Tocantins
O candidato a vice-governador na chapa de Mauro Carlesse (PHS), deputado estadual Wanderlei Barbosa (PHS), conseguiu o apoio e a adesão de mais dois prefeitos à campanha da coligação Governo de Atitude: Weltman Veloso (PSD), de Tupiratins, e Cleoman Correia (PR), de Itacajá. Lideranças políticas de Rio Sono e Tocantínia também já haviam declaram apoio, assim como os prefeitos Ivan Paz (PRB), de Aguiarnópolis; Carlos Alberto Rodrigues da Silva (PP), de Carrasco Bonito; e Valber Saraiva (PSDC), de Ananás, todos da região do Bico do Papagaio. Durante reunião com as lideranças, Barbosa também enfatizou que a estabilidade é a única alternativa para crescimento do Estado. “Vamos todos juntos fazer um trabalho para que os tocantinenses continuem aprovando este governo que luta pela estabilidade do Estado”, comentou.
Vencedor do 1º turno da eleição suplementar, gestor interino do Estado não confirma candidatura ao governo no pleito ordinário de outubro, mas “até as pedras” sabem que ele irá disputar, a não ser que surja eventual problema com a Justiça
Prestes a disputar o segundo turno das eleições suplementares, o presidente da Assembleia Legislativa e atual governador interino do Estado do Tocantins concedeu entrevista exclusiva ao Jornal Opção, oportunidade em que falou sobre seu modelo de gestão, municipalismo, alianças partidárias, estabilidade política e econômica, além da expressiva votação recebida do eleitorado tocantinense no primeiro turno do pleito suplementar.
Mauro Carlesse é paranaense de Terra Boa, e migrou para o Tocantins na primeira década do século XXI. Ocupou-se como empresário e agropecuarista no município de Gurupi. Iniciou sua carreira política ao se filiar ao Partido Verde (PV) em 2011, quando então já exercia a presidência do Sindicato Rural de Gurupi. Em outubro de 2014, já pelo PTB, foi eleito deputado estadual. Em julho de 2016, foi eleito presidente da Assembleia Legislativa do Estado para assumir o cargo a partir de fevereiro de 2017.
Ao disputar a eleição suplementar o sr. surpreendeu, uma vez que ficou em primeiro lugar ao final do primeiro turno, angariando mais de 173 mil votos, derrotando figuras exponenciais da política tocantinense, como os senadores Vicentinho Alves e Kátia Abreu e o ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha. A quais fatores o sr. atribui essa expressiva votação e como classifica essa importante vitória na sua vida pública?
A população entendeu a mensagem da estabilidade. Essa eleição suplementar é de transição e o eleitor sabe que não é o momento de mudar o governador. A mudança agora geraria prejuízos incalculáveis e o tocantinense entendeu que estamos levando o Estado para a um porto seguro.
Essa votação foi a vitória da esperança de que o Tocantins tem jeito e que nós representamos o novo e iremos promover as melhorias que o povo tanto espera.
No próximo dia 24 realizar-se-á segundo turno entre o sr. e o senador Vicentinho Alves. Qual é a sua expectativa?
A população já entendeu a mensagem e votou em nossa candidatura no primeiro turno, nos dando mais de 30% dos votos. Agora a corrente está aumentando com pessoas que também querem o bem do Tocantins. Continuo fazendo uma campanha com respeito aos adversários. Enquanto eles prometem e nos atacam eu faço as obras que o Estado precisa, gerando oportunidades de emprego e renda ao nosso povo.
Uma vez eleito para cumprir o mandato até 31 de dezembro deste ano, livre das amarras judiciais que impedem o governo interino de realizar várias ações, quais serão os seus maiores desafios? Que projetos pretende implantar à frente do governo estadual para que o seu legado fique registrado na história do Tocantins?
Neste governo de seis meses iremos garantir o funcionamento do Estado e continuar os projetos já iniciados. Com segurança jurídica e estabilidade iremos preparar o Tocantins para os projetos a longo prazo que garantirão uma vida melhor para todos nós tocantinenses.
