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Raquel Teixeira se reúne com deputados da base para “acertar os ponteiros”

Após reclamarem, secretária receberá parlamentares nesta quarta (8/4) para ouvir demandas e mostrar que não evita ninguém -- apenas precisa de tempo

Novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, toma posse nesta segunda-feira

Secretária Raquel Teixeira comparece à cerimônia realizada nesta manhã no Palácio do Planalto

Estado de saúde de bebê que se afogou em Catalão permanece estável

Criança respira normalmente e inicia nesta segunda-feira sua dieta oral. Ainda não há previsão de alta

Câmara começa a discutir nesta semana o texto da PEC da Maioridade Penal

Na quarta-feira, o presidente da Casa, Eduardo Cunha, criará uma comissão especial para discutir o mérito da matéria

Radares da Avenida 85 começam a multar a partir desta segunda-feira (6/4)

Motoristas que invadirem o corredor preferencial de ônibus terão de pagar R$ 53,20 e recebem três pontos na carteira

Estado de saúde de mulher esfaqueada é gravíssimo

Segundo Huapa, a paciente que foi esfaqueada e teve 70% do corpo queimado está internada na UTI corre risco de morte

Rede francesa de televisão afirma que Dilma colocou o país de dieta

De acordo com TV5Monde, medidas de austeridade tomadas pela presidente foram contra tudo o que ela pregou em campanha à reeleição

Bebê que se afogou em Catalão segue internado no Hospital Materno Infantil

Criança respira sem ajuda de aparelhos, mas ainda não há previsão de alta

Papa volta a pedir fim da violência em celebração da Páscoa

Francisco lembrou, na tradicional bênção Urbi et Orbi pela vida dos que perderam a vida em conflitos, foram sequestrados ou tiveram que deixar suas casas

Maioria dos pilotos com depressão esconde doença das empresas

Estudo divulgado pelo Bild, diz que o caso de Andreas Lubitz não é único entre os pilotos, que procuram esconder os problemas de saúde dos seus superiores

Livro resgata história de Aracy de Almeida, cantora admirada por Mário de Andrade e Paulinho da Viola

ARACY DE ALMEIDA - NÃO TEM TRADUÇAO Aracy de Almeida (1914-1988) ficou na história da música como uma espécie de viúva artística de Noel Rosa, um dos maiores compositores do Brasil. Porém, a cantora também gravou músicas de Ary Barroso, Wilson Batista, Ismael Silva, Antônio Maria, Assis Valente, Lamartine Babo, Ataulfo Alves, Orestes Barbosa, Caetano Veloso, entre outros. Araca gravou mais de 300 músicas. Não há uma grande biografia da artista. Depois de “Araca — Arquiduquesa do Encantado, um Perfil de Aracy de Almeida” (Edições Folha Seca), de Hermínio Bello de Carvalho, sai “Aracy de Almeida — Não Tem Tradução” (Veneta, 214 páginas), de Eduardo Logullo. Não são textos ruins, mas não são biografias exaustivas. A de Logullo nem se pretende biografia, e sim recortes sobre a vida e a música da “noelista”. Respeitada pelo escritor Mário de Andrade, estudioso da música brasileira, pelo compositor, músico e cantor Paulinho da Viola, Aracy de Almeida tornou Noel Rosa mais popular e abriu