Notícias
[caption id="attachment_9175" align="alignright" width="620"]
Ministros Zavascki e Barroso: desembarque no Supremo formou maioria pró-redução de penas de mensaleiros | Fotos: Wilson Dias/ABR - Antonio Cruz/ABr[/caption]
O processo de desgaste de Joaquim Barbosa na presidência do Supremo aguçou-se no fim de fevereiro último, quando o Supremo, ao julgar embargos infringentes, anulou a sentença que considerou o mensalão como obra de formação de quadrilha. Reduziu-se, então, a pena de oito mensaleiros, a começar pelo ex-ministro José Dirceu e o ex-deputado José Genoino.
O próprio julgamento de infringência já era um recuo quanto ao arquivamento do antigo sistema que oferecia uma segunda chance ao condenado por placar apertado, mas sem o direito de recorrer a um tribunal superior. As três decisões do Supremo receberam o mesmo placar estreito, seis votos a cinco. Tudo no espaço de um ano e meio concluído em fevereiro.
A inversão histórica do placar foi possível pelo desembarque no Supremo de dois novos ministros, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Antes, a aposentadoria compulsória retirou do tribunal dois outros juízes que ajudavam a formar a antiga maioria que concordava quanto à existência de formação de quadrilha no caso, Cezar Peluso e Ayres Britto.
Barbosa detonou a revolta contra a nova maioria no Supremo ao aprovar a redução das penas no final de fevereiro, há mais de quatro meses. “Sinto-me autorizado a alertar a nação brasileira de que esse é o primeiro passo”, advertiu. “É uma maioria de circunstância que tem todo o tempo a seu favor para continuar sua sanha reformadora”, referiu-se à presença nova de Zavascki e Barroso no processo.
Avançava o processo de desconforto pessoal que levou Barbosa a pedir a aposentadoria 11 anos ante de chegar aos 70, quando sairia compulsoriamente. Na terça-feira, saiu do tribunal antes dos colegas para não se despedir deles. Em seu incômodo geral, isolou-se dos outros ministros, que também o afastavam por causa das hostilidades pessoais.
Fora do prédio, Barbosa se sentiu à vontade para desabafos a repórteres em troca do discurso de despedida que não houve. Indiretamente condenou aquela “sanha reformadora” que facilitou a vida de mensaleiros:
— Aqui não é lugar para pessoas que chegam com vínculos a determinados grupos. Não é lugar para privilegiar determinadas orientações.
A seguir, Barbosa foi mais direto ao seu alvo, ao denunciar a “tentativa de utilização da jurisdição para fins partidários” com o “fortalecimento de grupos, de certas corporações, isso é extremamente nocivo, em primeiro lugar, à credibilidade do tribunal, e também à institucionalidade do nosso país.”
A visível marcha de uma ocupação política do Supremo fragilizou Barbosa numa exibição de poder capaz de intimidar outros juízes. Ao mesmo tempo ele perdia autoridade por causa da falta de controle sobre o temperamento.
Há um mês, houve aquele momento onde o advogado de José Genoino, Luiz Fernando Pacheco, intrometeu-se numa sessão do Supremo e ocupou a tribuna para pressionar pela concessão ao cliente do direito a prisão domiciliar. Antes de ser expulso, Pacheco bateu boca com Barbosa, ambos agressivamente. “Foi o momento mais chocante em meus 11 anos no Supremo”, definiu.
Completou-se o processo de desencanto geral de Barbosa com o ambiente de trabalho pessoal. Na conversa com repórteres, deixou vazar um desabafo capaz de explicar a exaltação com advogados que exploram os desgastes de Barbosa. “A prática do direito no Brasil está se tornando um vale-tudo, uma constante quebra de braço”, queixou-se e explicou:
— O sujeito perde nos argumentos e quer levar no grito, agredir, desmoralizar a autoridade.
