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PVC desmaia ao vivo durante apresentação de programa da Fox Sports. Virose e desidratação

Durante o programa “Rodada Fox”, da Fox Sports, no sábado, 24, o jornalista Paulo Vinicius Coelho, PVC, desmaiou ao vivo. Depois do susto, o apresentador Gustavo Villani esclareceu que PVC luta contra uma virose e teve queda de pressão. “Ele teve uma queda de pressão, perdeu estabilidade e teve uma queda no estúdio. Menos mal que não foi nada grave. A gente pode garantir que está sendo devidamente atendido aqui”, afirmou Villani. Ao final do programa, PVC reapareceu e disse que havia se desidratado. “Estou com uma virose e desidratado. Junto com o calor, me fez perder o centro de mim por um instante. Mas estou bem. Amanhã tem jogo, Cruzeiro x Shakhtar, e eu tô nessa. Juro”, disse.

Lissauer nega que PSD tenha indicado nome à 2ª vice-presidência da Assembleia

Parlamentar vitorioso por Rio Verde relata que Lincoln Tejota, o mais cotado, deseja ocupar o posto. Mas ressalta que bancada irá definir concorrente no início da se

5 mil peças de roupas falsificadas são apreendidas em Jaraguá

Entre as estampas estão Tommy Hilfiger, Calvin Klein, Hollister, Lança Perfume, Diesel e Morena Rosa. Polícia investiga outros pontos de venda ilegal

“Se existem escritores de talento em Goiás, eles podem se tornar universais, por que não?”

