube listou os nomes dos jogadores já identificados pelo IML: Arthur Vinicius de Barros Silva, Pablo Henrique da Silva Matos, Vitor Isaias Coelho da Silva, Bernardo Augusto Manzke Pisetta, Gedson Corgosinho Beltrão dos Santos, Athila de Souza Paixão, Christian Esmerio Candido e Rykelmo de Souza Viana.
Sociedade civil, órgãos, entidades e especialistas poderão encaminhar sugestões ao órgão até março
Deputada estadual já foi prefeita de Valparaiso de Goiás, um dos municípios que mais perde com o encerramento do programa
Sabrina Garcêz pede revogação de decreto do prefeito que institui parâmetros para a categoria e defende tramitação de Projeto de Lei na Casa
Altas temperaturas, dois veranicos e chuvas irregulares motivaram a redução
Metódo usa inteligência artificial para saber, sem a necessidade de biópsia, se a pessoa tem câncer da pele
Gustavo Mendanha assinou decreto para implantação de complexo que gerará mais de 30 mil empregos
Instância funcionaria na Câmara Municipal, centralizando ações e trabalhos pelo fim da violência contra as mulheres
Decisão tomada pelo CNJ e Enamat passará a valer a partir de abril
Fogo que destruiu sete ônibus escolares, uma viatura de recolher corpos e uma ambulância de resgate pode ter sido criminoso

Um incêndio destruiu nove veículos no pátio da prefeitura de Aragarças-GO, na divisa com MT, na madrugada deste domingo, 10. Sete ônibus e microonibus, uma viatura de recolher corpos (rabecão) e uma ambulância de resgate que atendiam o município misteriosamente foram destruídos pelo fogo. O Prejuízo ultrapassa R$ 2 milhões e ninguém ficou ferido.
De acordo com a assessoria da prefeitura, o incêndio foi o maior já registrado na região. Bombeiros, policiais, integrantes do Samu e Populares se uniram na luta contra as chamas, enquanto o prefeito José Elias afirmou que o caso será rigorosamente apurado. Ele acredita que o incidente tenha sido uma retaliação a sua administração.
“Todos sabem que estou sendo perseguido de forma covarde por parte da oposição em Aragarças mas essa destruição atinge não a mim mas ao povo. A dignidade do aragarcense está ferida. As autoridades policiais precisam dar uma resposta satisfatória de quem partiu esse incêndio. As crianças não podem pagar por esse descalabro”, declarou José Elias.
A ocorrência foi atendida pelo Corpo de Bombeiros de Goiás, que acionou a equipe de Barra do Garças, cidade vizinha, no Mato Grosso, para ajudar no combate ao fogo.

Uma perícia no local também foi recomendada pela equipe do Corpo de Bombeiro e deve ser feita pela Polícia Civil para investigar as causas do fogo, já que há a suspeita de que o incêndio seja criminoso.
Queixas de crimes contra as mulheres são as mais registradas

Ao longo do ano passado, a SaferNet recebeu, por meio da Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, 133.732 queixas de crimes - em 2017, foram 63.698. As denúncias são feitas online por usuários anônimos, em projeto mantido pela SaferNet Brasil, em parceria com o Ministério Público Federal.
Goiás sai na frente com a criação da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (Dercc) que atua na apuração das infrações penais praticadas a partir do uso de recursos tecnológicos de informação ou da internet.
Entre os crimes que são investigados pela unidade, estão calúnia, difamação, infâmia, violação ao direito autoral, favorecimento à prostituição, preconceito ou discriminação de raça, cor e etnia, além de pedofilia e crimes contra a propriedade intelectual.
"A internet é, hoje, um universo em que a maioria dos brasileiros transitam em suas relações pessoais e de trabalho. Dessa forma, torna-se um terreno fértil e de fácil acesso para a ação de criminosos, em inúmeras situações. Passa da hora de o Estado cumprir, de fato, a sua função nessa área, na proteção e segurança dos cidadãos goianos", afirmou o deputado estadual Virmondes Cruvinel, um dos idealizadores da Dercc.
