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O presidente da OAB-Goiás, Henrique Tibúrcio, chegou a ser convidado para assumir uma secretaria no governo Marconi Perillo. Por enquanto, o jovem prefere ficar no comando da instituição que representa os advogados. Porém, se o tucano for reeleito, é praticamente certo que ocupará uma secretaria — que pode ser a Casa Civil, a Segurança Pública ou a Justiça. Tibúrcio não é apenas um novo aliado do governador. Ele é amigo de Marconi, que o admira e respeita.
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O próximo alvo da aliança PMDB-DEM é o vice-governador de Goiás, José Eliton (PP). Um democrata diz que vai aparecer “chumbo grosso” sobre as ações do jovem advogado no comando da Celg. É provável que o vice não tenha responsabilidade na quebradeira da companhia de eletricidade, mas o DEM vai apresentá-lo, principalmente, como uma pessoa que, por não ser do ramo, atrapalhou um acordo mais positivo entre o governo de Goiás e a Eletrobrás.
A escolha do deputado Luiz Carlos do Carmo (PMDB) como primeiro suplente foi uma tacada de mestre do candidato a senador pelo DEM, Ronaldo Caiado. Por três motivos. Primeiro, agrada a comunidade evangélica, que avalia que não tem sido contemplada pelo grupo do governador Marconi Perillo. Segundo, puxa o PMDB para sua campanha. Terceiro, enfraquece Vanderlan Cardoso (PSB) na Assembleia de Deus. Não foi, portanto, uma escolha aleatória. Foi racionalizada tática e estrategicamente.
O candidato do PT a governador de Goiás, Antônio Gomide, foi inteiramente bancado pela cúpula nacional na semana passada. Mas, em entrevista ao Jornal Opção, o petista diz que não está nada fácil montar a chapa majoritária, ao menos não com alguns partidos políticos. Ele se recusa a “comprar” partidos, pois quer formatar alianças qualitativas, estabelecidas com base em ideias e projetos. “Estamos disputando uma eleição, não a nossa vida. Se necessário, vamos com chapa pura, por exemplo, eu para o governo, Marina Sant’Anna para senadora e outro petista para vice.” O vice poderia ser o ex-reitor da Universidade Federal de Goiás Edward Madureira? “É um ótimo nome, uma pessoa da mais alta qualidade moral e de grande capacidade administrativa, uma referência para a sociedade goiana. Mas pode ser que prefira disputar mandato de deputado federal.”
Depois de perder o PROS (que fechou com o governador Marconi), Gomide está conversando com a cúpula do PC do B.
A suspeita de que um assassino em série estaria agindo na capital, vitimando jovens entre 13 a 17 anos, ganhou repercussão por meio das mídias digitais, espalhando pânico entre mulheres. A sensação de insegurança tem alterado o hábito de goianienses
A chapa composta por Iris Rezende (PMDB), postulante ao cargo de governador, Armando Vergílio (SDD) na vice e Ronaldo Caiado (DEM) para o Senado é considerada pesada no sentido de que não dialoga com os movimentos sociais. Há o entendimento de que dificilmente os três conseguirão ouvir os anseios e acatar as bandeiras que a juventude levantou ao sair às ruas nos protestos de junho de 2013. A base governista é mais flexível. O governador Marconi Perillo, logo após as manifestações, foi o primeiro gestor do Estado a considerar o passe livre estudantil. Vilmar Rocha, ao inverso de Caiado, tem boa desenvoltura no meio acadêmico e é benquisto pelos jovens e estudantes universitários. O problema de Armando Vergílio é que, se tem dinheiro, tem pouca ligação com as ruas.
O governador Marconi Perillo vai criar quatro coordenações gerais para a campanha deste ano. Carlos Maranhão deve ser o coordenador de marketing e imprensa (terá o apoio do marqueteiro Paulo de Tarso). Sérgio Cardoso deve ser o coordenador dos eventos da campanha. O nome mais cotado para coordenador de Finanças é o do presidente da Agetop, Jayme Rincon. O nome do coordenador político ainda não foi definido, mas Marconi já sondou dois líderes (um é peemedebista). O tucano-chefe quer uma campanha ágil, não burocratizada e de baixo custo. Os coordenadores terão de trabalhar tanto com os aliados quanto com a sociedade. Marconi quer uma equipe entrosada, que funcione por música.
Ex-governador derrota siqueirismo incrustado no PMDB e consolida nome na disputa pelo Palácio Araguaia. Conquista é resultado de intervenção da executiva nacional do partido no diretório regional, o que assegura a Marcelo o direito de ser candidato conforme acordo que vinha sendo descumprido
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Dulce Miranda e Eduardo Siqueira Campos: eles também podem ser candidatos ao governo. Fotos: Reprodução/Fecebook e Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Chegou o momento decisivo, a escolha dos candidatos nas convenções partidárias como manda a legislação eleitoral. Muitos desejam disputar o governo do Estado, poucos poderão. Alguns que discursaram como candidatos imbatíveis já nem estão mais na disputa. Outros que não foram sequer ventilados até aqui podem surgir no cenário com muita força na reta final e virar candidatos com possibilidade de surpreender.
Dos mais de 20 nomes que se apresentaram como pré-candidatos ao governo do Estado na pré-campanha restam menos da metade e somente quatro ou cinco serão homologados por seus partidos ou alianças e serão candidatos de verdade. O restante deve disputar outros cargos, inclusive compondo a chapa majoritária das principais forças políticas que disputarão o governo.
