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Gaguim diz que livrou Amastha de ser preso

Gilson Cavalcante O ex-governador Carlos Ga­guim (PMDB), candidato a deputado federal, em entrevista na semana passada ao site T1 No­tí­cias, disse que o prefeito Carlos Amas­tha (PP) escapou de ser preso, quando esteve à frente de um projeto junto à Fundação Uni­­ver­si­dade do Tocantins (Uni­tins). “Ha­via mais de 40 mil alunos correndo risco de ficar sem diploma por causa dos problemas dele com a ins­tituição”, lembrou Gaguim. “Os rei­tores que passaram por lá são tes­temunhas dos problemas que nós tivemos na Unitins por causa dele”, acrescentou o ex-governador. A reação de Gaguim foi com base nas críticas feitas pelo prefeito, em recente evento político-eleitoral, quando afirmou que os governos anteriores não fizeram nada pelo Taquari, setor periférico da Capital. Amastha chegou a declarar que vai colocar uma barreira no bairro para a chapa de oposição ao governo não entrar no local.

Desabafo e desafio

Gaguim fez um desabafo e um desafio: “Ele (Amastha) chegou aqui há pouco tempo. Construiu um shopping adquirindo aquele terreno praticamente a custo zero, e eu era o presidente da comissão que aprovou o projeto. Ele anda numa cidade iluminada com o programa de iluminação que eu fiz como governador. Inclusive a iluminação do Taquari. Ele devia era respeitar as pessoas que estavam aqui e já trabalharam muito.” O ex-governador exigiu do prefeito que fosse respeitado. “Quan­do fui governador, eu que resolvi o problema dele no Ministério da Educação. Foram mais de dez visitas ao Ministério da Educação para evitar o descredenciamento da Unitins e garantir que os alunos tivessem o diploma, diante das irregularidades encontradas à época. Gaguim disse ainda ao site que as obras que estão em andamento em Palmas foram possíveis com recursos obtidos nos governos de Miranda e dele. “Palmas é de todos nós, Palmas é do povo, não é do Amastha, não. Quem é ele para colocar barreira em bairro da capital?”, questionou.

Entenda o caso

Amastha havia dito em discurso de campanha eleitoral em Taquari que considera aquele bairro um reduto seu. O prefeito criticou os ex-governadores — Siqueira Campos, Gaguim e Marcelo Miranda – por se sentir ofendido com as ações políticas que as lideranças do PMDB têm feito no bairro, citando obras realizadas por suas administrações. “Vocês imaginam que aquele po­vo sem vergonha (Marcelo, Ká­tia e Ga­guim), aquele cara que foi go­vernador por oito anos, aquele que ficou só mamando nas tetas do go­verno, a outra que é senadora que sempre foi do lado do governo e foi lá no Taquari falar mal do prefeito. Nunca fizeram nada por essa região, só aparecem de quatro em quatro anos. Já tiveram tempo pra fa­zer e não fizeram nada pela cidade”, afirmou o prefeito em seu pronunciamento.

