Euler de França Belém
Euler de França Belém

Cantora e pianista brasileira Eliane Elias ganha o Grammy com melhor álbum de jazz latino

Eliane Elias cantora de jazz20160215200216520703e

Divulgação

Aos 55 anos, Eliane Elias é mais do que uma força da natureza. A pianista e cantora brasileira, radicada nos Estados Unidos, é, muito mais, resultado de anos de estudo e pesquisa. Refina-se a cada disco. Mas sugerir que é produtor do esforço não é o mesmo que indicar que não tem talento. No seu caso, há uma soma de dedicação e talento — o que a transforma numa artista das mais completas. Na segunda-feira, 15, Eliane Elias foi premiada com o Grammy pelo disco “Made in Brazil” — melhor álbum de jazz latino.

Mais conhecida nos Estados Unidos e na Europa, Eliane Elias é diferente da maioria das cantoras de jazz — e próxima de umas poucas —, pois, além de cantar de maneira sofisticada, é uma pianista refinada. Como se trata de uma música, portanto entende com precisão a elaboração dos músicos e compositores da bossa nova, Eliane Elias por vezes surpreende ao cantar (e tocar) os sucessos de Tom Jobim e João Gilberto de maneira única, acrescentando detalhes que eventualmente não aparecem noutras vozes. Pode-se dizer que algumas músicas se tornam mais elásticas, com uma sonoridade às vezes diferente quando cantadas e executadas ao piano por Eliane Elias.

Concorrendo na categoria de melhor álbum de World Music, Gilberto Gil perdeu para Angelique Kidjo (“Sings”). A pianista brasileira Catina DeLuna, na categoria de melhor arranjo, instrumento e vocais, não levou o Grammy.

Confira Eliane Elias cantando e tocando bossa

https://www.youtube.com/watch?v=m1ZWKanqrsQ&list=PL4495EDCD4974FFA6

Músicas de Made in Brazil

https://www.youtube.com/watch?v=O2-E7Y7BkuY&list=PLBDRiPurSu7zuSn9LmGvgEKl2Lmfbn7Wa

Detalhes do resultado da 58ª edição do Grammy:

Álbum jazz latino:

Eliane Elias, “Made in Brazil”:

The Rodriguez Brothers, “Impromptu”

Gonzalo Rubalcaba, “Suite caminos”

Wayne Wallace Latin Jazz Quintet, “Intercambio”

Miguel Zenón, “Identities are changeable”

Melhor álbum de world music:

Gilberto Gil, “Gilbertos samba ao vivo”

Angelique Kidjo, ‘Sings’

Ladysmith Black Mambas com Ella Spira & the Inala Ensemble, “Music from inala”

Anoushka Shankar, “Home”

Zumba Prison Project, “I have no everything here”

Arranjo, instrumentos e vocais:

Maria Schneider, arranjador (David Bowie), “Sue (Or in a season of crime)”

Shelly Berg, arranjador (Lorraine Feather), “Be my muse”

Patrick Williams, arranjador (Patrick Williams com Patti Austin), “52nd & Broadway”

Otmaro Ruiz, arranjador (Catina DeLuna com Otmaro Ruiz), “Garota de Ipanema”

Jimmy Greene, arranjador (Jimmy Greene com Javier Colon), “When I come home”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.