Para tentar alcançar cidadãos goianos, Cristiane Schmidt escreveu artigo sobre situação do Estado que mistura elementos econômicos e culturais
[caption id="attachment_163787" align="alignnone" width="620"]
Cristiane Schmidt | Foto: Reprodução[/caption]
A secretária da Fazenda de Goiás, Cristiane Schmidt, divulgou um texto em suas redes sociais para tentar, de forma pessoal, explicar como tem visto a situação do Estado e do Brasil e como uma solução viria para as dívidas e os problemas. Citando a famosa música "Comida", dos Titãs, Cristiane escreveu e enumerou, de forma simples, onde estão e quais são os débitos que assolam Goiás.
Também fica claro, no texto da secretária, que sua visão dos resultado que propõe para Goiás é otimista, mas não rápida, nem simples, como também costuma dizer durante as entrevistas. Vale lembrar, porém, que mesmo pedindo para que os poderes, os cidadãos e empresários deem as mãos neste momento, e trabalhem por uma solução, é visível que nem todos estão fazendo sua parte. Confira o artigo de Cristiane na íntegra.
A gente não quer só comida
A música dos Titãs “Comida” do final dos anos 80, escrita por Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Sérgio Britto, em muito se assemelha ao sentimento de terra arrasada lamentado pelos cidadãos em alguns estados brasileiros após as eleições de 2018. Afinal, fazendo uma analogia à música, a população “não quer só comida” (ter o básico para sobreviver), quer “comida, diversão e arte” (viver com qualidade).
Apesar desse desejo social, a realidade em diversos estados acena para uma situação tão calamitosa, que nem “comida” os novos governantes conseguem oferecer no curto prazo. É fato que há um problema estrutural na ótica das despesas orçamentárias estaduais, mas, em vários casos, observou-se uma irresponsabilidade ímpar no uso do dinheiro público por alguns governantes até 2018, enquanto a sociedade carecia de serviços essenciais.
No caso de Goiás, por exemplo, aos municípios, o governo anterior olvidou de repassar por 13 meses recursos da saúde; 7, de transporte escolar e 4, de merenda para o ensino básico, dentre outras rubricas, que juntas somam um rombo ao redor de R$ 185 milhões. Ao Ipasgo (plano de saúde dos servidores públicos), o governo tomou para si os recursos retidos destes colaboradores, os quais deveriam ter sido repassados para o instituto. Por isso, mais uma monta semelhante àquela foi deixada para o novo governo pagar. As ações sociais relativas ao Fundo Protege formam outros exemplos descabidos. Com atrasos sucessivos dos repasses aos beneficiários antes de 2018, os restos a pagar por este governo somam mais outro montante parecido. E assim vai. Buracos e mais buracos que, no total, resultaram em um déficit conjuntural de R$ 3,4 bilhões no orçamento de 2019, com 14 folhas a ser paga. Uma frustração para os mais necessitados. Um desalento para o contribuinte goiano.
Os novos governantes que chegaram em 2019 lançam esperança, é verdade, mas têm um estrondoso problema fiscal a ser enfrentado: parte estrutural, parte conjuntural. Para lidar com essa adversidade, muitos governadores primaram em formar equipes técnicas, imbuídas do verdadeiro espírito público: aquele que preza por servir ao público e não por se servir dele. Ainda assim, diante de tal situação, o desafio é monumental.
No caso de Goiás, há muito trabalho a fazer, mas o time do novo governo já arregaçou as mangas e está agindo. Já foi anunciada a programação de pagamento do salário de dezembro de 2018 dos servidores públicos, que o governo anterior ignorou existir. Ao mesmo tempo, iniciou-se estudos sobre formas de aumentar a receita, diminuir a despesa e renegociar a dívida, para cobrir o deficit total (conjuntural e estrutural) de mais de R$ 6 bilhões, que, em um orçamento de ao redor de R$ 20 bilhões, é um valor representativo.
