Força Sindical critica reforma da previdência: “Governo quer dar esmola”

Reivindicação se baseia em texto que o Planalto já disse não ser o correto

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres | Foto: Força Sindical

Em nota, a Força Sindical se manifestou sobre a reforma da previdência, pauta prioritária do Governo Federal, que deve começar a tramitar na Câmara dos Deputados nos próximos dias. Para a entidade, proposta é uma maneira de oferecerem “esmolas para aposentados”.

A crítica se baseia em um texto vazado do Planalto e divulgado na imprensa na última semana. Aliados do presidente Jair Bolsonaro (PSL) já disseram que o conteúdo eram do antigo projeto, sugerido ainda na gestão de Michel Temer (MDB). Ainda assim, os representantes trabalhistas não deixaram de se manifestar.

Os principais pontos destacados pela categoria foi a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem e o valor do benefício não ser mais atrelado ao salário mínimo. “Quaisquer alterações precisam ter como princípio que os aposentados recebam benefícios com valores suficientes para ter uma vida saudável e digna”, escreveram.

Para a Força, a proposta é um retrocesso, que “que penaliza e impede cada vez mais que a população tenha uma velhice digna”. Eles também reivindicaram um diálogo com a sociedade antes de aprovar nas instâncias de Poder. “É preciso acabar com os privilégios na previdência social!”, protestam.

A associação também declarou resistência ao projeto, a que chamaram de “ataque a direitos e conquistas”. Uma primeira manifestação está marcada para o dia 20 de fevereiro, em São Paulo, contra o fim da aposentadoria. “Não podemos deixar de destacar que valorizar as aposentadorias é uma forma sensata e justa de distribuição de renda”, finalizaram,

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