Sinpol-GO aguarda contraproposta do governo sobre pagamento e não descarta greve

Categoria argumenta que, desde o início, o governo poderia ter resolvido a situação do salário atrasado de dezembro, mas faltou boa vontade; sindicato não descarta greve

Presidente do Sinpol-GO, Paulo Sérgio Araújo, propôs ao governo pagamento fracionado em três parcelas; SSP quer pagar em cinco vezes | Foto: Sinpol

A categoria da Polícia Civil de Goiás pressiona o governo estadual para reduzir a quantidade de parcelas do pagamento do salário atrasado de dezembro, proposta pela Secretaria de Segurança Pública. O Executivo força o pagamento em cinco prestações, os policiais civis querem, no máximo, três.

A semana passada foi intensa na agenda de reuniões do presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Goiás (Sinpol), Paulo Sérgio Araújo, com representantes e o secretário estadual de Segurança de Pública de Goiás. Os policiais aguardam para a próxima quinta-feira, 21, uma contraproposta do governo. “Argumentamos com o secretário de Segurança que a categoria está insatisfeita com essa situação e disseram que não tem como, só vão começar a pagar em março. Desde o início argumentamos que se o governo tivesse boa vontade, essa situação do salário de dezembro estaria resolvido, mas não escolheram assim”, lamenta Paulo Sérgio.

Greve

O Sinpol define a situação como insustentável porque uma parte da categoria pressiona o sindicato para atitudes mais energéticas. “Fala-se muito em greve. Mas entendemos que não seria bom para ninguém, principalmente para a população. A situação é muito ruim porque um mês de salário atrasado prejudica a vida de um policial”, esclarece Paulo.

A categoria também não entende essa diferenciação em relação as outras classes, como Educação e Saúde, que receberam os salários ou parte dele. Paulo Sérgio diz que a segurança pública é um dos principais problemas na sociedade goiana e, mesmo assim, ficaram para depois na negociação.

A folha de pagamento da SSP é menor do que a Educação e a Saúde, mas os policiais não tem uma verba federal específica para o tema, como possuem as categorias citadas, explica Paulo Sérgio. “Nós nunca trabalhamos tanto. A Polícia Civil mostra serviço relevante todos os dias. Por ser o início de um novo governo podemos ter melhorias no futuro. No nosso caso, pode ser a valorização da vida do policial. Mas queremos que o governo defina imediatamente o que vai fazer com a categoria para definirmos o que vamos fazer”, arremata o sindicalista.

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Nina

Educação tem recebido migalhas sim, mas porque conta com recursos próprios, como o Fundeb.