Euler de França Belém
Euler de França Belém

Livro de William Zinsser ensina como escrever bem, com fluência e objetividade

Escrever de maneira correta e atraente pode ser uma arte, mas também pode se usar técnicas

Há um problema sério com os manuais de redação: no lugar de ensinar a escrever, contribuem para a produção de reportagens e artigos burocráticos. O texto de jornal precisa conter certa objetividade, daí a necessidade de um manual para estabelecer regras básicas. No mais das vezes, acabam por engessar a escrita até dos repórteres mais criativos. O texto da “Folha de S. Paulo” tornou-se engessado, sem brilho, dada a camisa-de-força gerada por seu manual. Com o passar dos anos, as normas tornaram-se mais flexíveis. Concluiu-se, com acerto, que objetividade não exclui a fluência; pelo contrário, são complementares.

Escrever bem, de maneira a atrair o leitor, é uma obrigação do jornalista. E há livros que ajudam a escrever — não como escritor, porque é difícil, senão impossível, ensinar imaginação literária — como repórter. Um deles é “Como Escrever Bem” (Três Estrelas, 280 páginas, tradução de Bernardo Ajzenberg), de William Zinsser. Seu subtítulo, ao menos no Brasil, é: “O Clássico Manual Americano de Escrita Jornalística e de Não Ficção”. O escritor Sérgio Rodrigues, numa resenha para a “Folha de S. Paulo”, sugere que se trata de um grande livro.

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