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Reflexões sobre a atoíce

João Domingos Araújo joao Pessoas, durante um período razoável amadureci a ideia de deixar o jornalismo diário. Conversei seguidamente a respeito com minha companheira, Elza Pires, com meus filhos Maíra Cirineu e Saulo Cirineu Araújo. Deles recebi apoio total desde o primeiro momento em que manifestei a intenção de me afastar do jornalismo diário, uma das únicas coisas que me viram fazer durante toda nossa convivência. Dos meus 58 anos de vida, 36 foram na reportagem. Destes, 22 no Estadão, sendo oito numa primeira etapa (1990 a 1998, dois anos em O Globo e um na Gazeta Mercantil) e 14 na segunda etapa, de 2001 até agora. Gosto do que fiz, gosto do que faço. Saio num momento bom, o que é muito bom. Saio sem atritos dentro do Estadão. Ao contrário, ficam o coleguismo, o respeito e muita admiração, como, por exemplo, por Tania Monteiro, com a qual trabalhei entre 1985 e 1988 na Folha de S. Paulo, nós dois tão jovens. Eu agora entreguei os pontos, ela não. Ainda trabalha como uma louca. No período em que maturei a possibilidade de sair, tive longas conversas com Marcelo de Moraes sobre dúvidas que me passavam pela cabeça e coisas semelhantes. Quase sempre recebi dele uma bronca sincera, além das sugestões para que eu pensasse e repensasse o que pretendia fazer. Cheguei mesmo a imaginar que não conseguiria arrancar o "sim" do chefe (ô descasamento difícil). No final, minha persistência o cansou. Marcelo tem uma grande mão de comando. E uma grande equipe para comandar. Mescla repórteres experientes com jovens, jovens que são excepcionalmente bons e que trabalham tanto que muitas vezes não têm tempo para adoecer. A vida de um repórter tem altos e baixos, todos devem ter consciência disso. E nem sempre é uma festa. Mas o que fica na lembrança é a da festa. Por isso, vou sentir muita saudade das portas do Renan, do Temer, do Alvorada, de qualquer uma. É nesses momentos de tempo infinito debaixo de sol e de chuva que muita gente se conhece. E eu, nesses oportunidades, e já com meus 58 anos, pude fazer contato com meninos e meninas mais novos que meus filhos - e se eu brincasse um pouco mais, daqui a pouco da idade do meu neto. Acho que chegou a hora de deixar para eles, a garotada que chega, o espaço que terão de buscar, porque é essa nova geração que vai definir o futuro do jornalismo, se será como o conhecemos hoje ou alguma coisa muito mais sofisticada, se em preto e branco ou em 3D - e tomara que a coisa funcione, porque o 4G é uma merda. Sentirei saudades das portas, como disse, e talvez até dos plantões de fim de semana, com aqueles dias ensolarados e a gente dentro de uma redação trabalhando. Sentirei saudades sim dos plantões, mas terei a certeza de que não terei mais de produzir notícias quentes e inéditas. Ah, isso já me dá uma satisfação danada. Nos últimos dois dias, recebi ligação telefônica de quase todos os colegas do Estadão. Até de um, Ricardo Brito, que estava na fila do embarque para Turim. Vou pagar a todos eles com uma galinhada com pequi uns dias mais à frente. Também recebi manifestações por parte de colegas de quase todos os outros jornais, revistas, online, etc.Me lembrei que no começo, há 36 anos, a gente trabalhava numa máquina de escrever. Redação nenhuma tinha tantas para tantos repórteres. Então, um azarava a máquina do outro até ela quebrar. Hoje todos têm seus laptops, seus smartphones e seus dedos ágeis para escrever a matéria ali, ao vivo, enquanto a autoridade fala. Do período da máquina de escrever para cá travei uma séria batalha contra os chavões e lugares comuns. Quase sempre perdi. Mas não posso deixar de dizer para os que estão chegando: evitem qualquer tipo de chavão e lugar comum. Verão que o texto vai ficar muito melhor. De resto, obrigado a todos os que se manifestaram e também para os que não se manifestaram. Sai uma geração, entra outra. Eu, amigos, vou curtir a vida. Estava na hora. Bjs a todos. João Domingos Araújo, ex-repórter do “Estadão”, trabalhou em Goiás. O texto foi extraído de seu Facebook.

