Notícias
Lucas Vergílio, formado em administração de empresas e atuante na área de seguros, será candidato a deputado federal pelo Solidariedade. Ele é filho do deputado federal Armando Vergílio. É articulado e apaixonado por política.
Se montar uma estrutura adequada, com apoio em várias cidades de Goiás, Lucas Vergílio tem chance de ser eleito. É marinheiro de primeira viagem, mas tem um pai experiente que pode guiá-los pelos novos caminhos.
Acredita-se que, com discurso moderado e amplo ouvido voltado para o que “dizem” as ruas, o deputado federal Vilmar Rocha pode sair do terceiro lugar, atrás de Ronaldo Caiado e Marina Sant’Anna, e se eleger senador.
“O crescimento de Vilmar vai ser paulatino, avançando semanalmente. Mas, se fizer uma campanha bem feita, mais propositiva do que agressiva, pode acabar sendo eleito”, afirma um marqueteiro experimentado.
O mesmo marqueteiro diz que, se as eleições fossem realizadas hoje, Ronaldo Caiado, do DEM, seria o próximo senador por Goiás. O profissional sugere que o democrata deve ter o máximo de cuidado para não ficar com a imagem de truculento.
Líder político em Aparecida de Goiânia, o ex-vice-prefeito Tanner de Melo deve ser candidato a deputado federal pelo DEM. É tido como fraco, mas tem o apoio de Ronaldo Caiado, que é forte.
Tanner de Melo tem recursos para bancar uma campanha que, sabe-se, é muito dispendiosa. Resta saber se ele e sua família querem gastar dinheiro numa campanha de resultados incertos.
Rafael Carneiro Rocha
Qualquer pessoa adulta que viva em sociedade deve ter a imaginação devidamente abastecida de episódios que envolvem relacionamentos entre homens e mulheres. Temos um repertório considerável de exemplos reais (vindos da família, dos amigos e dos vizinhos) e imaginários (vindos dos filmes, dos livros, das músicas e das novelas) de juras de amor eterno, paixões arrebatadoras, namoros secretos, crimes passionais e adultérios.
Somos muito hábeis para reter informações sobre relacionamentos dos outros, mas temos também, graças à nossa inteligência, a capacidade de emitir juízos sobre esses assuntos. Quando lemos uma notícia sobre um crime passional, opinamos facilmente que, se um determinado namorado amasse, verdadeiramente, a jovem amada, ele não a teria assassinado brutalmente por uma crise de ciúmes. Quando sabemos que uma mulher é avisada, de antemão, pelo marido que ele dá escapulidas periódicas, mas que ainda assim, pretende manter o casamento, nos compadecemos facilmente com a indignação dela. Os nossos juízos, nestes casos, são fundamentados a partir de convicções bastante razoáveis.
A razão, simplesmente, nos orienta a repudiar o que é contraditório ao conceito do qual pensamos. Imaginemos o seguinte jogo, cujo conteúdo é tão somente um acordo de razão. Duas pessoas aceitam, livremente e de comum acordo, um dado princípio. Uma delas desobedece, em seguida, àquele princípio. Se formos solicitados, a partir desse caso, a utilizar a razão para apontar quem está certo e quem está errado, não teremos dificuldade alguma em estabelecer essa relação. Quem guardou o princípio está certo e quem o desobedeceu está errado.
Infelizmente, certos debatedores públicos, por falharem no exame meticuloso dos conteúdos dos quais opinam, ao considerarem um impasse entre dois elementos de um problema como uma rivalidade entre quem tem razão e quem não tem, não hesitam em considerar como certo o traidor do princípio e, como errado, o guardião. Isso ocorre, na maioria das vezes, não porque quem faz o discurso é, necessariamente, um estúpido, mas porque adotou como ponto de partida um conceito precário.
Se retornarmos ao exemplo do namorado assassino, caso nos fosse acrescentado que esse indivíduo defendia, conceitualmente, que tinha amor pela vítima, a nossa razão nos inclinaria a afirmar que ele a amava segundo critérios precários. A possibilidade de assassinar uma pessoa por causa de ciúme não é algo que uma pessoa sensata atribuiria à definição de amor. De qualquer forma, esse é um exemplo de reconhecimento imediato da vítima. Somente um advogado cínico, de boa retórica, poderia defender aquele namorado.