As eleições ordinárias de outubro de 2018 são uma realidade da qual é impossível, para um agente político, esquecer ou não fazer planos. Se ganhar o segundo turno da suplementar, no cargo de governador o sr. se torna candidato natural à reeleição. E mesmo que não ganhe, teria um recall importante. O sr. será candidato em outubro?
Nossa preocupação agora é com a normalidade e estabilidade do Estado. Outubro é outra história. Até lá vamos trabalhar muito e aí iremos analisar o quadro, todavia, a população pode ter certeza que não abandonaremos nossos ideais de um Estado mais justo e com mais oportunidades para os pais de família, crianças e jovens, que tanto esperaram um governo sério e que respeita a todos, sem distinção.
Várias foram as filiações de deputados — Wanderlei Barbosa, Rocha Miranda, Toinho Andrade —, o que fez com que o PHS se tornasse a maior bancada na Assembleia Legislativa, o que também pode ser considerado um fenômeno. Também se filiaram ao partido diversas lideranças políticas regionais e locais. Há no Tocantins uma unanimidade em torno do seu nome?
Não acredito nem acho confortável uma situação de unanimidade, contudo, entendo que o nosso projeto está conquistando líderes importantes para o PHS, partido que está crescendo nacionalmente e também no Tocantins. Já temos uma bancada forte e o partido cresce a cada dia em todo o Estado, porque traz uma mensagem nova para a população. Já no governo, mesmo interinamente, estamos mostrando que viemos para fazer a diferença, com responsabilidade e, honrando compromissos, estamos colocando o Tocantins nos trilhos para a retomada do crescimento.
Após assumir interinamente o governo do Estado, uma liminar judicial impediu fazer pagamentos não urgentes. Isso dificultou a governabilidade?
As ações judiciais engessaram um pouco nossas ações. Ocorre que não ficamos parados e fomos buscar soluções para os problemas, respeitando, contudo, os limites impostos pela justiça. Com a habilidade de nossos técnicos estamos conseguindo realizar muita coisa em pouco tempo de governo. Negociamos débitos na saúde, educação, segurança pública e infraestrutura e estamos realizando obras e ações emergenciais de grande alcance para a população.
O seu governo apresentou resultados rápidos, como enxugamento dos gastos, pagamento dos servidores no início de cada mês, regularização do Plansaúde, além do pagamento das verbas atrasadas do Fundeb, como também o início do programa Opera Tocantins, na saúde. Esse modelo de gestão é uma característica pessoal ou isso se deu em razão do “mandato-tampão” ter um período muito curto?
Logo que assumi o governo fui visitar os hospitais regionais e vi de perto as dificuldades enfrentadas. Corredores cheios, pagamentos atrasados com médicos, anestesistas e outros profissionais, filas com quase 6 mil pessoas na espera por uma cirurgia. Era muito descaso e sofrimento e eu não poderia ficar alheio a isso. Então, determinei ao secretário de Saúde que nos apresentasse, imediatamente, uma resposta rápida à população e lançamos o Opera Tocantins. Ao meu ver, é o mais importante projeto já realizado na área da saúde aqui no Estado que, diga-se de passagem, é a prioridade número um de nosso governo.
Contudo, não deixamos de atuar em outras áreas essenciais da administração como a dos servidores públicos com direitos reprimidos há vários anos. Negociamos com os sindicatos e iniciamos o pagamento da data-base, além disso passamos a pagar os salários no início do mês e adotamos as seis horas diárias de trabalho para reduzir custos. Com outras medidas de contenção conseguimos reduzir os gastos da máquina estadual.
No seu histórico político, o sr. disputou uma eleição municipal em Gurupi em 2012, contudo, não obteve êxito. Quais foram os fatores que considera preponderantes para que sua vitória não ocorresse?
Sempre tive vontade de ajudar as pessoas e percebi que a única maneira era entrando na política. Gurupi buscava novidade e naquela época tudo caminhava para uma candidatura única. Então resolvi atender o convite de muitos amigos me candidatando. Grande parte da população entendeu a nossa mensagem e nos deu 42,78% dos votos válidos. Foi uma vitória para quem nunca havia disputado uma eleição.