As portas do Basileu França abrem-se outra vez: para cursos técnicos

[caption id="attachment_31247" align="alignnone" width="620"]Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] Corre que ainda dá tempo! É que as inscrições fecham nesta terça-feira, 24. Ah, claro, as inscrições para os cursos técnicos do Basileu França, ofertados por meio do Centro de Educação Profissional, a partir da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecnológico e de Agricultura, Pecuária e Irrigação do Estado de Goiás. Os cursos são de habilitação profissional técnica de nível médio em artes, com formação em três anos. Legal, não é? São 247 vagas nas áreas de música, teatro, dança e artes visuais. Leve seus documentos pessoais (copias e originais), uma foto 3x4, comprovante de escolaridade (pois, é necessário estar cursando ou ter cursado o ensino médio ou equivalente), mais a quantia de R$ 60 na secretaria do Basileu, ali no Setor Universitário, e prepare-se para as provas teóricas e de habilidades específicas, aplicadas a partir do dia 27 deste mês. E, ó, muita sorte!

Thelma & Louise

[caption id="attachment_31494" align="alignnone" width="620"]Reprodução Reprodução[/caption] Que tal ver Thelma e Louise nas telonas? A jovem dona de casa Thelma, interpretada por ninguém menos que Geena Davis, e a garçonete quarentona Louise Sawyer, interpretada — também por ninguém menos que — Susan Sarandon, pegam a estrada, abandonando a vida monótona que levam. Daí, você pode agitar a hora do almoço, pois as sessões são 12h30, exibidas do dia 23 ao dia 27 de março, no Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro. Aproveite!

Vai piorar mais

Economia ladeira abaixo, corrupção, inflação, popularidade derretendo, PMDB ditando o ritmo da governabilidade e com isso a presidente refém de Eduardo Cunha e Renan Calheiros...

Agenda

  • Desde 2012, a banda Granfieira bota a cultura de gafieira na pista de dança e te convida para dançar a dois. Nesta quinta-feira, 26, a festa é ali no Bolshoi Pub.
  • Em tributo a Dolores Duran, Cláudia Garcia preenche os palcos do Sesc Centro com a intensidade e independência da compositora de “Por Causa de Você”, canção que dá nome ao show. É nesta sexta-feira, 27, às 20 horas, na rua 15.
  • Com curadoria de Eugênio Car­mo­na, “Picasso e a Modernidade Espa­nho­la” ganha o Centro Cultural BB de SP e fica em cartaz daté o dia 8 de junho com cerca de 90 obras.

Lançamentos

Livro

Livro Talvez seja possível dizer que este é um drama humano de proporções épicas, capaz de abranger os dilemas da Ásia e da Europa à época da Segunda Grande Guerra. Vale à pena. Ano Zero, uma história de 1945 Autor: Ian Buruma Preço: R$ 57,90 Companhia das Letras  

Música

CD Esta edição especial chega às prateleiras com muito samba. Gravado em SP com direção de Hugo Prata o trabalho é DVD e CD, ao vivo, do último álbum lançado. Coração a Batucar Intérprete: Maria Rita Preço: R$ 39, 90 Universal  

Filme

DVD Enfim chega às prateleiras! Filmado durante 12 anos, a história que acompanha o garoto Ma­son é a mesma que deu o Oscar de me­lhor atriz coadjuvante a Patricia Arquette. Boyhood – Da Infância a Juventude Direção: Richard Linklater Preço: R$ 39,90 Universal Pictures

