Tocantins
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Foto: Reprodução[/caption]
Toda derrota tem um sentido. Em cada tropeço há sempre uma lição. O primeiro turno da eleição suplementar no Tocantins trouxe várias. A primeira delas é que a dificuldade de diálogo com possíveis aliados e a indubitável crença de que se é imbatível, em razão do retrospecto eleitoral ou dos cargos que exercem ou exerceram, não arregimentam votos e nem tampouco ganham eleição.
Katia Abreu (PDT), senadora eficiente, com destaque nacional e qualificada para gerir o Estado, liderou as pesquisas, mas terminou o pleito em quarto lugar — com pouco mais de 90 mil votos (15,66%). A pedetista foi vitoriosa em 29 cidades, dentre as 139 existentes. Contudo, a maioria delas sem qualquer expressividade eleitoral, ou seja, menos de 2.500 votantes.
Apenas cinco ultrapassam a casa dos 4 mil eleitores: Esperantina, Buriti do Tocantins, São Miguel do Tocantins, Arraias e Nova Olinda. A única que possui mais de 10 mil eleitores é Araguatins, dentre os quais pouco mais de 4 mil confiaram-lhe o voto. As alianças com o ex-prefeito de Palmas Raul Filho e com o deputado Osires Damaso (PSC), de Paraíso do Tocantins, não lhe renderam dividendos eleitorais.
Uma carta de Lula da Silva, presidiário em Curitiba, não rendeu apoio à senadora.
Entretanto, mesmo tendo ficado em quarto lugar, Kátia Abreu é uma forte candidata para a disputa de 7 de outubro. A que realmente vale. O governador que será eleito agora poderá obter mais desgastes do que votos no próximo pleito. E mais: o resultado das urnas podem gerar um novo quadro de alianças políticas. Ninguém, no fundo, está fora do páreo.
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Deputada federal Professora Dorinha (DEM-TO) | Foto: Reprodução / Câmara dos Deputados[/caption]
O Ministério da Saúde confirmou na terça-feira, 5, o empenho da emenda individual de R$ 1 milhão de reais, apresentada pela deputada federal Professora Dorinha (DEM) para a construção do Hospital de Amor em Palmas. A democrata atua pela implementação da unidade na capital.
A construção do hospital em Palmas já começou e o projeto está orçado em R$ 100 milhões e a unidade deverá ter 80 mil m², em área na Avenida LO-27 com a NS-1 cedida pela Prefeitura de Palmas e governo do Estado. A pedido da bancada federal tocantinense houve o compromisso do Ministério da Saúde na doação de um acelerador linear, equipamento para tratamento do câncer em radioterapia, para a unidade palmense. Esse equipamento tem a capacidade de atender 70 pacientes diariamente.
“O Hospital de Amor de Barretos tem o melhor atendimento no Brasil e é referência mundial no tratamento contra o câncer, pois segue protocolos rígidos para a garantia da qualidade do atendimento e dispõe de equipamentos de ponta. A instalação de uma unidade em Palmas facilitará aos pacientes do Tocantins o acesso ao tratamento, uma vez que eles terão os seus gastos reduzidos e ainda poderão se manter próximos de suas famílias”, afirma Professora Dorinha.
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Carlos Amastha, Kátia Abreu e Marlón Reis sabem que se apoiarem um candidato agora não terão como criticá-lo na eleição de 7 de outubro. Está em jogo muito mais a próxima disputa do que outra questão | Fotos: Arquivo / Jornal Opção[/caption]
Nenhum dos dois candidatos, o governador Mauro Carlesse (PHS) e o senador Vicentinho Alves (PR), que disputarão o segundo turno das eleições suplementares no Tocantins, será apoiado pelos grupos derrotados na primeira etapa do pleito. O motivo não explicitado é o fato de que a pouco tempo, em 7 de outubro, se terá uma nova eleição para governador. Quem apoiar agora não poderá criticar depois.
Em reunião realizada na segunda-feira, 4, em Palmas, a Comissão Executiva Estadual do PT — que compôs a chapa de Carlos Amastha (PSB) — decidiu, por unanimidade, não apoiar as candidaturas vitoriosas no primeiro turno, tendo em vista que nem o programa defendido pelo PHS quanto pelo PR não vão ao encontro as ideias do PT e não representam, portanto, os programas e projetos da sigla.
“A executiva estadual do PT em uma reunião ampliada decidiu por ampla maioria não apoiar no segundo turno nenhuma das duas candidaturas por não representar o que defendemos. Solicitamos aos nossos companheiros que ninguém faça manifestação pública de apoio neste segundo turno da eleição suplementar”, disse o presidente estadual do partido, deputado estadual Zé Roberto.