Do ponto de vista estrutural, o contexto é, também, periclitante. Atualmente, a folha de pessoal goiana consume 83% da receita do Tesouro e as dívidas, 14%. Se acrescer o repasse obrigatório aos demais poderes (1,5%) e aqueles constitucionais, chega-se a mais de 133% da receita! Inexiste, assim, recursos para os gastos fulcrais.
Esse descalabro estrutural orçamentário é compartilhado por outros estados e a sua solução nem é simples, nem rápida. Mudanças na lei deverão ocorrer para que a economia dos estados volte a respirar, na antiga simbiose do law and economics, lembrando que leis alteram os incentivos dos agentes econômicos. O legislativo e o judiciário, portanto, precisam dar as mãos ao executivo.
Mais ainda: aos 3 poderes, os empresários também devem se juntar. Ledo engano que governos estaduais falidos conseguirão gerar competitividade para as suas empresas pela via dos benefícios fiscais. É uma estratégia antiga, que não necessariamente trouxe os resultados esperados e que, certamente, não é sustentável no cenário atual para a maioria dos estados brasileiros. É, indubitavelmente, uma nova realidade a que o Brasil se depara. Enfatiza-se: todo o Brasil, não um estado ou outro.
Cabe, consequentemente, o empresário brasileiro aceitar, compreender e ajudar os governos, não exigindo mais benefícios fiscais. Há, por sua vez, que buscar a almejada eficiência produtiva de outra forma, especialmente sendo todos nós atores ativos da chamada 4a revolução industrial, onde a inteligência artificial, a robótica, a nanotecnologia, entre outros temas podem auxiliar sobremaneira no aumento de competitividade das empresas. É aí que o governo deve envidar seus esforços, além de fomentar a entrada destas firmas em novos mercados no exterior. Os governos precisam dos empresários, assim como a sociedade também os querem. Só que os esforços conjuntos precisam contemplar medidas que não sejam renuncias fiscais.
Neste contexto, diversos governantes estão buscando alternativas. Paciência de todos, assim, será fundamental, pois nenhum status quo é alterado rapidamente, ainda que seja esse o desejo. Arrumar a casa demora, mas vale a pena, pois, como bem sabe o agricultor, é somente semeando com qualidade que a colheita será exitosa e gratificante.
Governos não podem existir com o objetivo de manterem a sua própria existência. Governos devem existir para darem oportunidades aos que não têm, para tirarem as pedras do caminho dos empresários, para eliminarem as falhas de mercado e para aumentarem o bem-estar social. Devem ser, assim, enxutos e eficientes.
Neste aspecto, uma coisa é certa: conquanto almejar o equilíbrio fiscal não seja um fim em si mesmo, sem este, nenhuma política pública poderá ser implementada e, aí, todos sairão perdendo. Perquire-se, destarte, maneiras eficientes e sustentáveis de viabilizar que as necessárias ações sociais possam ser implementadas com sucesso, aquelas que modificam vidas e lares, em especial referente as dos menos favorecidos. Em uma sociedade desigual, com péssima distribuição de renda, bolsas de estudo, por exemplo, devem ser ofertadas aos cidadãos de menor renda, jamais aos ricos [aqueles que pertencem a classe B – renda domiciliar entre 10 a 20 salários mínimos (lembrando que o salário mínimo de 2019 vale R$ 1.006,00) – e a classe A – renda domiciliar acima de 20 salários mínimos].
Fazendo uma analogia à musica do Titãs, destarte, a partir de 2019 e ao longo dos próximos 4 anos, espera-se que os novos governantes, se responsáveis forem, trabalhem com vigor para lograrem oferecer, além de “comida”, “diversão e arte”, de forma sustentável, para todos os seus cidadãos. Goiás certamente é um destes estados, mas há outros nesta empreitada. Oxalá sejam todos. Deveras, se cada estado fizer a sua parte, no médio prazo, teremos um Brasil melhor e mais justo.


