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O aparelho, um Antonov 140 de fabricação iraniana, caiu às 9h18 (horário local), minutos depois de decolar do Aeroporto de Meharabad, no sudeste de Teerã
A Superlua acontece por causa do formato elíptico da órbita, que fica 50 mil quilômetros mais aproximado da Terra no perigeu, o apogeu é o ponto mais distante
Iúri Rincon Godinho
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Livro "O Réu e o Rei" de Paulo César[/caption]
Roberto Carlos conseguiu tirar de circulação 10 mil exemplares do livro “Roberto Carlos em Detalhes”, do historiador Paulo Cesar de Araújo. A rigor, a obra não tem nada de ruim contra o rei e pode ser encontrada com facilidade no site do Estante Virtual (estantevirtual.com.br) ou no Mercado Livre por cerca de 400 reais. Foi escrito por um fã, como fã que pesquisou com competência durante 15 anos a vida do rei, que saiu engrandecido após o ponto final.
Mas Roberto não gostou, numa prova de que o ser humano é complexo, complicado e inesperado. Processou Paulo Cesar (inclusive criminalmente, pedindo sua prisão por mais de dois anos) e a Editora Planeta. Levou tão a sério o processo que compareceu à audiência. Com seus olhos tristes e a voz de monstro maior no Olimpo da música (e da cultura popular), o cantor e seu séquito de advogados depenaram (mais moral que financeiramente) o autor e a editora. A obra foi recolhida na Planeta, os exemplares nas livrarias teriam sido comprados e a conta enviada à editora. Segundo desconfia o historiador, os livros estão em algum galpão guardado por seguranças ou teriam sido incinerados.
Paulo Cesar ficou bravo. Na audiência ninguém defendia sua pesquisa rigorosa. Os argumentos de Roberto Carlos, para o réu absurdos, diziam que, com a biografia nas lojas, o cantor teria prejuízo financeiro quando fosse lançar sua própria história. O toque final, kafkiano, se deu quando o juiz chamou o cantor em um canto e lhe pediu que escutasse um cd que gravara. Também soltava seus trinados, tímidos, a julgar pelo pseudônimo que usava.
Sozinho no tiroteio, tendo contra si um ícone nacional, sem seu livro, sem editora, Paulo Cesar foi à forra e preparou a vingança, publicada no início desse ano. “O Réu e o Rei”, da Companhia das Letras, tenta descontruir Roberto Carlos. Ao contar de maneira cronológica e rápida a trajetória do cantor, mostra como ele perdeu relevância a partir dos anos 90 e não consegue, há muitos anos, fazer nada de relevante, lançando músicas raras e ruins, se regravando à exaustão ano após ano. Os cruzeiros do rei são tratados como um passeio de vovozinhas ricas e deslumbradas. Seus shows como excludentes e caros, prejudicando justamente a população humilde que comprou os discos e fez sua fama, e que agora teria sido “abandonada” por ele, privada financeiramente de vê-lo ao vivo.
De maneira desnecessária, relembra o acidente no qual o rei perdeu uma perna (do joelho para baixo), em um acidente na linha férrea, quando criança. Também desnecessariamente desce aos sempre chatos detalhes do processo. Gasta bem umas 100 páginas (e a paciência do leitor) da repercussão (negativa para o cantor, excelente para o autor) da polêmica na imprensa.
Se no primeiro livro Paulo Cesar constrói um herói da música popular, no segundo põe tijolo sobre tijolo num monumento sobre um cantor talentoso mas intolerante, cheio de manias e capaz de influenciar, além dos admiradores, outros artistas e o Judiciário.
Mas a vingança de Paulo Cesar é mais efetiva quando ele dá o caminho de outras obras que não compactuam com a imagem de bom moço de Roberto Carlos. Parte dessa mágoa, para além do processo, foi o fato de os advogados do rei não terem processado também Pedro Alexandre Sanches, autor de “Como Dois e Dois São Cinco”, sobre Roberto, Erasmo e Wanderléa. E nem a ex-mulher do costureiro Dener, Maria Stela Splendore.
