José Nelto denuncia que a Enel não cumpre contrato e revela que a empresa pode perder concessão

O deputado denuncia que a Enel não compra postes, transformadores e materiais elétricos em Goiás, o que prejudica a economia do Estado

O deputado federal José Nelto quer que o presidente Jair Bolsonaro peça intervenção na Enel, empresa de energia elétrica que atua em Goiás | Fotos: reprodução

O deputado federal José Nelto, líder do Podemos na Câmara dos Deputados, criou uma cruzada com dois objetivos. Primeiro, melhorar a qualidade dos serviços da Enel, a empresa italiana que comprou a Celg e que, segundo o parlamentar, atende mal os consumidores empresariais e residenciais. Segundo, estuda a possibilidade de uma campanha global para a retomada da Celg, agora Enel, pelo governo federal ou pelo governo de Goiás.

No seu discurso na Câmara, na semana passada, José Nelto pediu intervenção federal na Enel. “Quem privatizou a Celg foi o governo federal, que tinha 51% de suas ações. Portanto, tem de tomar uma providência. A Enel não está cumprindo o contrato. Depois de dois sem cumprir o contrato, a Enel pode perder a concessão. Daí se faz uma nova licitação. Frise-se que, no Tocantins, uma empresa de energia elétrica perdeu a concessão, e exatamente por não cumprir o contrato.”

José Nelto frisa que não se pode fraudar dados nem descumprir contratos. “Quando terminei meu pronunciamento na tribuna, na quinta-feira, 14, fui aplaudido. Muitos disseram: ‘Você tem razão, vamos participar de sua luta’. A empresa estatal tem responsabilidade com o social, mas a privada não necessariamente. Ao contrário das telefônicas, a Enel não tem concorrência e, por isso, faz o que quer. Noutros países, é possível comprar energia de várias empresas, mas em Goiás, como há o monopólio da Enel, não é possível. Apresentei um projeto para que se possa adotar no Brasil o sistema de energia pré-paga”.

O deputado relata que esteve na Aneel. “A agência sabe da situação, há mais de oito meses, mas não tomou providência. Pode-se dizer que está prevaricando. A Aneel, no máximo, aplica multas e as empresas transferem os valores para os consumidores.”

Anel não compra postes e transformadores em Goiás

Há outra denúncia contra a Anel. “A Anel não está preocupada com a economia goiana, é como se fosse um corpo estranho no Estado. Por isso não compra mais postes, materiais elétricos e transformadores em Goiás — compra em São Paulo e noutros Estados. O resultado é que se terá demissões em massa no mercado. Detalhe: os produtos, até por causa do transporte, ficam mais baratos se comprados em Goiás. O problema é que a Enel não tem identidade alguma com Goiás, só quer receber o dinheiro dos goianos e levar para a Itália.”

O governador Ronaldo Caiado “precisa ser mais incisivo. Ele tem de exigir a intervenção imediata do governo federal na Enel e adotar medidas enérgicas. A empresa está prejudicando a economia goiana e contribuindo para reduzir o desenvolvimento do Estado. Hoje, se sair de Goiás, a Enel contribuirá com todos os goianos. A população, que se tornou vítima da empresa, vai aplaudir o governador que tiver a coragem de jogar duro contra a inação da Enel. Deputados e senadores, de todos os partidos, certamente ficarão ao lado da sociedade. Chegou a hora de dizer ‘não-fique’ para a Enel”.

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Anderson Fabricio Cereza

Bom Dia

Parabens pela iniciativa