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Romário Policarpo pode abandonar projeto de Vitti e disputar a Prefeitura de Goiânia

Se José Vitti desistir da disputa da Prefeitura de Goiânia, o presidente da Câmara Municipal, Romário Policarpo, encarnando a renovação, pode ser candidato. Romário Policarpo acabou com a tese de que a Câmara era uma secretaria do governo do prefeito Iris Rezende e mantém o Legislativo altivo e posicionado. Não contra os interesses da cidade, mas sim contra os equívocos do prefeito.

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Seis políticos planejam disputar a Prefeitura de Ipameri. Clima é de renovação

Ludmila Cozac é apontada como favorita. Alisson Rosa representa a renovação. Caiado pode bancar nome. Prefeitura pode apostar no vice

Alisson Rosa, Bartolomeu Honório, Fauze Abdala Júnior, Jânio Pacheco,
José Roberto Costa Marot e Ludmila Cozac | Fotos: reprodução

Políticos não dormem no ponto e, por isso, já estão com os blocos nas ruas — sondando marqueteiros, fazendo pesquisas (abrangentes ou não). A eleição para prefeito será realizada daqui a um ano e sete meses e a desincompatibilização, para quem ocupa cargo público, deverá ser feita daqui a um ano. Noutras palavras, os políticos que estão nas ruas, dialogando e costurando alianças, estão certos e não querem perder o timing.

Em Ipameri, com a prefeita Daniela Vaz Carneiro fazendo uma gestão considerada apenas mediana, vários políticos colocaram seus nomes para discussão pública. Comenta-se, na cidade, que a favorita, neste momento, é Ludmila Cozac. Mas favoritismo agora não diz muita coisa, por isso outros pré-candidatos estão se organizando para disputar o pleito.

Os principais nomes, por ordem alfabética:

1 — Allison Rosa — O vereador pertence ao Partido Verde (PV), mas vai se filiar ao PSD. Ele defende transparência na gestão da coisa pública e uma oposição que é vista como “séria” e “equilibrada”, sem excessos. Ele se apresenta como o único candidato que realmente simboliza a renovação. Comenta-se que pode compor com Ludmilla Cozac e Jânio Pacheco. Aos aliados, frisa que é desprendido e que pesquisas podem definir o candidato. Não dialoga com a prefeita e com o empresário Bartolomeu Honório.

2 — Bartolomeu Honório — Bartô é empresário do ramo de supermercado (gera mais de 200 empregos) e pertence ao DEM. Na eleição de 2016, embora tenha feito uma campanha forte, com amplos recursos financeiros, ficou em terceiro lugar na disputa para prefeito. Políticos admitem que é um gestor competente, mas sugerem que falta empatia com o público.

3 — Fauze Abdala Júnior — O secretário da Saúde é filiado ao PSDB. A prefeita não decidiu se vai apoiá-lo. A cidade comenta que tem perfil mais para candidato a vereador.

4 — Jânio Pacheco — Vereador por seis vezes, é um político experimentado e respeitado. É o nome do PP, mas pode migrar para o DEM. Ele é o principal aliado do governador Ronaldo Caiado no município. Acompanha o líder do DEM há 25 anos. Pode surgir uma composição entre Ludmila Cozac, Jânio Pacheco e Alisson Rosa.

5 — José Roberto Costa Marot — O cardiologista pertence ao Partido Verde e é o vice-prefeito da cidade. A prefeita pode bancá-lo. Politicamente, não é considerado “forte”. Mas, ao contar com o peso da máquina pública, tem chance de ser eleito.

6 — Ludmila Cozac — A pré-candidata do MDB é, por enquanto, considerada favorita. Produtora de soja, já foi vereadora (duas vezes), presidente da Câmara Municipal e vice-prefeita. Perdeu duas vezes para a prefeita Daniela Vaz Carneiro. É popular. Nas ruas costuma-se dizer que talvez tenha chegado a hora de lhe dar a chance de administrar a cidade.

Líderes políticos de Ipameri dizem que o governador Ronaldo Caiado deve sugerir união entre Jânio Pacheco e Bartolomeu Honório. Já a prefeita Daniela Carneiro Vaz pode exigir que Fauze Abdala apoie José Roberto Marot.