A esperança de Iris, Vanderlan e Gomide

A campanha no rádio e na TV começa nesta semana e a dúvida é se com ela a oposição conseguirá abalar o favoritismo de Marconi [caption id="attachment_12913" align="alignleft" width="3411"]Iris Rezende, Vanderlan Cardoso e Antônio Gomide: opositores saberão usar o tempo no rádio e na TV para reverter o favoritismo que as pesquisas estão dando cada vez mais a Marconi Perillo? Iris Rezende, Vanderlan Cardoso e Antônio Gomide: opositores saberão usar o tempo no rádio e na TV para reverter o favoritismo que as pesquisas estão dando cada vez mais a Marconi Perillo?[/caption] A morte de Eduardo Cam­­pos (PSB) conflagra a sucessão presidencial, embora ainda não se possa aferir quanto. Certamente mexerá também no quadro sucessório em Pernambuco e/ou outros Estados do Nordeste brasileiro. Mas não há porque considerar que possa haver influência em Goiás, mesmo lembrando que Eduardo tinha palanque aqui com Vanderlan Cardoso, do mesmo partido. A saída de cena do pernambucano talvez influencie especificamente a campanha de Vanderlan, e não de forma positiva para o empresário goiano, mas não é esse o objeto da análise a seguir. O que se vai considerar neste texto é a possível influência do horário eleitoral gratuito, que começa nesta semana, sobre o quadro sucessório local. Desde o ano passado, o governador-candidato à reeleição Marconi Perillo (PSDB) vem liderando as pesquisas de intenção de voto. Nas primeiras a diferença não foi mais expressiva. O problema para a oposição é que essa frente vem se consolidando paulatinamente, pinga-pingando de forma inexorável a cada levantamento. Cito as duas pesquisas mais “frescas” como exemplos. Na aferição Fortiori que o Jornal Opção divulga nessa edição, Marconi tem 38% das intenções de votos, contra 26% de Iris rezende (PMDB), 8% de Vanderlan e 7% de Antônio Gomide (PT). São 12 pontos de diferença entre Marconi e Iris, o que amplia em dois pontos a diferença constatada no levantamento Fortiori anterior, divulgada no dia 20 de julho, já que o tucano manteve seu índice, mas o peemedebsita caiu dois pontos. A pesquisa Ibope divulgada na sexta-feira, 15, mostra que Marconi Perillo já tem 41% das intenções de voto, contra 28% de Iris Rezende, são 13 pontos de diferença. Van­derlan Cardoso tem 6% e Antônio Gomide 5%. Marconi subiu seis pontos em relação ao levantamento anterior do Ibope. Iris subiu apenas dois pontos. Vanderlan caiu três pontos e Gomide caiu um ponto. E o pior para os adversários do tucano é que as projeções com as margens de erros são muito ruins para Iris — nem carece projetar os índices de Vanderlan e Gomide nesse critério. A diferença já configura um arco ascendente pró-Marconi que dificilmente poderá ser alcançado. A possibilidade de vitória do governador no primeiro turno se desenha cada vez mais real. Não é difícil imaginar que comece a bater certo desespero nos oponentes do tucano. Bem, pesquisa é pesquisa, retrata momentos e cenários. O próprio passar do tempo pode mudar o cenário. Pelo andar da carruagem, resta à oposição se apegar a isso. Exemplos de viradas eleitorais não faltam, tanto aqui em Goiás quanto em outros Es­tados. O mais notório, e nunca é demais repetir, se deu em 1998, quando Marconi tinha 3% das intenções de votos e virou contra Iris Rezende, que partia com mais de 70% das intenções de voto e tinha a máquina governamental a seu dispor. É preciso que se registre: em 1998, a propaganda eletrônica foi a grande alavanca para a virada do tucano em cima de Iris, mas não apenas ela. As veiculações da então oposição no rádio e na TV deram um banho de criatividade, aliando bom humor, exploração das falhas do adversário e exaltação à boa imagem de um candidato novo sem desgaste. Mas havia ali um caldo de cultura que pedia mudança. A propaganda do tucano potencializou isso e impulsionou a virada. Nesta quarta-feira, 20, começa a ser veiculada a propaganda eleitoral gratuita (?) no rádio e na TV para os candidatos ao governo — as veiculações começam no dia anterior, com os candidatos à Presidência da República e à Câmara dos Deputados. É por aí que Iris, Vanderlan e Gomide — pelo que se viu até agora, os candidatos nanicos não contam nessa conta — esperam começar a mudar o quadro atual de favoritismo do tucano. Os adversários de Marconi Perillo estão certos. Há sim a possibilidade de começar a mudar o quadro eleitoral com a propaganda eleitoral gratuita, robustecendo um pouco que seja índices até aqui anêmicos, principalmente nos casos de Vanderlan e Gomide. O problema é que Marconi Perillo também tem direito à propaganda. E, pior ainda mais para Iris, Vanderlan e Gomide, o tucano tem mais tempo. A coligação Garantia de um Futuro Melhor para Goiás, de Marconi Perillo, terá cerca de 60% a mais de tempo que a chapa Garantia de um Futuro Melhor para Goiás, de Iris Rezende. Serão 7 minutos e 30 segundos diários em cada um dos quatro blocos do horário eleitoral (no rádio, eles são das 7h às 7h50 e das 12h às 12h50; e na televisão, das 13h às 13h50 e das 20h30 às 21h20). Em termos porcentuais, Mar­coni ocupa mais de 37% do bloco de 20 minutos para aspirantes a governador goiano. Iris Rezende toma cerca de 22% do tempo, com os 4 minutos e 18 segundos da sua coligação. Ou seja, os dois principais adversários ocupam 60% do tempo total. Vanderlan Cardoso terá 2 minutos e 5 segundos, enquanto Antônio Gomide vai dispor de 3 minutos e 9 segundos. Claro, tempo maior não quer dizer que a batalha eletrônica está automaticamente ganha. Mas é uma baita vantagem. Mesmo porque há tempo para apresentar propostas e ainda fazer algumas “firulas” atrativas visualmente. Em TV isso pode contar pontos. O leitor verá, por exemplo, o que os programas do PT farão para Dilma Rousseff na campanha à Presidência, com imagens mirabolantes, mesmo que a candidata deixe muito a desejar em termos de conteúdo. Mas, tempo demais na TV, se não for usado com inteligência pode ser um tiro pela culatra. O excesso de exposição tende a desgastar o candidato. Como os opositores de Marconi não terão tempo em excesso, pode ser que eles usem esse espaço valioso para apresentar propostas. Os ataques — e principalmente o PMDB já deixou claro que serão priorizados — deverão ser intensificados no rádio, veículo que se presta mais a essa tática. É lícito pensar que a coligação de Iris vai utilizar a TV para um trabalho que é um autêntico desafio: modernizar a imagem de seu candidato, um homem ainda afeito a coisas e fatos do passado, até em sua linguagem, cheia de referências a mutirões e mamutes estatais como Crisa, Dergo e outros. É bom que a oposição tenha alento com o horário eleitoral. Resta saber se saberá utilizá-lo de forma inteligente como o adversário governista fez em 1998. Naquela eleição a propaganda ajudou sobremaneira a virar uma eleição que muitos tinham como perdida.