as portas para novas cantoras, em geral tributárias de suas primeiras “adaptações”. O livro de Logullo discute se Aracy de Almeida era homossexual — usa-se a palavra “sapatona”. Mas nada conclui, optando por citar Hermínio Bello de Carvalho, que a vê como “pan-sexual”. A cantora foi casada com o José Fontoura, goleiro do Vasco, mas o deixou. “... O homem dos meus sonhos nasceu morto”. Era boêmia, num tempo em que isto, para uma mulher, não era bem-visto. Os mais jovens, quando conhecem, lembram-se de Aracy de Almeida como jurada de programa de calouros, notadamente de Silvio Santos, dono do SBT. A cantora foi jurada dos programas de Pagano Sobrinho, Aérton Perlingueiro, Bolinha, Chacrinha e Silvio Santos. Ela morreu, em 1988, aos 73 anos. Os trechos abaixo estão no livro de Logullo. Paulinho da Viola ressalta afinação de Ary de Almeida “Isso é uma coisa muito comum, a pessoa está acostumada com determinado timbre. Então, quando ouve uma coisa diferente... Tem aquela coisa de já rejeitar um pouco assim, né? Se sentir mal, não gostar de tudo. É um passo para dizer que não gosta. Todos podem desafinar ao cantar. Aracy, nunca.” “Entre tantas coisas do Noel que ela gravou, quase todos eram sambas de complexidade harmônica. Noel tinha muitos sambas que não eram para qualquer um, não.” “Emocionante ver Aracy cantando. E o que mais me toca é a afinação nessa região tão aguda e com timbre tão bonito, não é? Tão afinada, tão diferente de tudo. É muito emocionante.” [Depoimentos de Paulinho da Viola em “Mosaicos: a arte de Aracy de Almeida”, documentário dirigido por Nico Prado, com coordenação musical de Fernando Faro e produção de Fernando Abdo. TV Cultura, São Paulo, 2009.] Aracy de Almeida por Mário de Andrade O escritor Mário de Andrade, numa conferência de 1943, elogiou “os nasais e a pronúncia vocálica da cantora”: “Mais vagos, ao nosso ver como regionalismo de caráter vocal, ainda surgem numerosos cantores brasileiros, bem constantemente nasais. É, por exemplo, o sr. Mota da Mota (“Vou Girá”, Victor, 33380), embora exagere um pouco a maneira rural de entoar. É o nasal admirável do sr. Raul Torres nesse dolente e brasileiríssimo ‘É a morte de um cantadô’ (Odeon, 11238, https://www.youtube.com/watch?v=nwq32LUYkFE). É o sr. Gastão Formente que no ‘Foi boto, Sinhá’ (Victor, 33807, https://www.youtube.com/watch?v=R6ZI51QHlCY), apesar de sua voz bastante ingrata, adquire uma cor nasal perfeitamente nossa. É também a sra. Aracy de Almeida (‘Triste Cuíca’, Victor, 33927, https://www.youtube.com/watch?v=o3UgmSIZQck), com ótima cor de vogais e menos feliz prolação de consoantes. Neste disco, se apresenta um bom exemplo de variabilidade de pronúncia do ‘não’, bem claramente ‘nãum” quando mais vigoroso, e na outra face do disco, escurecendo-se na dicção mais rápida, até que, num quase presto, chega a soar quase exclusivamente ‘num’. As variantes melhores estão no fim da música (“Tenho uma rival”), após refrão instrumental.” [Trecho da palestra de extraído de “Aspectos da Música Brasileira”, de Mário de Andrade, Nova Fronteira, 2012.]

