Candidatos derrotados não apoiam Carlesse e Vicentinho no 2º turno

Carlos Amastha, Kátia Abreu e Marlón Reis sabem que se apoiarem um candidato agora não terão como criticá-lo na eleição de 7 de outubro. Está em jogo muito mais a próxima disputa do que outra questão | Fotos: Arquivo / Jornal Opção

Nenhum dos dois candidatos, o governador Mauro Carlesse (PHS) e o senador Vicentinho Alves (PR), que disputarão o segundo turno das eleições suplementares no Tocantins, será apoiado pelos grupos derrotados na primeira etapa do pleito. O motivo não explicitado é o fato de que a pouco tempo, em 7 de outubro, se terá uma nova eleição para governador. Quem apoiar agora não poderá criticar depois.

Em reunião realizada na segunda-feira, 4, em Palmas, a Comissão Executiva Estadual do PT — que compôs a chapa de Carlos Amastha (PSB) — decidiu, por unanimidade, não apoiar as candidaturas vitoriosas no primeiro turno, tendo em vista que nem o programa defendido pelo PHS quanto pelo PR não vão ao encontro as ideias do PT e não representam, portanto, os programas e projetos da sigla.

“A executiva estadual do PT em uma reunião ampliada decidiu por ampla maioria não apoiar no segundo turno nenhuma das duas candidaturas por não representar o que defendemos. Solicitamos aos nossos companheiros que ninguém faça manifestação pública de apoio neste segundo turno da eleição suplementar”, disse o presidente estadual do partido, deputado estadual Zé Roberto.

O candidato da Rede, Márlon Reis, após amplo debate com as lideranças do “Comitê Estadual do Mo­vimento Ficha Limpa no Tocantins”, decidiu que o grupo não apoiará qualquer um dos dois candidatos que concorrem ao segundo turno. O referido Comitê também decidiu manter o nome de Márlon Reis como pré-candidato ao Governo do Tocantins nas eleições de 7 de outubro. A decisão foi sustentada exclusivamente com base na integridade do posicionamento do grupo, que mantém sua luta para promover uma profunda mudança moral e administrativa no Estado do Tocantins.

Em nota à Imprensa, a senadora Kátia Abreu (PDT) agradeceu a confiança e os votos recebidos, lideranças e militância que acreditaram em seu projeto para o Tocantins. Kátia recebeu com serenidade o resultado das eleições suplementares e diz que continuará defendendo os interesses do Tocantins no Senado.

Em nota à imprensa, o grupo que participou das eleições suplementares afirmou que não apoiará nenhum candidato no segundo turno. “Os presidentes dos partidos políticos integrantes da Coligação Reconstruindo o Tocantins: PDT, PSD, PEN, AVANTE e PSC, juntamente com líderes políticos de outros partidos, vêm a público comunicar a decisão, unânime, de permanecerem unidos sob a coordenação da senadora Kátia Abreu; onde não tomarão partido no segundo turno da eleição suplementar para o governo do Estado do Tocantins. Tendo em vista o momento político, em que temos um projeto político-administrativo sólido, visando o desenvolvimento econômico, o combate à pobreza e a responsabilidade fiscal, vamos participar das eleições de 7 de outubro, com candidatura própria, aberta para composição com outras siglas partidárias”.

Os partidos que compuseram a coligação A Verdadeira Mudança, encabeçada por Carlos Amastha (PSB), também se reuniram para avaliar os cenários após o primeiro turno da eleição suplementar. Segundo o presidente estadual do Partido Comunista do Brasil (PC do B) e ex-secretário municipal na gestão de Amastha, Nésio Fernandes, o grupo não vai se posicionar no segundo turno, contudo, as legendas que apoiaram Carlos Amastha (PSB) já o colocam como pré-candidato a governador em 7 outubro.

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