Só para refrescar a memória esses foram os nomes mais cogitados durante a pré-campanha: Marcelo Miranda (PMDB) Kátia Abreu (PMDB), Dulce Miranda (PMDB), Júnior Coimbra (PMDB), Marcelo Lelis (PV), Eduardo Siqueira Campos (PTB), Siqueira Campos (PSDB), Sandoval Cardoso (SD) Vicentinho Alves (SD), Paulo Mourão (PT), Borges da Silveira (PP), Roberto Pires (PP), Nicolau Esteves (PT), Ataídes Oliveira (Pros), Marco Antonio Costa (PSL), Mário Lúcio Avelar (PPS), Raul Filho (PT), José Augusto Pugliesi (PMDB), Élvio Quirino (PSol), Cleyton Pinheiro (PTdoB), Toninho da Brilho (PMN), Adail Gama (PSDC) e Benedito Faria, Dito do Posto (PMDB).
Ainda restam na disputa Marcelo Miranda, Sandoval Cardoso, Marcelo Lelis, Ataídes Oliveira, Paulo Mourão, Mário Lúcio Avelar, Élvio Quirino e Adail Gama. São, indiscutivelmente, os nomes mais prováveis de serem convocados por seus partidos e coligações para disputar as eleições. Eduardo Siqueira e Dulce Miranda devem ser incluídos nesta lista de prováveis. Eduardo porque nunca deixou de ser pretenso candidato, embora tenha preferido sair do foco da sucessão em função do desgaste do governo. Dulce Miranda pode ser convocada em caso de impedimento do titular, o marido.
Até dia 30 vamos saber quem são e o que pensam os candidatos que desejam governar o Tocantins a partir de 2015.
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Ruimar Ferreira corta o cabelo do deputado federal[/caption]
O deputado federal Heuler Cruvinel (PSD) só corta cabelo com o príncipe dos cabeleireiros goianos, o empresário Ruimar Ferreira, dono da barbearia New Star, na Praça Tamandaré, em Goiânia. Desde que ficou sabendo que Ruimar é uma espécie de amuleto — seus clientes raramente perdem eleições —, Cruvinel não deixa ninguém mais mexer no seu louro. Ele sai de Brasília ou de Rio Verde, com sol ou com chuva, e senta-se na cadeira do barbeiro símbolo do Cerrado.
Na semana passada, quando Ruimar cortava o cabelo de Cruvinel, um repórter do Jornal Opção conversou longamente com o parlamentar. “Meus adversários, contrariando meus levantamento e pesquisas, assegurou que não vou ser reeleito. Trata-se de um engano. Possivelmente, terei mais votos na eleição de outubro deste ano do que em obtive em 2010, porque agora conto com o apoio de 28 municípios.”
Principal representante político do Sudoeste, Cruvinel está montando estrutura de campanha em Goiânia. “A capital tem quase 1 milhão de eleitores. Sei que não serei o mais bem votado na cidade, mas qualquer votação ajuda no cômputo geral.”
Enquanto Cruvinel fala, explicitando a sua estrutura e comentando rapidamente sobre os outros candidatos — “estou mais preocupado com minha campanha do que de ficar falando mal ou bem de outros candidatos”, frisa —, Ruimar ouve a conversa, sem se manifestar. Quando o deputado termina de expor seu ponto de vista, frisando por fim que o governador Marconi Perillo (PSDB) deve ser reeleito, “pela capacidade de modernizar Goiás e, sobretudo, por fazer obras de qualidade e ampla utilidade pública”, Ruimar decide falar: “Heuler é jovem, mas é um político ponderado e articulado. Acredito que deverá ser reeleito”.
Cruvinel ouve as palavras de Ruimar e, em seguida, diz, rindo: “Ganhei o meu dia, caro amigo Ruimar”.
Candidato a governador pelo Psol anuncia a implantação de uma gestão profissional com enxugamento da máquina, escentralização administrativa e valorização da meritocracia como metas prioritárias do seu plano de governo
A chapa dos sonhos de dez entre dez oposicionistas pesquisados tem o ex-governador Marcelo Miranda (PMDB), na cabeça com o deputado Marcelo Lelis na vice e a senadora Kátia Abreu como candidata à reeleição e o ex-prefeito de Porto Nacional Paulo Mourão (PV) como suplente. Agora, com a garantia de que Marcelo e Kátia serão candidatos, as negociações que vinham em marcha lentas devem acelerar.
O deputado César Halum (PRB) que estremeceu com o anúncio da pretensão do ex-governador Siqueira Campos de disputar a cadeira do Senado e ameaçou abandonar a aliança governista antes mesmo de aderir, agora parece conformado e plenamente integrado ao governo. Halum, que é pretenso candidato ao Senado, certamente se sentiu traído com o anúncio de Siqueira, mas foi convencido de que esta candidatura pode não vingar.
O prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PP), resolveu fazer silêncio sobre as articulações para eleições e foca a gestão. Amastha, que era um dos prefeitos mais entusiasmados com o governador Sandoval Cardoso, a quem chamou de continuísmo renovado, mudou de opinião quando o ex-governador Siqueira Campos anunciou pretensão de ser candidato ao Senado. O prefeito certamente se deu conta que Sandoval é continuísmo e nada mais.