Por outro lado, em alguns casos, precisamos examinar com mais agudeza as regras do jogo para que não tachemos como vítima o elemento que fugiu do compromisso assumido. Imaginemos, portanto, um contexto em que dois elementos, livremente e de comum acordo, estabelecem que o amor seja explicado a partir de atributos estabelecidos por uma tradição religiosa, tais como obediência e fidelidade ao Magistério. O elemento daquele contexto que atribuir conceitos que contradizem a tradição religiosa estará, no âmbito da análise racional, errado. Isso se explica porque a afirmação de tal erro parte de uma imposição da nossa própria razão, e não dos conteúdos daquele credo.
O observador externo àquele contexto, que tem dúvidas acerca dos conceitos da religião, pode participar legitimamente de um debate racional, mas será fatalmente irracional o elemento que aceitou o acordo religioso e que quer mantê-lo paralelamente à sua desobediência aos princípios dos quais jurou livremente ser um fiel guardião.
É nesse sentido que se deve aplicar coerência de princípios à Arquidiocese de Goiânia, que recentemente emitiu uma polêmica nota, com o seguinte trecho: “O Pe. César recebeu a ordenação sacerdotal aos 12 de dezembro de 1984, pela imposição das mãos de Dom Fernando Gomes dos Santos, primeiro arcebispo de Goiânia. Na ocasião, o novo padre assumiu o grave compromisso de anunciar a Boa Nova, ensinar a doutrina católica, administrar sacramentos e oferecer bênçãos segundo a Tradição da Igreja e em comunhão com o Magistério Eclesiástico. O neossacerdote assim se comprometeu livremente, sendo acolhido como padre diocesano, um colaborador do ministério dos arcebispos de Goiânia”.
Talvez estejamos entorpecidos por relatos de amor que nos vêm das fofocas dos vizinhos, dos slogans politicamente corretos e da cultura popular, de modo que não nos preocupemos mais em refletir sobre os princípios que regulam histórias de amor cada vez mais raras. Talvez o compromisso de um sacerdote em amar a Igreja seja algo estranho aos nossos entendimentos exigentes por exemplos “práticos”, imediatos e tanto mais sensacionalistas para que possamos compreendê-los devidamente. O problema é que um conceito de caráter misterioso como o amor, não se revela necessariamente a partir de estardalhaços retóricos, de discursos autopiedosos e de preferências apetitivas.
A própria Igreja nos propõe a amar muito mais a partir de um convite ao profundo exame de consciência do que no conhecimento dos discursos de seus dois milênios de Magistério vigoroso e rico sobre o assunto (ainda mais a partir de frases selecionadas do papa, interpretadas fora do contexto da tradição de que ele é o depositário principal). No contexto da tradição católica, todos aqueles que são tidos como exemplos de pessoas que muito amaram, muito se recolhiam em orações, meditações e mortificações silenciosas.
Antes de falar de amor, é preciso se calar um pouco. O silêncio é bom para todos. É bom para os parceiros de negócios, para os ateus, para os indecisos, para os estudantes, para os casais, para o jovem que precisa discernir se deve ou não ser sacerdote e para os debatedores públicos, que precisam escolher argumentar a partir de princípios bem fundamentados.
Rafael Carneiro Rocha é servidor público, jornalista e especialista em Filosofia pelo Instituto de Filosofia e Teologia de Goiás (Ifiteg).
“Que exemplo estamos dando a nossos filhos?”
