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NOVA CASA
Rodrigo Bocardi é contratado pelo SBT e assume apresentação de novo telejornal após deixar a Globo

Novo programa deve seguir um formato multiplataforma. Segundo a emissora, o objetivo é integrar televisão aberta, plataformas digitais e canais Fast

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Curso de Jornalismo da UFG celebra 60 anos de pioneirismo no Centro-Oeste

O evento acontece nesta quinta-feira, 11, com uma roda de conversa, com nomes importantes da história da imprensa goiana

Cristiane Sampaio jornalista
Morre ex-diretora do Sindicato dos Jornalistas do DF. Tinha 40 anos

Cristiane Sampaio, a Cris, trabalhou em “O Globo”, na TV Verdes Mares, no Brasil de Fato e na TV Câmara

De Altamira a Zilda três fotos 1
Enfermeiras brasileiras tiveram neurose de guerra depois de participar da luta contra o nazismo na Itália

Capitãs do Exército, Altamira Valadares e Zilda Rodrigues cuidaram de feridos e viram soldados mortos pela brutalidade das batalhas. A violência da Segunda Guerra Mundial as deixou chocadas

Thomas Friedman, ganhador do Pulitzer, diz que redes sociais “solapam” a democracia

“As redes sociais são inimigas da verdade e da confiança. O modelo de negócio deles não é te informar, é te provocar”

Stefano Mancuso foto Ubu Editora
Stefano Mancuso sugere arrancar asfalto e transformar ruas em rios de árvores

O neurobiólogo italiano, autor de “Fitópolis, sugere que mulheres jovens, sensíveis e perceptivas, tomem o poder e promovam mudanças para "salvar" todos, não apenas os humanos

Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro fotos reproduções
Assédio bolsonarista ao Intercept Brasil é um ataque à liberdade de expressão

No lugar de esclarecer que serviço Flávio Bolsonaro prestou a Daniel Vorcaro para receber 61 milhões para um filme, o bolsonarismo decidiu desqualificar quem divulgou informações verdadeiras

Donald Trump com Flávio Bolsonaro 1300 por 867
Visita de Flávio Bolsonaro a Trump “encobre” o escândalo com Daniel Vorcaro e o retira da defensiva?

Uma imagem vale mais do que mil palavras? Às vezes, sim. A foto de Kim Phuc, a menina bombardeada com napalm no Vietnã, no início da década de 1970, deu uma ideia da barbárie que os Estados Unidos de Richard Nixon promoviam na Ásia.

Autor de “O Coração das Trevas”, o anglo-polonês Joseph Conrad sabia que, quando a dita civilização produz barbárie, o horror é ampliado. A retórica que tenta justificar o absurdo é inominável.

A batalha contra o comunismo “exigia” o massacre de crianças? O mundo avaliou que não. Por isso, ante o desconforto global, os Estados Unidos tiveram de se retirar do Vietnã com o rabinho entre as pernas. Derrotado.

O filósofo do humor Millôr Fernandes, quase um Henry Louis Mencken dos trópicos, contrapôs: aceitemos que uma foto vale mais do que mil palavras, agora diga isto sem palavras.

Mas há mesmo fotografias que dizem muito e, quando seguidas de palavras, podem dizer muito mais.

Na semana passada, depois de quase ter naufragado no Titanic de Daniel Vorcaro, do Banco Master — que financiou o filme “Dark Horse” sobre Jair Bolsonaro —, Flávio Bolsonaro emergiu, não em Copacabana, e sim na Casa Branca, em Washington, ao lado do presidente Donald Trump, do partido Republicanos.

Daniel Vorcaro foto Divulgação
Daniel Vorcaro: o fantasma do latin lover vai assustar Flávio Bolsonaro até quando? | Foto: Divulgação

Vista de maneira displicente, a fotografia mostra apenas um jovem composto, circunspecto e contente — ao lado de uma autoridade republicana mas quase monárquica.

Os sites de esquerda e militantes reds nas redes sociais procuraram apresentar Flávio Bolsonaro como “subserviente” a Trump. O senador seria “contra a soberania do Brasil”. Este é o eixo da crítica do PT.

Flávio Bolsonaro seria um “entreguista”. Como se sabe, a história não perdoa os entreguistas. Eles se tornam os demônios na história.

O que Flávio Bolsonaro quer “entregar”, exatamente, aos Estados Unidos de Trump? A soberania do Brasil. Por consequência, as terras raras (já exploradas por estrangeiros, como americanos).

O governo de Trump qualificou, como política de Estado, o PCC e o CV como organizações terroristas. De acordo com seus críticos, isto pode levar a uma interferência no Brasil. Mas pode, na prática, ser uma política mais voltada para os Estados Unidos e, sobretudo, para controlar as finanças de tais máfias tropicais.

