Por Ton Paulo
A competição para eleger a representante goiana no Miss Brasil teve desde mensagens com “resultado antecipado” até relatos de situações vexatórias
O universo dos concursos de beleza exerce fascínio e arranca suspiros tanto de mulheres quanto de homens desde as épocas mais antigas. Para se ter uma noção, a primeiríssima edição do famoso Miss Universo remonta a meados do século XX, precisamente no ano de 1952, quando a finlandesa Armi Kuusela foi eleita a primeira miss universal. Desde então, diversas ramificações da competição foram criadas para escolher a mulher considerada a mais bela e carismática de cada território.
O Estado de Goiás, assim como todos os outros Estados do país, elege anualmente a sua miss para a disputa na categoria nacional, o Miss Brasil, que teve a primeira edição realizada no ano de 1954, coroando a baiana Martha Rocha. Entretanto, por trás dos belos sorrisos e da graciosidade das concorrentes, das cintilantes coroas e das pomposas faixas que ornam as moças, as candidatas alegam existir um outro lado do concurso que se esconde nos bastidores e que, ao contrário das misses, não é nada bonito.
O concurso Miss Goiás coroou no dia 29 de novembro, em Goiânia, a Miss Goianápolis, Lorena Campos, de apenas 19 anos, como a representante do Estado apta a concorrer no Miss Brasil. Porém, o concurso, promovido pela empresária Fátima Abranches desde 2003, terminou com participantes relatando desde suspeitas de fraude até casos de assédio, situações de humilhação e exposição.
O Jornal Opção conversou com participantes do Miss Goiás, que trouxeram à tona o que aparenta ser o “submundo” dos concursos de beleza. Elas narram uma rotina de assédios que levaram algumas, inclusive, a procurar ajuda psicológica. Outras denunciam um suposto clima de parcialidade presenciado durante a competição.
É o caso da jornalista Sara Prado, de 23 anos, que representou o município de Caçu, no sudoeste do Estado. A miss, que veio a público recentemente nas redes sociais para falar sobre o concurso, contou que gastou cerca de R$ 10 mil para participar do evento – montante que inclui a inscrição de R$ 3 mil; passagens; compra de itens como coroa, faixa e preparativos no geral – e, assim como outras participantes ouvidas pela reportagem, saiu profundamente abalada dele.
Sara relata que desde o início ela, assim como outras participantes, começou a sentir pressão para fazer alterações em sua aparência, como perder peso para estar apta a participar. Em uma conversa pelo WhatsApp cedida por Sara, Fátima Abranches, organizadora e dona do concurso Miss Goiás, pergunta à coordenadora responsável por Sara – figura responsável pela intermediação entre as candidatas e a organização do concurso – se ela conseguiria perder peso, uma vez que ela estaria, segundo Fátima, “muito cheinha” e que “quanto mais magra, mais bonita” era a candidata na competição. A miss de Caçu diz que perdeu 11 quilos. Ela conta que teve que recorrer à ajuda de um psicólogo devido às crises de ansiedade sofridas geradas pela pressão.
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Pelo WhatsApp, Fátima Abranches conversa sobre peso de um miss[/caption]
“Mulher bonita tem que sofrer assédio mesmo”, teria dito especialista em concursos de Miss para participantes
O concurso Miss Goiás teve duração de dois dias, quinta-feira, 28, e sexta-feira, 29 de novembro, entre a preparação e confinamento das candidatas no hotel San Marino até a coroação, que ocorreu no espaço de eventos do Restaurante Árabe, em Goiânia.
Na noite de quinta, um jantar de confraternização foi oferecido pela organização do evento em uma residência no Setor Sul, de propriedade de um amigo da organizadora do concurso. A Miss Caçu, Sara Prado, expôs à reportagem o que teria sido uma situação que causou embaraço nas participantes que compareceram ao jantar.