Edna Freitas Sobre a nota “‘Foi um horror’, diz Joaquim Barbosa sobre xingamentos contra a presidente Dilma” (Jornal Opção Online), que exemplo esses pais estão dando para seus filhos? Estamos no fim do mundo mesmo. Se achamos que o governo não esta correto, então vamos mostrar para eles que somos piores? Não concordo com as atitudes dessas criaturas, que ao invés de dar o bom exemplo, vão ao estádio fazer baixarias para que os outros países vejam como o Brasil está ficando. Concordo com o sr. ministro. E-mail: [email protected]“Gestão da Cemig é um exemplo a ser seguido”
Helton Junior A Celg sempre foi usada como instrumento de fornecimento de financiamento de campanha de políticos inescrupulosos. Os gestores sempre foram políticos. Estava na cara de que nunca iria para frente. Apontem-me alguma coisa que um político, nos tempos atuais, fez, que não teve o intuito de levar o dele? Parabéns aos gestores da Cemig [Companhia Energética de Minas Gerais], um exemplo a ser seguido. Uma pena Goiás não ter sido gerido por vocês. E-mail: [email protected]“Verdade contada e sentida nas obras de Gabriel García Márquez”
Serginho Brasil Ao passo que li cada linha do artigo “Nunca consegui sair de Macondo”, de Larissa Parente (Jornal Opção 2031, caderno Opção Cultural), percebi que os admiradores de Gabo (olha a minha intimidade) sentem toda a paixão que esse homem dedicou sobre cada palavra de suas obras. Mais do que isso, somaram às suas vidas a verdade contada e sentida em cada obra. Sinto não escrever sobre a morte, ela que vem para tirar o homem de dentro do mundo que ele construiu. E-mail: [email protected]“Grande dom para a escrita”
Lenna Borges Encantada com o texto de Larissa, apesar de conhecedora de sua admiração/paixão por Gabriel García Márquez. Não tenho intimidade (ainda) de chamá-lo pelo apelido carinhoso. Estou tentando (ano corrido demais) ler sua maior obra, por sua influência, e assim compartilhar contigo minhas considerações. Abraços, você tem um grande dom para a escrita. Pratique mais vezes. E-mail: [email protected]“Barbosa se aposenta por ser honesto”
Josuelina Filgueiras Creio que a antecipação da aposentadoria do ministro Joaquim Barbosa é devido a sua honestidade. Não deve ser fácil para ele abrir mão de seus princípios, relevar aquilo que considera errado, fora da lei. Dizem que ele é orgulhoso, vaidoso, sei mais lá o quê. Se fosse, não abriria mão de 10 ou 11 anos a que tem direito de permanecer no STF. Seu temperamento não é de gratidão. Quem o nomeou como o primeiro ministro negro da Corte pensando que poderia manipulá-lo se ferrou feio, principalmente no julgamento do mensalão. Na vida do ministro não cabe o dito: se não pode com o inimigo, alie-se a ele. Bravo, bravo, ministro Joaquim Barbosa! E-mail: [email protected]Candidato a deputado estadual pelo PHS, Chiquinho Oliveira tem sido visto nos quatro cantos do Estado. Ele aparece em Morrinhos e, de repente, está em Aparecida de Goiânia.
Neste município, conseguiu o apoio do, entre outros, tucano Maione Padeiro. Este vai apoiar a reeleição do deputado federal tucano João Campos.
O ex-presidente da Câmara Municipal de Goiânia Marcelo Augusto, líder do PHS em Goiânia, definiu-se: “Mesmo enfrentando os tubarões, vou disputar mandato de deputado estadual”.
Marcelo Augusto diz que tem o apoio de algumas igrejas evangélicas, de parte dos integrantes do SindiGoiânia, da Legião da Boa Vontade (LBV), do vereador Zander Fábio e de dezenas de vereadores em vários municípios de Goiás. E é uma das apostas do presidente nacional do PHS, Eduardo Machado.
Leitor de vida inteira de Marcel Proust, Pedro Nava, também conhecedor de Henri Bergson, entendeu os mecanismos da memória involuntária. Sua obra é profundamente proustiana, influência que proclamou abertamente. Daí sua fixação obsessiva com a passagem do tempo, como confessava
De um friboizista juramentado: “Se Iris Rezende não retirar a candidatura de sua mulher, Iris Araújo, da disputa para deputada federal, a história da ‘panelinha familiar’ pode voltar com força total”.
O mesmo friboizista garante que, se Iris Araújo não for candidata à reeleição, muitos aliados de Júnior Friboi, mesmo sem muita motivação, vão apoiar Iris Rezende para governador.
A ressalva é que Iris Rezende não gosta de que lhe coloquem a faça no pescoço.
O ex-pré-candidato a governador pelo PMDB Júnior Friboi não está muito satisfeito com o candidato a deputado estadual Ernesto Roller.
Aliados de Friboi estranham a repentina empolgação de Ernesto Roller com Iris Rezende. Mas o empresário não retirou o apoio político e financeiro ao ex-deputado.
Vários peemedebistas, alguns são iristas de carteirinha — para eles, o irismo é uma espécie de religião evangélica —, estranham a pouca mobilidade do candidato do PMDB a governador de Goiás, Iris Rezende. Eles têm a impressão de que Iris vai tentar fazer sua campanha — uma campanha que será disputadíssima — a partir de seu escritório, com poucos contatos com os líderes em suas cidades.
