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Autoridades da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmaram que trabalham com a possibilidade de um cenário extremo caso o conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel se agrave. A preocupação foi expressa por Hanan Balkhy, diretora regional da entidade para o Mediterrâneo Oriental, que disse que o órgão já considera a hipótese de um incidente nuclear.
Segundo ela, esse é o cenário que hoje mais preocupa a organização. “O pior cenário é um incidente nuclear, e isso é o que mais nos preocupa”, disse. Na sequência, ela afirmou que, por mais que haja preparação, os danos seriam inevitáveis. “Por mais que nos preparemos, não há nada que possa impedir o dano que virá”, disse, ao alertar que as consequências poderiam atingir a região e se estender por décadas.
De acordo com Balkhy, equipes das Nações Unidas discutem respostas para um incidente “em um sentido mais amplo”, o que incluiria tanto um ataque a instalação nuclear quanto o uso de uma arma. “Estamos pensando nisso e realmente esperamos que isso não aconteça”, afirmou.
Ainda segundo o relato, a OMS tem atualizado orientações internas para seus funcionários sobre como agir diante de um eventual incidente nuclear. A organização também passou a reforçar informações sobre os riscos duradouros ligados à exposição à radiação.
A movimentação ocorre em meio ao agravamento da ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. No início da operação, integrantes do alto escalão da Defesa norte-americana sustentaram que a meta era neutralizar a capacidade iraniana de desenvolver arma nuclear.
O conflito também provocou desgaste político dentro do próprio governo dos Estados Unidos. Joe Kent, então diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, deixou o cargo ao afirmar que não podia apoiar a continuidade da guerra. Segundo ele, o Irã “não representava ameaça iminente ao nosso país”.
Em outra frente, a diretora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, afirmou ao Comitê de Inteligência do Senado que os ataques americanos e israelenses do ano passado teriam destruído a estrutura de enriquecimento nuclear iraniana. “Não houve, desde então, nenhum esforço para tentar reconstruir sua capacidade de enriquecimento”, disse. Ela acrescentou que as entradas das instalações subterrâneas bombardeadas foram “enterradas e seladas com cimento”.
Já David Sacks, assessor da administração Trump, disse que sugeriu a possibilidade de Israel ampliar a guerra ao cogitar o uso de arma nuclear. Depois, Trump reagiu ao comentário e afirmou que “Israel nunca faria isso”.
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Policiais rodoviários federais realizam, nesta sexta-feira, 27, uma mobilização em todo país em frente às unidades da Polícia Rodoviária Federal em todos os estados. A ação marca o estado de alerta da categoria e tem como principal pauta a cobrança por celeridade na criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC).
O presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no Estado de Goiás (SINPRF-GO), Newton Morais, comentou sobre a manifestação em entrevista ao Jornal Opção. “Esse fundo é essencial para que as polícias federal, rodoviária e penal estejam equipadas, capacitadas e preparadas para combater as organizações criminosas".
O Sindicato alerta que o movimento ocorre em meio a articulações em Brasília para que o Governo Federal avance na implementação do fundo, considerado estratégico para garantir recursos permanentes e proteger o orçamento da segurança pública contra contingenciamentos. Segundo Newton, a mobilização começou em Goiás na semana passada, e hoje foi deflagrada em todo o Brasil.
A proposta do FUNCOC é assegurar melhores condições de trabalho, ampliar a capacidade operacional da PRF e fortalecer o enfrentamento ao crime organizado nas rodovias federais. “Para combater melhor, a gente precisa de recursos, equipamentos, concurso e outras coisas mais", completa Newton.
Durante a mobilização, policiais exibem faixas com reivindicações como investimentos em estrutura, modernização de equipamentos, capacitação profissional e realização de concursos públicos.
Números reforçam pressão por investimentos
Dados operacionais da PRF evidenciam a dimensão da atuação da instituição. Entre 2023 e 2025, foram fiscalizados mais de 22,8 milhões de veículos e abordadas 23,5 milhões de pessoas em todo o país. No mesmo período, foram realizados 8,6 milhões de testes de alcoolemia.
As ações também resultaram na apreensão de mais de 2,1 mil toneladas de maconha e 124 toneladas de cocaína, além de armas e outras substâncias ilícitas. Ao todo, mais de 123 mil pessoas foram detidas e cerca de 23 mil veículos recuperados.
Os dados demonstram a relevância do trabalho desempenhado e reforçam a necessidade de fortalecimento institucional diante do avanço do crime organizado.
Mobilização é pacífica e não afeta atendimento
O sindicato destaca que os atos têm caráter pacífico e informativo, sem prejuízo às atividades operacionais ou ao atendimento à população nas rodovias federais.
A categoria segue em estado de alerta e acompanha as decisões do Governo Federal. Caso não haja avanços concretos em relação ao FUNCOC, novas mobilizações não estão descartadas.
A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição
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