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Lula se afasta da candidata na campanha que não vai para frente nem para trás

[caption id="attachment_10468" align="alignright" width="620"]Lula da Silva ainda não acompanhou Dilma em eventos: cada um tem seu grupo em briga pelo mando na campanha | Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula Lula da Silva ainda não acompanhou Dilma em eventos: cada um tem seu grupo em briga pelo mando na campanha | Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula[/caption] A Copa chegou, rolou e foi embora, mas deixou sequelas no PT, que devem aumentar diante do crescimento da rejeição à presidente Dilma de 32% para 35% entre as duas pesquisas do Datafolha antes e depois do desfecho da Copa. Lula ainda não embarcou na campanha pela reeleição da sucessora. Campanha que, na opinião de companheiros que cercam o ex-presidente, não vai para frente nem para trás. Lula tem algo a ver com essa paralisação. Recusou-se a chefia da campanha e disse que preferia fazer um esforço paralelo ao circuito de palanques da companheira. Como ocorreu no mundial de futebol, Lula continua sem acompanhar a presidente em atos públicos. Enquanto isso, ambos disputam o controle da campanha como corredor de passagem para o domínio de um possível governo reeleito. Eles não se defrontam em pessoa, mas cada um tem o seu grupo de companheiros empenhados na disputa pelo mando da campanha. Nitidamente, surgem duas correntes em confronto, a dilmista e a lulista. A separação se tornou mais visível depois das hostilidades a Dilma nos estádios da Copa. Desde a abertura do campeonato em 12 de junho, alimentam-se rancores no PT que empurram o ex para um lado e a atual para outro. No torneio pelo mando, dilmistas escalam o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho como o símbolo do poder a ser esvaziado. Os lulistas miram o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante. As brasas ainda ardem no rescaldo das ofensas a Dilma no Itaquerão, quando a presidente atribuiu a manifestação a elites. Seis dias depois, 18 de junho, em entrevista a blogueiros amigos, Carvalho disse que a hostilidade não era apenas da elite branca. Dois dias depois, Lula endossou a fala do secretário, contestando a presidente. Dilma não gostou. Comprou briga nos bastidores. Não admite a desenvoltura com que Carvalho atua no Planalto em nome dos interesses lulistas, ainda mais para contestar a presidente naquela reunião de duas horas com blogueiros no palácio durante o expediente. É a missão do secretário no Planalto, representar os interesses de Lula, que o colocou na secretaria-geral. Carvalho apenas expressa aquilo que Lula gostaria de manifestar pessoalmente, mas se cala. Dilma sabe que o buraco é mais em cima. Finge, porém, que é mais embaixo mesmo. Para afastar o secretário do palácio, renovam-se na imprensa as informações anônimas de que ele vai sair para trabalhar na campanha da reeleição junto aos movimentos sociais – como no Planalto. No início, Carvalho negava. Depois passou a admitir que pode cuidar da campanha, mas nas horas vagas, fora do expediente na secretaria. Os lulistas reagiram. Desejam que Aloizio Mercadante, sem deixar a Casa Civil, vá arregaçar as mangas também na campanha. Afirmam que campanha precisa de alguém com autoridade para dar ordem no governo. Lula se cala, como se nada tivesse contra a militância dupla do companheiro Mercadante.

A provocação do secretário-geral ao anunciar mais um decreto para os conselhos

[caption id="attachment_10460" align="alignright" width="620"]Secretáro Gilberto Carvalho: minando por dentro a autoridade de Dilma | Foto: Marcelo Camargo Agênica Brasil Secretáro Gilberto Carvalho: minando por dentro a autoridade de Dilma | Foto: Marcelo Camargo Agênica Brasil[/caption] No meio da semana, Carvalho, novamente assim como quem não quer nada, avançou mais uma casa no tabuleiro do poder. Com a autonomia de sempre, comunicou que o governo examina a assinatura de um novo decreto presidencial para criar um fundo que banque a operação dos conselhos populares. “Estamos trabalhando na ideia de um Fundo Financeiro de Par­ticipação Social”, anunciou o secretário diante de representantes do Conselho Nacional de Saúde, um dos braços dos movimentos sociais com que interage. “Vamos fazer também por decreto, a presidente Dilma pode fazer isso”, emendou. Ora, se o objetivo do PT é instalar a militância do partido no controle dos conselhos populares, criados para aparelhar o Estado com um mecanismo de representação que assegure aos petistas perenidade de influência no poder à margem do sistema eletivo cons­titucional, a operação dos mi­litantes é coisa para Gilberto Car­valho, que nunca fez outra coisa. A manifestação do secretário foi ainda uma forma dele reiterar a função que lhe cabe no coração do poder em nome de Lula. Atuar ali e não na periferia da campanha, como um subordinado da candidata à reeleição. Ao mesmo tempo, Carvalho se antecipou ao anunciar algo que a presidente gostaria de comunicar ela mesma na campanha. O pior para Dilma pode estar naquele momento em que o secretário afirmou que a presidente criaria o fundo por decreto. A declaração ocorreu quando propriamente se inicia a campanha com os partidos na rua. Se o PT já fala em financiar os conselhos, como ficam os aliados que não desejam disputar o poder legislativo com militantes? Outra coisa. Os aliados não aceitam a criação dos conselhos por decreto presidencial. Querem votar um projeto a respeito no Congresso, quando poderia emendar o texto. Os aliados têm poder para se impor. Na véspera da fala do secretário Carvalho, o Planalto mobilizou todas as duas forças para evitar que a Câmara aprovasse um decreto legislativo que derrubasse o outro decreto, o presidencial. Mesmo assim, os aliados se uniram à oposição e aprovaram por 294 a 54 um pedido de urgência para a votação do decreto que revoga o outro. No entanto, veio o recesso branco e tornou incerto o dia da votação do decreto que revoga os conselhos. Apesar de tudo, no dia seguinte, Carvalho aumentou o estrago no governo ao falar em mais um decreto. Pura provocação. Ao palácio, diga-se.