Boa Sorte: a busca pela paz em meio às desgraças da vida

Baseado em texto de Jorge Furtado e dirigido por Carolina Jabor, o longa escancara uma sociedade que se espanta com um beijo gay na TV e não encara a AIDS, o vício, a loucura, a escassez, o inóspito [caption id="attachment_32337" align="alignnone" width="620"]Foto: Divulgação Foto: Divulgação[/caption] "Você é o que? Drogado, esquizofrênico? Drogado. Sorte. E qual a sua droga? Remédio pra ansiedade. Já tomei de tudo. E agora? Agora, eu vou morrer. Por que? Precisa mais?" — Jorge Furtado Yago Rodrigues Alvim Assim se conheceram Judite e João. E assim que terminam, ela morre. O recorte tem como plano de fundo uma clínica de reabilitação, onde temáticas espraiam pelas paredes e além-elas. Ela, Judite, porta o vírus HIV. Ele, João, toma "Frontal com Fanta" — conto, presente no livro "Tarja Preta" (Objetiva), de Jorge Furtado. Este texto, que começa já pelo fim, inspirou o filme. "Ela me perguntou quantas pessoas eu já vi morrer. Quantas pessoas você já viu morrer? Nenhuma, eu disse. Ela sorriu e disse eu vou ser a primeira. Eu disse vai. Ela disse boa sorte. — Boa sorte." Com direção de Carolina Jabor, filha do cineasta Arnaldo Jabor, o longa "Boa Sorte" já ganhou as prateleiras de livrarias — já ganhou prêmios no Festival de Paulínia (foi vencedor nas categorias júri popular e direção de arte). A estreia foi em 20 de novembro do ano passado. "Me veio uma mistura de tristeza e a dificuldade de largar a Judite", disse Deborah Secco, que viveu por quase um mês (tempo de gravação) a personagem e que, por ela, acabou dois meses internada. Antes mesmo de começarem a gravar, a atriz teve acompanhamento médico para perder 11 quilos. João Pedro Zappa interpretou João. No longa, ele recebe a orientação médica: precisa "aprender a relaxar". Com Judite, ele aprende a crescer, seguir com a vida. Da arte, estampa-se o vermelho nas vestes de Judite — são de admirar as cenas em que a atriz aparece. Ela sempre traz consigo esta cor de sangue. Dos simbolismos, o filme se embala na composição de Jorge Mautner, na voz de Caetano Veloso. "O vampiro" canta já na primeira estrofe: "Eu uso óculos escuros pras minhas lágrimas esconder/ E quando você vem para o meu lado, ai, as lágrimas começam a correr/ E eu sinto aquela coisa no meu peito/ Eu sinto aquela grande confusão/ Eu sei que eu sou um vampiro que nunca vai ter paz no coração". O filme é sobre coisas puras. De quem busca a paz. A busca tem lá sua insatisfação, sua agonia. Na pureza, existe o cru. E lá mora o amor, a paz; é quase que cais (de paredes descoradas). E essa, talvez, seja a grande maestria da obra, que desvela um lugar inóspito e, ali, o que se vê dói. As relações humanas, tais como a de João com os pais ou de Judite com a vó (interpretada por Fernanda Montenegro), são gastas. O menino é invisível. "Frontal com Fanta" faz com que ele desapareça; perambule pela cidade sem que ninguém o note; converse sem dizer uma palavra sequer — faz com que ele lamba garotas, até não ser invisível mais. No filme, tem essa cena em que ele, João, lambe uma garota e leva um soco e, só assim, volta à sobriedade. A sobriedade é a coisa que eles mais veem. De tanta sujeira que veem são os mais puros. Tem outra canção que marca (não o filme), mas sua divulgação: "Não Consigo", da Banda Tono. Num trecho, entoa "A tua flor não é flor pra qualquer jardim/ quero pra mim, pois já cansei de capim". E, assim, vai elencando coisas sagradas. Para João, primeiro vem "você" e, depois, "mulher". Já para Judite, das coisas sagradas, primeiro vem "o homem", depois, "o cachorro", por último, depois de tantos outros seres, está o vírus, que "quase não é bicho". João pergunta onde é que ele está. "Entre o homem e o cachorro" — ela responde. Ainda que menos denso que o texto de Furtado, no claro, "Boa Sorte" é da pesada, com boas doses de ironia e descontração. Do todo, "Boa Sorte" escancara uma sociedade que se espanta com um beijo gay na novela das nove. Escancara uma sociedade que não encara a AIDS, o vício, a loucura, a escassez, o inóspito. Numa cena, Montenegro fuma maconha em papel de bíblia. Numa cena, Montenegro escancara: "O vício é uma desgraça". E o barato é que o enlace entre duas pessoas está ali. Escondido em sumo limão, em que ela escreve: "A mente quer ser Deus. O corpo lembra que somos bichos. Minha mente mandou obedecer meu corpo. Obedeci. Meu corpo ficou feliz. Viveu muito, viveu rápido. Minha mente foi atrás. Judite estava indo embora quando apareceu o cachorro. Bobo e bonito, assim nascido. Achava que era invisível, mas não era. Cachorro recém-chegou. Não tinha pressa, não tinha pra onde ir. Judite não podia ir embora, deixar o cachorro ali, assim. Foi ficando". Foi ficando, foi ficando até dizer "boa sorte".

Cileide Alves avisa à redação que O Popular não vai fazer novas demissões

A editora-chefe de “O Popular”, Cileide Alves [foto de seu Facebook], ao se despedir dos quatro jornalistas que foram demitidos recentemente — Karla Jaime, João Carlos de Faria, Rosângela Chaves e Wanderley de Faria —, informou que não haverá novas demissões. Cileide Alves, profissional correta, certamente está repetindo aquilo que os dirigentes do Grupo Jaime Câmara lhe disseram. Mas, nas demissões anteriores, a editora-chefe avisou que novas demissões não seria efetivadas, mas, como se vê agora, quatro jornalistas do primeiro time foram demitidos. As despedidas dos afastados foram marcadas por muito choro, notadamente de Karla Jaime. Ao se despedir de Wanderley de Faria, um dos jornalistas que trabalhavam há mais tempo em “O Popular”, Cileide “Ice” Alves, considerada uma chefe durona e fria, também chorou. O motivo é simples: sua geração (colegas, amigos) está indo embora.

Comissão ouve na terça Temer e presidentes de partidos sobre reforma política

Peemedebista foi convidado pela comissão e confirmou presença para falar de sistemas eleitorais e financiamento de campanhas

Moradores do Complexo do Alemão pedem paz e justiça

População pede que morte de Eduardo de Jesus, de dez anos, não seja deixada impune; tiro que atingiu o garoto partiu, segundo a mãe e moradores da comunidade, da PM