O goiano J.C. Guimarães bate um papo sobre seu novo livro, “Uma idade para ser eterno” –– obra em que dá um mergulho na crítica e nas facetas do labor literário [caption id="attachment_26864" align="aligncenter" width="620"]jose_carlos_guimaraes-OK J.C. Guimarães | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção[/caption]   Ademir Luiz Especial para o Jornal Opção José Carlos Guimarães (co­nhecido como J. C. Guima­rães) é um dos melhores en­saístas que atuam em Goiás. Nascido em 1971 na cidade de Pires do Rio, interior de Goiás, é designer gráfico por profissão e, após publicar na imprensa diversos textos sobre política, literatura e artes plásticas, está lançando seu primeiro livro, dedicado ao exercício da crítica literária: “Uma idade para ser eterno”. Nesta entrevista ao Jornal Opção, J. C. Guimarães fala de sua antipatia pelas ortodoxias intelectuais, seu interesse pelas artes plásticas e sobre sua verdadeira vocação, a produção literária. Nas páginas de apresentação de “Uma idade para ser eterno”, o sr. lamenta que “não se lê interpretação literária de primeira mão por¬que o gênero, condenado ao papel de coadjuvante da arte, serve ape¬nas de subsídio ao leitor”. Este desinteresse pela interpretação crítica é um fenômeno da era da internet ou figuras como Edmund Wilson e, no Brasil, Otto Maria Carpeaux, verdadeiras vedetes intelectuais festejadas na imprensa e muito lidos pelo chamado “leitor médio” de suas épocas, foram exceções? Como deve ter notado, eu não associei esse desinteresse à época em que estamos vivendo. Apesar disso, o fenômeno tecnológico da internet tem um impacto cultural gigantesco, capaz de prejudicar nossos hábitos de leitura. Estou convencido de que ela estimula a preguiça mental porque é um instrumento adaptado ao ritmo desumano da vida contemporânea. Infelizmente, o interesse primário da engrenagem social é a produtividade, não o pensamento. A reflexão é perigosa e demanda um tempo imponderável para o capital. Mas creio que o desinteresse alegado é geral e sempre existiu. Ensaio — em particular ensaios de interpretação literária, como os meus — interessa a quem deve mesmo interessar. Acho perfeitamente normal. Eu, por exemplo, nunca vou ler livros de medicina ou química, apesar de sua importância. A cultura é segmentada, os seres humanos têm interesses diversos — às vezes muito diferentes entre si — e é assim que funciona. Textos de interpretação literária só atingem muitos leitores quando o ensaísta em questão torna-se uma referência para a cultura. Posso citar Vargas Llosa e Octavio Paz. Mesmo assim, normalmente, esses “muitos leitores” não significam leitores difusos: continuam sendo pessoas do círculo acadêmico, como professores e estudantes. Além, é claro, dos próprios escritores. O desinteresse de que falo não é de quem escreve, como Wilson e Carpeaux: é do público em geral. O sr. parece não apreciar a figura do crítico, sobretudo o crítico acadêmico. Chega a classificá-los como “intermediá¬rios inconvenientes”. Procura se afastar o máximo possível dessa categoria intelectual, frisando que é basicamente um leitor. O sr. acha que a análise crítica com pretensões científicas é nociva, empobrece ou engessa a relação com a literatura? Em a “Outra voz”, Octavio Paz defende que a crítica é um dos dínamos fundamentais da história moderna, desencadeando a Revolução Francesa, em 1789. Eu, portanto, seria estúpido, além de muito ingênuo, se desprezasse o papel da crítica como fenômeno basilar da consciência, nos últimos 200 anos. Ela foi um dos instrumentos usados pelos escritores iluministas — Voltaire, Diderot, Rousseau etc. — para derrubar o Estado absolutista. Resguarda, portanto, um sentido político da maior relevância. Estritamente, nosso querido Gilberto Mendonça Teles — um dos melhores críticos desse país, além de poeta — deve ficar com a pulga atrás da orelha diante de opiniões contrárias à crítica, enquanto intermediária entre livros e leitores. Menciono Gilberto porque ele é um dos que defendem que a Poética (a arte de interpretar textos literários) é uma ciência, conferindo-lhe um status altamente discutível. Essa certeza não é unânime entre os próprios críticos, e citei exemplos desse desacordo em meu livro. Quanto a ser nociva, empobrecer ou engessar, isso é relativo. Para mim, a questão é menos ideológica que gnosiológica. De fato, não acredito que a crítica possa se apropriar do significado das obras literárias, sugerindo que o leitor que vai às livrarias não tem competência para ler e entender o que lê, ainda que à sua maneira e de acordo com a própria sensibilidade. Essa apropriação intelectualista do sentido me incomoda. A ciência tornou-se capaz de explicar tudo, e isso evidentemente é outra mistificação. O sr. se coloca frontalmente contra qualquer tipo de ortodoxia no trato com a obra literária. Ao mesmo tempo, no ensaio “Harold Bloom contra os ‘lemmings’”, mostra-se bastante simpático aos métodos e concepções de Bloom, autor do polêmico “O Cânone Ocidental”, conhecido justamente por sua defesa dos clássicos. É um paradoxo em sua perspectiva crítica ou o sr. acredita que encontrou um meio termo? Disse bem quando fala que me coloco contra qualquer tipo de ortodoxia. Portanto, também não faria muito sentido ungir Harold Bloom. Pode soar paradoxal confrontar os críticos e, ao mesmo tempo, eleger alguns deles como referência de qualidade: o próprio Bloom, Car­peaux e George Steiner. É uma questão de perspectiva. Primeiro, eu me simpatizo com tais nomes porque acho os textos deles particularmente agradáveis. Ou seja, escrevem bem; não são chatos. A segunda coisa que na minha avaliação é possível conciliar pontos de vistas diferentes sem a obrigação de filiar-se a uma corrente interpretativa. Aí, é importante dizer por que me identifico com Carpeaux e com Bloom. Em minha opinião, Carpeaux é bem mais complexo que Bloom, porque seu arcabouço teórico, apesar da base historicista, abrange até conceitos do “New Cri­ticism”, que é formalista. Então, ele transige com a história ao mesmo tempo em que afirma a supremacia da estética, conciliando os extremos, [Wilhelm] Dilthey com [Benedetto] Croce. A respeito de Bloom, eu posso ter reservas quanto ao seu culto por Shakespeare ou restrições ao seu radicalismo estético. Mas, fundamentalmente, reverencio sua defesa intransigente dos clássicos, em particular nas instituições de ensino, escolas e universidades. Tanto ele quanto Carpeaux, neste aspecto, escrevem como paladinos e traduzem um elevado padrão de cultura, oposto à superficialidade dominante. Quanto aos paradoxos, eu não os temo, porque seria negar a tessitura da realidade. E, se eu confrontasse o universo, eu estaria perdido, não é mesmo? O sr. dividiu o livro em três partes: autores Brasileiros, Estrangeiros e, por último, Conterrâneos. Note que não é uma escalada espacial, Goiás, Brasil, mundo. Ou mesmo uma panorâmica do macro para o micro, mundo, Brasil, Goiás. Temos primeiro a literatura brasileira, depois a “universal” e em seguida a produção local. Certamente, é uma forma legitima de ordenar seu trabalho. Mas, não pode gerar a