Segundo a miss, em um dado momento do jantar, Fátima e os auxiliares de organização solicitaram às candidatas que deixassem seus aparelhos celulares em algum local e fossem para uma sala fechada, uma espécie de cabine de vidro. No local, conforme a miss, foram recebidas por Evandro Hazzy, especialista em concursos de beleza e apresentador ligado ao Miss Brasil.
Após uma fala de boas-vindas para as candidatas do Miss Goiás, Hazzy teria abordado uma polêmica envolvendo a modelo Wilma Paulino, detentora dos títulos de Miss Pará e Miss Itaituba de 2019. No mês passado, a modelo denunciou a coordenação do evento Miss Pará sob a alegação de que o coordenador do concurso, Herculano Silva, teria tentado fazer dela uma "acompanhante de luxo". Segundo a Miss Caçu, Hazzy teria condenado a atitude de Wilma Paulino e dito que misses deveriam estar acostumadas a cantadas e assédios, uma vez que apenas “mulher bonitas” sofrem com isso.
O relato foi corroborado por outras duas misses ouvidas pelo Jornal Opção. Segundo uma delas, que não quis se identificar, Evandro Hazzy teria dito que “mulher bonita tem que sofrer assédio mesmo”. O clima no ambiente com a fala de Hazzy, de acordo com a moça, foi de constrangimento e indignação.
Sara também contou que, durante o processo de preparação das meninas para o júri técnico, presenciou o momento em que um dos coordenadores teria se irritado com uma das misses, chamando-a de “burra” e “gorda”,
À reportagem, uma outra miss enviou áudios em que um dos coordenadores se refere a ela como “lesada”. Ela conta que a irritação do mesmo se devia a uma pergunta que ela havia feito sobre seu maquiador, e que teria sido mal interpretada pelo coordenador.
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Júri técnico e jantar de confraternização foi feito em casa no Setor Sul[/caption]
Segundo ela, era frequente os colaboradores do concurso se referirem às participantes em tom agressivo e com termos ofensivos como “sonsa” e “burra” quando elas faziam algum questionamento.
Mensagem enviada às candidatas antes da coroação dizia que vencedora seria Miss Goianápolis
Na quinta-feira, um dia antes da solenidade que coroaria a Miss Goiás 2020, uma mensagem partindo de um perfil no Instagram trazia em seu teor uma informação que deixou atordoadas as participantes do concurso que a receberam.
A concorrente Sara Prado foi uma das que receberam a mensagem. No texto enviado pelo perfil “jhonyjoy01”, uma pessoa dizia que torcia pela Miss Caçu, mas que infelizmente o concurso já estava comprado por uma candidata que teria apoio de um cantor goiano.
A mensagem, recebida por Sara às 8h43 da manhã de 28 de novembro, dizia o seguinte: “Torço por vc, te acho mt linda mais (sic) é uma pena já sabermos que esse concurso está compro (sic) por uma candidata que tem influência do XXXX, a miss Goianapolis”. De fato, a miss Goianápolis venceu. No dia da coroação, o cantor compareceu ao evento. Conforme relatado pelas misses, o artista teria comemorado a vitória da Miss Goianápolis quando ela foi anunciada.
Uma das misses ouvidas pela reportagem, que também não quis se identificar, contou que teve contato direto com a que levou a coroa. De acordo com ela, a miss de Goianápolis revelou que estava insatisfeita com o desenrolar do concurso, uma vez que estaria sendo negado a ela o direito de escolher quesitos básicos para avaliação do júri, como vestido e maquiagem.
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Pelo Instagram, pessoa usando perfil fake contou quem ganharia concurso[/caption]
Lorena, então, teria contado para a miss ouvida pelo Opção que tudo o que estava usando ao longo da competição era escolhido a dedo diretamente pelo organizadora Fátima Abranches. “Ela estava muito insatisfeita, chateada, porque ela disse que a Fátima estava escolhendo tudo pra ela, e ela não podia escolher nada. Ela chegou a chorar no dia porque não havia gostado da maquiagem que havia sido feita nela”, afirma a miss.
