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O filme “O Poderoso Chefão 3” explica o empresário Joesley Batista e o presidente Michel Temer?

Negócios ditos legais às vezes não são tão legais assim. Mas vale frisar que o chefão da JBS e o chefão da política não foram julgados nem condenados pela Justiça

Jornais de Goiás cobrem a Operação Lava Jato com material de agências e não têm opinião crítica

O Popular terceirizou sua opinião crítica para jornalistas de outros jornais, como Elio Gaspari e Eliane Cantanhêde 

História de um livro sobre jornalismo e guerra que seu primeiro leitor lapidou e reformatou para futuros leitores

Comprei sobre as coberturas de guerra pelo jornalismo e descobriu que seu ex-dono era um grande leitor. Além de comentários, acrescentou artigos esclarecedores 

Hitler e soldados nazistas tomavam drogas para ficar mais “atentos”

Livro de jornalista alemão revela que o líder nazista usava drogas pesadas e que soldados alemães eram motivados por doses de metanfetamina 

Heróis da Noruega impediram Hitler de ter a bomba atômica

Líder nazista poderia ter construído a bomba atômica antes dos americanos, o que mudaria o resultado da Segunda Guerra Mundial

Biografia revela que Maria Bethânia fez sucesso primeiro do que Caetano Veloso

Livro de Carlos Eduardo Drummond e Marcio Nolasco não é trabalho meramente de fã; é resultado de uma pesquisa exaustiva/

Livro de William Zinsser ensina como escrever bem, com fluência e objetividade

Escrever de maneira correta e atraente pode ser uma arte, mas também pode se usar técnicas

Charge sobre Geddel Vieira provoca demissão do chargista Osmani Simanca, do jornal “A Tarde”

O político aparece grudado num prédio — como se fosse uma preguiça gigante — construído de maneira ilegal, o que provocou sua demissão do governo de Michel Temer

Livro de Pio Vargas e opúsculos editados pelo poeta serão lançados nesta quinta-feira

O básico do bardo está publicado, mas, sobretudo para estudiosos, vale a pena conhecer até seus rascunhos e anotações

Críticos lamentam a aposentadoria precoce do ator Daniel Day-Lewis e apontam suas melhores atuações

O britânico tem apenas 60 anos e os críticos consideram que, como ator, está no auge da carreira. Mas ele tem ressaltado que faltam bons papeis

Plástica remoçou a “pele” mas não renovou o jornalismo do “Jornal Nacional”

Feita a plástica, que remoçou a “pele”, falta dotar o “Jornal Nacional” de um jornalismo mais esclarecedor e de reportagens que retratem a diversidade e complexidade do Brasil

Filme mostra que o Plano Real, atento às regras do mercado, estabilizou economia e gerou crescimento