impressão de que o sr. deliberadamente, ou inconscientemente, diminuiu, ou mesmo auto-sabotou, o alcance de sua obra, estabelecendo-a como um livro de crítica feita por um goiano para goianos que, obviamente, sofrem influência da literatura universal, mas que não possuem fôlego estético para se identificarem como tal, estando relegados ao status de “escritores goianos”? Para mim, a ideia de “escritor goiano” é uma ficção. A solução que dei foi estritamente prática; uma maneira de estruturar o livro. Todos os ensaios reunidos já haviam sido publicados na imprensa, então, eu percebi que era possível combiná-los dessa forma. Foi um critério exclusivo de organização. Aliás, eu não utilizei o termo “universal”, que você cita. Não fui eu quem inventou que “universais” são os autores clássicos, normalmente estrangeiros, europeus, brancos e cristãos. Sou avesso a essa ideia e provo isso ao dedicar um estudo sobre a “História da literatura ocidental”, de Otto Maria Carpeaux –– talvez o melhor ensaio contido no meu livro. Carpeaux demonstra que fazemos parte do mesmo mundo que os estrangeiros e bebemos todos na mesma fonte. Então, porque acharia que não temos competência para ser universais? Seria, no mínimo, contraditório. A única vantagem que, de fato, conta em favor dos escritores europeus é a longevidade da cultura do Velho Mundo. No entanto, os norte-americanos são mais novos do que os brasileiros em cem anos (os primeiros colonos fundaram Jamestown em 1607) e, mesmo assim, há entre eles autores da eminência de Emily Dickinson e William Faulkner. Por outro lado, temos Machado de Assis. Portanto, o que determina a qualidade é, em último caso, o talento. Se em Goiás existem escritores de talento, podem perfeitamente se tornar universais, por que não? ReproduçãoLivroO ensaio que dá nome ao livro, “Uma idade para ser eterno”, trata de talentos que afloraram na juventude em paralelo com outros que tiveram que esperar a maturidade. O sr. é conhecido por ser exigente com sua produção escrita em geral e com a literária em particular. Reescreve o mesmo texto muitas vezes. Em sua falta de pressa, na busca pela palavra exata, qual sua idade para ser eterno? Eu sou um autor bissexto, pouco imaginativo e reescrevo muito. Nada disso ajuda. Mas qualquer artista gostaria de já ter sido reconhecido e feito sucesso entre os vinte e os trinta anos de idade. Essa é a tendência. Sendo assim, eu já estou atrasado em pelo menos uma década e meia. Para meu consolo, um dos maiores escritores do século XX, José Saramago, só foi reconhecido depois dos cinquenta, quando também intensificou sua produção. Cito ele porque, sem titubear, penso como Newton: precisamos ter como referência os gigantes. Mesmo assim, me contento se publicar mais uns dois ou três livros, desta vez de ficção (lembro que dois já estão quase prontos). Vou trabalhar para isto acontecer daqui até o final de 2016. Portanto, se eu tiver que ser eterno, deve ser na casa dos quarenta. Em quais projetos literários o sr. está trabalhando? Há um ano eu comecei a escrever um romance, cujo título provisório é “Dois passos, apenas”. Estou na fase de reescrita e pretendo publicá-lo ainda este ano. Trata de amor e de desilusão política, misturando os dramas dos personagens com a história recente do país. Faz referência às jornadas de junho de 2013. Tenho ainda um livro de contos, que deve se chamar “Vida ordinária”. É uma coletânea que eu venho reescrevendo há vários anos. Já poesia e teatro não são gêneros do meu interesse direto. Aliás, poesia é a mais livre e, ao mesmo tempo, a mais exigente forma de expressão literária: criar metáforas memoráveis é dificílimo. É muito fácil escrever bobagem e acreditar que é o suprassumo. O sr. é militante do PT. Como avalia a atual situação do partido, já há mais de uma década no poder e envolvido em muitos escândalos de corrupção? O PT foi o partido mais consistente criado no Brasil, desde o império. Não há saquaremas, republicanos ou peessedebistas que o ombreie. Foi o único projeto que nasceu de baixo e se projetou nacionalmente, com condições de assumir o poder de Estado. Tem ligações orgânicas com a classe trabalhadora e por esse motivo distribuiu renda de forma inédita no país. Mas o PT se degenerou, nesse processo. Os “companheiros” gostam apenas de fazer elogios, mas ignorar as críticas é altamente prejudicial. É preciso virar para a sociedade e ter a humildade de reconhecer os erros, também. Importante lembrar que há o PT da cúpula e o PT da base. Na base, ainda há pessoas idealistas e talvez ingênuas. Na cúpula, a maioria é de pragmáticos convertidos ao sistema. Têm status, altos salários e acúmulo de gratificações que permitem levar uma vida financeira tranquila. Tornaram-se excessivamente pragmáticos e conservadores, por isso. O escândalo da Petrobrás sugere, até agora, o envolvimento de oito parlamentares do PT, além de dirigentes importantes, que tinham cargos chave na administração federal. Isso é péssimo. Confirmaria o fato de que o critério de alianças, que era programático, tornou-se eleitoreiro desde a vitória de Lula em 2000, e que este critério se submete à nefasta lógica do poder econômica sobre as campanhas. A essa concepção poderemos atribuir a derrota do partido amanhã. A alternativa? Defender a reforma eleitoral e dialogar com os movimentos sociais, sem retirar-lhes a autonomia e independência. Como avalia a atuação do PT na área da cultura, tanto na esfera federal quanto na municipal? É possível traçar uma comparação com o Estado, sob o comando do PSDB? Não acompanho de perto as políticas culturais em qualquer nível da federação, mas acho que somos carentes de gestores nessa área. Costuma-se colocar à frente dessas pastas quadros com trânsito político, mas não pessoas que realmente sabem o que é a arte. Cultura abrange muitos aspectos e creio que o aspecto “arte” é o mais ignorado. Por outro lado, você pode ter um gestor com bagagem, mas não um prefeito ou governador interessado em cultura. Sem essa combinação, aliada a recursos financeiros, ficamos sem condições de pensar, planejar e executar. O resultado é a mediocridade. Uma coisa que eu gostaria de ver em Goiânia, e que a Secretaria de Cultura deveria priorizar, é a restauração do nosso acervo em Art Déco. Já se falou muito nisso, mas quase nada saiu do papel, à exceção da Avenida Goiás, durante a gestão do prefeito Pedro Wilson [PT]. Mas os prédios permanecem esquecidos e escondidos. A perspectiva não é boa, tendo em vista a evolução urbana da capital, cujo aspecto mais visível é justamente a pauperização do Centro Histórico. É um fenômeno sociocultural importante. No que se refere ao Estado, o governo Marconi deixará um legado: o FICA, que se tornou política de Estado, ampliou e assegurou o Fundo Estadual de Cultura e construiu o Centro Cultural Oscar Niemeyer. A meu ver, Goiás deveria ambicionar exposições e apresentações de porte nacional e, eventualmente, até internacional, o que requer um planejamento rigoroso, poder de articulação e conhecimento. Mas, aí, precisamos de gestores locais de visão, como Gilberto Gil e Juca Ferreira.