Fátima Abranches, organizadora do concurso Miss Goiás, diz que candidatas derrotadas “agem de má-fé”
À frente do Miss Goiás desde o ano de 2003, a empresária Fátima Abranches declarou que as afirmações feitas pelas participantes do concurso são absurdas e que elas agem de má-fé como uma forma de retaliação, uma vez que perderam a competição. Por e-mail, a empresária respondeu aos questionamentos enviados pela reportagem.
De acordo com ela, em nenhum momento “a coordenadora se dirigiu a qualquer uma das candidata com desrespeito”. A empresária disse que “se algum prestador de serviço contratado pela Organização Miss Goiás tivesse se comportado de maneira inadequada e tal comportamento tivesse chegado ao conhecimento da coordenação, o mesmo teria sido veementemente repreendido”.
Ainda conforme Fátima, a informação de que o resultado do concurso estava definido já no dia anterior à coroação é “falsa e caluniosa” e faz parte dos concursos de beleza. A empresária diz que “não houve, em hipótese alguma, interferência externa” no resultado do evento e que o artista mencionado pelo perfil que enviou a mensagem para as candidatas “não tem qualquer relação, pessoal ou profissional, com a coordenação do evento”.
Fátima esclareceu que o método de escolha da Miss Goiás é composto por um júri técnico integrado por “pessoas com ótimo conceito na sociedade, sem qualquer vínculo entre si”, e um júri final, onde um novo corpo de jurados “tem a responsabilidade de escolher, dentre as cinco finalistas, a nova Miss Goiás”. Ela afirma que o resultado do concurso Miss Goiás 2020 “foi apurado junto a representantes de uma empresa de auditoria e o documento que comprova esta decisão será encaminhado a todas as candidatas, chancelado por esta empresa”.
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Candidatas do Miss Goiás 2020[/caption]
Sobre a informação de que Fátima teria escolhido pessoalmente as roupas e a maquiagem da miss vencedora, ela nega e diz que a coordenação do evento “não participou da escolha dos figurinos das candidatas”, uma vez que “esta decisão coube às candidatas e seus familiares ou coordenadores e assessores”.
Segundo ela, a coordenação esteve aberta a todas as candidatas para orientar e instruir quanto à mecânica do concurso, “mas se absteve de tomar decisão de escolha da produção de beleza para a candidata vencedora ou qualquer outra miss”.
Fátima também respondeu aos relatos das misses sobre a fala de Evandro Hazzy, que teria afirmado que “mulheres bonitas deveriam sofrer assédio”. Conforme a organizadora do Miss Goiás, durante o jantar oferecido na casa localizada no Setor Sul, em Goiânia, devido à música que era tocada para a descontração do ambiente, foi solicitado às participantes do concurso que fossem até uma sala de vidro que contava com isolamento acústico, onde teriam o primeiro contato com Hazzy.
No primeiro contato com a reportagem, por telefone, Fátima negou que tivesse feito qualquer pedido para que as candidatas deixassem os celulares fora da sala. Entretanto, nos esclarecimentos enviados por e-mail, a empresária admitiu que “o uso do celular foi restrito” e explicou que a decisão foi tomada “para que as candidatas pudessem focar suas atenções ao momento, considerando a troca de conhecimento com um expert em misses e recordista na eleição de Misses Brasil”, se referindo ao encontro com Evandro Hazzy.
Sobre as supostas declarações feitas pelo especialista em concursos de beleza, “o contexto do que foi mencionado por algumas candidatas está absolutamente distorcido”. Conforme Fátima Abranches, o que foi orientado é que “candidatas, por serem mulheres com beleza em destaque, são notoriamente vítimas de cantadas e precisam, enquanto pessoas públicas, saber se posicionar e se desenvolver em momentos que podem incitar constrangimento ou assédio”. Ela finaliza dizendo que a coordenação do Miss Goiás “não endossa situações de assédio físico ou moral”.
