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Leandro Hassum, comediante do balacobaco, adere à República da Magreza e posta foto nas redes sociais

Gordo é feio. Bonita é gente magra. Como escapar da Ditadura dos Magros? É quase impossível Leandro Hassum 1 Sou magro desde sempre e, portanto, nada contra os magros (Shakespeare desconfiava dos muito magros) e muito menos contra os gordos e quase-gordos. Mas a República da Magreza — a Ditadura dos Magros — nunca me agradou. A ideia de beleza é associada ao fato de ser magro. Modelos quase esqueléticas são as mais elogiadas pelo mercado e pelas colunas de jornais, revistas, sites e emissoras e redes de televisão. Como são apresentadas como donas de fortunas, e vivem cercadas de glamour, acabam se tornando exemplo de beleza a ser imitada a qualquer custo. Há jovens belas que fazem infinitas plásticas com o objetivo de ficarem parecidas com seus modelos. O resultado é que, por vezes, ficam mais feias, perdendo a beleza natural anterior, e nada parecidas com as atrizes, modelos e socialites. No momento, a moda, até entre jovens de 20 anos, é fazer uma cirurgia em consultórios de dentistas — bichectomia — para retirar gordura das bochechas. Isto sem pensar nos efeitos colaterais, como flacidez. Aí precisam recorrer a dermatologistas para fazer preenchimento. A busca da beleza a qualquer custo às vezes contribui, isto sim, para a velhice precoce do corpo. Claro que a Ditadura dos Magros não tem a ver só com a busca da beleza, que talvez seja uma tentativa de procura da eterna juventude, o Santo Graal dos homens e mulheres. Há problemas de saúde. Várias pessoas fazem a chamada “cirurgia de redução de estômago”, ou bariátrica, para melhorar a saúde. Elas dizem que a saúde melhora, apesar da disciplina que se exige, quase ditatorial, e, sobretudo, sentem-se mais bonitas. Predomina a ideia de que gordo é feio, não é sensual, não é sexy. É a realidade ditando a regra. Um amigo fez a cirurgia com o médico Áureo Ludovico e conta que, apesar de magro, raciocina como “o gordo antigo”. Tem vontade de comer mais do que come e, como não pode e não deve, chegou a ficar deprimido. Agora, acostumou-se, sente-se mais bonito, até admirado e diz que a autoestima está em dia. Modelos magras O ator Leandro Hassum, excelente comediante — rio só de ver a sua cara de sonso (faz um dupla impagável com o “esperto” Marcius Melhem) —, perdeu 60kg (pesava 145kg) e tem postado fotografias nas redes sociais, exibindo o “novo” corpo, supostamente contente com o sucesso de sua cirurgia bariátrica, feita em 2014, especialmente com sua nova forma física. Na terça-feira, 7, Leandro Hassum exibiu-se numa rede social, postando uma fotografia sem camisa. Sua forma física de fato impressiona — ligeiramente, parece um lutador de MMA. Ele disse, orgulhoso: “Exibindo sim. Para quem ficava pedindo foto sem camisa. Orgulho, vida nova, rumo ao tanquinho”. A internet entrou em polvorosa, colegas de redação chegaram a sugerir que era montagem. Não é. Ele está mesmo magro e forte. Leandro Hassum conta que, para manter a forma, além da alimentação saudável e regrada, faz musculação e surfe. O comediante não piorou nem melhorou. Mas fico com a impressão de que era mais engraçado quando gordo (e parecia mais jovem). Deve ser só impressão, pois o chapliniano Marcius Melhem é magro e divertido. Talvez o nosso imaginário praticamente “exija” a dupla o Gordo e O Magro — o contraste.

Se até o dono do Facebook foi hackeado, imagine o que pode acontecer com os pobres mortais

Hackers descobriram que a senha de Mark Zuckerberg no Linkedin eram as mesmas em outras redes sociais. A senha era até infantil, “dadada”

Filme raro mostra como eram treinados os pracinhas goianos

As instalações físicas são da época da Segunda Guerra Mundial e até o treinamento, que mostra simulação de ataque com armas químicas e aulas de tiro com morteiro

Perito da Unicamp garante que Gil Rugai não matou seu pai

Ricardo Molina sugere que o assassinato de Luiz Carlos Rugai e Alessandra Troitino pode ter ligação com o tráfico de cocaína e maconha. Dono de produtora tinha patrimônio incompatível com sua renda

Editora 34 lança mais dois volumes dos “Contos de Kolimá”, a obra-prima de Varlam Chalámov

[caption id="attachment_67634" align="alignright" width="620"]Divulgação Divulgação[/caption] Contos de Kolimá — A Editora 34 está “doando” ouro para os leitores brasileiros: a primorosa obra de Varlam Chalámov, “Contos de Kolimá”, com tradução direta do russo. Trata-se da história da vida cotidiana no Gulag — os campos de trabalho forçado (verdadeiros campos de concentração) criados por Stálin — escrita por um escritor notável. A editora lança agora mais dois volumes dos “Contos de Kolimá”: “A Margem Esquerda” (304 páginas, tradução de Cecília Rosas e prefácio de Roberto Saviano) e “O Artista da Pá” (424 páginas, tradução de Lucas Simone e posfácio de Varlam Chalámov). A jornalista e escritora Svetlana Aleksiévitch, Nobel de Literatura de 2015, afirma que Varlam Chalámov é “o maior escritor do século 20”. Pode até não ser o maior, pois este tipo de campeonato não tem vencedores, só perdedores, sobretudo os leitores, mas é mesmo um grande escritor. Mais do que isto: sua literatura, por ser testemunho dos mais confiáveis, é extremamente útil para as pesquisas dos historiadores. É literatura e é documento (sem a chatice do didatismo da denúncia pura e simples).