“Minha primeira vocação é o desenho” 

Durante algum tempo o sr. atuou como artista plástico e publicou na imprensa alguns excelentes ensaios sobre arte. Aparentemen­te, essa faceta de sua produção foi desacelerada ou mesmo abandonada. É isso mesmo? Minha primeira vocação é o desenho. Manifestei esse dom quando ainda morava no interior, aos sete ou oito anos de idade. Sem falsa modéstia, considero-me um excelente desenhista. Mesmo Pedro Jr., o maior desenhista publicitário que temos no Estado, elogia meu traço. Mas, como tal, atuei apenas sob encomenda, para o mercado de comunicação: sou um desenhista segmentado. Acabei me tornando designer gráfico, trabalhando profissionalmente na criação de identidades visuais e em campanhas políticas, de forma que não me tornei, de fato, artista plástico, pois não cheguei a ter uma produção. Até 1992, eu pintava telas. Cheguei a ser premiado num salão da Universidade Católica e me classificar para a Bienal de Santos, que ocorreu naquele ano, em São Paulo. Depois, parei e nunca mais retomei; minha vida tomou outro rumo. Independente disso, tenho uma noção razoável da história da arte, já que li muito a respeito. Meu olho foi educado para a pintura da mesma forma que um compositor educa o ouvido para a música. Enquanto designer gráfico, quero registrar que o mercado goiano é horrível para os profissionais do ramo. Pode até haver demanda, sempre há, mas paga-se mal, o que é desestimulante. A razão disso é que os clientes ainda possuem uma mentalidade muito provinciana e não sabem promover o próprio negócio, desconhecendo uma de suas facetas estratégicas. É uma limitação cultural. Acham que a agência de publicidade resolverá um problema específico, de identidade corporativa, apenas investindo em marketing. Só que a cara da empresa é trabalho para o designer, quase inexplorado. As artes plásticas tiveram um período áureo entre as décadas de 1970 e 1980 em Goiás, angariando muito interesse do público, da mídia e do mercado. Mais recentemente, apesar do prestígio de artistas como Marcelo Solá e Pitágoras, a visibilidade parece ser menor. Como o sr. interpreta esse cenário na atualidade? A resposta a essa pergunta tem a ver com o papel histórico e com a qualidade desses artistas. Você se refere a uma época em que estavam em atividade Cleber Gouvêa, Antônio Poteiro, D.J. Oliveira e Siron Franco. Esses nomes se caracterizam pelo arrojo formal, especialmente da pintura, que foi o gênero dominante mais ou menos até meados do século XX (Marcel Duchamp mudou isso, com a invenção do ready-made). Siron e companhia representam seguramente uma evolução de nossa sensibilidade artística. Mas, depois deles, veio essa geração que aí está, de Divino Sobral, Carlos Sena, Enauro de Castro, Luiz Mauro, Edney Antunes e o próprio Marcelo Solá. Esse pessoal dá continuidade àquele papel histórico, sem dever nada no que diz respeito à qualidade de suas obras. Coube a eles compreender o seu momento e expandir nosso conceito de arte, adotando formas de expressão ainda pouco exploradas no contexto local, como a performance, a vídeo-arte e a instalação, sem abdicar da pintura. Não acho, portanto, que mereçam um tratamento pior do público, da mídia e do mercado, em relação à geração que você cita. Mas não sei, francamente, se a visibilidade das artes plásticas em Goiás hoje é maior ou menor, pois não acompanho mais o certame tão de perto assim. Realmente decidi priorizar a literatura.

