Por Irapuan Costa Junior
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Luiz Carlos Cancellier: o reitor era inocente?[/caption]
É absolutamente necessário que se esclareça o envolvimento (ou não) do reitor da Universidade de Santa Catarina, Luiz Carlos Cancellier de Oliva, no desvio de recursos objeto da operação Ouvidos Moucos, da Polícia Federal.
Luiz Carlos se matou após ser algemado e preso em casa, e passar dois dias na prisão. Se inocente, seu desafeto e acusador, Rodolfo Hickel do Prado, a delegada Érika Mialik Marena, que pediu e supervisionou a prisão, o procurador André Bertuol que a avalizou e a juíza Juliana Cassol que a decretou, terão que ser pesadamente responsabilizados. Só bandidos defendem a impunidade. Mas tornar réu um inocente, prendê-lo e humilhá-lo com fundamento apenas na palavra de um delator (em geral, um bandido), é inaceitável no Estado de Direito.
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Stálin: o homem que mandou matar 30 milhões de soviéticos[/caption]
A revolução soviética completou um século em outubro (1917-2017). O regime, implantado na Rússia e fortalecido pela vitória da União Soviética sobre o nazismo, ao lado dos Estados Unidos e Inglaterra, estendeu-se pelo Leste Europeu, onde vigeu durante a segunda metade do século 20. Cerca de 200 milhões de pessoas viveram sob ele, até que o efeito dominó da queda do Muro de Berlim as libertasse — e esse é o verbo apropriado. Esperavam-se vastas comemorações do centenário comunista, principalmente na antiga União Soviética.
Afinal, o comunismo governou metade do mundo dito desenvolvido, e pretendia se estender por todo o globo. O que vimos acontecer? Uma comemoração de 5 mil pessoas em toda a antiga URSS. Pouco mais de dois milésimos por cento da população. Número irrisório, desprezível. Há mais admiradores do regime comunista na universidade brasileira. Ou na Imprensa deste nosso país tropical. É preciso não ter vivido sob o comunismo para ser comunista.
É provável que o petista seja afastado do páreo pela Justiça, o que fortalecerá os políticos de centro e um de direita
Num bairro de Goiânia, em que as matas foram preservadas, é possível encontrar vários tipos de animais
Não há prova alguma de que desarmar a população reduz a violência. A principal batalha tem de ser o desarmamento dos criminosos
A Portaria 1.129 sugere apenas que os produtores rurais devem ser tratados com respeito pelo Estado
O programa Mais Médicos, ou Mais Ditadura, se tornou mais um instrumento do governo do PT para dar sobrevida à ditadura da família de Raúl Castro
Renan Calheiros, Orlando Silva, Luciano Coutinho, José Gabrielli e Rose Noronha: o que explica a blindagem do quinteto? Com a palavra magistrados e procuradores de justiça
Apesar de omissões, livro de Sergio Ramirez, “Adiós Muchachos”, revela as entranhas da ditadura de Daniel Ortega
Festa de São Paulo é bancada pela iniciativa privada e 1 milhão de pessoas participam dela. A festa do Rio Grande do Sul é bancada pelo governo
Aqui, onde há superabundância de direitos, absurdamente suprimiu-se um direito, o da legítima defesa
Procurador Rodrigo Janot está preocupado com 500 mil reais que seriam direcionados ao presidente Michel Temer, mas não dá importância aos bilhões “emprestados” aos empresários Joesley Batista e Marcelo Odebrecht
Algumas obras, tanto no estudo social quanto na ficção, são fundamentais para a compreensão da nossa realidade
Devemos sempre reavivar a curta memória nacional, para que não caia no esquecimento o que fizeram os últimos governos com a estatal de petróleo brasileira. Uma direção competente e correta como a atual estanca a sangria e aponta os rumos para uma recuperação da empresa, mas não faz milagres. Recuperar a Petrobrás demandará tempo, e nunca será uma tarefa completa, pois existirá sempre a fragilidade estatal. A corrupção, o empreguismo, os altos salários existirão enquanto a empresa for pública, ainda que em níveis muito diferentes dos que vimos nos últimos anos, quando a Petrobrás beirou a bancarrota. Ainda há muito a fazer. A petroleira havia se transformado num cabide de empregos. O número de funcionários diretos havia dobrado, de 2002 para 2014, passando de 40 mil para mais de 80 mil. Pior ainda, o número de terceirizados havia triplicado no mesmo período, de 120 mil para 360 mil. Para mostrar o exagero desses números, basta dizer que somados, os funcionários das três maiores empresas de petróleo do mundo (Exxon, Shell e British Petroleum), pouco ultrapassam a metade dos funcionários da Petrobrás. E faturam, essas empresas em conjunto, quase dez vezes o que fatura nossa petroleira. A dívida da Petrobrás, que era de aproximadamente 20 bilhões de dólares em 2002, hoje passa dos 120 bilhões. É uma das maiores dívidas corporativas do planeta, e a maior de uma companhia petrolífera. O presidente da empresa, Pedro Parente, afirma que dois terços dessa dívida não foi contraída de molde a produzir retorno, isto é, não foram recursos aplicados em investimentos produtivos. O que ele não quis dizer, é que foram empréstimos para cobrir corrupção, corrigir má gestão, ou tapar buracos deixados pelo mau uso político da empresa. Há que se trabalhar muito, exercer uma severa vigilância e demonstrar bastante competência para superar a devastação a que foi submetida a Petrobrás nos governos petistas. E esperar que sejam devidamente responsabilizados os devastadores, principalmente os principais, os que presidiram a Petrobrás e o país. Não podem Lula, Dilma, Gabrielli e outros ficarem esquecidos, depois do que fizeram à Petrobrás.
A ideologia é mais destrutiva do que a corrupção, mas os procuradores federais fazem vistas grossas para o descalabro dos “investimentos” no PT na Bolívia e em Cuba