Após esse percalço, logo depois de se filiar ao PTB em 2013, foi eleito deputado estadual com mais de 12 mil votos. Em julho de 2016 foi eleito presidente da Assembleia Legislativa, assumindo o cargo em fevereiro de 2017. Em razão dessa condição, já em maio de 2018, assumiu interinamente o posto de governador do Estado do Tocantins. Como o sr. avalia essa carreira meteórica na política?
Foi com um trabalho sério e visão de empresário que chegamos até aqui. A população nos elegeu deputado estadual e os parlamentares confiaram a mim a presidência da Casa Legislativa. Acredito que tive capacidade de articulação pois obtive 17 dos 24 votos dos colegas.
Busquei, desde o primeiro momento, a independência do Parlamento valorizando os deputados e discutindo exaustivamente cada projeto apresentado pelo governo do Estado, sempre pensando no melhor para o Tocantins. Implantamos a política municipalista na Assembleia e procuramos atender as demandas de nossos prefeitos. Discutimos e aprovamos financiamentos que distribuem recursos aos 139 municípios tocantinenses.
A ida para o governo do Tocantins foi em cumprimento a determinação constitucional devido a cassação do então governador. Desde o início, trabalho respeitando as leis e buscando a estabilidade do Estado em um momento difícil de transição.
Ainda no exercício do mandato parlamentar, o sr. apresentou, como projeto de destaque, aquele que proíbe transposição águas do Rio Tocantins para a bacia do Rio São Francisco. Qual foi a motivação principal para que empunhasse tal bandeira e qual a importância dessa proposição?
Jamais poderíamos permitir um projeto desses que, com toda certeza, destruiria uma de nossas maiores riquezas, o Rio Tocantins. Fizemos essa movimentação e a sociedade logo abraçou a causa da preservação e o projeto da transposição perdeu força. Tenho certeza que não vingará.
O prefeito de Ponte Alta do Bom Jesus, Yaporan Milhomem (PV), assinou, juntamente com o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Thiago Dourado, a ordem de serviço para o início das obras do matadouro e frigorífico do município, em solenidade na semana passada, na área onde será construído o complexo. Com capacidade para abater de 50 a 100 cabeças de gado por dia, o complexo atuará também no abate de caprinos e ovinos, e será referência para a região sudeste do Tocantins. O prefeito destacou a importância do futuro estabelecimento para o município. “Ponte Alta do Bom Jesus terá com a implementação desse complexo uma evolução muito grande em termos econômicos e sociais. População e produtores locais e da região serão fortalecidos com o projeto”, destacou Yaporan, ao frisar que a prefeitura atuou na doação e liberação do terreno onde será instalado o frigorifico. Segundo a diretora de políticas para pecuária do governo do Estado, Erica Jardim, não basta construir, colocar os equipamentos e passar para um gestor privado que dê conta de fazê-lo funcionar. Para tanto, se faz necessário que sejam seguidas as políticas públicas propostas pela secretaria da agricultura do Estado. “Precisa antes de tudo, que o gado seja bom. Com a previsão do número de abate de 50 cabeças/dia é necessário ter cerca de 20 mil matrizes de qualidade por ano, e touros (pela monta natural) ou inseminação artificial de boa qualidade”, explicou. O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária falou da estatística do abate de bovinos no Estado. “Para se ter uma ideia, o ano passado o Estado abateu 1 milhão e 24 mil cabeças de gado. Desse total 235 mil ficaram para ser consumidas aqui; mais de 700 mil foram para fora do Estado e do Brasil”, informou. Este é o primeiro de um total de oitos projetos destinados para o Tocantins. Os demais municípios a serem beneficiados são Ananás, Araguanã, Arapoema, Barrolândia, Campos Lindos, Novo Acordo e Wanderlândia. A previsão de conclusão da obra em Ponte Alta do Bom Jesus é de 300 dias, contados a partir da data de assinatura da ordem de serviço.