Vamos, que a Broadway chegou em Goiânia e só ficará por dois dias

[caption id="attachment_26835" align="aligncenter" width="620"]Foto: divulgação Foto: divulgação[/caption] Yago Alvim Rodrigues Alvim e Marcos Nunes Carreiro  Adaptações de grandes espetáculos são comuns. Raras são as apresentações com qualidade Broadway, caso de “Superboy e a menina invisível”, que estará no Teatro Sesi nos dias 30 e 31 de janeiro, em três apresentações. Com direção de Luciano Martins, um apaixonado por musicais, o espetáculo é uma adaptação de “Next to Normal”, o sucesso da Broadway que tem rodado o mundo desde 2008. O musical conta a história de uma família que luta para ser “normal”: uma mãe diagnosticada com esquizofrenia; um pai, incondicionalmente, dedicado à família; um filho que faz questão de estar presente; e uma filha à procura da perfeição e do anonimato. Nas últimas semanas, o elenco tem feito demonstrações em vários locais da cidade. Quem já viu — e, sobretudo, ouviu — o que espera o público, já comprou os ingressos antecipados na Escola de Música Cultura ou nas franquias do Frans Café. E, para quem não comprou ainda: corre que vai acabar!

Quebras literárias no Grande Hotel

“Que Brasil é este?”, pergunta com trocadilho Marcelino Freire. O escritor de Sertânia, no Pernambuco, dá vida à Balada Literária da Vila Madalena, em São Paulo, cidade onde vive desde 2006. E com a oficina Quebras, realizada com o apoio do Rumos Itaú Cultural, o autor de “Angu de Sangue”, “Contos Negreiros” e “Nossos Ossos” propõe descobrir o espaço literário que temos ocupado e quais autores, agitadores, artistas estão conosco neste caminho. Acontece que Marce­lino resolveu colocar todas essas suas perguntas na bagagem para perambular por quinze capitais brasileiras e a parada da vez é em Goiânia. Gratuita, a oficina acontecerá ali no Grande Hotel, aquele da Av. Goiás, nas noites dos próximos dias 27 e 28 de janeiro.

Ah, Petrobrás!

Está na hora de sacudir a preguiça e voltar para os ensaios, afinal, a Petrobrás e o Ministério da Cultura dão a você a chance de se apresentar nos palcos espalhados pelo País. E, ó, sacode bem e rápido, pois as inscrições estão quase fechando. O prazo vai até às 16h59 desta sexta-feira, 30. O programa contempla projetos teatrais profissionais, não inéditos, nas categorias adulto e infanto-juvenil, com o valor de R$ 15 milhões para o biênio 2015/2016. Está tudo no site www.br.com.br/cultura. Corre lá! - Nessa época do ano o que se ouve são marchinhas, samba, axé. E quem não gosta, fica de fora da festa? Que nada! O Grito do Rock vem aí para fazer nosso Carnaval. - Em Goiânia, o evento ocorre há 9 anos. Este ano, 54 atrações de diversos estilos musicais irão dividir palco no Centro Cultural Martim Cererê nos dias 14, 15 e 16 de fevereiro. - O Grito Rock ocorre entre fevereiro e março. Em 2014, foram mais de 200 cidades, em 40 países, sendo 16 da América Latina. As portas do Martim irão abrir às 16h e os ingressos custam R$ 15. Livro O Livro Das Criaturas CAPA-O-Livro-das-Criaturas-de-Harry-PotterOK                   Com as especulações de um novo filme baseado no universo de Harry Potter, J.K. Rowling lança um livro trazendo detalhes das criaturas da famosa série cinematográfica. Autor: J. K. Rowling Preço: R$ 52,71 Editora: Galera Música The Pinkprint nicki-minaj-the-pinkprint-album-coverOK                 A rapper americana Nicki Minaj está de volta. O já co­nhe­cido “Ana­con­da”, lançado em 2014, é o principal single do álbum, que traz mais 20 faixas para estourar em 2015. Artista: Nicki Minaj Gravadora: Universal Preço: R$ 25,90 Filme O Enigma Chinês enigma-1                       O diretor francês Cédric Klapisch che­ga acolchoando poltronas com seu novo lon­ga.  A comédia conta a vida do quarentão Xavier, que ainda não encontrou seu caminho. Direção: Cédric Klapisch Paris Filme Preço: R$ 29,90  