Ditadura Militar no centro das telas do Museu Antropológico da UFG

Com exibições de filmes e debates, a 4° edição da Mostra tem como objetivo ampliar a participação social no espaço acadêmico

Muito barulho, pouco resultado

A experiente bancada de opositores na Assembleia Legislativa prometia balançar o coreto governista, mas não foi além da banda de música

Você quer ser escritor? Então, prepare-se para o mercado editorial

Nega Lilu, R&F Editora dão lições de “como fazer livro” e os escritores Edival Lourenço e Kaio Bruno Dias acrescentam: “Não é nada fácil”

Marta Suplicy e os erros do PT que ajudou a cometer

Não vamos falar das manifestações do dia 15 de março. Elas falam por si mesmas. Só não ouve quem não quer, como o governo federal e o PT. O pior surdo é o que não quer ouvir.

Marta Suplicy e os erros do PT que ajudou a cometer

O humorista José Simão criou a expressão “revoltados a favor”, para carimbar aqueles que hoje criticam a situação, mas que foram no passado exemplares colaboradores da chegada do PT “et caterva” ao governo. Mais três “revoltados a favor” em evidência: Marta Suplicy, uma das mais fiéis petistas ao longo das décadas, colaboradora de Lula e Dilma em todas as horas, sempre calada quanto às roubalheiras dos “companheiros”, como se elas não existissem. Até ontem, foi ocupante de um ministério petista. Agora critica duramente os “erros do partido”, erros que ajudou a cometer. Nunca criticou a presidente, enquanto esteve pendurada em um ministério. Por que resolveu agora fazê-lo? Por um interesse pessoal não contemplado pela outra senhora, a presidente.

“Estamos tomando o remédio na hora certa e vamos tornar Goiás um Estado mais competitivo”

Secretário de Gestão e Planejamento admite tempos difíceis, mas diz que o governo está se preparando da maneira adequada para atravessar a crise

Celso Amorim desmoralizou o Itamaraty

Celso Amorim faz críticas ao Itamaraty, que ele tanto ajudou a desmoralizar por omissão, covardia ou mesmo ação. Deixava-se ultrapassar pelo tosco Marco Aurélio Garcia. Coincidentemente ou não, está sem cargo no mandato atual da governanta.

Perdeu posição e virou crítico de Dilma

Gilberto Carvalho é o terceiro “re­voltado a favor”. Está criticando a presidente, que ele acha estar dialogando pouco com os “movimentos sociais”. Gilbertinho, dizem, fala só o que Lula pensa, e não iria criticar a presidente se o chefão não gostasse. Mas há algo mais. Gilberto tem hoje um bom salário no Conselho do Sesi, que preside. Mas a presidente tirou seu status — logo, tirou sua pose — de ministro.

Ministro da Justiça quer “desarmar a burguesia”

O ministro da Justiça, o acaciano José Eduardo Cardozo, é um persistente adepto do desarmamento do cidadão comum, trabalhador e cumpridor das leis. Diz que é ação para reduzir a criminalidade. Ele, que entende as quatro operações, sabe que não é verdade, ou não teríamos chegado, nos dez anos de vigência do famigerado Estatuto do Desarmamento aos absurdos 56.000 assassinatos anuais. O que se quer mesmo é “desarmar a burguesia”. A menos que ele pense que quem trabalha duro dez horas por dia, enfrenta um trânsito caótico na ida para o trabalho e na sua vinda para casa, ainda consegue sair de madrugada, às escondidas, matar alguém que deve a um traficante, só por diversão, e voltar para casa. Uma sugestão para o ministro Cardozo: uma busca nos acampamentos do MST e na casa de João Pedro Stédile. Fala-se muito em armamentos escondidos por ali ou adjacências. E, afinal, são bandidos que invadem, destroem, incendeiam, e às vezes até matam. Impunemente.