Os processos contra Marcelo Miranda (MDB) e Carlos Amastha (PSB) que estavam em instâncias superiores da Justiça Federal foram remetidos de volta para o Tocantins. Entre os inquéritos estão as investigações da Polícia Federal nas operações Reis do Gado, Pontes de Papel e Nosotros. A devolução se deu porque os políticos perderam o foro privilegiado. Segundo os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o ex-governador não tem mais foro privilegiado porque teve o mandato de governador cassado pela Justiça Eleitoral, e no caso do ex-prefeito, o motivo foi a renúncia dele ao cargo de prefeito para concorrer às eleições ao governo. Na Operação Reis do Gado, o ministro Mauro Campbell mencionou que o Ministério Público Federal aponta a possível prática de lavagem de dinheiro por meio de transações imobiliárias fraudulentas e manobras fiscais para dar aparência aos negócios ilícitos. O caso será remetido à 4ª Vara da Justiça Federal do Tocantins. Já no inquérito da Operação Pontes de Papel são investigados contratos de pontes que custaram mais de R$ 1 bilhão. A suspeita é de que houve superfaturamento. O STJ ainda decidiu sobre uma terceira ação penal que envolve Marcelo Miranda. Neste caso, o político responde por suposta prática dos crimes de dispensa ilegal de licitação e apropriação indevida de dinheiro público, entre os anos de 2003 e 2004. Os crimes teriam ocorrido a partir da contratação de uma organização para fazer a gestão da saúde no Estado. Quanto a Amastha, o inquérito da Polícia Federal trata da Operação Nosotros, na qual o ex-prefeito foi indiciado por corrupção ativa, passiva e associação criminosa num suposto esquema que teria como objetivo lucrar de forma ilegal com a implantação do sistema de Bus Rapid Transit (BRT) de Palmas.
Na disputa do 2º turno da eleição suplementar, governador tenta pôr calma no ambiente político para concluir mandato-tampão, mas o adversário Vicentinho Alves endurece nas críticas à gestão do interino
Print compartilhado no aplicativo de mensagem e nas redes sociais noticia que chefe interino do Executivo do Tocantins seria detido nos próximos cinco dias e usa nome do Jornal Opção
Desvios de recursos ocorreram quando Sandoval presidiu a Assembleia Legislativa
Segundo decisão judicial, governo interino estaria descumprindo ordem judicial
Ação diz respeito às eleições suplementares, que terão seu segundo turno no próximo dia 24
Corte eleitoral entendeu que candidato republicano ocupou mais 25% do tempo com o adversário
Magistrado entendeu que veiculação beneficia governador interino
Certame custará 1 milhão de reais, mas cargos e datas ainda não estão definidas
O procurador-geral de Justiça prega endurecimento de penas para determinados crimes, com o objetivo de coibir condutas delituosas
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Senador Vicentinho Alves (PR) | Foto: Reprodução[/caption]
O senador Vicentinho Alves (PR) começou a campanha pela via transversa. Na condição de presidente estadual do Partido da República, aplicou um “golpe de karatê” no ex-aliado e prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas — atualmente sem partido – retirando-lhe a oportunidade de ser candidato, para ele mesmo, Vicentinho, o fazê-lo.
Sob a égide do mandato de senador e presidente do partido, considerou que seu cacife eleitoral era mais do que suficiente e partiu para outras alianças. Algumas problemáticas, diga-se de passagem. Quase deu errado, a ponto de ficar a um fio de não participar do segundo turno das eleições. Salvou-lhe o fato de ter conquistado o apoio de alguns prefeitos de cidades minúsculas, que lhe acudiram na última hora. Contudo, Vicentinho não superou seus adversários nem em Porto Nacional, seu domicílio eleitoral e cidade da qual já foi prefeito. Mas ele é um político profissional, portanto habilidoso, e pode dar a volta por cima.
