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Proust não foi apenas um analista da alma. Ele viveu o fim de uma era e foi o historiador dessa agonia. Um cronista da decadência que produziu a crônica impiedosa e fiel de uma sociedade moribunda que desaguou na carnificina da primeira Guerra Mundial
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Jeff Bezos: o bilionário que criou a Amazon, a loja de tudo[/caption]
Jeff Bezos, formado por Princeton, é tido como um dos homens mais brilhantes do setor de tecnologia e do comércio varejista dos Estados Unidos (agora, está entrando no Brasil). A Amazon começou vendendo livros e em seguida passou a vender quase tudo. Bezos (pronuncia-se “Beizos”) se tornou um grande investidor em tecnologia, criando, por exemplo, o Kindle, um leitor de livros digitais. O bilionário, dono do jornal “Washington Post”, é um leitor compulsivo. No livro “A Loja de Tudo — Jeff Bezos e a Era da Amazon” (Intrínseca, 398 páginas, tradução de Andrea Gottlieb), Brad Stone publica a “Lista de leitura de Jeff”. É uma síntese. Na obra, há indicações de outros livros que influenciaram o empresário.
Stone diz que “a Amazon surgiu por causa dos livros, e foram eles que moldaram sua cultura e sua estratégia”. Bezos recomenda os livros listados aos executivos e funcionários da empresa.
1 — Os Resíduos do Dia, de Kazuo Ishiguro
Brad Stone diz que é o “romance preferido de Jeff”, o que não deixa de ser curioso, porque nada tem a ver com tecnologia. “O livro é sobre um mordomo que lembra com saudosismo de sua carreira na Grã-Bretanha no período de guerra. Bezos já disse que aprende mais com romances do que com livros de não ficção.” O quê aprende em livros de ficção, Stone não revela. Mas Bezos exige que seus executivos e tecnólogos apresentem as ideias em forma de narrativa, em seis páginas no máximo. [Companhia das Letras, 288 páginas, tradução de José Rubens Siqueira]
2 — “Sam Walton: Made in America”, de Sam Walton e John Huey
Se Jeff Bezos tem um ídolo este é Sam Walton, o criador da rede de hipermercados Walmart. Stone frisa que a “disposição para experimentar várias coisas e cometer muitos erros”, princípios do empresário americano, se tornaram dois valores básicos da Amazon. Bezos e o Walmart se tornaram concorrentes, mas o criador do Amazon permanece admirando Walton. [Campus, 243 páginas]
3 — “Memos From the Chairman”, de Alan Greenberg
O presidente do Bear Stearns, um extinto banco de investimentos, enviava memorando para seus funcionários nos quais reafirmava valores como a “modéstia” e a “simplicidade”. O comunicado de Bezos aos acionistas da Amazon retratam em parte as ideias de Greenberg. O dirigente da Amazon preza a simplicidade e a economia (veta, por exemplo, viagens na classe executiva dos aviões). [Workman Publishing, 156 páginas]
4 — “O Mítico Homem-Mês”, de Frederick P. Brooks
Bezos às vezes se retira do setor operacional para pensar sobre as atividades da Amazon. Pega algum livro, lê cuidadosamente, fazendo anotações nas margens, e depois volta à empresa com ideias novas. O livro é menos um guia do que uma inspiração. O influente cientista da computação “apresenta o argumento improvável [visão de Stone, não de Bezos] de que pequenos grupos de programadores são mais eficientes do que grupos maiores para lidar com projetos complexos de software”. Bezos usou a ideia para criar suas equipes na Amazon — uma para dirigir o setor varejista e outra para criar e expandir a área de tecnologia. Detalhe: o Kindle foi inspirado numa invenção sugerida por dois pesquisadores. [Campus, 328 páginas, tradução de Cesar Brod. O livro saiu no Brasil com o título de “O Mítico Homem-Mês — Ensaios Sobre Engenharia de Software”]
4 — “Feitas Para Durar — Práticas Bem-Sucedidas de Empresas Visionárias”, de Jim Collins e Jerry I. Porras
O livro mostra que as empresas bem-sucedidas “são orientadas por uma ideologia central, e só os funcionários que abraçam a missão avançam; os outros acabam por ser ‘eliminados como um vírus’”. Collins, frisa Stone, é um dos autores que influenciam o pensamento de Bezos, que já o levou à Amazon para conversar com seus executivos. [Rocco, 408 páginas, tradução de Sílvia Dussel Schiros]
6 — “Empresas Feitas Para Vencer”, de Jim Collins