Conhecida nacionalmente pelo grande número de áreas verdes e organização de seus espaços urbanos, metrópole necessita de transformações para que continue a ser referência em qualidade de vida
Além da chapa majoritária, o Partido dos Trabalhadores registrou os nomes dos candidatos a deputados estaduais e federais O governadoriável Antônio Gomide (PT) registrou sua candidatura na manhã deste sábado (5/7) na sede do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE Goiás). Além do nome de Antônio Gomide, candidato ao governo, e Tayrone Di Martino para a vaga de vice da chapa, o PT registrou também os nomes dos candidatos a deputados estaduais, federais e de Marina Sant’Anna para vaga ao Senado. [relacionadas artigos="8242,8867"] “Registramos a chapa que vai trazer esperança à vida dos goianos, registramos um time que quer mudar o Estado para melhor. Somos a chapa da esperança”, disse Antônio Gomide. O TRE recebe neste sábado os partidos que ainda não registraram os nomes dos seus candidatos, tanto para as chapas majoritárias quanto para as proporcionais. Durante a manhã foi a vez do PT, PRB, Psol. Pela tarde, o órgão recebe o PHS, PMDB, PRTB, PSDB, Pros e PPL. Todos os partidos foram agendados para que os políticos entregassem a documentação relativa ao registro de suas candidaturas. Partidos e coligações têm até este sábado para solicitar ao órgão o pedido de registro de candidatura. Após protocolado o registro, o TRE analisa a documentação, e a Corte Eleitoral deve julgar se a candidatura é válida até o dia 5 de agosto. É também a partir deste sábado que a legislação eleitoral veda o corte ou readaptação de vantagens, transferência ou exoneração de servidor público. Também fica proibido aos agentes públicos das esferas administrativas que estejam disputando as eleições autorizar publicidade institucional dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos ou entidades da administração indireta. É proibido ainda fazer pronunciamentos em cadeia de rádio e televisão fora do horário eleitoral gratuito, contratar shows artísticos pagos com recursos do Estado e comparecer a inaugurações de obras públicas.
Presidente da Acieg elenca dificuldades do empresário brasileiro, como carga tributária alta e legislação trabalhista que causa enormes dificuldades ao empregador
Um torcedor registrou o momento em que a jovem, ainda em um dos camarotes do estádio, falava ao celular e, acompanhada de alguns seguranças, chorava descompassadamente
Apesar dos ufanismos à la Galvão Bueno, a imprensa esportiva brasileira está bem à frente da média dos colegas latino-americanos da mesma área de atuação, mais exagerados ainda
Faz sucesso na internet um vídeo em que um garoto argentino contradiz uma voz feminina (provavelmente sua mãe), que quer que ele renegue o que insiste em repetir: “Los brasileños son bueníssimos” (os brasileiros são ótimos), comparando o futebol canarinho com o portenho. A situação é inusitada, porque é mais comum que ocorra o contrário — brasileiros gostarem de torcer pela Argentina. Talvez por isso o grande sucesso do filmete de pouco mais de um minuto e que foi reproduzido em vários programas esportivos. Mas ainda bem que o menino guarda essa imagem de “bueníssimo” de nosso futebol. Nós, nativos, não temos tido a mesma opinião convicta.
[caption id="attachment_9105" align="alignleft" width="300"]
Antônio Gomide já visitou 147 dos 246 municípios goianos, mas precisa se concentrar onde tem mais gente | Foto: Fernando Leite[/caption]
O governadoriável Antônio Gomide (PT), em dois meses, visitou 147 municípios goianos. Um número impressionante, sem dúvidas. Mas ainda faltam 99, das 246 cidades goianas. Fora isso, Gomide precisará centrar esforços nos grandes centros, isto é, Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis e Entorno do DF.
Por isso, o cronograma de campanha já está definido. A semana, que foi dividida para atender a todos os interesses de apresentação da chapa, ficou assim: dois dias para continuar a caravana nos 99 municípios que faltam; dois dias para os grandes centros; e finais de semana dedicados ao Entorno, que, aliás, receberá atenção especial.
Afinal, são aproximadamente 600 mil eleitores na região. Quatro dos dez maiores colégios eleitorais do Estado estão no Entorno: Luziânia, Águas Lindas, Valparaíso e Formosa. A estratégia está, primeiramente, baseada no apoio de Agnelo Queiroz (PT), em Brasília. Fora Agnelo, Gomide contará ainda com os petistas Lucimar do Nascimento, prefeita de Valparaíso, e Didi Viana, vice-prefeito de Luziânia.
[caption id="attachment_9135" align="alignleft" width="620"]
Alexandre Magalhães foi a São Paulo e disse que queria disputar, mas recuou. Por isso, foi pressionado[/caption]
Quando o governador Marconi Perillo disse “sim” à candidatura à reeleição, o PSDC foi um dos partidos que levantou as mãos e festejou. Mãos que foram abaixadas quando o partido lançou chapa pura para disputar o governo. Alexandre Magalhães é o nome da legenda para o pleito de outubro. Muitos estranharam. Chegaram a dizer que a chapa seria apenas para “neutralizar” a oposição ao governador.
