Bastidores
Um dos políticos qualificados do PMDB de Goiás, o ex-prefeito de Goianésia não teria cuidado de sua "contabilidade"
A rejeição da ex-deputada federal é alta mesmo entre iristas da linha xiita
Líderes peemedebistas sugerem que o velho cacique paga com ingratidão a lealdade canina do ex-prefeito de Catalão
Líderes do PMDB de Catalão ficaram possessos com o veto do velho cacique Iris Rezende ao nome do deputado estadual Adib Elias para presidir o Diretório Estadual do partido.
Peemedebistas de Catalão que Adib Elias é leal e sempre defendeu Iris Rezende. E isto quando poucos queriam defendê-lo.
“O problema de Adib Elias é que, de tão submisso, acabou se tornando móveis e utensílios do irismo”, afirma um deputado peemedebista.
Noutras eleições, os familiares do ex-governadores eram contrários que disputasse. Agora, querem vê-lo na disputa
Mesmo que não se desconsidere as lutas anteriores, o trabalho decisivo foi mesmo do tucano-chefe goiano
Se Abelardo Vaz for barrado pela Justiça, o peemedebista enfrentará, possivelmente, o médico João Antônio, do PSD
Especula-se que Ozair José pode ser vice de Gustavo Mendanha e Vinicius Luz pode ser vice de Leandro Vilela
O pré-candidato tucano não teria gostado de o prefeito João Gomes ter viajado para a Europa com o governador Marconi Perillo
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Joesley não teria gostado do comentário | Foto: reprodução / internet[/caption]
A coluna Painel da Folha de S. Paulo publica na edição desta quarta-feira (28/10) que o empresário goiano Joesley Batista, dono da JBS, recebeu uma "sugestão" bem melindrosa durante um evento promovido pela revista britânica “The Economist”.
Segundo informa o jornal, o irmão de Júnior Friboi desconversou ao ouvir uma provocação de que o gigante frigorífico deveria se chamar, na verdade, "JBNDES" -- em alusão ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES).
A JBS foi fundada por José Batista Sobrinho (o Zé Mineiro), em Goiás, mas, atualmente, os filhos Joesley e Wesley Batista é que comandam as empresas. Desde a abertura do capital da JBS, em 2007, o grupo passou a receber "vultosos recursos" do BNDES, mas não em forma de empréstimo, e sim de participação acionária.
Cogitou-se, ainda, a hipótese de que o ex-presidente Lula (PT) e um de seus filhos fossem sócios/donos da empresa. No entanto, nada foi comprovado.
O professor André Luiz da Silva, do IFG, é um dos políticos mais respeitados do município
Jovair Arantes e os deputados estaduais do partido se unem para bancar um nome para a disputa na capital
Chapa de Nailton Oliveira, bancada por Iris Rezende, perde um aliadoconsistente
Ex-prefeito, pré-candidato e aliado do atual mandatário, decano peemedebista não participou da inauguração da Praça Cívica
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Iris Rezende: seu projeto é disputar a Prefeitura de Goiânia, em 2016, manter o controle do PMDB, mas não necessariamente dirigi-lo | Foto: Alexandre Parrode / Jornal Opção[/caption]
O ex-prefeito de Goiânia e ex-governador de Goiás Iris Rezende confidenciou a pelo menos três políticos, com e sem mandato, que seu projeto número um não é assumir o comando do PMDB. Porque, se indicado para dirigir o partido, seu projeto número um — disputar a Prefeitura de Goiânia pela quarta vez — ficará comprometido.
Se eleito para presidir o PMDB, Iris Rezende terá de frequentar o interior e, sobretudo, organizar as campanhas dos candidatos a prefeito pelo menos nos principais municípios do Estado. Se fizer isto, sendo cobrado a todo momento pelos líderes interioranos, terá de descuidar de sua própria campanha para prefeito de Goiânia. A saída? Escolher um vice-presidente representativo para, no interior, representá-lo. Funciona? Não. Porque os candidatos vão cobrar a presença não do preposto, e sim do titular, Iris Rezende.
Porém, para evitar a disputa pelo comando do partido, é provável que Iris Rezende aceite dirigi-lo? Pode até aceitar, se o PMDB não sair “fraturado”. O peemedebista-chefe não aceitaria concorrer com nenhum outro nome do partido. Teria de ser ungido por todos. O deputado José Nelto e Nailton Oliveira admitem que apoiam Iris Rezende para comandar a legenda. O deputado Daniel Vilela disse, inicialmente, que iria para a disputa. Mas seu pai, o prefeito de Aparecida de Goiás, Maguito Vilela, por certo o forçaria a apoiar o peemedebista-chefe.