Nova semana promete mais sobressalto, e silêncio de Dilma fica sem prazo para acabar

A confirmação pela Engevix de que o petrolão é um supermensalão, a volta de Dirceu ao palco e o cerco do procurador Janot a políticos colaboram para a mudez

Papa Francisco, controle de natalidade, Obama, falta de água e superpopulação. Tudo tem a ver

O papa Francisco não culpa os pobres, mas, como se tivesse lido os cientistas americanos E. O. Wilson e Jared Diamond, sugere que famílias menores são importantes para a segurança do ser humano na Terra. Ao se reproduzir sem controle, o homem está destruindo outras espécies

Governo diz que não irá interferir na eleição da ATM

[caption id="attachment_26801" align="alignleft" width="300"]Secretário Paulo Antunes (acima) diz que governo não irá interferir na eleição da ATM, cujos candidatos são Leonardo Cintra e João Emídio | Fotos: Marcio Vieira / Secom e Divulgação Secretário Paulo Antunes (acima) diz que governo não irá interferir na eleição da ATM, cujos candidatos são Leonardo Cintra e João Emídio | Fotos: Marcio Vieira / Secom e Divulgação[/caption] O governo não vai interferir na disputa eleitoral da As­sociação Tocantinense dos Municípios (ATM), que acontecerá no próximo dia 29. Pelo menos foi o que garantiu o secretário de Relações Institu­cionais, Paulo Sidney Antunes: “Que vença o candidato que tiver o voto da maioria dos prefeitos. Não vamos intervir no processo eleitoral, até porque temos muitos problemas a resolver no Estado”, argumenta. Dois nomes brigam pela presidência da instituição: o atual presidente Leonardo Cintra (PSDB) — que encabeça a chapa da situação “O Trabalho continua” — e João Emídio (sem partido) — à frente da chapa “Ação Muni­cipalista”. Contudo, especula-se que o governo acabe influenciando no processo de alguma maneira, visto que este será um no­vo embate entre os chamados siqueiristas — ligados ao ex-governador Siqueira Campos (PSDB) — e as forças políticas que elegeram o atual governador Marcelo Mi­randa (PMDB). É bem provável que os aliados do peemedebista vençam mais uma disputa, mas será necessário ajuda. O auxílio será importante, visto que o presidente Leo­nardo Cintra, prefeito de Almas, tem mobilizado as forças políticas em prol de sua releição — tal como fez durante o segundo turno para a Presidência da República, quando Cintra usou a estrutura da entidade para mobilizar prefeitos no apoio ao candidato tucano Aécio Neves. É certo que o prefeito de Brazilândia quer desbancar a situação. Resta saber se terá forças para tal. Ele tem se encontrado com diversos prefeitos com o intuito de mostrar o que classifica como “boas intenções frente à ATM”. Ele aposta no planejamento, que, segundo ele, é seu maior aliado.

A temporada de caça aos petroleiros e o papel esperado dos atores no novo julgamento

Ministro Teori Zavascki, relator do petrolão: será que ele vai aliviar para o lado do governo, sacrificando a ética?

Historiador Marco Antônio Villa adere à crítica panfletária aos governos do PT?