A reportagem também entrou em contato com Evandro Hazzy sobre as supostas declarações atribuídas a ele pelas misses. Hazzy declarou que como especialista em Misses, profissional com mais de 30 anos no segmento, "repudia qualquer calúnia e inverdade" envolvendo sua participação no Miss Goiás. Conforme ele os questionamentos enviados pela reportagem, no qual "algumas candidatas derrotadas expõem suas opiniões, são mentirosas e caluniosas".
O concurso, afirma ele, teve um corpo de jurados "idôneo e um auditoria credenciada para acompanhar a apuração". "A vencedora venceu todas etapas com méritos em todos quesitos", e "qualquer acusação precisa estar munida de prova concreta, sob pena judicial de quem o fez", finaliza.
"Se houver mudanças [na política de incentivos], que seja conversado com os empresários", declarou Jânio Darrot, em sua defesa ao empresariado
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Jânio Darrot esteve na oitiva da CPI dos incentivos com José Alves e Humberto Aidar. / Foto: Divulgação[/caption]
O prefeito do município de Trindade e presidente do PSDB de Goiás, Jânio Darrot, se manifestou em favor de um diálogo da CPI dos incentivos fiscais com os empresários do Estado para evitar o que ele chamou de "clima de insegurança". A declaração foi dada durante a oitiva do presidente da Associação Brasileira Pró-Desenvolvimento Regional Sustentável (Adial Brasil), José Alves Filho, também presidente da Refrescos Bandeirantes, na Comissão, onde o clima esquentou entre o empresário e o relator, deputado Humberto Aidar (MDB).
Para Darrot, as novas políticas implementadas no que se referem aos incentivos fiscais para empresas em Goiás não podem "afugentar empresários que estejam pensando em vir para o Estado ou que já estejam aqui e pensam em investir mais em Goiás".
O prefeito afirmou que é a favor da geração de empregos e dos incentivos, e defendeu o grupo da Coca-Cola, de propriedade de José Alves, que, segundo ele, é a maior empresa e a que mais gera empregos em Trindade. "Se houver mudanças [na política de incentivos], que seja conversado com os empresários", declarou Jânio, em sua defesa ao empresariado.
Durante oitiva a qual esteve presente o prefeito de Trindade, o clima ficou tenso entre José Alves e o deputado Humberto Aidar, que relata a CPI dos incentivos. O deputado trouxe à tona uma nota assinada por José Alves Filho, em que ele afirma que o governo de Goiás e a Alego são "case nacional negativo" por praticarem atos que confrontam a segurança jurídica.
Humberto Aidar pediu respeito à Assembleia, e disse, na ocasião, que a Casa tem sido atacada desde o início por ele.
Humberto Teófilo argumenta que não há sentido no fato dos cartorários de Goiás terem um regime especial de aposentadoria
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Com o PL, deputado Delegado Humberto Teófilo visa revogar leis que embasam aposentadoria especial de cartorários. / Foto: Divulgação[/caption]
O regime de pensão especial pertencente aos cartorários é o alvo de um Projeto de Lei do deputado Delegado Humberto Teófilo (PSL) recém apresentado na Assembleia Legislativa, que propõe a revogação das leis 15.150 e 15.470 de 2005 que embasam o benefício.
Segundo o parlamentar, muitos cartorários recebem de R$ 30 a 40 mil mensais "numa lei que é inconstitucional". Conforme uma tabela divulgada por Teófilo, contendo os nomes e valores de cartorários que atualmente recebem a aposentadoria, alguns chegam a perceber o valor de R$ 55 mil por mês.
A norma de aposentadoria especial já havia sido declarada inconstitucional em sua integralidade, por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.639 (Goiás). Os Ministros do Supremo Tribunal Federal, na oportunidade do julgamento da referida norma, modularam os efeitos da decisão para ex nunc, ou seja, seus efeitos não retroagem, valendo somente a partir da data da decisão. Com o PL, as duas leis são revogadas, assim como o efeito retroativo.