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Donald Trump e Lula da Silva: o presidente brasileiro também cultiva o líder americano | Foto: Divulgação

As guerras das narrativas

Aliados de Flávio Bolsonaro o defenderam. Com alguma razão. Afinal, qual político brasileiro, ou de outro país, consegue posar ao lado do presidente americano, na Casa Branca? Poucos. Pouquíssimos.

Então, concretamente, a visita de Flávio Bolsonaro a Donald Trump mostra força política e prestígio. Não há como contestar isto. O que vai resultar, de positivo ou negativo, ainda não se sabe. É preciso verificar, em seguida, qual narrativa irá prevalecer: a da direita ou a da esquerda.

É débil politicamente quem busca o apoio do presidente dos Estados Unidos e o recebe? Não é.

A visita a Donald Trump pode “encobrir” a relação entre Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro? Encobrir, a rigor, não. Mas sugere que o pré-candidato a presidente do PL não está jogado às traças. Afinal, o político mais poderoso do mundo o recebe e, sobretudo, o apoia.

Ter o apoio de Donald Trump é ruim? Para a esquerda é. Porém, como explicar o fato de que o presidente brasileiro opera para, de alguma maneira, “agradar” o líder americano do norte?

No meio do caminho estão as terras raras, como as exploradas em Minaçu, em Goiás | Foto: Divulgação

Lula da Silva, maior raposa política do país, sabe que, apesar do avanço da China, o único país incontornável são mesmo os Estados Unidos. Por mais que não seja o maior importador de produtos do Brasil, o país de Abraham Lincoln e Franklin D. Roosevelt ainda é o que mais conta globalmente.

O Brasil precisa dos Estados Unidos, e muito. O país de Emily Dickinson e Marianne Moore é um comprador daquilo que o país latino-americano produz de melhor, sobretudo na área do Agro, e também é um grande exportador de “tecnologia” de alta qualidade (o iPhone do brasileiro não é diferente do iPhone do americano).

Por isso, tanto Flávio Bolsonaro quanto Lula da Silva precisam cultivar Donald Trump — como, no passado recente, o petista-chefe lidou muito bem com o conservador George W. Bush (que preferia o político red a Fernando Henrique Cardoso). Não dá, insista-se, para contorná-lo.

Uma pessoa de esquerda, como os instalados nos sites e portais pró-governo do PT, pode escrever o que quiser sobre Donald Trump. Até as maiores barbaridades, exagerando o que, de fato, já é ruim.

O PCC e o CV não são mais facções — são máfias altamente organizadas e violentas | Foto: Reprodução

Mas Lula da Silva não pode fazer o mesmo. Porque, como presidente da República, representa os brasileiros, todos eles, e não apenas aqueles que são de esquerda. Não pode e não deve, em nome de uma ideologia, prejudicar a economia do país; portanto, o povo.

Ao ver Flávio Bolsonaro ao lado de Donald Trump, todo serelepe — “estou ao lado meu paizão político” —, Lula da Silva sentiu uma invejinha verde? Talvez. Porque a jogada do pré-candidato do PL a presidente o colocou no ataque, por assim dizer, e não na defensiva.

Nas redes sociais e nos sites pró-Lula da Silva, a esquerda postula que, ao buscar o amparo de Donald Trump, Flávio Bolsonaro “atenta” contra a soberania brasileira. Em troca de proteção estaria “oferecendo” o Brasil.

Mas e se os brasileiros, a maioria deles, não entenderem assim?

Qualificar o PCC e o CV como organizações terroristas, decisão de Donald Trump apoiada por Flávio Bolsonaro, vai desagradar os filhos do país de Guimarães Rosa e Clarice Lispector? Mais provável que não. Agora, é hora de esperar qual narrativa vencerá.

Mas se Donald Trump persistir contra o PIX, e se Flávio Bolsonaro não fizer a defesa da criatividade do Banco Central, aí as coisas podem piorar para o postulante do PL. Os brasileiros se tornaram, quase todos, talvez todos, “pixmaníacos”.

Virginia Fonseca foto Instagram
Virginia Fonseca será entertainer e não repórter na cobertura da Copa do Mundo de Futebol para a Globo

Os 56 milhões de seguidores da influencer e empresárias empolgam qualquer um, inclusive a Globo. Não se pode mais separar, de maneira ampla, jornalismo e entretenimento

Os leitores Carlos de Assis e Paulo de Oliveira, que se apresentam como “pesquisadores” e “comentaristas amadores”, enviaram uma mensagem para a redação do Jornal Opção criticando a contratação da influencer-empresária Virginia Fonseca para “cobrir” a Copa do Mundo de Futebol de 2026. “É um absurdo. Ela não é jornalista.”

Assis e Oliveira enviaram, com sua crítica, uma reportagem do site Notícias da TV, do UOL. “Trata-se de um texto insensato, no limite da publicidade”, postulam.