O candidato da Rede, Márlon Reis, após amplo debate com as lideranças do “Comitê Estadual do Movimento Ficha Limpa no Tocantins”, decidiu que o grupo não apoiará qualquer um dos dois candidatos que concorrem ao segundo turno. O referido Comitê também decidiu manter o nome de Márlon Reis como pré-candidato ao Governo do Tocantins nas eleições de 7 de outubro. A decisão foi sustentada exclusivamente com base na integridade do posicionamento do grupo, que mantém sua luta para promover uma profunda mudança moral e administrativa no Estado do Tocantins.
Em nota à Imprensa, a senadora Kátia Abreu (PDT) agradeceu a confiança e os votos recebidos, lideranças e militância que acreditaram em seu projeto para o Tocantins. Kátia recebeu com serenidade o resultado das eleições suplementares e diz que continuará defendendo os interesses do Tocantins no Senado.
Em nota à imprensa, o grupo que participou das eleições suplementares afirmou que não apoiará nenhum candidato no segundo turno. “Os presidentes dos partidos políticos integrantes da Coligação Reconstruindo o Tocantins: PDT, PSD, PEN, AVANTE e PSC, juntamente com líderes políticos de outros partidos, vêm a público comunicar a decisão, unânime, de permanecerem unidos sob a coordenação da senadora Kátia Abreu; onde não tomarão partido no segundo turno da eleição suplementar para o governo do Estado do Tocantins. Tendo em vista o momento político, em que temos um projeto político-administrativo sólido, visando o desenvolvimento econômico, o combate à pobreza e a responsabilidade fiscal, vamos participar das eleições de 7 de outubro, com candidatura própria, aberta para composição com outras siglas partidárias”.
Os partidos que compuseram a coligação A Verdadeira Mudança, encabeçada por Carlos Amastha (PSB), também se reuniram para avaliar os cenários após o primeiro turno da eleição suplementar. Segundo o presidente estadual do Partido Comunista do Brasil (PC do B) e ex-secretário municipal na gestão de Amastha, Nésio Fernandes, o grupo não vai se posicionar no segundo turno, contudo, as legendas que apoiaram Carlos Amastha (PSB) já o colocam como pré-candidato a governador em 7 outubro.
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Foto: Divulgação[/caption]
A ATM promoveu um grande Encontro Técnico de prefeitos, presidentes de Câmara de Vereadores e secretários municipais de Meio Ambiente, cujo tema foi a Gestão dos Resíduos Sólidos no Tocantins, com o objetivo de promover a adequação dos Municípios à Política Nacional de Resíduos Sólidos.
O evento foi organizado por uma comissão de instituições que envolvem TCE, Associação Tocantinense de Municípios (ATM), Ministério Público do Estado (MPE), Naturatins, Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e União de Vereadores do Tocantins (UVET).
“Os Municípios tocantinenses precisam avançar o processo de eliminação dos lixões e impulsionar a implementação dos aterros sanitários. O prazo encerrou em 2014 e as penalidades são duras aos gestores municipais que ainda não adequaram os municípios na Política Nacional de Resíduos Sólidos”, alertou o presidente da ATM e prefeito de Pedro Afonso, Jairo Mariano (PDT). As sanções aplicadas aos gestores que não cumprirem a legislação variam de detenção, que vai de um a três anos, determinada pela Justiça comum, ao pagamento de multa que pode chegar até R$ 100 mil, no âmbito do TCE.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) determinou que União, Estados e Municípios elaborassem os Planos Municipais de Resíduos Sólidos até o exercício de 2012. O prazo dado pela lei aos Municípios para a destinação ambientalmente correta dos resíduos sólidos e para a construção de aterros sanitários findou em 2014. “De lá para cá, os municípios vem executando as etapas dessa política, mesmo diante da falta de recursos financeiros e técnicos. Temos ainda a esperança de que o prazo seja prorrogado”, explicou Mariano.
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Desembargador Ronaldo Eurípedes de Souza | Foto: Divulgação[/caption]
Na terça-feira, 5, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu pela abertura de um processo administrativo disciplinar para investigar suposta venda de decisão judicial pelo desembargador Ronaldo Eurípedes de Souza, ex-presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins. O procedimento administrativo foi aprovado por oito votos a seis. "É um instrumento de apuração [...] É o início de uma investigação, até para garantir à parte o direito da ampla defesa e esclarecer qualquer dúvida", comentou a presidente do CNJ, ministra Cármen Lúcia.