Eis uma explicação: a aliança com o PSDB era um desejo do presidente estadual do partido, Ademar Borges, e daqueles que tentarão ir à Assembleia Legislativa — 20 — e à Câmara Federal — 10. Isto é, muita gente. O que circula pelos bastidores é que Alexandre passou por cima de Ademar e foi a São Paulo conversar com o presidente nacional da sigla, o presidenciável José Maria Eymael. Alexandre teria dito a ele que queria disputar o governo em Goiás e pediu apoio. Eymael, então, mandou a ordem e a chapa se configurou, sendo inclusive pré-anunciada.
Depois, houve alguns percalços e o então pré-candidato do PSDC tentou voltar à aliança com os tucanos. A informação chegou aos ouvidos de Eymael, em São Paulo, que mandou dizer: “Se não for candidato, está fora do partido.” Não tinha outro jeito. O fato é que a chapa — que leva Rodrigo Adorno, na vice, e Aldo Muro, ao Senado — está formada e não tem volta.
Para Alexandre, que é empresário do ramo de energia e nunca disputou uma eleição, a explicação é outra. Diz que estava desanimado com as opções de nomes e não queria votar em nenhum dos candidatos que se apresentaram. Por isso, quis disputar. “Conheço a história do Iris [Rezende]. Conheço a história do atual governo. Conheço a história do Vanderlan [Cardoso] atrelado ao Alcides [Rodrigues]. E vejo o que o PT está fazendo em Goiânia. Então, vou pregar a história da mudança. Quero levar a experiência da gestão empresarial para a administração pública. Meu mote é o respeito ao dinheiro público. Quero investir naquilo que é certo”, afirma.
Pode (e deve) ser só coincidência, mas a semana da imprensa goiana teve um fato curioso: as manchetes de “O Hoje” dos dias 30/6 e 1º/7 praticamente se repetiram na capa de “O Popular” dos dias 1º e 2/7, respectivamente.
Na segunda-feira, 30, a primeira página de “O Hoje” publicou “Procuram-se pediatras”, ressaltando a falta de profissionais da área e informando que há 925 especialistas para 2 milhões de crianças e adolescentes em Goiás, número que seria “quatro vezes menor” do que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) de um pediatra para cada mil pacientes. A conta não fecha — 925 está mais perto de mil do que de 500, que daria a razão exata em relação a 2 milhões. Na página 4 — e não na 3, como está na chamada da capa —, a explicação: a matéria de Cristiane Lima diz que “no Estado existem 2 milhões de crianças e adolescentes e 695 pediatras”, dos quais “cerca de 500 estão ativos”. A informação da reportagem foi truncada na hora de elaborar o texto da capa. No dia seguinte, o “Pop” repete o mesmo tema, com a manchete “27 bebês sofrem na fila por falta de UTIs”, embora enfocando na ausência de unidades pediátricas.
No mesmo dia 1º, “O Hoje” estampava “Goiânia deve ultrapassar 80 homicídios em junho”, baseado na previsão com os números de quatro dias antes. Furou o que o concorrente líder se propôs apenas no dia 2: “Um mês, 80 homicídios”. Edição diária que já nascia velho. Mais do que isso: tendo sido “avisado” com um dia de antecedência.
Das duas, uma: ou a equipe do “Pop” resolveu bancar o tema, ignorando o que já dizia o concorrente — e teria motivos para isso, por ser um jornal de maior alcance e reverberação que o outro — ou apenas não soube qual era o tema do dia do outro diário. Detalhe: as matérias do “Pop” estão mais bem elaboradas, até por causa da estrutura do jornal e da experiência de seus repórteres. De qualquer modo, é sinal de que há alguma acomodação pelos lados da Serrinha. Repetir assunto de manchete do concorrente no dia seguinte duas vezes seguidas é um acaso que não deveria acontecer com o principal veículo impresso de uma empresa do porte do Grupo Jaime Câmara.
[caption id="attachment_9126" align="alignleft" width="620"]
Dyogo Crosara: o jovem advogado eleitoral é associado ao vice-governador José Eliton. Porém, Iris parece querer sua presença na equipe dele[/caption]
Todos estão definindo suas equipes de campanha. No que toca à parte jurídica, uma parte muito importante nesse período, Iris Rezende (PMDB), ao que consta, tem conversado bastante com o jovem advogado Dyogo Crosara para coordenar o jurídico de sua campanha. Porém, isso tem contrariado os advogados peemedebistas, de todas as tendências do partido. Acontece que Dyogo Crosara é o advogado do vice-governador José Eliton (PP).
