Faltou Dizer
"Para ganhar eleição em Goiânia só com o MDB"
Há seis anos, Mano Brown diagnosticava em campanha de Haddad que, se o PT “deixou de entender o povão, já era”
Em março, o governo emitiu uma portaria para incentivar os parlamentares a destinarem suas emendas ao Novo PAC
Os desafios do Centro de Goiânia não são apenas de ordem econômica ou de infraestrutura urbana; são sociais e culturais, carregam expectativas e preconceitos, e levam tempo para mudar
Conforme os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta terça-feira (30), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação no primeiro trimestre de 2024 ficou em 7,9%. O número representa um aumento de 0,5 ponto percentual em relação ao último trimestre de 2023, de 7,4%.
Mesmo com a alta, o índice do primeiro trimestre deste ano é o menor para o período desde 2014, quando alcançou 7,2%. Foram mais de 244 mil vagas formais de trabalho abertas somente no mês de março. No entanto, apesar dos números notadamente positivos, isso parece ter soado como uma tragédia econômica para muitos.
Mesmo trazendo no corpo da matéria a informação de que a taxa de desocupação é a menor em 10 anos, a maioria dos grandes jornais decidiu destacar o aumento de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. “Desemprego sobe a 7,9% no trimestre terminado em março, diz IBGE”, foi a manchete do g1, enquanto o InfoMoney cravou: “Desemprego avança para 7,9% no trimestre encerrado em março, diz IBGE”.
E isso parece ser uma moda escancarada entre certos analistas e comunicadores. Durante um programa do canal CNN Brasil, o jornalista Fernando Nakagawa comentou a queda do desemprego no Brasil. "Pode ser um excesso de aquecimento?", pergunta o apresentador para Nakagawa, que responde: "Exatamente. A gente está com emprego, talvez, demasiadamente forte, e eu vou explicar o porquê”.
O que vem a seguir é uma defesa inacreditável do absurdo, um malabarismo verborrágico, para tentar mostrar por que a queda do desemprego é ruim para a economia. Na grande tela, os números: enquanto a taxa de desocupação em abril de 2021 foi de 14,8%, em janeiro de 2024 esse número era 7,6% "Esta é uma ótima notícia do ponto de vista do trabalhador, mas isso pode gerar um impacto negativo na economia", diz o jornalista, ao argumentar que, com mais empregos, começa a faltar trabalhador no mercado e as empresas começam a pagar mais. "Isso pode gerar inflação".
Não importa se o atual governo consegue, conforme mostrado em números, minar o desemprego e promover geração de renda: mesmo acertando, está errado.
Em tese, o brasileiro quer saber o que o prefeito vai fazer pela cidade e o que o presidente vai fazer pelo País
O deputado federal, Gustavo Gayer (PL), tem um hábito curioso que remete ao que a esquerda fez na época da ditadura militar. O que é curioso para alguém que critica e demoniza absolutamente tudo que a esquerda propõe, implementa, gere, e diz.
O parlamentar, em suas redes sociais, fala muito em liberdade, propaga que o Brasil é uma ditadura comandada pela esquerda.
Em março, um grupo de deputados, liderado pelos deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), foi aos Estados Unidos e passou cerca de uma semana em Washington (EUA) para angariar apoio político e tentar convencer os parlamentares republicanos de que o Brasil não é mais uma democracia.
Eles defendem que os Estados Unidos aprovem uma lei para penalizar as autoridades brasileiras, sob a justificativa de violação dos direitos de conservadores e que imponham sanções ao país. Esses são os patriotas que articulam uma sanção contra o próprio país.
A imprensa foi alvo da censura durante a ditadura instaurada pelo golpe civil-militar de 1964, que assumiu múltiplas formas: a lei da imprensa de 1967, a censura prévia, em 1970, a autocensura.
Os censores ficavam dentro das redações avaliando o conteúdo e tudo que acontecia por ali. Quando uma matéria era censurada pro esses funcionários da ditadura os jornais, para completar o espaço em branco colocavam uma receita de bolo e poemas. Essa também uma forma de protesto contra repressão da ditadura.
Agora vemos um deputado da extrema direita imitando a imprensa na sua resistência contra a ditadura. Os jornalistas têm dificuldade em saber o que o deputado pensa sobre problemas relevantes da capital de Goiás, do estado e também nacionalmente, e isso não por falta de tentar ouvir o outro lado da história.
Em recente encontro da conservador, realizado em Aparecida de Goiânia, o presidente estadual do PL, senador Wilder Morais, tentou convencer o deputado a falar com a imprensa, mas não teve jeito. O parlamentar que articula contra o próprio país deixou um mistério sobre sua pré-campanha à Prefeitura de Goiânia.
Em Brasília, o comando do PL quer dar um freio no reacionarismo do discurso radical bolsonarista. Um aliado do senador Wilder chegou a dizer que esse discurso encampado por deputados mais radicais "nunca construiu nada até agora e não tem chances de prosperar". O próprio PL sabe que esse comportamento é um desastre.
Isso se reflete até no comportamento do presidente nacional do partido, que falou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem muito prestígio e não se compara com Bolsonaro. "Lula não tem comparação com Bolsonaro, completamente diferente. O Lula tem muito prestígio, não o carisma que Bolsonaro tem, mas tem popularidade, é conhecido por todos os brasileiros. O Bolsonaro, não, pois tem um mandato só", disse em entrevista ao jornal O Diário.
Enfim, toda essa postura é pintada de conveniência e hipocrisia.
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Na noite do dia 13 de abril de 2024, drones e mísseis foram lançados pelo Irã com destino a Israel. Segundo o governo iraniano, a investida foi uma retaliação a um ataque israelense a um complexo diplomático iraniano na Síria.
Muitos vereadores se dizem da base do prefeito, mas pretendem apoiar outros candidatos. O dilema é: vale a pena tentar trazê-los para perto e correr o risco de fortalecer o adversário?
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