Faltou Dizer
O avanço da devastação por áreas virgens em detrimento das terras nuas coloca em risco o Brasil
Palestinos querem agora o que os judeus queriam antes: um território de um tamanho digno, no qual eles possam desenvolver suas atividades econômicas, políticas, culturais e religiosas
Estado sofre com onda de crimes em meio a estrago das chuvas
O Jornal Opção publicou, neste domingo, 26, em sua coluna Bastidores, um artigo que expõe de forma certeira a situação dos três pré-candidatos à Prefeitura de Goiânia melhor posicionados no cenário eleitoral até agora. Adriana Accorsi (PT), Gustavo Gayer (PL) e Vanderlan Cardoso (PSD), apesar de disporem de inúmeras diferenças ideológicas e partidárias, têm mais em comum do que pensam: os três aparecem tecnicamente empatados em primeiro ou segundo lugar em todas as pesquisas de intenção de voto divulgadas até agora; os três estão no Congresso Nacional - Adriana e Gustavo na Câmara dos Deputados, e Vanderlan no Senado Federal -, e os três estão construindo suas pré-campanha em um cenário de isolamento.
O fato é bastante inusitado, uma vez que, em situações atípicas, aquele pré-candidato que aparece com maior pontuação nas pesquisas costuma ser o que consegue maior facilidade e "trânsito livre" para construir acordos e alianças. Afinal, quem não quer garantir o seu "quinhão" junto àquele que pode, conforme apontado pelas estatísticas, levar a eleição?
Mas não dessa vez. O que aparece melhor posicionado dos três é justamente o que está mais apartado das demais siglas, construindo seu projeto tal qual um lobo solitário. Vanderlan Cardoso já admitiu não contar com o apoio total nem do próprio partido. Questionado sobre a falta de união do PSD em torno de seu projeto, o senador se habituou a fazer um trocadilho: "O próprio nome já diz, é 'partido'".
Leia também: 3 candidatos mais bem avaliados em Goiânia estão politicamente isolados
Gayer parece ser o mais conformado: já anunciou chapa pura com o deputado estadual cassado Fred Rodrigues, diante da percepção (acertada) do PL de que não haveria nenhum outro partido para compor neste momento - pelo menos não agora.
Já o caso de Adriana é outro que desperta curiosidade. A chapa do PT costuma ser a que mais mobiliza e instiga a unificação da esquerda, mas não dessa vez. A pouco tempo das convenções partidárias, temos um PCdoB (aliado histórico do PT) ainda com pré-candidato no páreo - Fábio Tokarski - e um PV rompido com a sigla de Lula da Silva. O resultado é uma Adriana ainda lutando para definir um vice, que, segundo a própria pré-candidata, deve vir do centro-direita.
O que explica isso? O que elucida a síndrome de "lobo solitário" imposta aos pré-candidatos com mais chances de estarem no segundo turno no pleito municipal de Goiânia deste ano? Seria coincidência, ou o fator Congresso Nacional pode ter pesado de alguma forma? Ou será que os partidos menores aderiram à filosofia "você é grande, mas não é dois" ao decidirem manter seus projetos em vez de compores com os majoritários? Pelo sim, pelo não, o que se vê é a solidão dos possíveis vitoriosos destas eleições - e que isso não se repita nos prováveis governos de cada um. Se sim, serão quatro longos anos.
A politicagem da lacração é de baixo nível e carregada de informações mentirosas. Esse é o retrado da sociedade brasileira.
Quando a lealdade a ideologias de esquerda ou direita se sobrepõe à avaliação objetiva de qualificações e propostas dos candidatos, quem perde de fato? E quem ganha com isso?
Ao lançar-se pré-candidato à prefeitura, Matheus Ribeiro se coloca sob holofotes: atrai atenções, concede entrevistas, faz barulho. A pré-campanha é um período de testes e avaliações
Até onde vão as punições e sanções em caso de desrespeitos aos tratados e convenções globais?
Por outro lado, debates sobre a "verdadeira" forma de ajudar outras pessoas nas redes sociais não ajudam os desamparados
Palmas, o último eldorado do norte do país, completa 35 anos em 20 de maio de 2024. A jovem e pujante capital do Tocantins, comemora seu aniversário em meio ao progresso, planejamento e esfuziantes belezas naturais.