Humberto Teófilo argumenta que o PL vai dar mais Justiça ao pagamento de pensões, uma vez que, se aprovado, o projeto migrará todos os atuais beneficiários da pensão especial para o Regime Geral de Previdência Social.
Proposta de Emenda Constitucional teria sido uma sugestão do próprio ex-governador ao deputado Talles Barreto
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Ideia da PEC teria partido do próprio ex-governador. / Foto: Agência Brasil[/caption]
Apresentada nesta semana na Assembleia Legislativa pelo deputado Talles Barreto (PSDB), uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) determina que seja revogado o direito de ex-governadores do Estado de Goiás de disporem de seguranças pessoais após o fim do mandato.
Segundo Barreto, a apresentação da PEC teria sido um pedido do próprio ex-governador Marconi Perillo, que manifestou desejo de abrir mão do benefício constitucional. De acordo com a lei, Perillo tem direito a mais 6 anos e meio de utilização de seguranças pagos pelo Estado. Entretanto, conforme Talles Barreto, o ex-gestor tucano explicitou que não considera mais necessário o direito.
A Constituição do Estado de Goiás diz, em seu inciso XIV do Art. 5º, que é assegurado "pelo tempo que tiver exercido a Chefia do Poder Executivo, desde que por prazo superior a três anos, permitida a soma de mandatos, em caso de reeleição, medidas de segurança a ex-governador, a partir do término do respectivo exercício".
Conforme determinado pela PEC, "as pessoas que ficariam a disposição dele [Marconi Perillo], vão ficar à disposição do Estado", explicou Barreto.
Segundo o parlamentar, deputados não dependem de empresários e Alego possui autonomia para aprovar, mudar e revogar leis
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Para Aidar, não é inteligente da parte dos empresários atacar deputados | Foto: Reprodução[/caption]
O deputado Humberto Aidar (MDB), que já havia dito que não aceita pressão externa e que o relatório da CPI dos incentivos fiscais sairá na hora em que ele "entender que é correta", declarou que não é inteligente por parte dos empresários atacar a Comissão, e que, nessa queda de braço, eles são a "parte mais fraca".
Aidar fez o comentário durante sua fala sobre a reação negativa do empresariado quanto à CPI dos incentivos. Segundo ele, ao atacar a CPI e a Assembleia Legislativa, os empresários "não contribuem em nada".
"Essa queda de braço de braço, penso, a parte mais fraca são os empresários! Aqui nós aprovamos leis, mudamos, revogamos, e aqui nenhum deputado depende de nenhum empresário", argumentou.
O parlamentar também chegou a dizer que o entendimento de irregularidades na concessão de incentivos fiscais parte de órgãos como o próprio Ministério Público. "O MP entende que tem falha [na concessão de incentivos], e que o Estado não pode dar mais de 500 milhões para no máximo dez empresas sem uma contrapartida", disse. Aidar afirma que o relatório final da CPI será "eminentemente técnico", e que vai mostrar se as contrapartidas dos empresários estão, de fato, sendo cumpridas.
Profissional, conhecido pela alegria e carisma, faleceu na manhã deste sábado, 7, em um acidente de carro
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Meio jornalístico e político manifestou pesar pela morte de Dias Mendes. / Foto: Reprodução[/caption]
O meio jornalístico em Goiás amanheceu de luto neste sábado, 7. Foi confirmada a morte do jornalista e radialista da Diretoria de Comunicação Social da Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO), Edjer James Dias Mendes, ou simplesmente Dias Mendes, em um acidente de carro.
O acidente ocorreu na GO-010, entre Vianópolis e Luziânia. Segundo informado pela própria DPE-GO, Dias Mendes participava de um atendimento à população vulnerável de Luziânia.
Dias Mendes passou por vários e grandes veículos de comunicação, e era descrito como um profissional sério e como uma pessoa alegre e de alma boa.