É melhor uma máquina pública enxuta ou obesa?

Os oposicionistas Aécio Neves e Eduardo Campos defendem enxugamento dos 39 ministérios de Dilma Rousseff

Eleição com caráter plebiscitário pode ser revés para a oposição

Se ocorrer o foco com prioridade na aprovação ou não da figura do governador, o quadro tende a piorar para seus adversários

Saúde pública é o centro das atenções nas propostas dos candidatos

Os sete candidatos ao governo do Estado explicitam suas propostas para a área da saúde, tema-chave na corrida eleitoral

Gomide espera vinda de Lula

Petista diz que conversações com o comando nacional do PT estão adiantadas e que há possibilidade de o ex-presidente vir ao Estado já na primeira quinzena de agosto

Datafolha: Segundo turno para a presidência é provável. Dilma e Aécio estariam tecnicamente empatados

A presidente caiu de 38% para 36% das intenções de voto. Em contrapartida o tucano mantém os 20% apresentado desde o começo do mês de julho [caption id="attachment_10247" align="alignleft" width="620"]montagem-dilma-aecio-eduardo-size-598 Candidatos ao governo do Brasil: Dilma Roussef, Aécio Neves e Eduardo Campos[/caption] Pesquisa Datafolha divulgada na noite dessa quinta-feira (17/7) aponta que a presidente Dilma Rousseff oscilou de forma negativa em comparação com o último levantamento do instituto. A petista, que nos dias 1º e 2 deste mês estava com 38% das intenções de voto, agora (pós-copa) está com 36%. Os outros candidatos à presidência Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) estão, respectivamente, com 20% e 8%. Um candidato só vence a eleição no primeiro turno se conseguir mais votos que a soma de todos os rivais. No entanto, de acordo com a pesquisa do Datafolha, os adversários de Dilma Rousseff acumulam 36%, mesmo percentual da presidente, que tenta a reeleição, o que resultaria, portanto em um segundo turno. [relacionadas artigos="8884"] Caso haja um segundo turno, a petista está tecnicamente empatada com o tucano. Dilma tem 44% das intenções ante 40% de Aécio. A pesquisa é a primeira após o início oficial da campanha eleitoral, desde o último dia 6. A partir dessa data o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permitiu propaganda eleitoral. As legendas já podem realizar comícios e movimentação na internet. O horário eleitoral gratuito no rádio e na TV começa em um mês, apenas no dia 19 de agosto. A pesquisa inclui todas as candidaturas presidenciais registradas no Tribunal Superior Eleitoral. O pastor Everaldo (PSC) aparece com 3%. José Maria (PSTU), Eduardo Jorge (PV), Luciana Genro, Rui Costa Pimenta (PCO) e Eymael (PSDC) têm 1% cada. Levy Fidelix (PRTB) e Mauro Iasi (PCB) não atingiram 1%. O levantamento foi feito entre os dias 15 e 16 de julho, com 5.377 eleitores em 223 municípios do país. A pesquisa, contratada pela Folha de S. Paulo e pela TV Globo, foi registrada no TSE sob o protocolo BR-00219/2014 e tem margem de erro máxima de 2 pontos porcentuais e nível de confiança de 95%.

Marcelo Miranda segue favorito

Peemedebista tem a preferência disparada nas pesquisas de intenção de votos realizadas até agora

Marqueteiros entram em campo

Duda Mendonça, Marcus Vinícius e Vieira de Melo são alguns dos nomes confirmados para as eleições deste ano. Todos conhecem bem a realidade do Tocantins e têm no currículo vitórias importantes no Estado, por isso foram convocados

Eles são os nomes mais prováveis

[caption id="attachment_7729" align="alignleft" width="620"]Dulce Miranda e Eduardo Siqueira Campos: eles também podem ser candidatos ao governo. Fotos: Reprodução/Fecebook e Fernando Leite/Jornal Opção Dulce Miranda e Eduardo Siqueira Campos: eles também podem ser candidatos ao governo. Fotos: Reprodução/Fecebook e Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] Chegou o momento decisivo, a escolha dos candidatos nas convenções partidárias como manda a legislação eleitoral. Muitos desejam disputar o governo do Estado, poucos poderão. Alguns que discursaram como candidatos imbatíveis já nem estão mais na disputa. Outros que não foram sequer ventilados até aqui podem surgir no cenário com muita força na reta final e virar candidatos com possibilidade de surpreender. Dos mais de 20 nomes que se apresentaram como pré-candidatos ao governo do Estado na pré-campanha restam me­nos da metade e so­mente quatro ou cinco serão ho­mo­logados por seus partidos ou alianças e serão candidatos de verdade. O restante deve disputar outros cargos, inclusive compondo a chapa majoritária das principais forças políticas que disputarão o governo. Só para refrescar a memória esses foram os nomes mais cogitados durante a pré-campanha: Marcelo Miranda (PMDB) Kátia Abreu (PMDB), Dulce Miranda (PMDB), Júnior Coimbra (PMDB), Marcelo Lelis (PV), Eduardo Siqueira Campos (PTB), Siqueira Campos (PSDB), Sandoval Cardoso (SD) Vicentinho Alves (SD), Paulo Mourão (PT), Borges da Silveira (PP), Roberto Pires (PP), Nicolau Esteves (PT), Ataídes Oliveira (Pros), Marco Antonio Costa (PSL), Mário Lúcio Avelar (PPS), Raul Filho (PT), José Augusto Pugliesi (PMDB), Élvio Quirino (PSol), Cleyton Pinheiro (PTdoB), Toninho da Brilho (PMN), Adail Gama (PSDC) e Benedito Faria, Dito do Posto (PMDB). Ainda restam na disputa Marcelo Miranda, Sandoval Cardoso, Marcelo Lelis, Ataídes Oliveira, Paulo Mourão, Mário Lúcio Avelar, Élvio Quirino e Adail Gama. São, indiscutivelmente, os nomes mais prováveis de serem convocados por seus partidos e coligações para disputar as eleições. Eduardo Siqueira e Dulce Miranda de­vem ser incluídos nesta lista de prováveis. Eduardo porque nunca deixou de ser pretenso candidato, embora tenha preferido sair do foco da sucessão em função do desgaste do governo. Dulce Miranda pode ser convocada em caso de im­pedimento do titular, o marido. Até dia 30 vamos saber quem são e o que pensam os candidatos que desejam governar o Tocantins a partir de 2015.