Antes de publicar o livro, Jim Collins apresentou uma síntese para os executivos da Amazon. “As empresas devem confrontar os fatos brutais do seu negócio, descobrir no que são realmente boas e dominar o seu volante. De acordo com esse conceito, cada parte do negócio reforça e acelera as outras partes”, escreve Stone. [No Brasil, o livro foi lançado com um título longo: “Empresas Feitas Para Vencer — Por que Algumas Empresas Alcançam a Excelência... E Outras Não”. HSM Editora, 368 páginas]
7 — “Creation — Life and How to Make It”, de Steve Grand
Síntese de Stone: “Um designer de videogame alega que sistemas inteligentes podem ser criados de baixo para cima se formos capazes de projetar um conjunto de blocos de construção primitivos. Esse livro influenciou a criação da Amazon Web Services, ou AWS, o serviço que popularizou a ideia de nuvem”. [Editora Harvard II]
8 — “O Dilema da Inovação”, de Clayton M. Christensen
Os executivos da Amazon usaram alguns de seus princípios “para facilitar”, segundo Stone, “a criação do Kindle e do AWS. Algumas empresas relutam em adotar tecnologias revolucionárias porque elas podem afastar os clientes e prejudicar seus principais negócios, mas Christensen alega que ignorá-las pode acarretar custos ainda maiores”. [Editora M. Books, 304 páginas, tradução de Laura Prades Veiga]
9 — “A Meta — Um Processo de Melhoria Contínua”, de Eliyahu M. Goldratt e Jeff Cox
Os autores escreveram um romance para explicar a ciência da manufatura. “O livro encoraja”, assinala Stone, “as empresas a identificar os maiores limites de suas operações e, então, a estruturar suas organizações para que possam extrair o máximo desses limites. ‘A Meta’ foi uma bíblia para Jeff Wilke e a equipe que construiu a rede de atendimento de pedidos da Amazon”. [Editora Nobel, 366 páginas]
10 — “A Mentalidade Enxuta nas Empresas”, de James P. Womack e Daniel T. Jones
Stone diz que “a filosofia de produção inaugurada pela Toyota chama a atenção para as atividades que criam valor para o cliente e para a erradicação sistemática de todo o resto”. [Campus Editora, 458 páginas]
11 — “Data-Driven Marketing: The 15 Metrics Everyone in Marketing Should Know”, de Mark Jeffery
O livro fornece um guia “como métrica para tudo: da satisfação do consumidor à eficácia do marketing”. Stone diz que “os funcionários da Amazon devem usar dados como base para todas as afirmações, e, se os dados apresentarem uma fraqueza, eles devem apontá-la, ou então seus colegas o farão”. (Editora John Wiley Trade, 298 páginas]
12 — “A Lógica do Cisne Negro”, de Nassim Nicholas Taleb
Livro muito respeitado por Bezos. “O estudioso argumenta”, sintetiza Stone, “que as pessoas estão condicionadas a reconhecer padrões no caos, enquanto permanecem cegas para eventos imprevisíveis, que trazem consequências esmagadoras. A experimentação e o empirismo triunfam sobre a narrativa fácil e óbvia”. [No Brasil, o livro saiu com o título de “A Lógica do Cisne Negro: O Impacto do Altamente Improvável”. Editora Best Seller, 464 páginas]
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Iris Rezende e Ronaldo Caiado: o que têm a ver o peemedebismo do primeiro com o udenismo do segundo? | Foto: Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Há dois PMDBs em Goiás. O PMDB de Iris Rezende, chamado de “histórico”, e o PMDB de Júnior Friboi, apontado como “contemporâneo”. O de Iris “atropelou” a candidatura de Friboi, mas agora quer e até exige seu apoio. O de Friboi não quer apoiar Iris e pode até mesmo lançar um candidato a governador na convenção do partido — por exemplo, Leandro Vilela, com o objetivo de derrotar Iris ou mesmo de manter acesa a divisão partidária. Outra parte do PMDB, rebelada com a dissensão na cúpula, está migrando para o lado do governador Marconi Perillo (PSDB). Pelo menos 20 prefeitos devem seguir o tucano-chefe — um grupo às claras e outro grupo, o maior, mais discretamente. Há aqueles que dizem apoiar Iris, mas pretendem fazer corpo mole na campanha. O friboizismo sustenta que, para “atacar” Iris, pode atuar ao lado de Vanderlan Cardoso, de Antônio Gomide (PT) e, até, do governador Marconi.
Ante a divisão do PMDB, não resta a Iris Rezende outro caminho senão buscar o apoio de líderes políticos de outros partidos, como Ronaldo Caiado (DEM). O problema é que o peemedebista nunca abre espaço — sempre quer submeter os “parceiros”. O petista Antônio Gomide não serve para ser candidato a governador. Serve para vice. O mesmo ocorre com Vanderlan Cardoso (PSB). Noutras palavras, candidatos relativamente “novos” deveriam se submeter a um grupo político que não se renova desde 1982 — há 32 anos, quase sempre lançando os mesmo candidatos. Iris vai para sua quinta disputa do governo de Goiás.
