Por Nilson Jaime

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‘Reflexão e ressignificação’ é o lema do projeto ‘Goiás +300’, que promove série de dez colóquios virtuais e publicará livros sobre história de Goiás

Os idealizadores do projeto entendem que “a reflexão levará à ressignificação, em que os goianos se apropriem dos valores herdados de seus ancestrais indígenas, afro, mameluco-paulista e portugueses, além de outros povos que se juntaram àqueles para a formação do grande território multicultural que se chama Goiás”

Tristes infâncias

Leninha acordava às três da madrugada e cozinhava arroz-de-tropeiro e feijão-pagão com toucinho para a peonada. “Ai, se chegar o barrado do sol e não tiver boia nas marmita! Tu entra no relho!”. A pequena estremecia ao pensamento do Padrasto de botas, castigando seu corpo frágil: o pavor das lanhadas de esporas, que há meses laceravam sua carne adolescente

O projeto ‘Goiás 300’ é uma oportunidade de ressignificação para a civilização goiana

História de Goiás: O projeto 'Goiás 300' é uma oportunidade de ressignificação, de a civilização goiana ensimesmar-se dos valores ameríndios

20 livros para conhecer o início da colonização de Goiás, que completa 300 anos em 2022

A civilização goiana faz questão de esquecer suas origens indígenas: não se tem sequer notícia de quem seriam nossas ancestrais ameríndias, embora os bandeirantes que para cá vieram não trouxessem mulheres. A miscigenação é uma verdade inconveniente, um sacrilégio contra o branqueamento pretendido e socialmente aceito

A farinha nossa de cada dia, dai-nos hoje!

Cantada, dentre tantos, por Djavan e Juraildes Da Cruz; exposta fartamente por Guimarães Rosa – e descrita em minúcias por Câmara Cascudo e Bariani Ortencio –, a farinha está presente na identidade culinária nacional, do escaldado das parturientes e lactantes, à farofa e ao feijão-tropeiro com picanha nos bons restaurantes

Janjão – o herói de Mataúna

Branca nada! Era uma viana escura, com cabo de osso, dormida no tronco da bananeira “pra mode a nódia envenenar a bicha e taiá o sangue mais ligeiro”.

Casa Rosada de Goiânia: restauração da sede do IHGG inaugura novo modelo de gestão cultural em Goiás

A gestão do IHGG implementada por Jales Mendonça remonta ao empreendedorismo de seus ancestrais bandeirantes e indígenas

Vai fazer falta: morre aos 92 anos o biólogo Edward Wilson – um dos maiores naturalistas da Era Contemporânea

Edward Wilson foi um cientista revolucionário, digno do “Olimpo da Ciência” ao lado de Darwin, Humboldt, Wallace e Haeckel.

“Nós Fiéis”: evocação de Perséfone e liberação dogmática em um videoclipe libertário

Ao evocar Perséfone e os Santos da Folia de Reis, o videoclipe vencedor regional do FICA 2021 retrata ato libertário que reporta indiretamente a Gilberto Freyre e Leonardo Boff

“Tupi or not Tupi?” – revista científica goiana completa 50 anos, mas hoje só publica artigos em Inglês

É razoável que uma revista com escopo na Agricultura Tropical, especialmente ambientada no Cerrado, só publique em Inglês, desconsiderando o idioma pátrio?

O centenário de Leolídio Caiado – o último sertanista

Lutador intransigente pela preservação dos rios e da natureza em geral, Leolídio Caiado defendeu o meio ambiente em livros e centenas de artigos de jornais, cujos títulos expressavam a urgência de seu libelo

Uma sociedade matriarcal

Na evoluída sociedade das formigas cortadeiras todas as castas ativas são femininas, e os machos inertes são preservados unicamente para garantir a fecundação das princesas e a perpetuação da espécie

A sofrência de Dolores Duran e Noel Rosa e o libelo libertário de Marília Mendonça

A mulher cantada por Marília Mendonça tem voz, libela, protesta, desabafa! Ela vaticina o fim inglório do amante infiel e sua decepção iminente – no mínimo o abandono que ele receberá pela traição e mal infligidos à não-amada.

Vida e obra de Bernardo Élis em uma exposição memorável

O universalismo de Bernardo Élis advém de seu regionalismo: soube cantar sua aldeia como ninguém, reafirmando Tolstoi

A terra e as Caraíbas

O escritor nunca falava Ipê, mas caraíba. Caraíba é nome arrumado dos índios, na língua deles “homem sabido”.