Vanderlan nega isolamento e diz ter 150 pré-candidatos a deputado

Socialista não mostra desânimo com coligação pequena para sua candidatura ao governo e afirma que os goianos têm nele uma nova via política

Dilma cai em pesquisa de intenção de votos e Aécio cresce 1,6%

O levantamento tem nível de confiança estimado de 95% e margem de erro máxima de 1,4 ponto porcentual A Revista IstoÉ divulgou neste sábado (14/6) uma pesquisa feita pelo Instituto Sensus onde a presidente Dilma Rousseff (PT)  caiu de 34% das intenções de voto em abril para 32,2% em junho. Além do declínio da candidatura de Dilma Rousseff a pesquisa apontou que Aécio Neves, presidenciável do PSDB, subiu 1,6 % na intenção de votos, de 19,9% para 21,5%. A dupla Eduardo Campos e Marina Silva “continua patinando”, conforme cita a publicação online da pesquisa. A intenção de votos para a dupla oscilou negativamente de 8,3% para 7,5%, variação dentro da margem de erro de 1,4 ponto porcentual. O diretor da pesquisa, Ricardo Guedes Ferreira Pinto, afirma que as variações não são grandes. “Mas são significativas na medida em que traduzem uma migração de votos para a oposição. Esses dados, embora ainda bastante discretos, indicam que a candidatura de Dilma pode estar começando a perder votos para Aécio”. No mesmo cenário, o pastor Everaldo Pereira (PSC) se manteve com 2,3% das intenções de voto, Mauro Iasi (PCB) saiu de 0,3% para 1,7%, Eymael (PDC) ficou com os mesmos 0,4% de abril e Levy Fidelix (PRTB) oscilou de 0,1% para 0,2%. Randolfe Rodrigues (PSOL), que retirou ontem seu nome da disputa presidencial em favor de Luciana Genro, oscilou de 1,0% em abril para 0,9%. Brancos, nulos e indecisos caíram de 33,9% para 28,8%. A pesquisa foi feita entre 26 de maio e 4 de junho e ouviu 5.000 eleitores em de 24 Estados do país. O levantamento tem nível de confiança estimado de 95% e margem de erro máxima de 1,4 ponto porcentual. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-00161/2014. [caption id="attachment_7101" align="aligncenter" width="500"]mi_189103667779799 Foto: Divulgação Revista IstoÉ[/caption]

Oposição tem uma tarefa muito difícil: convencer o eleitor a não votar em Marconi