O governo de Itamar Franco-Fernando Henrique Cardoso, com economistas atentos, como Gustavo Franco e Persio Arida, debelou a inflação, estabilizou a moeda e gerou confiança no mercado Greice Guerra Fernandes “Real — O Plano Por Trás da História” é um filme brasileiro, do gênero thriller político-drama, com direção de Rodrigo Bittencourt e roteiro de Mikael Faleiros de Albuquerque. O longa-metragem foi inspirado no livro “3000 dias no Bunker — Um Plano na Cabeça e um País na Mão” (Record, 332 páginas), do jornalista Guilherme Fiuza. Trata-se de uma tentativa de retratar os bastidores da criação daquele que foi o maior plano econômico do Brasil nos últimos anos. O Plano Real combateu a hiperinflação que deixava os brasileiros em pânico, nos primeiros anos da década de 1990. O economista Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central, é o personagem-protagonista. O filme destaca sua importância na formação e implantação das metas do plano, apresentando-o como herói — o que contrariou outros economistas, como Persio Arida e, possivelmente, André Lara Resende. [caption id="attachment_97842" align="aligncenter" width="620"] Gustavo Franco, economista: um dos formuladores do Plano Real[/caption] O filme mostra o “irritadiço” Itamar Franco, que assumiu a Presidência da República, em dezembro de 1992, logo após o impeachment de Fernando Collor, herdando um país com uma inflação acumulada em 12 meses de 1.119%, uma turbulenta crise política, uma economia em frangalhos, baixa arrecadação tributária e recessão. Como consequência de tais acontecimentos, o governo apenas ordenava ao Banco Central — que podia comprar títulos diretamente do Tesouro — que imprimisse mais moeda para fazer frente às despesas. O resultado era um moto-perpétuo inflacionário. [caption id="attachment_97843" align="aligncenter" width="620"] Persio Arida: o economista, um dos criadores do Plano Real, ataca filme que supervaloriza Gustavo Franco[/caption] A população não tinha a menor perspectiva de que houvesse qualquer arrefecimento da inflação de preços — uma vez que a hiperinflação favorecia a má distribuição de renda, impossibilitava o setor produtivo de realizar investimentos a longo prazo, o que, por sua vez, causava retração econômica. A hiperinflação acarretava queda do poder de compra da moeda, favorecendo a dolarização da economia — o que causava drásticos impactos econômicos e sociais, como a baixa qualidade de vida da maioria da população, na década de 1980 e na primeira metade da década de 1990. [caption id="attachment_97845" align="aligncenter" width="620"] André Lara Resende: um dos economistas decisivos na criação do Plano Real[/caption] Criadores do Plano Real Devido ao caos econômico, o ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, convocou uma equipe de economistas com o objetivo de evitar o desastre absoluto. O economista Pedro Malan, um dos principais auxiliares de Fernando Henrique Cardoso, convidou o economista Gustavo Franco, professor da PUC-Rio, para contribuir no redesenho da política econômica. O filme sugere que Gustavo Franco era um personagem ambicioso, polêmico, explosivo, obstinado e, às vezes, introspectivo. Era visto, por muitos, como “arrogante”. Ao menos segundo o filme, outros componentes da equipe econômica não tinham a sua imagem futurista-modernizante. Persio Arida tem realçado que Gustavo Franco deve ser visto como uma figura menor na elaboração do Plano Real, ressaltando que André Lara Resende, Pedro Malan e Edmar Bacha tiveram papeis mais cruciais. Persio Arida, numa entrevista ao “Valor Econômico”, sublinha que o filme reduz até mesmo o papel de Fernando Henrique Cardoso. “É ruim, é grotesco. Oscila entre a fantasia e a mentira”, ataca Persio Arida. [caption id="attachment_97846" align="aligncenter" width="620"] Pedro Malan e Fernando Henrique Cardoso: sem eles, não existiria o Plano Real[/caption] Contrafação histórica ou não, o filme ressalta que Gustavo Franco, dotado de grande capacidade intelectual — o que ninguém discute —, contribuiu para elaborar o Plano Real, no qual a moeda, senão atrelada, se tornou muito próxima, em valor, ao dólar. Ao mesmo tempo, o governo não permitiu que a economia se dolarizasse, o que, se ocorresse, levaria o Plano Real ao descrédito e, até, ofenderia os brios nacionalistas. A equipe comandada pelo ministro Fernando Henrique Cardoso e pelo economista Pedro Malan criou a Unidade Real de Valor (URV) — com o apoio de Gustavo Franco —, que era tão-somente um nome técnico para tangenciar a palavra dolarização. No dia 29 de junho de 1994 — há 23 anos —, morria o cruzeiro real e, em 1º de julho de 1994, nascia o real. Sem sobressaltos e tumultos na economia. A transição foi feita com tranquilidade, e no momento em que o Brasil se tornava tetracampeão na Copa de Futebol de 1994. [caption id="attachment_97847" align="aligncenter" width="620"] Edmar Bacha: segundo Persio Arida, o economista foi decisivo na elaboração do Plano Real[/caption] O filme tem problemas e não mostra de maneira mais profunda e detalhada — consta que Deus e a economia moram nos detalhes — o processo de elaboração e fundamentação econômica do plano; apenas o resume, e de maneira genérica. Caso tivesse exibido suas especificidades, que caracterizam sua inovação, as gerações mais novas poderiam compreender, de maneira mais precisa, como se deu a implantação do Plano Real na economia. A estabilidade da moeda — da economia — poderia ser percebida com mais clareza. O degringolar do Plano Real, em decorrência das crises internacionais provocadas pelos Tigres Asiáticos, é exposta pelo filme. As economias do sudeste da Ásia — Hong Kong, Coreia do Sul, Singapura e Taiwan —, com forte crescimento e intensa industrialização entre as décadas de 1960 e 1990, acarretaram forte valorização da moeda americana, pressionando o Banco Central do Brasil a vender maciçamente dólares de suas reservas internacionais. Até que, em 1999, com as reservas na metade do que havia em 1998, o Banco Central permitiu que o câmbio flutuasse. [caption id="attachment_97848" align="aligncenter" width="620"] Atores do filme "Real — O Plano Por Trás da História"; destaque dado a Gustavo Franco não agradou os demais elaboradores do plano[/caption] Assim, a ideia original do Plano Real foi para o espaço, pois o governo teve de adotar o famoso tripé macroeconômico: câmbio flutuante, metas de inflação e superávit primário. Nenhum desses conceitos existia no Plano Real. A trama expõe o desapontamento de Gustavo Franco ao observar que o plano não conseguia resistir às crises internacionais que assolavam o Brasil. Apegado ao seu idealismo e talvez devido à falta de flexibilidade, o economista não admitia a vulnerabilidade e a fragilidade do Plano Real — derivadas das crises internacionais — e era resistente à tomada de decisões que pudessem contribuir para debelar ou, pelo menos, amenizar a situação. Acrescente-se que não decidia sozinho, pois era uma peça de uma engrenagem mais ampla. O comportamento de Gustavo Franco, digamos intransigente, afetou sua trajetória profissional e política. Sua imagem de economista ficou abalada, ao menos em parte, ao ser levado para depor na CPI do Banestado em 2003 — o que causou furor político e afetou a economia. Mas ele é, de fato, altamente competente, um formulador. E sua reputação, em termos de moralidade, não saiu abalada. Apesar das críticas de Persio Arida e de outros economistas, pode-se dizer que o filme consegue provar que tanto a implantação quanto a transição do Plano Real foram bem realizadas por seus criadores. O fato de o governo não ter congelado preços de produtos, não ter feito confisco e não ter proposto tabelamentos, respeitando as regras do mercado real, mostram que se trata de um plano maduro e realista. Não houve a pirotecnia de planos anteriores, que começavam até bem, mas derrubaram ainda mais a economia, dados os equívocos de seus fundamentos. O Plano Real estabilizou a economia, melhorou a distribuição de renda, o que permitiu maior acesso da população mais pobre aos bens de consumo. Ao debelar a inflação galopante derrubou a crise de confiança e fortaleceu o mercado. A criação de uma moeda estável, garantidora do poder de compra, deu dignidade à sociedade. Mesmo com seu declínio, a moeda, o Real, permanece até hoje. Apesar das crises, decorrentes, nos governos petistas, mais de problemas internos do que externos, a moeda persiste estável. A rigor, pode-se dizer que o governo, nos últimos anos, produziu a crise, devido a erros no ajuste da política econômica. A crise, vale insistir, não tem derivação externa. É brasileiríssima. Made in Brasil. Vale a pena insistir que o Real foi o plano econômico mais importante da história do Brasil e, portanto, representa um divisor de águas na economia local. Trata-se de um plano forte e, ao garantir a estabilidade da economia, o país deve muito a ele e, claro, aos seus criadores — Persio Arida, Pedro Malan, Edmar Bacha, André Lara Resende e Gustavo Franco, os cinco mosqueteiros. Greice Guerra Fernandes é economia e analista de mercado.