Portugal publica “Rumo ao Mar Branco”, romance inacabado do escritor britânico Malcolm Lowry

O escritor britânico Malcolm Lowry (1909-1957) é mais conhecido, no Brasil, por seu romance “À Sombra do Vulcão”. Em 1944, quando passava uma temporada no Canadá, a cabana de um pescador na qual havia se hospedado pegou fogo. O escritor britânico salvou o manuscrito de “À Sombra do Vulcão”, mas outro manuscrito, de mil páginas, queimou inteiramente. Malcolm Lowry estava escrevendo o romance “Rumo ao Mar Branco” (“In Ballast to the White Sea”) havia nove anos. Durante anos, não se falou mais no assunto. Porém, em 2000, revela José Riço Direitinho, no jornal “Público” (edição de 30 de maio), Jan Gabrial, primeira escritor do escritor, apresentou uma versão menor da obra. “O romance — uma espécie de ‘elo perdido’ entre ‘Ultramarina’ (1933), o seu primeiro livro, ‘À Sombra do Vulcão’ [publicado em Portugal como ‘Debaixo do Vulcão’, 1947] — viria a ser publicado em 2014”. O poeta Daniel Jonas traduziu e prefaciou “Rumo ao Mar Branco”, para a Editora Livros do Brasil, de Portugal. No prefácio, Daniel Jonas escreve: “É claro que este esqueleto de ‘In Ballast’, não sendo propriamente o cadáver do romance enfunado de Lowry, não deixa de se constituir como uma espécie de caveira sobre a qual espreitamos num afã anatomo-patológico de tentarmos imaginar como seria a sua carne, a sua pele e as suas feições”. O romance é uma obra inacabada. Malcolm Lowry cultivava a “estética do excesso”. O resenhista sublinha que o romance, que ficou menor do que o autor pretendia, “idealmente excessivo teve o fogo como grande editor. Na verdade, grande da enorme qualidade literária das obras do autor inglês deve-se exatamente a esse ‘excesso’, ao nível de profundidade a que por vezes chega com o excesso de efeitos aplicados na escrita, incluindo múltiplas intertextualidades e contínuos diálogos surdos com autores que são sempre convocados”.

Não troco minha memória pelo Google, embora este seja utilíssimo

Aos 55 anos, escrevo quase tudo de memória, para não perdê-la. Depois, claro, faço o trabalho de checagem. Consulto o Google? Sim, e muito. Mas quase sempre apenas para confirmar o que escrevi sem verificá-lo. Percebo que colegas mais jovens, e não estou criticando-os, não fortalecem a memória, não a treinam. Confiam demais no gravador e, sobretudo, no Google. Raciocinam assim, e com certa lógica: se há o Google, no qual posso fazer as conferências de que preciso, por que usar o cérebro como armazenador e organizador de informações? O fato é que penso melhor, escrevendo com mais clareza sobre determinado assunto, quando uso e forço minha memória. Quando as informações e ideias estão organizadas no meu cérebro.

Muhammad Ali é o herói indomável do boxe, um precursor qualificado de Conor McGregor

Ninguém lutou boxe tão bem e percebeu que uma batalha às vezes começa ser vitoriosa fora dos ringues. George Foreman perdeu a guerra do Zaire dentro e fora do ringue

O Popular diz que FHC critica Wolney Siqueira no 2º volume de seus Diários. No 1º, já o denunciava

O colunista Jarbas Rodrigues não menciona o primeiro volume, por isso não percebe que o ex-presidente bate duro em Wolney Siqueira e Pedrinho Abrão

Príncipe Charles, se for gay, fica mais nuançado e rico como homem. Jornais refletem preconceitos

Jornais, revistas e sites repercutiram a história de que o britânico é gay desde terça-feira. O Popular só descobriu o assunto na sexta-feira, 3

O Popular “inova” e “cria” a raça de gado “neroli”. Mas o país prefere chamá-la de nelore

Reportagem do jornal praticamente sugere que o “boigente” viajava sozinho do Tocantins para uma fazenda em São Paulo

Historiador e doutor pela FGV discutem liberalismo e conservadorismo na UFG

Alexandre Borges e Murilo Resende, contra a hegemonia do pensamento “religioso” da esquerda, vão apresentar ideias liberais e conservadoras. Curso gratuito

Raduan Nasser ganha o Prêmio Camões, o mais importante para autores de Língua Portuguesa

O escritor brasileiro, autor de “Lavoura Arcaica” e “Um Copo de Cólera”, parou de publicar livros há alguns anos

Cody Garbrandt venceu porque lutou como Thominhas. Sufocou o adversário

No octógono, o que se viu foi um Cody Garbrandt que parecia Thomas Almeida. Sua agressividade e velocidade paralisaram o brasileiro

Linguista garante que Camões não criou “uma Língua Portuguesa”

Fernando Venâncio, professor da Universidade de Amsterdã, afirma que Luís de Camões “não acreditou numa Língua Portuguesa de perfil autônomo” e que o léxico de sua obra poética deriva muito do castelhano