[caption id="attachment_26790" align="alignleft" width="250"]Livro de oportunidade e superficial escrito por um historiador gabaritado Livro de oportunidade e superficial escrito por um historiador gabaritado[/caption] Marco Antônio Villa é um dos historiadores mais brilhantes de sua geração. Pesquisa seus temas de maneira exaustiva e escreve bem, numa linguagem que, sem perder a disciplina acadêmica, o rigor com os dados, é inteligível para além dos campi universitários. “Vida e Morte no Sertão — História das Secas no Nordeste nos Séculos XIX e XX” e “Canudos — O Povo da Terra” são livros memoráveis, vazados numa prosa de escritor. “A História das Constituições Brasileiras”, embora sintético, tem seu valor, explicando, de maneira didática, as principais características de cada Carta Magna e o significado em seu tempo. “Jango — Um Perfil” é uma análise contundente do presidente João Goulart. Nada comparável à solidez de “João Goulart — Uma Biografia”, de Jorge Ferreira. Mas é um bom livro. Porém, de repente, os livros de Villa perderam densidade. Não que sejam ruins ou desonestos. Não são. Mas o historiador rigoroso parece que, encantado pelo discurso liberal de seus “parceiros” na revista “Veja”, se tornou um “cruzado”. Digo “pa­re­ce” porque ainda estou avaliando suas obras. “Um País Partido — 2014: A Eleição Mais Suja da História” é seu último livro. O objetivo de um título é “vender” reportagens e livros. Só que, no caso, o título é por demais abrangente. Claro que se trata da história do Brasil, mas isto não aparece na capa. O principal problema é que a obra não prova, comparando todos os períodos da história do País, que as eleições de 2014 foram as mais sujas “da história”. Fica-se com a impressão de que Villa escreveu uma reportagem, até apressada, e não um livro de história. “Década Perdida — Dez Anos de PT no Poder” não é um livro ruim, mas, de novo, parece mais uma reportagem, talvez um ensaio (ou artigo) longo, do que um exame detido dos anos petistas. A obra apresenta os problemas “criados” pelo PT no poder, tanto políticos quanto econômicos, para não incluir os morais, mas um economista e um cientista políticos atentos certamente, examinando a análise de Villa e os dados do período, não concluirão que a década foi (inteiramente) perdida. É possível que concluam que, apesar de tudo, o País avançou, em vários campos, e não apenas no social. É provável que o “ensaio” de Villa seja tributário, ao menos em parte, das análises da revista “The Economist”. Faltam elementos para conclusões taxativas. Pesquisas nuançadas e distanciadas são escassas e faltam análises detidas, menos engajadas, a respeito dos governos do tucanato e do petismo. O que há são textos de combate político-ideológico. Esta nota é uma ressalva de um leitor que respeita a massa crítica reunida por Villa, mas lamenta uma certa superficialidade nos trabalhos recentes. Sua obra abriu espaço para um certo tom panfletário.

A Turquia entre Oriente e Ocidente

Déficit em relação a direitos humanos e liberdade de imprensa atrapalha filiação do país à União Europeia

Vai decolar?

Pelo twitter, prefeito de Goiânia diz que vai responder a todos os críticos de sua administração. Será essa a solução para os problemas da cidade?

Banco de horas é estendido aos policiais civis na cidade

[caption id="attachment_26968" align="alignright" width="620"]Secretário Joaquim Mesquita, prefeito João Gomes e autoridades policiais: parceria por mais segurança em Anápolis | Foto:  Pedro Henrique Santos Secretário Joaquim Mesquita, prefeito João Gomes e autoridades policiais: parceria por mais segurança em Anápolis | Foto: Pedro Henrique Santos[/caption] Não é por acaso que a questão da Segurança Pública é uma das maiores demandas e preocupação do brasileiro, ao lado da saúde e educação. A área é cada vez mais crítica e as diferentes esferas de governo não podem tratar do tema isoladamente. Seguindo este princípio, a prefeitura reafirmou parceria com a Secretaria de Segurança Pública, durante uma reunião realizada no gabinete do prefeito João Gomes (PT), que recepcionou o secretário estadual Joaquim Mesquita. Na ocasião foram discutidas ações para dar mais efetividade aos serviços prestados pela pasta e pelo Executivo à população anapolina e, entre as novidades, foi anunciado que o banco de horas pago pela prefeitura aos policiais militares será estendido aos policiais civis. Atualmente, o Executivo de Anápolis destina a maior quantia entre as prefeituras goianas ao pagamento de banco de horas dos policiais militares — o valor é de cerca de R$ 3 milhões mensais. Com a medida, delegados, agentes e escrivães da Polícia Civil que atuam na cidade também serão beneficiados com o complemento bancado pelo município. O delegado-geral da Polícia Civil em Anápolis, Álvaro Cássio dos Santos, considerou extremamente positivo a iniciativa e destacou que o banco de horas da Polícia Civil deve ser de 1.250 horas, isto é, a mesma quantidade de horas da Polícia Militar. Segundo ele, a medida já vista pela corporação como “um incentivo extra para atuar ainda mais pela cidade, garantindo mais tranquilidade ao povo anapolino.”