Iris Rezende no comando do partido pode evitar a crise interna? Pode, ao menos circunstancialmente. Mas o recado de que manda tanto para os políticos jovens quanto para os eleitores goianos é um só: a velha cúpula do PMDB não aceita a renovação e os políticos jovens são cordeirinhos e não têm tutano para confrontá-lo. Basta Iris Rezende bater o pé e todos recuam e começam a incensá-lo. Quando cobrarem mudanças — renovação —, alternância de poder, os peemedebistas decerto serão lembrados de que só cobram modificações substanciais na “casa” dos outros.
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Jayme Rincón, prioridade do governador; Giuseppe Vecci pode entrar no páreo; Thiago Peixoto é consistente; Vanderlan Carsdoso tem se aproximado do tucano-chefe | Fotos: Jornal Opção / reprodução / Facebook[/caption]
A eleição para prefeito de Goiânia será realizada no dia 2 de outubro de 2016 — daqui a 11 meses. Parece muito tempo, mas não é, sobretudo porque a campanha, com as mudanças na legislação, será curta — pouco mais de 40 dias, com 35 dias de programa na televisão — e os recursos, para a maioria dos candidatos, não serão fartos.
O pré-candidato Iris Rezende, do PMDB, é o mais conhecido e, por isso, pode “mergulhar”. Mesmo assim, ao seu modo, recebendo pessoas no seu escritório e em sua casa, faz política em tempo integral. Já a base do governador Marconi Perillo (PSDB), apesar de certos movimentos, parece relativamente cautelosa — contribuindo para criar uma espécie de “vácuo”.
O presidente da Agetop, Jayme Rincón, é o nome preferido de Marconi Perillo. Primeiro, porque é do PSDB. Segundo, porque é um gestor consagrado. Terceiro, tem vontade. Quarto, seu discurso é afiado. Quinto, não tem receio de enfrentar vacas sagradas como Iris Rezende.
Depois de ter se posicionado de modo mais intenso, há alguns meses, Jayme Rincón “mergulhou” — concentrando-se mais na gestão das obras do governo. Mesmo com recursos escassos, trabalha de maneira incansável para entregar à sociedade obras no Estado e em Goiânia. Enganam-se aqueles que acreditam que está parado. Não está. Permanece articulando, sobretudo nos bastidores.
Jayme Rincón é a única alternativa do tucano-chefe? Não é, porque um político da estatura de Marconi Perillo não trabalha, jamais, com apenas uma hipótese. O presidente da Agetop é o primeiro da fila. Se quiser, será candidato e terá apoio integral do tucano-mor.
Mas há outros nomes a se considerar, tanto no PSDB quando em outros partidos da base governista.
Fala-se que Marconi Perillo está preparando Giuseppe Vecci (PSDB) para voos mais altos. Porém, como para 2018, o candidato a governador tende a ser o vice José Eliton (PSDB), o deputado federal e economista, no caso de desistência de Jayme Rincón, passa a ser a primeira opção.
No PSDB, há outros dois nomes consistentes: os deputados federais Waldir Soares e Fábio Sousa. Waldir está bem nas pesquisas — cada vez mais próximo de Iris Rezende —, mas tucanos sublinham que, ganhar com ele, não significa que o PSDB governará. O delegado “está” no PSDB, mas “não é” do partido. No fundo, quer que o partido submeta-se ao que pensa. É do PWS — Partido do Waldir Soares.
Comenta-se que o vice-governador José Eliton, ao ser atraído para o PSDB, pode ser candidato a prefeito. A hipótese, se não pode ser descartada, é repelida com veemência pelo jovem político.
Um nome sólido da base governista é o do secretário de Gestão e Planejamento, Thiago Peixoto, do PSD. Porém, disciplinado, sugere que respeita a fila, quer dizer, Jayme Rincón. Seu partido tem outro nome colocado — o deputado estadual Virmondes Cruvinel. O PP pode lançar o deputado federal Sandes Júnior.
Há pelo menos dois outsiders, quase no estilo de Waldir. São Vanderlan Cardoso, do PSB, e Luiz Bittencourt. Independentemente do apoio do tucano-chefe, os dois devem ser candidatos. O PHS pode emplacar Eduardo Machado ou Marcelo Augusto.