Os leitores informam que Virginia Fonseca “era namorada, até poucos dias”, do craque Vini Júnior, do Real Madri e da Seleção Brasileira. “Terminaram, felizmente”, informam os críticos. Não entendi o que quiserem dizer com “felizmente”.

Ante a crítica feroz dos “comentaristas amadores”, eu, que nada tinha lido sobre o assunto — Virginia Fonseca não me interessa (fico com a Woolf) —, tomei a decisão de ler a matéria do Notícias da TV.

Contrariando os dois críticos, tenho de dizer que o material do Notícias da TV nada tem de insensato e ilógico.

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Virginia Fonseca e Vini Júnior, elegantes e belos: o amor acabou | Foto: Instagram

Jornalismo e entretenimento são, cada vez mais, irmãos siameses. É muito difícil separá-los e distinguir onde começa um e termina o outro. Claro, existe o jornalismo “sério”, puro jornalismo. Mas as grandes audiências advêm, muito mais, de reportagens que fazem trocas, às vezes positivas, entre jornalismo e entretenimento.

De cara, o Notícias da TV informa que Virginia Fonseca não fará coberturas jornalísticas para o “Jornal Nacional” e para o “Jornal da Globo”.

Virginia Fonseca vai produzir material para o “Domingão do Huck”. “A influenciadora foi escalada pela Globo para atuar como uma espécie de correspondente de entretenimento durante a Copa, produzindo conteúdos leves e descontruídos ligados ao evento”, esclarece o site.

Fenômeno do Instagram, com 56 milhões de seguidores, Virginia Fonseca “chega à Globo como um fenômeno de engajamento capaz de transformar bastidores e quaisquer momentos aleatórios em conteúdo viral”.

Noutras palavras, ao contratar Virginia Fonseca, a Globo está em busca de ampliar sua audiência, e não de melhorar a qualidade de seu jornalismo. Porque, sublinhe-se, a influencer foi contratada não como repórter — ao menos a repórter tradicional —, e sim com geradora de entretenimento. Será puramente entertainer.

“A própria Globo vê Virgínia como uma ferramenta importante para ampliar a repercussão digital em um cenário de forte concorrência pela atenção do público durante a Copa”, assinala Notícias da TV.

Uma jornalista poderia fazer o que Virginia Fonseca irá fazer? Até pode, mas possivelmente a contragosto. Mas uma jornalista “comum”, quer dizer, não tão famosa, não terá como atrair a atenção do público como fará a influencer.

Relevante também é saber que, ao contratar Virginia Fonseca, não se tem notícia de que a Globo desempregou ao menos um profissional. A influencer representa “acréscimo”, e não “corte”.

Espero que Assis e Oliveira não fiquem descontentes com minha modesta opinião.

Policiais civis numa clínica do Setor Bueno Foto Polícia Civil 867
Polícia prende dentista e, ao omitir uma informação, O Popular presta um desserviço ao leitor

O jornal, para escrever sua reportagem, amparou-se apenas num “resumo” repassado pela polícia e não divulgou o nome nem da odontóloga nem da clínica onde trabalha

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Lista do The Guardian com 100 melhores romances perde relevância ao excluir Machado de Assis e Clarice Lispector

O jornal inglês inclui autores de segunda linha, como Elena Ferrante, Daphne du Maurier, Patricia Highsmith e Joseph Heller e ignora Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Dino Buzzati, Mario Vargas Llosa e Ralph Ellison

Edir Macedo fotos Divulgação
Banco Digimais, do bispo Edir Macedo, pode se tornar o novo Banco Master, de Daniel Vorcaro?

O poderoso chefão da Igreja Universal e do partido Republicanos opera negociação com o BTG Pactual para tentar salvar o banco dos evangélicos. Mas precisa do “aval” governo de Lula da Silva

Jaime Câmara Júnior Foto de Weimer Carvalho O Popular
Bastidores da venda do Grupo Jaime Câmara para o Grupo Zahran. 1 bilhão de reais em jogo?

TV Globo teria operado para o grupo goiano vender a TV Anhanguera para a RMC de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Mas "O Popular" e as rádios acabaram entrando no pacote

Mário Alves fundador do PCBR reprodução
Editora lança livro sobre (e de) Mário Alves, líder do PCBR assassinado pela ditadura civil-militar

“Vida e Obra de Mário Alves — Textos Políticos, Partidários e Jornalísticos” sai pela Editora Lutas Anticapital. Chega às livrarias em julho

Beatriz Sarlo e ensaísta da Argentina foto Reproduçãoi
Memórias de formação, “Não Entender” exibe a vida plena da argentina Beatriz Sarlo, a Borges do ensaio

Na mistura de Céu e Inferno que é o mundo, a guia de Sarlo — assim como a de Dante — foi Beatriz. A ensaísta argentina abriu espaço à força, sem pedir licença. Ela própria se tornou um farol cultural de gerações globais