No momento, Iris grudou em Ronaldo Caiado, que representa para o decano político do Estado uma tábua de salvação. O presidente do partido Democratas, fechada a aliança, deverá ser o oxigênio do peemedebista na campanha.
Ex-governador de Pernambuco e sua vice Marina Silva estiveram na capital goiana para evento que oficializou o nome do ex-prefeito de Senador Canedo ao governo do Estado
Candidatos a presidente e vice são aguardados com expectativa por militantes de diferentes cidades goianas. Auditório da Assembleia esta lotado
Mais instruídos, eleitores saberão melhor em quem votar e por que votar. O mesmo vale para candidatos a cargos públicos, sobre a capacitação para ocupá-los
Presidente regional do partido diz que chapa majoritária pode incluir Ronaldo Caiado ao Senado e que são esperados até dez partidos na coligação puxada por Iris Rezende
Qual é o problema da presidente Dilma Rousseff? O eleitorado não a percebe como gestora. Em Goiás, pelo contrário, os quatro principais candidatos são assimilados como gestores
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“Fui convencido a disputar mais essa”, disse Iris Rezende sobre pré-candidatura ao governo de Goiás / Foto:Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Após recuo do empresário Júnior Friboi, o PMDB oficializou na tarde da quarta-feira, 11, a pré-candidatura de Iris Rezende ao governo do Estado. A cerimônia de homologação ocorreu no auditório da Assembleia Legislativa de Goiás. Iris afirmou que só decidiu representar o partido após reunião com deputados federais e estaduais da sigla. “Até antes de ontem não era pré-candidato, mas em reunião com os deputados, fui convencido a disputar mais essa”, disse na cerimônia.
No dia seguinte, o presidente do PMDB em Goiás, o deputado estadual Samuel Belchior, disse que, após a oficialização, não acredita que os partidários que apoiavam a candidatura de Friboi e que pretendem disputar as eleições nas chapas proporcionais, desistirão do pleito. “Não vai desistir ninguém. Aqui é o seguinte: se daqui para lá [até as convenções] acontecer um desastre e a gente não fizer alianças e montar chapas, são outros quinhentos”, avaliou.
Iristas garantem que o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM) comporá a chapa com Iris Rezende. Ainda sustentam negociações com Vanderlan Cardoso (PSB). Nos bastidores, há a hipótese de que, se não for Vanderlan, o vice para compor com Iris será Armando Vergílio (SD). Conforme levantamento do Instituto Verus, o cenário apresenta uma intenção de voto polarizada entre Iris e Marconi Perillo (PSDB), que segue à frente na espontânea.
Violência aumenta na capital e região metropolitana
O número de homicídios na capital e região metropolitana assusta com 18 mortes, em 24 horas, da quinta-feira, 12, até o dia seguinte. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO), no mês de maio, 174 homicídios foram registrados no Estado. Até agora, março foi o mês mais violento, com 222 pessoas assassinadas em Goiás. “Em datas festivas a gente espera que aumente o número de ocorrências”, afirmou a delegada Silvana Nunes, sobre a relação com a Copa do Mundo. Goiânia está entre as cidades mais violentas. Segundo levantamento da Organização não Governamental Conselho Cidadão pela Seguridade Social Pública e Justiça Penal, Goiânia é 28ª cidade mais violenta do mundo.Schumacher deixa UTI
O ex-piloto alemão Michael Schumacher, em coma há quase seis meses, saiu da unidade de terapia intensiva (UTI) para ala de reabilitação, também no Hospital de Grenoble, na França, na sexta-feira, 13. Porém, a transferência não sinaliza um quadro favorável ao alemão. Pelo contrário. Conforme a publicação da revista alemã “Bunte”, as chances de recuperação total caíram. Na ala de reabilitação, Schumacher continuará a receber a massagem terapêutica e a tonificação muscular. De acordo com a revista, o heptacampeão está sendo preparado para continuar a recuperação em uma clínica especializada, o próximo passo no tratamento. A assessora do ex-piloto, Sabine Kehm, não se pronunciou sobre o assunto.Brasil vence na estreia pela Copa
