Opção cultural
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Aos 78 anos, depois de competir com Roberto Carlos, para o qual compôs, o cantor vai lançar uma música na sexta-feira
Juscelino Goulart de Oliveira
Especial para o Jornal Opção
Comenta-se que, quando o cantor Benito di Paula ia dar um show, seu cabelo chegava primeiro, ainda que por um beicinho de pulga. O cabelo era quase tão famoso quanto o artista. Era seu símbolo e, até, cartão de visita. Pois é: por causa da Covid-19, o homem que encantou multidões, e já foi uma das vozes mais ouvidas no rádio brasileiro, decidiu cortar a cabeleira. Cortar, não; raspar. Ele está carequinha. De quebra, arrancou até o cavanhaque e o bigode. Mas o talento ficou? Parece que sim.
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Benito di Paula em dois tempos: com o cabelão e, agora, carequinha | Foto: Reprodução[/caption]
Benito di Paula tem 78 anos, mas com corpinho de 52 anos. O autor de “Retratos de cetim” garante que, sem o cabelão e a barba, é mais fácil escapar da Covid-19, que, igual fã ardoroso, está tentando agarrar todo mundo. O ex-campeão de vendas de discos adverte, porém, que, embora careca, não se tornará o Sansão do samba brasileiro. Na sexta-feira, 19, ele vai lançar, com o filho, o cantor Rodrigo Vellozo, a música “Lágrimas do meu sorriso”.
Você sabe quem é Uday Vellozzo? Não? Nem eu sabia, até consultar a Wikipédia. Pois está lá: Uday é, sim, Benito di Paula. Este é o nome artístico, o outro é o de batismo. Benito di Paula é cantor, compositor e pianista. E, saiba, escritor.
https://www.youtube.com/watch?v=gDXfBEfdJbU
Compôs música para Roberto Carlos e foi interpretado por Luiz Gonzaga
Veja abaixo o que a Wikipédia acrescenta sobre o grande Benito di Paula “Uday Vellozzo obteve fama nacional como Benito di Paula”, tornando-se “um dos grandes nomes da canção brasileiro dos anos 70. Foi crooner de boates do Rio de Janeiro, e depois continuou tocando na noite paulistana”, ainda “muito jovem ainda. Iniciou carreira pela gravadora Copacabana no início dos anos 70. O seu estilo musical é conhecido como ‘samba-joia’, ao combinar o samba tradicional com piano e arranjos românticos e jazzísticos. Porém” o rótulo “ samba-joia não agradou Benito, que nunca deixou de citar isto como um termo pejorativo, já que o mesmo se identifica como sendo do gênero Samba. Em 1977 lançou uma música no seu disco ‘Benito di Paula’ intitulada de ‘Osso duro de Roer’ onde dizia que não iria mudar o seu estilo único de fazer Samba. O seu primeiro disco ‘Benito Di Paula’ de 1971 foi censurado por trazer a música ‘Apesar de Você’, de Chico Buarque.
“O seu segundo LP ‘Ela’ também não trouxe grande êxito. Mas estourou nas paradas de sucesso com o terceiro ‘Um Novo Samba’, em cuja capa já aparecia com sua longa barba e cabelos além de correntes, brincos, pulseiras. O grande sucesso desse disco foi a música ‘Retalhos de Cetim’.
https://www.youtube.com/watch?v=RmnsPo5d-u8
“Teve inúmeros sucessos ao longo de sua carreira como ‘Retalhos de cetim’, ‘Charlie Brown’, ‘Vai Ficar Na Saudade’, ‘Se Não For Amor’, ‘Amigo do Sol, Amigo da Lua’, ‘Mulher Brasileira’ e ‘Ah! Como Eu Amei’. Benito era um amigo de Luiz Gonzaga, desde que se encontraram pela primeira vez no banheiro em uma caravana de artistas em Brasília planejada por Silvio Santos, chegaram a trocar músicas sobre cada, Benito com sua canção ‘Sanfona branca’ do disco ‘Benito di Paula’, de 1975, e Luiz Gonzaga com ‘Chapéu de couro e gratidão’ do seu disco ‘Chá Cutuba’. Luiz Gonzaga até o chamava de ‘meu filho postiço’. Chegou nos anos 70 a disputar a venda de LPs juntamente com Roberto Carlos, tendo composto muitas músicas para este.
“Possui mais de 35 discos gravados, tendo parte importante de sua obra relançada em CD devido ao seu tão grande êxito. Chegou a fazer sucesso em nível internacional como no México, Japão, Estados Unidos e sobretudo na América Latina.
“Após 10 anos sem gravar, Benito lançou em 2009 pela EMI Music seu segundo CD e primeiro DVD ao vivo gravado no Vivo Rio e que traz seus maiores sucessos, como ‘Retalhos de Cetim’, ‘Sanfona Branca’ e ‘Charlie Brown’.
https://www.youtube.com/watch?v=cTMvO5y9BXI
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