Euler de França Belém
Euler de França Belém

Morre, aos 84 anos, o escritor e semiólogo italiano Umberto Eco

Nos últimos tempos, criticou a estupidez do jornalismo e defendeu o livro, que, segundo ele, não deve morrer

Umberto Eco 1 EPISODE_Eco Column_Courtesy of Houghton Mifflin Harcourt Trade

O semiólogo italiano Umberto Eco, consagrado como escritor, a partir do romance “O Nome da Rosa”, morreu na sexta-feira, 19, às 22h30, aos 84 anos. O jornal “La Repubblica” afirma que a causa ainda não foi revelada. Ele faleceu em sua casa.

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Celebrado na Itália e em vários países como intelectual — semiólogo (autor do livro famoso “Obra Aberta”), ensaísta e crítico literário —, Umberto Eco se tornou respeitado aos olhos do público não acadêmico devido ao livro “O Nome da Rosa”, que foi levado ao cinema pelo diretor Jean-Jacques, com o ator britânico Sean Connery. É um romance policial? É mais do que isto. É um romance histórico? É mais do que isto. É, sobretudo, um romance que envolve história, religião e uma investigação “detetivesca” (devido ao assassinato de monges).

“Número Zero” (Editora Record), último livro de Umberto Eco, foi lançado em 2015. É uma crítica do mau jornalismo, da mentira e da manipulação da história. “Essa é minha maneira de contribuir para esclarecer algumas coisas. O intelectual não pode fazer nada, não pode fazer a revolução. As revoluções feitas por intelectuais são sempre muito perigosas”, sublinhou.

Umberto Eco, numa espécie de cruzada, também sempre disse que o livro impresso, apesar de todas as adversidades, vai sobreviver aos tempos digitais.

Ele é autor das obras “O Pêndulo de Foucault” (1988), “O Cemitério de Praga”, ficcionais, e dos ensaios “O Problema Estético” (1956), “O Sinal” (1973), “Tratado Geral de Semiótica” (1975) e “Apocalípticos e Integrados” (1964).

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