Por meio de nota, a DPE-GO lamentou a morte do jornalista e da assessora Isadora da Silva Xavier que, ao lado de Dias Mendes, também perdeu a vida. Veja abaixo:
Nota de Falecimento
É com muitas lágrimas nos olhos e imenso pesar que a equipe da Defensoria Pública do Estado de Goiás informa o falecimento, neste sábado (07/12), dos servidores: Edjer James Dias Mendes, jornalista e radialista da Diretoria de Comunicação Social/ DPE-GO, e Isadora da Silva Xavier, assessora do Núcleo de Defensorias Especializadas de Aparecida de Goiânia. Que nesse momento de profunda dor, suas famílias e amigos tenham forças para superar essa inestimável perda.
Os dois faleceram em acidente de trânsito ocorrido na GO-010, trecho entre Vianópolis e Luziânia, no início da manhã, onde participariam de atendimento à população vulnerável de Luziânia. As defensoras públicas Cristiana Maria Baptista Teixeira Conceição e Cecília Dantas Ribeiro, que também estavam no veículo, foram trazidas a Goiânia pelo serviço de urgência, estão hospitalizadas e passam bem. A Defensoria Pública do Estado de Goiás está tomando as providências necessárias para o amparo às famílias.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também se manifestou, e disse que recebeu com pesar e tristeza a notícia do falecimento de Dias Mendes e da assessora Isadora da Silva Xavier. Caiado informou que o Estado já presta apoio aos familiares das famílias das vítimas, e desejou conforto a todos nesse momento de dor.
Diego Sorgatto é propositor de projeto de Lei que obriga a presença dos profissionais na rede pública de ensino
Em um dos acidentes, um bombeiro militar do DF de 50 anos ficou ferido
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Fim de semana começou violento nas BRs que cortam Goiás. / Foto: PRF[/caption]
O fim de semana mal começou e já tem registros de tragédias nas BRs que cortam o Estado de Goiás. Devido às fortes chuvas e também à imprudência no trânsito, três pessoas já morreram e oito ficaram feridas nas rodovias.
Conforme informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na tarde da última sexta-feira, 6, por volta das 15h30, um homem de 43 anos e uma mulher de 38 morreram próximo a cidade de Cocalzinho quando o carro que viajavam, um VW Gol, colidiu frontalmente com uma caminhonete Nissan Frontier. O acidente ocorreu na BR-414, Km-361.
Segundo adiantado pela PRF, o veículo em que estava o casal seguia no sentido Cocalzinho/Niquelândia quando sob a chuva, o condutor perdeu o controle da direção, rodou e acabou invadindo a pista contrária, colidindo com a caminhonete que seguia no sentido contrário.
Com o impacto, ainda de acordo com a PRF, os ocupantes do Gol não resistiram aos ferimentos e morreram no local. Já os ocupantes da caminhonete, um bombeiro militar do DF, de 50 anos, e sua companheira, de 45, tiveram ferimentos graves e foram socorridos pelo helicóptero do Corpo de Bombeiros de Brasília. Eles foram encaminhados para hospitais de Ceilândia/DF.
Em outro acidente, trecho da BR-452 ficou interditado após acidente que vitimou homem
O acidente envolvendo o bombeiro militar e o casal no Gol não foi o único registrado nesta sexta-feira. Segundo a PRF, um homem de 39 anos de idade morreu na BR 452, próximo a Marilândia, após colidir com uma carreta. Segundo levantamentos preliminares da polícia, a vítima conduzia um Fiat Uno quando entrou na rodovia e, sem a devida atenção, colidiu lateralmente com uma carreta que seguia no sentido Rio Verde a Itumbiara. Com o impacto, o Fiat foi arrastado por cerca de 65 metros, o condutor do Uno que não usava o cinto de segurança não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A rodovia ficou parcialmente interditada e o trânsito foi controlado pela PRF até a chegada da polícia científica e IML.