Uma campanha feita a partir do escritório é vista como burocrática. Os peemedebistas temem que Iris faça sua campanha a partir, além do escritório, da produtora de vídeo que deve fazer a sua campanha na televisão. “Espera-se que Iris não esteja sendo iludido por algum marqueteiro de que será preciso fazer a campanha apenas ouvindo aliados no seu escritório, aparecendo no programa de televisão e expondo as ideias nas redes sociais. Os homens do interior querem contato físico, querem ver o candidato e ouvir diretamente deles o que pensa sobre determinados assuntos. Além do mais, a sociedade civil organizada aprecia debater as ideias dos candidatos.”
O Jornal Opção ouviu de um irista que, sim, Iris não vai ficar apenas em Goiânia. “Na verdade, Iris estava articulando a montagem da chapa majoritária e isto tinha de ser feito no escritório, em conversas reservadas. A partir de agora com a chapa definida, ele vai abrir conversações com os líderes políticos, empresariais e outros.”
Na semana passada, mesmo tendo passado a maior do tempo em sua fazenda, no município de Posse, Júnior Friboi afunilou os nomes dos candidatos a deputado federal e estadual que vai apoiar na eleição de 5 de outubro deste ano.
Para deputado federal
1 — Marcelo Melo (PMDB) — É dos políticos mais ligados e leais a Júnior Friboi. Mas está relutando em disputar. Porém, se o empresário disser “vai”, ele não hesitará dois minutos. O ex-deputado federal se converteu ao anti-irismo mais feroz.
2 — Denis Pereira (PRTB) — Este é daqueles políticos que são da cota de Friboi. Suas eleitorais são mínimas, mas terá estrutura suficiente para fazer uma campanha de médio a grande porte.
3 — Pedro Chaves (PMDB) — É a principal aposta de Friboi. Deputado federal, o líder do Nordeste goiano pode ter dificuldade para se eleger, especialmente se o candidato a governador do partido, Iris Rezende, não decolar.
4 — Daniel Vilela (PMDB) — É citado por Friboi como seu golden boy. Deve ser um dos mais bem votados.
5 —Paulo do Valle (PMDB) — É o principal nome do empresário no Sudoeste goiano.
Para deputado estadual
1 — Leonardo Veloso (PRTB) — O líder político do Sudoeste é uma das apostas do grupo de Friboi.
2 — Gilsão Meu Povo — É um vereador muito popular em Aparecida de Goiânia.
3 — Ernesto Roller (PMDB) — O único problema, detectado por Friboi, é que o ex-deputado está muito entusiasmado com Iris, o que desagrada o empresário.
4 — Cairo Salim — O candidato tem o apoio do empresário e da Igreja Videira.
5 — Charles Bento — O vereador um dos principais aliados de Friboi em Goiânia.
6 – Nélio Freitas — Tem atuação forte em Luziânia e Orizona.
7 — José Henrique — É o nome de Friboi em Rio Verde. O ex-vereador é um político conceituado.
8 — Waguinho Siqueira — É uma das apostas do empresário em Goiânia. O deputado fazia parte do grupo de Iris Rezende e mudou de mala e cuia para o grupo de Friboi.
9 — José Essado — O ex-prefeito de Inhumas se tornou um dos avalistas de Friboi no PMDB.
O marqueteiro Paulo de Tarso, com o apoio de Carlos Maranhão, vai formular a campanha da chapa majoritária da base governista. Quer dizer, vai produzir a campanha do governador Marconi Perillo (PSDB), de seu vice José Eliton (PP) e do candidato a senador, Vilmar Rocha (PSD).
O vice terá, porém, seu próprio marqueteiro. Será Ademir Lima, conhecido como o Mago. Trata-se de um marqueteiro com experiências em várias campanhas políticas.