Sistema de monitoramento

A administração municipal optou por adotar uma agenda pautada em ações multissetorias e integrada. Nesse sentido, um conjunto de medidas tem sido desenvolvido pelo Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), que coordena todos os esforços pela garantia ao cidadão de mais segurança de sua integridade. Além disso, há a iniciativas de diálogo constante e permanente com todos os agentes públicos que possam reforçar tal esforço. Uma dessas medidas é o sistema de videomonitoramento que, atualmente, é composto por 72 câmeras instaladas em pontos estratégicos da cidade. A implantação do sistema iniciou-se em 2010 com instalação de 25 câmeras em pontos definidos conforme estudos técnicos. Em continuidade ao projeto, em 2013 a prefeitura implantou 47 novas câmeras. Esses equipamentos monitoram áreas de grande movimentação, principalmente em regiões onde há várias agências bancárias, além de praças, avenidas com grande concentração de comércio e as saídas da cidade. As câmeras possuem alta resolução e alcance de cerca de 800 metros quadrados em sentido longitudinal e latitudinal. De acordo com GGIM, as estatísticas apontaram que, desde o início da operacionalidade do sistema foi verificada uma redução sensível de crimes nos locais monitorados. Outra vantagem observada com o serviço é a diminuição dos atos de vandalismo e de desrespeito ao patrimônio público. A supervisão do videomonitoramento é feita pela PM. A Prefeitura é responsável pelo pagamento do salário dos agentes de monitoramento e também do banco de horas dos policiais. O banco de horas é uma importante parceria mantida com a Polícia Militar com o objetivo de garantir um maior efetivo de agentes nas ruas, destaca o prefeito João Gomes.

Ruas iluminadas

Ambientes escuros e mal iluminados são favoráveis à ação de criminosos. Preocupada com essa questão, a prefeitura tem investido na melhoria da rede de iluminação pública com a introdução de tecnologia mais eficiente, visando a redução do consumo de energia no horário de ponta do sistema elétrico, atenuando gastos com operação e manutenção e aumentando a segurança nas vias públicas. Desde 2012, quando aderiu ao Programa Nacional de Iluminação Pública Eficiente (Procel Reluz), foram substituídos mais de 30 mil postes, além de reatores e luminárias. A ampliação e manutenção da rede são permanentes.

Município lança Mapa da Saúde online

[caption id="attachment_26965" align="alignright" width="620"]Prefeito João Gomes durante lançamento do programa que facilita acesso dos anapolinos aos serviços de saúde | Foto: Prefeitura de Anápolis Prefeito João Gomes durante lançamento do programa que facilita acesso dos anapolinos aos serviços de saúde | Foto: Prefeitura de Anápolis[/caption] Para melhorar os serviços de saúde a prefeitura lançou o site Mapa da Saúde que contêm informações sobre endereços das unidades, escala de equipe médica, e ainda telefones disponíveis para maiores informações. O Mapa da Saúde pode ser acessado facilmente pelo computador, celular ou tablet. O método permite verificar os profissionais das unidades de saúde 24 horas escalados todos os dias e seus respectivos horários de trabalho. É possível encontrar, também, o nome dos profissionais que integram as equipes das unidades de Saúde da Família. Para acessar o Mapa da Saúde basta o internauta entrar no site da Prefeitura de Anápolis — www.anapolis.go.gov.br — e clicar no link destinado. O site disponibiliza ainda informações de todas as unidades de saúde básicas e de referência. O objetivo é proporcionar à população um acesso fácil e rápido sobre a unidade que pretende ir, quais são os médicos, enfermeiros, dentre outros profissionais. O secretário municipal de Saúde, Luiz Carlos Teixeira, explica que a ferramenta foi criada por uma equipe da Prefeitura que entende que é um meio de facilitar a vida dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). “É uma forma transparente, respeitosa e humanizada de tratá-los. É apenas o início do projeto, posteriormente serão acrescentadas outras informações ao portal.”

Telecentros fazem inclusão digital

A Prefeitura de Anápolis, por meio da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizou nos Telecentros Comu­ni­tário cerca de 36 mil atendimentos nas nove unidades instaladas em várias regiões da cidade. Nesses espaços são atendidas gratuitamente crianças, adolescentes, adultos e idosos. A maioria das pessoas procura esses locais com interesse em utilizar os serviços de internet como: e-mails, redes sociais, bate-papos, jogos e vídeos. A internet disponível à comunidade também permite que os usuários façam inscrições ou cadastros, matrículas em faculdades, consultas de documentos online, pesquisas e inscrições em cursos e oficinas. O Telecentro Comunitário é um espaço público que possibilita à população anapolina o acesso a um mundo de informações e conhecimentos, visando a inclusão digital.