Referência em traumatologia no Estado de Goiás, o Hospital de Urgências de Goiânia recebe nova gestão em meio a expectativas e dúvidas
Segundo a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), alguns dispositivos da lei podem ameaçar o agente público no exercício de sua função
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Foto: Divulgação[/caption]
Uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), de autoria da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), foi ajuizada no Supremo Tribunal Federal (STF) visando à suspensão de dispositivos da Lei de Abuso de Autoridade, sob o argumento de que a lei seria genérica ao tipificar como crime diversas condutas sem especificar o porquê de deverem ser consideradas abusos de autoridade.
Os delegados alegam que muitas dessas condutas já são inibidas pelo ordenamento jurídico, e a nova determinação legal "ameaça e intimida os agentes estatais", sobretudo agentes da Polícia Federal, Ministério Público e do Poder Judiciário.
A associação reforça que as condenações que podem ser impostos a esses agentes públicos devido à nova lei impõem um cenário de "insegurança jurídica", uma vez que os mesmos ficam sujeitos a serem punidos pelo simples fato de exercerem suas funções.
Italianos e ítalos-brasileiros estão recorrendo à ouvidoria da Assembleia Legislativa para fazer denúncias contra o deputado
A premiação mencionada ainda está em fase de elaboração, mas deve ser anunciada oficialmente em breve
Estado de Goiás alegou à época que o fato havia acontecido fora do estabelecimento educacional, o que o isentaria de culpa. Entretanto, o juiz não entendeu dessa forma
Haroldo Naves que a proposta do governo federal contraria o discurso de Bolsonaro que prega "Mais Brasil e menos Brasília"
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Haroldo Naves, prefeito de Campos Verdes e presidente da FGM / Foto: Divulgação[/caption]
O prefeito de Campos Verdes e presidente da Federação Goiana de Municípios (FGM), Haroldo Naves, chamou de equivocada e infeliz a proposta do governo federal de extinguir municípios goianos que tenham arrecadação pequena e menos de 5 mil habitantes.
Naves diz que a proposta vem num momento de discussão do futuro dos municípios e atrapalha até o processo eleitoral que se aproxima.
O prefeito e presidente da FGM argumenta que os 1252 municípios que seriam afetados pela proposta federal recebem apenas 0,7% de transferência da União, o que, segundo ele, é irrisório. naves também alega que extinguir municípios vai gerar zero economia, uma vez que não mudará o bolo tributário que continuará a ir para outros municípios não afetados pela proposta.
Haroldo Naves afirma que, no macro, a política econômica do governo Bolsonaro é boa, mas que intenção de extinguir municípios acaba atrapalhando estas que se mostram vantajosas. "Vai contra o discurso do presidente de "Mais Brasil e menos Brasília"", disse.
Já quanto ao processo eleitoral que se aproxima, Naves comentou que a proposta de extinção de municípios faz com que alguns nomes fiquem receosos de que seus municípios sejam integrados a outros maiores ao final de 2024, impedindo-os de se lançarem na disputa eleitoral.
O acidente com vítima fatal ocorreu por volta das 2h40 deste domingo
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Foto: Divulgação[/caption]
Um acidente com vítima fatal foi registrado na madrugada deste domingo, 24, na Avenida Eurico Viana, no Parque das Flores, em frente a uma casa de eventos, em Goiânia. A vítima, uma mulher que estava como passageira numa motocicleta pilotada por seu esposo, veio a óbito após a colisão com um veículo que vinha em sentido oposto.
O acidente ocorreu por volta das 2h40 de hoje. Conforme a Delegacia de Crimes de Trânsito (Dict), Seila Lídia Morais seguia numa motocicleta modelo Honda CG, conduzida por Wanderson Gomes da Silva, seu marido, quando, em frente à casa de eventos Sol Nascente, colidiu com um veículo Ford Ka que seguia na mesma via mas em sentido oposto.
O motorista do carro, identificado como Wanderson Alves de Araújo, de 25 anos, contou à polícia que tentou fazer o retorno na avenida para estacionar seu veículo em recuo na calçada, do outro lado da via, e não percebeu a motocicleta que vinha.
O carro e a motocicleta acabaram colidindo de frente, provocando o óbito de Seila.

