Livro de jornalista alemão revela que o líder nazista usava drogas pesadas e que soldados alemães eram motivados por doses de metanfetamina 

A droga pode ser uma arma a mais numa guerra? Sim, pode. É o que revela o livro “High Hitler — Como o Uso de Drogas Pelo Führer e Pelos Nazistas Ditou o Ritmo do Terceiro Reich” (Crí­tica, 384 páginas, tradução de Silvia Bittencourt), do jornalista e roteirista alemão Norman Ohler.

O livro conta que os soldados alemães às vezes pareciam mais dispostos do que os adversários. O motivo era apenas a ideologia nazista, fortemente inculcada? Não. Os militares recebiam doses de metanfetamina e ficavam eufóricos e se consideravam invencíveis. As pesquisas de Norman Ohler indicam que Hitler tomou ao menos 74 drogas diferentes, que eram receitadas pelo seu médico, Theodor Morell. Ele ingeria, diariamente, um coquetel de drogas, que incluía heroína.

O jornalista pesquisou as anotações oficiais do médico de Hitler no Arquivo Nacional em Koblenz.