Equipe transforma Marconi Perillo em referência nas redes sociais

[caption id="attachment_71730" align="aligncenter" width="620"] Marconi durante um "hangout", bate-papo online ao vivo que faz periodicamente| Foto: Reprodução[/caption] A internet é ferramenta imprescindível para qualquer político que queira garantir uma interação real e eficaz com a população. Em pleno 2017 é quase impossível que um homem público bem sucedido não esteja integrado no universo online. [caption id="attachment_72493" align="alignleft" width="180"] João Bosco Bittencourt: responsável pela comunicação do tucano[/caption] No Brasil, poucos governantes são tão ativos na comunicação virtual como o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Dois fatores principais garantem o título de um dos mais influentes do estado ao tucano: primeiro, gosta e tem facilidade em se comunicar nas redes sociais; segundo, tem uma equipe de primeira cuidando de todas as ferramentas online. Liderado pelo jornalista João Bosco Bittencourt, o grupo de profissionais -- que trabalha exclusivamente nas redes -- é responsável por monitorar quase que 24 horas por dia as interações de seguidores, bem como divulgar a extensa agenda de eventos do governador de Goiás. Apesar do auxílio, Marconi decide tudo que é postado e escreve ele mesmo a maioria das postagens. Ele se considera um entusiasta das redes sociais.

Modelo de jornalismo sem opinião do JN está se esgotando. O Em Pauta deveria inspirá-lo

O “JN” e o “Em Pauta” têm perfis diferentes, mas o segundo, com sua opinião abalizada e até divertida, poderia influenciar uma leve mudança no telejornal-pai