Polícia prende dentista e, ao omitir uma informação, O Popular presta um desserviço ao leitor
28 maio 2026 às 11h45

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A Polícia Civil prendeu uma dentista que, de acordo com reportagem de “O Popular”, é “suspeita de deixar sequelas em pacientes em procedimentos estéticos”. O jornal assinala que a clínica, localizada no Setor Bueno, foi “interditada”.
“O Popular”, amparado em informações da polícia, acrescenta: “A mulher é suspeita de realizar procedimentos estéticos sem habilitação profissional e cirurgias plásticas e de buco maxilar sem qualificação adequada”.
Em seguida, o jornal pontua: “Por não ter o nome divulgado pela Polícia, ‘O Popular’ não conseguiu o posicionamento da defesa da suspeita”.
A Polícia Civil fez sua parte. Porém, “O Popular”, errando editorialmente, não fez a sua. Quer dizer, o “Pop” exige que a polícia faça até o trabalho de repórter, que, no caso, é descobrir aquilo que a polícia supostamente “omitiu”.
O jornal só conseguirá descobrir o nome da dentista se a polícia o fornecer? O inquérito é sigiloso? Se for, e certamente não é, qual é o motivo?
A repórter que escreveu o texto ao menos deu uma passada no distrito policial? Passou ao menos na porta da clínica onde a dentista trabalha?
Há outras denúncias contra a clínica e a dentista na polícia e, quem sabe, na Justiça? Algumas delas há chegaram à Justiça?
Com o nome publicado, outras denúncias tendem a aparecer. Mas o jornal, não se sabe por qual razão, optou por omitir um fato, o nome da dentista e da clínica, e agiu de maneira preguiçosa (afinal, a clínica fica no Setor Bueno e a sede de “O Popular” fica na Serrinha; portanto, nas proximidades)
Até a fotografia que ilustra a reportagem de “O Popular” foi feita pela polícia. É a mesma que ilustra este breve comentário.