A questão é que Iris tem encontrado dificuldades em formatar sua equipe de campanha. Não apenas a parte jurídica. A coordenação-geral ainda está em aberto. O coordenador-geral deveria ser Armando Vergílio. Porém, Armando tem cuidado mais dos aspectos financeiros da campanha. Alguns peemedebistas chegam a brincar que Armando tem recebido gente de todos os lados com boletos na mão dizendo: “Foi o Iris que me mandou falar com você.”
Assim, o coordenador deverá ser o deputado Samuel Belchior, que está mais ligado a Iris, sendo, portanto, a escolha mais acertada.
[caption id="attachment_8801" align="alignleft" width="300"]
Sarah Teófilo, aluna da PUC-GO, é finalista de concurso nacional de jornalismo ambiental | Foto: Arquivo pessoal[/caption]
Sarah Teófilo, repórter do Jornal Opção Online, é finalista da 2ª edição do Prêmio Tetra Park de Jornalismo Ambiental. O concurso é realizado pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e a lista final, com seis nomes, inclusive o dela — saiu na semana passada. No 7º período de Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Sarah agora será entrevistada por profissionais da imprensa do Grupo Estado e por integrantes da Tetra Park. O resultado do prêmio, que dará direito a estágio no Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, em Austin (EUA), em 2015, sai dia 22 de agosto.
Na redação do Jornal Opção, ainda como estagiária, Sarah tem demonstrado personalidade na realização de reportagens e também na emissão de opinião, em artigos bem produzidos e posicionados. A conquista só ratifica o caminho aberto que tem a sua frente para se tornar uma grande profissional.
Pela lei eleitoral, mesmo que as chapas já tenham sido definidas e registradas no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), elas ainda podem sofrer alteração. Isto é, os candidatos podem ser substituídos por outros. Mas há regras. A substituição não é feita pela livre vontade dos partidos. Deve haver causa específica, como indeferimento do registro de candidatura pela Justiça Eleitoral, desistência ou renúncia do candidato, ou falecimento. Nessas hipóteses, o partido pode substituir o candidato até 60 dias antes das eleições para os cargos proporcionais e 20 dias para os cargos majoritários.
A história do declínio da Celg é de conhecimento de todos os goianos. Porém, o que torna esse prejuízo para o Estado ainda mais sério é a vantagem financeira. Isso mesmo, vantagem, e não é a favor do coletivo. Já se comenta sobre a formatação de um dossiê com imagens e documentos detalhando a relação de uma empresa prestadora de serviço de iluminação com forte grupo politico. Com tanta especulação nos bastidores da política, a própria empresa poderia se manifestar. Vem novidade da pesada por aí.
A “Folha de S. Paulo” da quinta-feira, 3, traz a última pesquisa Datafolha de intenção de voto para a Presidência da República. Há a retomada, ainda que circunstancial, da curva ascendente de Dilma Rousseff (PT). Na verdade, todos crescem: Aécio Neves (PSDB), de 19% para 20%; Eduardo Campos (PSB), de 7% para 9%; e a presidente, de 34% para 38%. Consequentemente, cai o número de votos que não seriam dados a ninguém. São dados interessantes e contextualizados pela manchete da “Folha”: “Copa melhora o humor do país, e Dilma cresce”. Em entrevista para o Jornal Opção no fim de abril (edição 2025), o comunicólogo Renato Meirelles já admitia — como fizera também Mauro Paulino, do próprio Datafolha — que a Copa do Mundo seria fundamental para o resultado das eleições. O caos não se concretizou, e isso, de certa forma, parece ter sido positivo para a presidente. E os fatos também conspiraram a favor dela. Principalmente o que pretendia lhe ser mais negativo: a vaia na abertura do evento, que causou repercussão mundial e a sensação, por parte de muitos brasileiros, de que o ato envergonhava o País. Um questionamento da pesquisa confirmou a informação: 76% dos entrevistados desaprovaram os xingamentos a Dilma. Da mesma forma, 60% consideram-se orgulhosos pelo fato de o Brasil sediar o Mundial e 65% disseram ter vergonha dos protestos durante a Copa. Um cenário bem diverso do que ocorreu durante a Copa das Confederações. O resultado é que, sem fazer nada, a petista acaba sendo transformando veneno em remédio. Reinterpretadas, as vaias lhe foram positivas. A Copa está no fim, mas o resultado em campo, ao contrário do que temem os teóricos da conspiração, parece que vai influenciar muito menos as eleições do que o desempenho do País fora dele. Até o momento, o caos é menor do que muitos previam. Se sair bem de alguma forma de uma prova de fogo como essa, depois de tanto superfaturamento, é algo que é bom, acima de qualquer partidarismo.