Em Paraíso do Tocantins, outra decepção: o grande aliado Moisés Avelino também não foi capaz de lhe transferir muitos votos e, naquela cidade, amargou o quarto lugar, ficando atrás até mesmo de Marlon Reis (Rede). Na cidade de Araguaína, outro vexame não conseguindo sequer 6 mil votos. Em Gurupi não foi diferente. Ficou na quinta colocação com apenas míseros 1.470 votos. Um fiasco que respinga no prefeito da cidade, Laurez Moreira (PSDB), e na deputada federal Josi Nunes (PROS), uma vez que na condição de líderes da cidade, não conseguiram — nem de longe — transferir votos ao referido candidato. Aliás, quem demonstrou força em seu próprio território foi o governador interino Mauro Carlesse (PHS), que obteve 56,75% dos votos válidos, quase três vezes a votação do segundo colocado.
Em Palmas, a aliança com os rejeitados Marcelo Lelis e Claudia Lelis também não lhe rendeu frutos. Obter apenas 7.932 votos dentre os mais de 127 mil computados na capital foi simplesmente pífio. Enfim, o candidato não ganhou em nenhuma cidade representativa do Tocantins e sua ida ao segundo turno é fruto da conduta do velho adágio “de grão em grão se enche o papo”.
É pouco, muito pouco mesmo, para enfrentar as urnas no segundo turno eleitoral. É difícil que o senador, ora candidato, mesmo trocando de marqueteiro [contratou a agência Public], consiga angariar muito mais votos do que já teve no primeiro turno. É que os votos do candidato Marlon são eminentemente ideológicos e dificilmente migrariam para ele, enquanto o perfil dos eleitores de Amastha também não se encaixa com o modelo político que Vicentinho cultua e adota.
Já os eleitores de Kátia – considerando que ambos não se bicam – também estariam mais propensos a rejeitar Vicentinho. Inobstante a isso, há rumores, à boca pequena, que o caixa da campanha está magro e isto pode influenciar em demasia nos próximos dias de andanças pelo Estado.
Porém, como é uma raposa política, não será surpresa se Vicentinho superar Carlesse. Ele é mais político do que o governador, quer dizer, articula mais. A diferença é que o caixa forte está com Carlesse.
Carlos Amastha, que renunciou ao cargo de prefeito de Palmas para tentar se tornar governador do Tocantins, tropeçou em seus próprios equívocos. A aliança com um PT dividido — que trouxe a tiracolo os comunistas de estimação do PC do B — lhe obrigou a segurar a bandeira vermelha com as palavras “Lula Livre”. Ora, se Amastha queria ser o protagonista do que classificou como “nova política” tudo que ele não poderia fazer era postar-se como defensor do ex-presidente condenado. Este fato lhe trouxe desgastes desnecessários, que não foram compensados pelo tempo de TV que veio de “presente”. Além disso, o imigrante colombiano tem a péssima mania de achar que apenas suas ideias são válidas e essa arrogância acaba por afastar aliados potenciais. Também contribuiu para sua primeira derrota eleitoral o fato de sua candidatura ter sido impugnada junto ao TRE-TO — por não ter se desincompatibilizado no prazo constitucional — e essa insegurança jurídica fez sua militância balançar. Sua contestada gestão à frente da Prefeitura de Palmas, marcada pela excessiva carga tributária e denúncias de corrupção; sua falta de penetração no interior do Tocantins — após o falecimento do coordenador de campanha, o ex-deputado federal Junior Coimbra —, além do excesso de confiança de que ganharia a eleição ainda no primeiro turno, tendo em vista que era o “mais preparado”, levaram-no à bancarrota. Um petista brincou: “A gente não sabia que era o mais preparado para perder”. Em vídeo gravado para as redes sociais após o reconhecimento da derrota, Amastha preferiu atribuir sua desventura aos eleitores tocantinenses — que chamou de desinformados —, que optaram, na sua ampla maioria, pela “velha política”. A bem da verdade, o ex-candidato perdeu a chance de ficar calado e, se quisesse se manifestar, que assumisse os próprios erros. Amastha permanece subestimando os tocantinenses.


