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Presidente Dilma Rousseff: será ela acometida do mesmo destino de Fernando Collor, por um caminho diferente? | Foto: Agência Brasil[/caption]
Não me deixem só. Eu preciso de vocês.
Fernando Collor, ex-presidente, em cadeia nacional, em junho de 1992
Quase 23 anos depois, a presidente Dilma, exposta à mesma pressão pelo impeachment que derrubou Fernando Collor, isolou-se da participação popular em sua gestão. “Eu tenho certeza de que a luta pela recuperação da Petrobrás, é minha, é do meu governo”, discursou na segunda-feira e completou:
— E eu tenho certeza de que interessa a todo o povo brasileiro.
O disparate da presidente está no uso da primeira pessoa do singular na referência a uma disposição do governo em sanear a petroleira, seguida do reconhecimento de que se trata de algo do interesse popular.
Sendo algo de interesse geral, Dilma poderia empregar a primeira pessoa do plural, nós. Mas não era o caso. A ênfase inicial deixou claro que a erradicação do petrolão é um caso pessoal dela. Assim como o governo é apenas da presidente.
Três dias depois, Dilma, em nova fala, programada para Duque de Caxias, no Rio, onde se instalou a refinaria Reduc, retomou o tema do petrolão. Assim como, na segunda-feira, aproveitou-se da posse do novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, para enxertar a Petrobrás em seu discurso de ocasião.
“A Petrobrás está de pé”, discursou a presidente em tom vibrante de indignação com quem denuncia a corrupção sobre a petroleira, numa inauguração de moradias populares em Duque de Caxias, e foi em frente:
— Ela limpou o que tinha de limpar. Tirou aqueles que tinha de tirar lá de dentro e que se aproveitaram das suas posições para enriquecer os seus próprios bolsos.
Em outro momento, Dilma se gabou de que “nós investimos R$ 1,6 bilhão na Reduc”. A presidente não mencionou quem eram os ‘nós’, mas se trata daquela refinaria onde numa tacada o então diretor de serviços da petroleira, companheiro Renato Duque, arrecadou R$ 5,4 milhões para o PT.
O suborno foi pago pela empreiteira Galvão Engenharia segundo planilhas apresentadas pelo delator Shinko Nakandakari, um dos 11 operadores de propina na Diretoria de Serviços. Hoje, ele está preso, como Renato Duque, antigo tesoureiro do PT, depois indicado pelo Planalto para a diretoria da estatal.
No mais, o juiz federal Sérgio Moro, encarregado do petrolão, atestou que o pagamento de propinas a Duque continuou no segundo semestre do ano passado, mesmo depois do inicio da Operação Lava Jato, pela Polícia Federal, em março de 2013, com Duque já preso. “É assustador”, registrou Moro.
Quanto à presidente Dilma, o discurso de quinta-feira não menciona o momento em que a petroleira “limpou o que tinha de limpar” ou “tirou lá de dentro aqueles que tinha de tirar” - ladrões de dinheiro público. Não ofereceu algum exemplo.
No entanto, o tema poderia render uma cadeia nacional de televisão e rádio, como aquela de Fernando Collor, que caiu pelo impeachment. Ficou sozinho. Quem sabe se os protestos nacionais deste domingo não a motivam?
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Se continuar assim, PF acabará por encher o “saco” com suas descobertas | Antonio Cruz/ABR[/caption]
Com pouco mais de um ano de atividade, a Operação Lava Jato amplia a ação da Polícia Federal e penetra em novas áreas do governo Dilma administradas pelo PT desde Lula, como se revelou na sexta-feira com a Caixa Econômica Federal e o Ministério da Saúde.
Ambas, a CEF e o ministério, anunciaram no mesmo dia que se autoinvestigarão. Pode ser, a PF está abrindo a picada. Mas a iniciativa poderia ser dos dois órgãos federais, surpreendidos com a informação pública de que se repete neles o esquema do mensalão.
O governo gasta dinheiro em publicidade, grana cujo excedente fica entre políticos, como o bônus com que agências de propaganda, agradecidas, devolvem aos clientes. No mensalão, o bônus deveria ser do Banco do Brasil, mas não chegava ao caixa do freguês.
O dinheiro ficava com o então diretor de marketing do BB, companheiro e mensaleiro Henrique Pizzolato, que desviava o dinheiro em outras direções, como o PT. No caso Lava Jato, agências subcontratavam produtoras e distribuíam a grana entre elas, de onde chegavam a políticos.
Assim, havia um canal que abastecia o velho e conhecido ex-deputado do PT paranaense André Vargas, cassado pela Câmara com apoio do partido, que o expulsou. Agências abasteciam produtoras controladas por Vargas, que participava do lucro extra.
Era um negócio em família, pois André Vargas voltou a ser preso na sexta, agora na companhia do irmão Leon Vargas. Outro ex-deputado preso agora é o baiano Luiz Argolo, que começou no PP e hoje chegou ao Solidariedade. Ele tinha a própria mãe como laranja.
Além disso, Argolo não foi preso sozinho. Levou consigo a secretária Eliá Santos da Hora. Do grupo, ou quadrilha, foi preso ainda o publicitário Ricardo Hoffmann.
O terceiro ex-deputado preso é outro velho conhecido desde o mensalão, que o condenou, o pernambucano Pedro Corrêa, do PP. Como mensaleiro, ele já vinha cumprindo prisão em regime semiaberto.
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