A suspeita é de que o desembargador teria vendido um habeas corpus — pedido de liberdade — para um acusado de ser o mandante do assassinato de uma família de ciganos em Araguaína. O crime aconteceu em 2012 e dois envolvidos no caso foram condenados a mais de 70 anos de prisão. A apuração sobre a suposta venda de sentença foi arquivada em 2013 pela Justiça no Tocantins. O pedido de reabertura, que resultou na condenação, foi feito pela Corregedoria Nacional de Justiça.
Em nota, o desembargador Ronaldo Eurípedes informou que "sua atuação no habeas corpus se deu em sessão da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, em decisão colegiada, e que o processo não era de sua relatoria. Razão pela qual entende que não há justa causa para instauração do processo administrativo, por absoluta ausência de indício de irregularidade na atuação judicial”. O Tribunal de Justiça afirmou que não se manifestará sobre processos que se encontram em tribunais superiores ou no CNJ.
Parecer da senadora Kátia Abreu foi aprovado pela comissão na última terça-feira (5) em votação simbólica
Casa de leis é condenada a reduzir quantidade de servidores comissionados, determina liminar
Medida visa evitar que empréstimo seja utilizado para fins eleitoreiros
A grosso modo, a linha de pensamento dos brasileiros, em tempos de globalização, acesso fácil a internet por meio de smartphones, como também, às redes sociais, permitem acreditar que há uma espécie de amplidão de horizontes, principalmente em época de eleições. Lêdo engano. Em território brasileiro, nos anos pares, é tempo de eleição. Velhas figuras da política ressurgem das cinzas, do ostracismo, do anonimato. A despeito da população transparecer ter anseios por mudanças, uma vez que recebe todo tipo de informação diária, através da internet e de outras mídias, as “antigas figurinhas” da política sempre surgem entre os mais queridos do eleitorado. [relacionadas artigos="127159"] Não faltam exemplos. Pesquisas indicam que o presidiário Lula, mesmo diante dos inúmeros desvios de recursos públicos e com condenação penal em segunda instância, obteria um grande percentual de votos, caso pudesse participar da eleição presidencial de 2018. Inobstante a isso, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) – afastada do Palácio do Planalto por crimes fiscais – e o tucano Aécio Neves, amplamente investigado por inúmeros crimes de corrupção, lideram as pesquisas para as duas vagas de Senador da República no Estado de Minas Gerais. E não para por aí. Jacques Wagner (PT) lidera na Bahia, o ex-governador Zeca do PT no Mato Grosso do Sul e, por fim, Renan Calheiros (MDB) no Estado de Alagoas. São provas claras que a população “finge” querer mudanças, faz discursos, passeatas, “posts” nas redes sociais, contudo, quando são convocados a se manifestarem nas urnas, fogem do compromisso ou voltam a optar pelos mesmos políticos de sempre. No Tocantins, não é diferente. Em sede de eleição suplementar – face à cassação de Marcelo Miranda (MDB) pelo TSE – dentre as sete candidaturas que foram propostas, a população alçou ao segundo turno dois candidatos ligados ao próprio Miranda e a Siqueira Campos, velho cacique da política tocantinense. O senador Vicentinho Alves (PR) há muito está umbilicalmente ligado ao ex-governador cassado. Já o governador interino, Mauro Carlesse (PHS), recebeu o integral e irrestrito apoio do velho e conhecido Siqueira. Em que pese se apresentar como “novo”, ou pelo menos como uma espécie de opção para a alternância de poder, o ex-prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB) foi alijado da disputa. O outro “outsider”, o ex-juiz e co-autor da Lei da Ficha Limpa também não conseguiu convencer a população que seu discurso moralizador seria capaz de transformar o Tocantins. A conclusão, portanto, é que as velhas e conhecidas oligarquias, quer seja em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Bahia, quer seja em Alagoas ou no Tocantins, ainda dominam a política e os destinos dos entes federados. A triste verdade é que o Brasil ainda engatinha ou talvez curse o jardim da infância na escola denominada democracia. O termo “curral eleitoral” nunca foi tão atual.
Votação para escolher quem ficará à frente do estado até dezembro será no próximo dia 24
Segundo TRE-TO, resultado será divulgado até as 22 horas, mas é possível que por volta das 20h30 já se tenha um panorama sobre a possibilidade de segundo turno
Segundo TRE-TO, resultado será divulgado até as 22 horas, mas é possível que por volta das 20h30 já se tenha um panorama sobre a possibilidade de segundo turno
Coligação 'A verdadeira Mudança' e o candidato Carlos Amastha informaram que desconhecem o caso
Até o momento, 10 Urnas Eletrônicas foram substituídas em todo o Estado
Presidente do TRE alerta cidadãos para denunciarem eventuais ocorrências de ilícitos eleitorais, que serão devidamente registradas e encaminhadas ao órgão competente