A renúncia de Andrade no Senado renovou um símbolo com Aureliano em Minas

Se a ideia de Clécio Andrade (PMDB), ao renunciar ao mandato de senador, fosse apenas abafar o seu julgamento pelo Supremo Tribunal Federal por causa do mensalão mineiro, ele poderia fazer como o ex-deputado e governador E­duardo Azeredo (PSDB): renunciar em cima da hora e esperar que o processo fosse para Minas e adormecesse por lá. Na prática, a dois meses e meio da eleição presidencial, a renúncia de Andrade renovou um marco histórico em Minas, onde a política tradicional é feita com símbolos. Trinta anos depois, repete-se a aliança entre dois adversários oriundos da UDN e o PSD: o então vice-presidente Aureliano Chaves e o governador Tancredo Neves. A retirada de Andrade abriu a vaga no Senado ao suplente Anto­nio Aureliano Sanches de Men­don­ça (PSDB), o Toninho, único filho homem e herdeiro do velho Au­reliano. Como senador, Toninho passa a valorizar o seu apoio ao co­lega e companheiro tucano Aécio Neves, herdeiro de Tancredo. O velho Aureliano emergiu na UDN, passou pelos partidos da ditadura e tornou-se vice-presidente do general João Baptista Figueiredo, cuja sucessão pretendia disputar com o então governador Tancredo, vindo do PSD e candidato a presidente pelo PMDB na eleição indireta de janeiro de 1985. Sem ambiente com Figuei­re­do para também ser candidato, o vice Aureliano apoiou Tancredo na sucessão presidencial e retirou-se a política sem esperar dividendos pela sua participação. O político passou ser Toninho, que se reencontrou com os Neves na pessoa de Aécio. Juntou-se a eles Clécio An­drade, líder empresarial na área de transportes que se tornou vice-governador de Aécio. Neste ano, pretendeu se candidatar a governador, mas esbarrou na preferência do PMDB por alguém do PT. Agora, ao renunciar a um mandato que iria até janeiro, o Planalto perde um senador, os tucanos ganham um. Na renúncia, Andrade alegou problema com a saúde, o que se des­conhecia. Se renunciasse ao Se­nado apenas no fim do ano, quando seria julgado no Su­premo pelo mensalão mineiro, a troca de senador teria menor impacto em Minas.

Mais de 300 palestinos morreram em 12 dias de ofensiva israelense em Gaza

Em 12 dias de ofensiva israelense na Faixa de Gaza, 330 palestinos morreram e mais de 2.400 ficaram feridos. As vítimas, em sua maioria, são civis. Segundo fontes médicas, o número de mortes aumentou muito desde a noite de quinta-feira (17), quando o Exército de Israel iniciou uma ofensiva terrestre, que se soma aos bombardeios da Aviação e da Marinha de Guera. Somente nas primeiras 24 horas da incursão terrestre, mais de 70 palestinos morreram nos ataques, concentrados nos bairros do norte e do sul da Faixa de Gaza. Na noite passada, a violência foi particularmente intensa nos bairros de Beit Lahia e Beit Janun, onde um obus das forças israelenses matou oito pessoas de uma mesma família. No sul da Faixa, uma das áreas mais castigadas por terra, mar e ar, três pessoas morreram em um bombardeio noturno. Na localidade de Jan Yunis, também ao sul, quatro pessoas morreram e cinco ficaram feridas na noite de ontem (18). Em Rafah, perto da fronteira com o Egito, os mortos em ataques israelenses chegaram a uma dezena. As crianças, que são quase metade da população da Faixa de Gaza, também são  vítimas do conflito entre os israelenses e palestinos: cerca de 80 menores de idade morreram desde que começaram as hostilidades.

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Boate Kiss: polícia do RS indicia mais 18 pessoas

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou hoje (18) mais 18 pessoas pelo incêndio na Boate Kiss, em janeiro de 2013. A polícia entregou ao Judiciário o inquérito policial sobre as investigações remanescentes do caso, no qual informa os novos indiciamentos. Os motivos são diversos: falsidade ideológica, prevaricação, fraude processual, falso testemunho e crime ambiental. A polícia verificou irregularidades na concessão do alvará de localização e da Licença de Operação da boate, além de constatar que alguns dos indiciados não disseram a verdade quando foram interrogados sobre o caso. O inquérito também apontou o envolvimento de servidores públicos em fraudes que possibilitaram a expedição das licenças para funcionamento do estabelecimento. O incêndio na Boate Kiss ocorreu na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013, causando a morte de 242 pessoas e deixando mais de 620 feridas. O fogo começou durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, quando um dos músicos acendeu um artefato pirotécnico no palco. A espuma usada para abafar o som do ambiente era imprópria para uso interno e produziu substâncias tóxicas, como o cianeto, o que causou a maioria das mortes. A boate funcionava com documentação irregular e estava superlotada.

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A unidade vai ser inaugurada no final de setembro. O acordo assinado nesta sexta tem o valor mensal de R$ 15,02 milhões

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Ele nomeou uma força-tarefa do Ministério Público para dar celeridade aos trabalhos, mas ressaltou que a conclusão dos inquéritos não será rápida, devido à complexidade das investigações

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Até o momento, mais de 260 pessoas morreram e 2 mil ficaram feridas na sequência dos ataques iniciados em julho

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