A atuação foi bizarramente ideológica, retrógrada e um contrasenso de uma instituição que deveria prezar pela ética profissional
Pesquisa revelou que 64,2% das pessoas se dizem interessadas por ciência. O tópico, entretanto, é pouco debatido em eleições
Enquanto publicamente o presidente e o governador Eduardo Leite mantêm uma postura cooperativa para lidar com a tragédia, nos bastidores a máquina de manipulação de opinião opera implacavelmente
Por Cynthia Pastor (editora do Jornal Opção Entorno)
A célebre frase do químico francês Antoine Lavoisier: “Na Natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, evoca a lei da conservação da matéria, um princípio fundamental da ciência. No entanto, a distorção popular dessa frase fez nascer o jargão: “Nada se cria, tudo se copia”, como uma falha crucial na compreensão da originalidade.
Muito embora a inspiração e a influência sejam inerentes ao processo criativo, a apropriação indevida de ideias e obras alheias, sem a atribuição ou citação da fonte, configura o crime de plágio. Essa prática, longe de ser uma mera “cópia”, representa uma violação grave dos direitos autorais e um ataque à integridade do autor.
A produção de jornalismo fidedigno e de qualidade exige um trabalho árduo e meticuloso. Repórteres dedicam horas à apuração de fatos, buscando diversas fontes e informações adicionais para construir uma narrativa precisa e completa. O resultado final, porém, é fruto de um esforço coletivo, envolvendo o editor que define a pauta, subeditores que revisam o conteúdo e um editor executivo que garante a qualidade final, desde a clareza do texto até a verificação de dados e opiniões.
Portanto, é fundamental reconhecer que o jornalismo, em sua essência, é uma obra de criação intelectual. As matérias, fruto do trabalho de uma equipe dedicada, são protegidas por direitos autorais, pertencendo tanto aos autores quanto ao veículo de comunicação que contratou tais profissionais.
A Constituição Federal, em seu artigo 5º, garante aos autores o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras. Essa prerrogativa, fundamental para a proteção da criação intelectual, está fixada na Lei no 9.610/98, conhecida como Lei dos Direitos Autorais e Conexos. A norma legal define a obra intelectual como “criação do espírito, expressa por qualquer meio ou em qualquer suporte, tangível ou intangível”, reconhecendo a natureza singular e individual da produção artística e científica.
No âmbito do jornalismo, a Associação Brasileira da Propriedade Intelectual dos Jornalistas (Apijor) enfatiza que o trabalho jornalístico, por sua essência, é um trabalho intelectual. O jornalista, como autor, detém os direitos morais e patrimoniais sobre a obra que cria. Esses direitos, inerentes à sua criação, garantem a ele, portanto, o reconhecimento como autor e o controle sobre a exploração comercial de seu trabalho.
Observemos juridicamente, por fim, que os Direitos Morais são reconhecidos mundialmente como inalienáveis e irrenunciáveis. Portanto, asseguram, sobretudo, a integridade. Já os Direitos Patrimoniais garantem ao autor a remuneração pela sua obra, que, geralmente, é feita pelo veículo de comunicação. Vale destacar que isso é válido para qualquer finalidade da utilização jornalística, seja ela publicitária ou mídia, como: jornal, revista, rádio, televisão e Internet.
O artigo 29 da mesma Lei estabelece que a “REPRODUÇÃO da obra por outras mídias é proibida pelo Artigo 31 e destaca ainda que a reutilização da obra do autor ou a sua utilização para fins diversos do contratado, que ocorre sem o seu conhecimento, contraria o disposto no Artigo 50 da Lei de Direitos Autorais”.
Compreenda, então, que Direito Autoral é coisa séria, meu camarada! Antes de sair copiando e colando o que não é seu, ponha a mão na consciência! Inclusive, é bom que se saiba que tramita no Senado Federal um projeto que prevê o pagamento de direitos autorais pela publicação de matérias de conteúdo jornalístico por provedores de internet.
Segundo a Agência do Senado Federal, o PL 4.255/2020, de autoria do senador Angelo Coronel (PSD-BA), além de atualizar a Lei de Direitos Autorais (Lei no 9.610, de 1998), para que o autor de direitos de publicação publicada na Internet possa notificar o provedor, proporcionará ao titular de direitos requerer a indisponibilização da publicação na Internet que tenha sido feita por terceiros sem a sua autorização, além de exigir remuneração pelo conteúdo divulgado.
Portanto, você que é chegado ao “CTRL-C e CTRL-V”, não pense que estará sempre impune! Quem produz seriamente, tem provas de sua produção. Tem áudios, tem prints e demais meios de comprovar tecnologicamente a autoria de sua obra. Portanto, seja ético e, por respeito, cite sempre a fonte ou peça autorização para copiar.
Brumadinho é resultado, em primeiro lugar, da impunidade do desastre de Mariana, assim como Rio Grande do Sul é resultado da incompetência do poder público