A mão pesada no combate ao tráfico e ao uso das drogas deve atingir toda a capilaridade do sistema e pôr abaixo a árvore frondosa do crime organizado
Josias Cesalpino de Almeida
Especial para o Jornal Opção
[caption id="attachment_7893" align="alignleft" width="400"]
Mais prisões: é preciso construir quantas foram necessárias para prender os bandidos no Brasil[/caption]
A inexistência de uma política de segurança pública de âmbito nacional, somada a outras mazelas sociais, levará o Brasil a perder uma preciosa dádiva: o último bônus demográfico que a natureza vem lhe concedendo pela última vez. É que, em função do aumento da expectativa de vida da população em geral, doravante um dos problemas a serem enfrentados pela sociedade será o encolhimento da mão de obra economicamente ativa e os encargos com os idosos. É uma pena e uma irresponsabilidade, essa forma de diferimento do passivo social para nossos filhos, netos e bisnetos.
Um país com as dimensões geográficas do nosso, com imensas necessidades e demandas mil, com minguada ou exígua capacidade de investimentos não apenas no social como também na infraestrutura [e uma depende da outra em diferentes escalas], não pode permitir o desastre da aniquilação de seus adolescentes, jovens e indivíduos de meia idade, sob pena de inevitavelmente comprometer o seu futuro. Ou viver por viver, a caminho de uma “etiopização”.
Matérias na imprensa goiana na semana passada são estarrecedoras, seja pelo aspecto numérico – 30 homicídios em 12 dias –, seja pela descrição do mapa do roteiro da morte violenta na capital do Estado. Os assassinos não estão livrando a cara de ninguém. Eles miram sempre na cabeça, seja ela uma menina de 13 anos, ou uma adolescente grávida, de 17. E a desculpa é quase sempre a mesma: “ah, tinha envolvimento com as drogas!” E daí? Assim não dá mais para continuar. Ocorrem-me algumas propostas para reflexão e debate, como explicitado a seguir.
Prender os traficantes, além de obrigá-los a trabalhar na prisão [e por que não?]. Pena mínima: dez anos para os marinheiros de primeira viagem, o dobro para os reincidentes, o triplo para os renitentes e perpétua para os irrecuperáveis. Ah! Mas as prisões não comportam tantos presos. Isso é um “argumento” fajuto, uma conversa fiada. Este país é soberano e pode gastar bem mais com esse item do que gastou com a Copa. Que tal construir, Brasil afora, mais umas 200, 250, 300 – sei lá quantas! – prisões? As que forem necessárias. Qual é o problema? A mão pesada no combate ao tráfico e ao uso das drogas teria continuidade até atingir toda a capilaridade do sistema. Pôr abaixo essa árvore frondosa do crime organizado. Aliás, este último adjetivo não é uma falácia? Neste país, até hoje pelo menos, nem o governo é “organizado”. Para isto seriam tomadas, entre outras, as seguintes providências: as fronteiras nacionais seriam policiadas 24 horas por dia pelas forças armadas (Exército nas partes sólidas do terreno – Marinha [e sua guarda costeira, também a ser criada] – nos mares, lagos e rios - Aeronáutica no ar [com os drones e aviões armados e autorizados a derrubar aeronaves intrusas ou que se recusassem a aterrissar], podendo vigiar até o espaço sideral. De novo: e por que não? Nada disso é antidemocrático. Basta colocar nas leis próprias.
Prosseguindo no projeto “IÇAR DA LAMA O BRASIL”: exacerbar as penas para os traficantes; apenar os usuários de entorpecentes, ainda que de forma mais amena e dando-lhes uma chance de ir procurar o que fazer [digamos 50% da pena dos traficantes], estendendo-lhes a pena de prisão por uso de substâncias ilícitas [ao invés de liberar o consumo, como propõem alguns cretinos deste país]. Simultaneamente, implantar o ensino fundamental e médio em tempo integral [de matrícula e frequência compulsórias para o total da infância e da adolescência]; criar escolas técnicas e profissionalizantes país afora, tantas quantas forem necessárias, a fim de melhorar a qualidade técnica do trabalho e, aí sim, aumentar a renda dos trabalhadores; instalar centros de assistência médico-odontológica/psicológica[estes para os desajustados e complexados de todo gênero]; zerar o analfabetismo funcional – o que é bastante fácil tecnicamente, politicamente palatável, humanamente elogiável, razão por que, estranho, não se sabe o motivo da demora quanto a esta iniciativa, esse governo que se proclama popular e “de esquerda”.