O início da partida foi de pavor. Um gol contra foi feito por Marcelo. Na sequência, Neymar fez dois gols, um de pênalti, e Oscar marcou outro. O placar final foi de 3x1, e de inúmeras críticas. Nas redes sociais, foi ou não pênalti? Comentários sobre o gol contra, diziam, preconceituosamente, sobre a cor da pele de Marcelo. A cerimônia também recebeu críticas. Em homenagem às riquezas naturais e a cultura do Brasil, os 25 minutos falavam sobre a natureza, as pessoas e o futebol brasileiro. A imprensa internacional falou da quantidade de números de dança e da apresentação, em playback, de Claudia Leitte, Jennifer Lopez e Pit Bull. “Welcome to Brazil” dava boas-vindas ao mundo. Um vídeo do apresentador John Oliver, da HBO, ganhou as redes na quarta-feira, 11, compartilhando as críticas dos gastos e a vontade, contraditória, dos brasileiros de torcer pela seleção. Ainda houve protestos em Porto Alegre, com embate entre manifestantes e policiais.Afastamento de padre suscita debate sobre fé e preconceito
O afastamento por tempo indeterminado do padre César Garcia de suas atividades religiosas, a partir da tarde da terça-feira, 10, pela Arquidiocese de Goiânia, trouxe novamente a discussão sobre as questões de fé e preconceito. O padre abençoou o casal de arquitetos Léo Romano e Marcelo Trento, juntos há 11 anos, no dia 20 de maio. O padre exercia o sacerdócio em Goiânia, havia 30 anos. Em defesa, disse que a atitude não passou de um ato ousado de bondade, próprio de Jesus Cristo e afirmou que “tratam como delito”. A Igreja Católica abriu um inquérito para apurar o caso. Em nota, a Arquidiocese afirmou: “A Igreja Católica, desde sempre, entende que o casamento é a união estável sacramental entre um homem e uma mulher, para juntos constituírem uma família”. Em rede social, Léo Romano comentou que a reação da Igreja era homofóbica e retrógrada.Vereadores vetam entrada de água e comida na Câmara
Os vereadores da Câmara Municipal de Goiânia aprovaram um requerimento, na sexta-feira, 13, determinando a proibição da entrada de qualquer pessoa que não seja autoridade municipal ou representante da Justiça. Com a decisão, os grevistas da rede municipal de educação, que ocupam o plenário desde a terça-feira, 10, sofrem com a falta de água e comida. Além disso, sofrem com a falta de energia elétrica desde o dia da ocupação. A greve teve início no dia 26 de maio por cumprimento integral do acordo firmado para o fim da paralisação em 2013, que durou quase um mês, além de uma audiência com o prefeito Paulo Garcia (PT). Um dos professores, disse que a situação é sub-humana, mas que não deixarão o local até que o prefeito e os vereadores deem uma resposta concreta às reivindicações. Já na área da saúde, os trabalhadores municipais estão em greve, desde a segunda-feira, 9. A categoria não requer o impeachment do prefeito, como os professores, mas reivindicam pelo pagamento integral da data-base de 2014, ainda neste ano. [caption id="attachment_7193" align="alignleft" width="700"]
Foto: Ricardo Stuckart Filho[/caption]O povo adora quando o rei está nu. Nos estádios, onde os indivíduos se dissolvem e se tornam massa, com a consequente diluição da responsabilidade, é comum os poderosos, como um presidente da República ou o próprio árbitro, serem criticados com extrema aspereza e, não faro, deselegância. No caso da presidente Dilma Rousseff, no jogo da Seleção Brasileira contra a Seleção da Croácia, por mais que vaias sejam sinônimo de vitalidade da democracia e de que o Estado não controla tudo, é evidente que os xingamentos foram de uma grosseria imperdoável. Nas redes sociais, a petista vem sendo agredida da maneira indelicada, até brutal. Às vezes, é chamada de “anta”. Trata-se de uma falta de civilidade que assusta. Porém, quando o agredido é Aécio Neves, do PSDB, às vezes apresentado como cheirador de cocaína — na revista “Piauí”, num longo perfil escrito pela repórter Malu Delgado, o tucano nega e admite apenas que, na juventude, fumou maconha —, vários petistas acham graça e, até, aplaudem. As vozes civilizadas do petismo e do tucanato deveriam se insurgir contra as grosserias gerais.
Opositores passaram quase quatro anos levantando bandeiras conjunturais contra governo. Todas elas caíram. E agora?
Grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante provoca conflito que atinge os países do Oriente Médio
Advogado diz que proibições dificultam o contato do candidato com o eleitor, o que enfraquece o processo democrático no País
Empresário não saiu completamente do processo eleitoral deste ano, e está articulando a melhor forma de se vingar do tombo que o líder lhe deu
Importante termômetro de insatisfação popular em relação à classe política, o índice de votos anulados pode aumentar em relação aos pleitos anteriores