A tendência é de que o conjunto de realizações do governo comandado pelo tucano tenha ressonância na vontade do eleitor Cezar Santos O tucano Marconi Perillo lidera as pesquisas de intenção de votos para o governo estadual. A constatação é por demais sabida, mas cabe a reiteração por que volta e meia aparecem alguns levantamentos “mandraques” dando conta de que não é bem assim. Mas se Marconi lidera as pesquisas minimamente sérias, isso é o que menos deve preocupar a oposição. O mais difícil para Iris Rezende (PMDB), Vanderlan Cardoso (PSB) e Antônio Gomide (PT) — será que esses dois últimos vão ser mesmo candidatos? É quase certo que um deles não deve ser, mas aguardemos — será convencer o eleitor a não votar em Marconi Perillo. Depois disso, aí sim, convencer o eleitor a votar neles — é bom registrar que há eleitor que convictamente não vota em certos candidatos, e Marconi também sofre rejeição de parte do eleitorado, mas não se trata desse eleitor que estamos referindo. E porque o eleitor deixaria de votar num projeto que está sendo executado a contento? Afinal, Goiás sob o comando do tucano ostenta índices invejáveis tanto em realizações de obras físicas quanto em programas sociais. No tocante às obras, foi realizado um amplo programa de restauração de rodovias, justamente um dos motes que a oposição esperava contar para “bater” em Marconi, mostrando a situação precária de algumas vias, herança do desgoverno de Alcides Rodrigues. E além de restauração, o governo faz novas pavimentações. artigo_jose maria e silva.qxd E o que dizer do Hospital de Urgências da Região Noroeste de Goiânia (Hugo 2) que está praticamente concluído? A unidade vai desafogar o Hospital de Urgências de Goiânia, atendendo um amplo contingente daquela região, englobando dezenas de municípios. O novo hospital terá Centro Cirúrgico com 22 salas e uma ala para pacientes com queimaduras, composta por 13 leitos, serviço que ainda não é oferecido pelo SUS no Estado. Serão investidos mais de R$ 50 milhões em equipamentos. O custo total da obra gira em R$ 140 milhões. O Hugo 2, por si só, é uma obra que marca uma administração. O governo também reforma escolas num modalidade nova, repassando recursos para que as próprias comunidades escolares definissem as obras necessárias. E na quarta-feira, 4, o governo autorizou a construção, cobertura e reforma de quadras esportivas em 520 unidades. Inves­ti­mento na ordem de R$ 116,6 mi­lhões, sendo R$ 40,5 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvi­men­to da Educação (FNDE) e contrapartida de R$ 16 milhões do Tesouro Estadual, para atender 41 escolas com cobertura e reforma de quadras e 74 escolas com a construção de quadras. Mais R$ 60 milhões de recursos próprios do Tesouro estão sendo repassados diretamente a 405 escolas para a construção de novas quadras, reformas e cobertura. A diferença do governo também se estabelece nos programas sociais, como o Bolsa Universitária, que em 15 anos de existência já beneficiou quase 150 mil estudantes com bolsas parcial e integral. E o que dizer do Restaurante Cidadão, que fornece refeição a 1 real? Além disso, Goiás comemora a terceira posição como gerador de empregos no Brasil. A confirmação se deu através de Índices do Ca­das­tro Geral de Empregados e Desem­pregados (Caged) e da Re­la­ção Anual de Informações Sociais (Rais), tabulados pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeco­nômicas (IMB). Os números confirmaram que de 2010 até março de 2014 – na comparação da taxa de crescimento com outros Estados – Goiás foi o terceiro maior gerador de empregos neste período. Alguém pode dizer que a segurança pública não está tão bem. Realmente, há problemas sérios nessa área. Mas qual cidade de médio e de grande porte no Brasil que não enfrenta problemas de segurança pública? A situação vem degringolando nos últimos dez anos, justamente por omissão do governo federal, que deixa para os Estados toda a responsabilidade. E mesmo aí o governo tem ações efetivas a mostrar, como a incorporação de voluntários para reforçar o policiamento ostensivo. Diante desse quadro, como Iris, Vanderlan e Gomide vão dizer ao eleitor para não votar em Marconi? E não se está dizendo aqui das dificuldades políticas de cada um deles: a divisão autofágica do PMDB de Iris; a total falta de articulação e de nomes para compor chapas ma­jo­ritária e proporcional de Van­derlan; o isolamento de Gomide, que ainda por cima terá sua campanha contaminada pelos maus resultados do companheiro Paulo Garcia na Prefeitura de Goiânia. Eleitor gosta de resultados. E certamente ele sabe quem está produzindo resultados.