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Caiado discute parceria com a Marinha para implantação de escola pública em Luziânia

Governador recebeu também o relatório sobre a situação precária de balsas em oito cidades do interior do Estado

Foto: Octacilio Queiroz

O governador Ronaldo Caiado (DEM) recebeu na tarde de sexta-feira, 15, representantes da Marinha que estão interessados em implantar em Goiás uma escola pública com o apoio da instituição, a exemplo do que ocorre em Palmas, no Tocantins. A ideia de trazer o projeto para Goiás foi da Sociedade dos Amigos da Marinha (SOAMAR), e foi muito bem aceita por Caiado, que empenhou a secretária de Educação, Fátima Gavioli, para visitar o projeto no Estado vizinho e avaliar a possibilidade de colocar esse modelo educacional, com a gestão da Marinha, em Luziânia, no entorno do Distrito Federal, justamente, uma das áreas de maior vulnerabilidade social em Goiás.

Segundo o almirante do 7º Distrito Naval da Marinha, Sérgio Goldstein, essa primeira reunião foi uma tratativa inicial no sentido de prosseguir com o projeto. Em Palmas, a escola funciona em período integral e atende cerca de 1,2 mil crianças e adolescentes que fazem o ensino fundamental e médio. “É uma escola muito bem equipada, com piscina, quadra coberta, passando por uma horta, um viveiro de peixes, tem aquecimento solar e cultua valores como patriotismo, coesão, liderança e companheirismo”, explicou o almirante.

O governador ressaltou as características da escola em Palmas e disse que é muito interessante para o Estado ter instituições públicas atendendo com qualidade. “Eu pedi a minha secretária da Educação que visitasse o local em Palmas e, aí, viabilizarmos a implantação dela na cidade de Luziânia, onde teríamos uma escola com as características apropriadas para a instalação do curso, orientado pelo Comando do 7º Distrito Naval da Marinha Brasileira”, afirmou.

Balsas

No encontro o governador também recebeu um documento do almirante Goldstein que mostra a situação precária de balsas em oito cidades do interior do Estado, que foram interditadas por falta investimento da gestão anterior em fazer a manutenção dos equipamentos. Estão interditadas as balsas Ada (Rio Caiapó, GO-188, em Arenópolis); Darlene (no Rio Maranhão, GO-080,  em Barro Alto); Judite (Lago dos Tigres: GO -324, em Britânia); Júlia (Rio das Almas: GO-338, em São Luiz do Norte); Soledade (Rio São Marcos: GO-213, em Campo Alegre); Cana Brava (Rio São Félix: GO-464, em Minaçu); Viviane (Rio Paranã: GO-112, em Nova Roma); e Sandra (Rio Crixás: GO: 239, em Amaralina).

“Nós acabamos de receber aqui relato que já havia sido entregue ao governo do Estado há mais de ano, deixando claro que as balsas que hoje funcionam em Goiás estão totalmente interditadas devido à situação caótica, sem a menor condição de segurança para fazer transporte de carga, muito menos de passageiros, colocando em risco todas as pessoas que trafegam nesses rios aqui atendidos por essas oito balsas”, destacou o governador.

Caiado destacou que a situação é grave porque em determinados locais de interdição há anúncio de investimentos do governo passado. “Isso é sinal de corrupção. No Rio Paranã você vê o padrão da balsa e lá tem uma placa da antiga Agetop que o governo anterior gastou R$ 26 milhões. Lógico que se fossem R$ 26 milhões seria um transatlântico, no entanto, é uma barca que foi interditada pela Marinha”, denunciou Ronaldo Caiado. Além da falta de balsas adequadas para fazer o transporte, os tripulantes também não têm qualificação, ou seja, não passaram por cursos da Marinha.

Ronaldo Caiado disse que já encaminhou a Goinfra a necessidade de implantar cursos para os responsáveis pela tripulação, isso com o apoio da Marinha, que se dispôs a fazer isso; bem como de reformar as balsas, já que elas não têm condições mínimas para trafegar. “Esse é o caos que estamos encontrando, ou seja, a cada momento é uma notícia que nos chega dizendo das irresponsabilidades que foram praticadas”, apontou.

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