Pregos no caixão de Joaquim Barbosa
O PT tanto fez – e desfez – que conseguiu tirar Joaquim Barbosa do STF. A despedida do ministro alegando o exercício do livre-arbítrio não faz justiça ao seu nível intelectual. Por isso não me convence. O livre-arbítrio situa-se no plano das decisões íntimas e mais profundas do ser humano; refere-se à liberdade de decidir sem nenhuma razão de natureza externa à condição intrínseca do próprio ser. Ora, há tempos Joaquim Barbosa vinha sendo (e talvez continue a sê-lo) insultado, xingado e enxovalhado pelos petistas. E de tal forma que o achincalhe não escolhia lugar: fosse a um restaurante, fosse aos aeroportos para uma viagem, abrisse as páginas das redes da web, lá o magistrado deparava com as cracas do mal. Elas são onipresentes, insolentes, repelentes, repulsivos e não têm outra ocupação a não ser azucrinar. Todo mundo sabe disso. Na verdade, Joaquim Barbosa passou a ser um obstáculo à ocupação total do poder, como deseja e para isso trabalha o PT e seus guerrilheiros cibernéticos. Foi assim que a militância bolivariana “involuiu” para as ameaças, inclusive de morte. E ele sabe que a ideologia do ódio é capaz de matar – veja-se o livro de Padura, nas livrarias, com a história do assassinato de Trotsky. Basta uma ameaça ao projeto de poder desses totalitários para que eles fiquem ouriçados e partam para o tipo de ação que ceifou a vida de Trotsky e desestabilizou o ministro – além de muitos outros crimes mundo e história afora. Discordo da OAB, local e nacional, quando se unem às babás de prisioneiros e quaisquer delinquentes já condenados por crimes hediondos, bem assim no caso dos mensaleiros em geral. O ministro Joaquim Barbosa não condenou aqueles malfeitores sozinho: a maioria dos demais ministros o acompanharam em seu alentado e fundamentado voto. Não foi ele quem inventou o foro privilegiado para qualquer “Depufede” da vida, como dizia Stanislaw Ponte Preta, jornalista de combate de saudosa memória. O STF é a única corte suprema do mundo que admite recurso para ela mesma. Portanto, os embargos infringentes é uma velharia cambeta, uma invenção do ministro Lewandowsky e uma concessão ao “garantismo” do direito penal brasileiro — uma teoria “malledeta” que faz do bandido um sujeito do bem e do policial que o algema, do promotor que o acusa e do juiz que o condena verdadeiros algozes e suspeitos de atentarem contra os direitos humanos — quando, na verdade, apenas cumprem a lei e prestam excelente serviço à população. E digo mais: enquanto permanecem preocupados com os direitos de um sujeito como Zé Dirceu, que tentou enganar o próprio Supremo com aquele falso emprego de R$ 20.000,00 num hotel cheio de defraudadores em Brasília, o governo expele um decreto bolivariano como o de nº 8.243/14, tão ruim e perigoso para a democracia que até os presidentes do Senado e da Câmara Federal se posicionaram contra. Por esse grave deslize, ficam ambos publicamente notificados e desautorizados por esta matéria que pelo menos em meu nome essas duas entidades não falam. Não lhes reconheço autoridade moral para tanto. lO marqueteiro e político Jorcelino Braga (PRP) deve produzir duas campanhas políticas este ano: a de Vanderlan Cardoso, seu aliado, e a de Iris Rezende.
Uma filha de Iris Rezende, Ana Paula, tem conversado com frequência com Jorcelino Braga a respeito de como será produzida a campanha. O aliado de Vanderlan não será o marqueteiro de Iris, e sim atuará, se atuar, como produtor. A Kanal Vídeo, empresa do presidente do PRP, tão-somente produzirá a campanha de vídeo do peemedebista.
O vice-prefeito de Goiânia, Agenor Mariano (PMDB), disse ao Jornal Opção que os evangélicos representam hoje de 22% a 25% do eleitorado de Goiás. “Somente os evangélicos das igrejas Assembleias de Deus, em todo o Estado, representam 10% do eleitorado. Ou seja, aproximadamente, são 400 mil eleitores. Se a maioria decidir votar num candidato a governador, o eleitorado evangélico pode desequilibrar qualquer pleito.”
“A indicação de Luiz Carlos do Carmo como suplente de Ronaldo Caiado, além da defesa da família que o deputado federal tem feito, fortalece, e muito, a chapa majoritária de Iris Rezende (governador), Armando Vergílio (vice-governador) e Ronaldo Caiado (senador)”, diz Agenor Mariano.