Goiás como bola da vez

“A bola da vez do Brasil é a Região Centro-Oeste e, dentro da Região Centro-Oeste, é o Estado de Goiás.” A frase foi dita pelo governador Marconi Perillo, no 1º Exame Fórum Centro-Oeste, realizado em Goiânia na terça-feira, 3. O evento promovido pelo Grupo Abril/Re­vista Exame teve objetivo de discutir as potencialidades econômicas e sociais das regiões, e seus desafios estruturais. [caption id="attachment_6406" align="alignleft" width="660"]artigo_jose maria e silva.qxd Foto: Rodrigo Cabral[/caption] A partir do diagnóstico de que a região Centro-Oeste é, hoje, a economia mais próspera do País, com destaque para o volume do PIB, os palestrantes e mediadores debateram os caminhos que têm alavancado a região e as formas de mantê-la na dianteira do desenvolvimento econômico do País. O governador falou dos indicadores da região, lembrando que ela produz 50% dos alimentos do País e cresce muito acima da média nacional. “Enquanto o PIB do Brasil no primeiro trimestre cresceu 0,2%, na nossa região cresceu quase 4%. O crescimento do agronegócio foi de 3,6% no Brasil, puxado pela região Centro-Oeste. É a região que também tem feito o equilíbrio na balança comercial do País, e puxado o Brasil na geração de empregos.” Como o melhor mascate de sua gestão, Marconi “vendeu” seu peixe, lembrando que na última safra, Goiás alcançou 18 milhões de toneladas de grãos, e o rebanho bovino chega a 23 milhões de cabeças. Ressaltou que Goiás é um Estado que, nos últimos anos, agregou muito valor às matérias-primas, passou a industrializar os produtos primários e foi buscar novas fontes de receitas e empregos, garantindo a industrialização do setor metal-mecânico, e das montadoras de veículos, entre outros. “É uma economia bastante diversificada.” Com sua facilidade em esgrimir números, Marconi Perillo disse que Goiás já é o segundo maior produtor de etanol do País, e o segundo de cana-de-açúcar. Informou que o Estado recebeu, nesta gestão, R$ 10 bilhões em investimentos, e mais de R$ 30 bilhões do setor privado. Ele destacou o crescimento do PIB, de R$ 17,4 bilhões em 1998, para R$ 135 bilhões, atualmente. Falou também sobre os incentivos fiscais que foram prorrogados até 2040. Ressaltou o forte investimento na melhoria das malha rodoviária, na construção e duplicação de rodovias, em saneamento básico e na construção de pontes e viadutos, além da construção do maior aeroporto de cargas da Região Centro-Oeste, em Anápolis. Marconi falou dos investimentos e do trabalho do governo goiano para melhorar a hidrovia Paranaíba-Tietê-Paraná, que dá cesso aos portos, e do trabalho para que Goiás ganhe novas ferrovias. “O governo do Estado vai financiar projetos para construção de mais pelo menos duas ferrovias importantes: uma saindo de Ilhéus (BA), até Campinorte, no Norte de Goiás, na Ferrovia Norte-Sul, que é Ferrovia de Integração Oeste-Leste; e um ramal da Norte-Sul na região Sudoeste e Sul. Vamos investir aproximadamente R$ 11 milhões na elaboração dos projetos para que essas rodovias sejam viabilizadas.” Ao falar sobre o desafio da re­gião Centro-Oeste, Marconi observou a questão de forma a englobar todo o País nos quesitos que precisam ser transformados para garantir o de­sen­volvimento de todas as re­giões, e do Brasil como um todo. l

Meio de campo embolado

Já no mês das convenções, o quadro político está estranho, com os oposicionistas sofrendo divisão e anemia eleitoral, e a base governista ainda com ruídos no volta não volta de Ronaldo Caiado

Friboi no rolete

Bilionário das carnes joga a toalha e a pergunta é: Iris esquecerá o que falou sobre ele e vai procurá-lo para compor a chapa majoritária?