Maria Stela (Sri) era uma moça bonita que, ainda adolescente, caiu nas graças do maior costureiro do Brasil e se casou com ele por pouco tempo, para logo depois ter um caso com Roberto Carlos. Em seu livro “Sri Splendore – Uma História de Vida”, ela conta seu envolvimento com o rei e revela as dúvidas sobre quem seria o pai de sua filha: Dener ou Roberto Carlos. De maneira vaga, conta um encontro das duas com o cantor e que ele prometera algo (ela não diz o quê) e não cumpriu. Paulo Cesar parece achar que esse livro seria suficiente para um processo.
Se com Maria Stela nada aconteceu, Nichollas Mariano teve problema semelhante a “Roberto Carlos em Detalhes”. Nichollas era funcionário de rádio no Rio de Janeiro que se aproximou do cantor em início de carreira e trabalhou como seu divulgador — uma espécie de relações públicas. Roberto Carlos o levou pra casa — ainda morava com a mãe, Laura.
Quando o cantor se mudou para São Paulo, demorou para chamar Nichollas, que parecia se sentir abandonado quando não estava com Roberto Carlos. O fato é que o cantor confiava nele mas Mariano não tinha qualificação na vida profissional que o rei entrara, cheia de grandes empresários, advogados e contratos. O jeito que Roberto achou foi contratá-lo como mordomo, na verdade um empregado doméstico de luto, que atendia telefone e fazia compras nos supermercados.
Estar perto do ídolo — e do poder advindo disso — era o bastante e quando os dois se desentenderam e Nichollas foi mandado embora, perdeu o rumo. Tentou vários empregos, até gravou um disco. Tudo fracasso. Voltou a procurar Roberto, pediu dinheiro, recebeu mas não foi o bastante. Em 1979 lançou “O Rei e Eu – Minha Vida com Roberto Carlos”.
Naquele ano, o cantor estava no auge. O sucesso adolescente da Jovem Guarda passara e no final dos anos 60 ele entrara em uma fase mais adulta, densa, um pé na soul music e sem o som pastiche e piegas que faria a partir da metade dos anos 80. Em resumo, seu melhor período, quando, com certeza, produziu algumas das melhores músicas de nossa história.
Roberto Carlos conseguiu proibir o livro até com facilidade — e proibido está até hoje. Até porque Nichollas Mariano não é o Paulo Cesar, que tem estilo, sutileza e estudo. E pegou pesado. Narra a “ginástica” que a família fazia para esconder a deficiência física de Roberto, conta que ele dirigia de maneira quase suicida (disputando quem chegava em menos tempo), diz que Laura não gostava da primeira mulher do filho, Nice, e outros detalhes no limite entre informação e fofoca.
O livro de Nichollas Mariano é bem mais difícil de conseguir, nunca por menos de mil reais. E em tempos de internet não adianta muito proibir a circulação de qualquer texto. Por mais dialético que pareça, ao mesmo tempo, é também necessário que se defenda o direito de quem não quer ver sua história exposta. Mesmo que essa pessoa seja Roberto Carlos.
Iúri Rincon Godinho, jornalista e publisher da Contato Comunicação, é colaborador do Jornal Opção.
A primeira visita foi na sexta-feira (8/9) à cidade de Hidrolândia, seguindo para Aragoiânia, Mairipotaba, Cromínia, Professor Jamil, Piracanjuba e Caldas Novas
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Candidatos ao governo estadual cumprem agenda no domingo | Fotos: Reprodução e Jornal Opção[/caption]
Alexandre Magalhães (PSDC)
Dia em família
Antônio Gomide (PT)
Dia em família
Iris Rezende (PMDB)
Gravação de programas eleitorais durante todo dia
Marconi Perillo (PSDB)
9h – Igreja Assembleia de Deus, no Setor Pedro Ludovico
10h – Paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus, no Seto Expansul
Marta Jane (PCB)
Encontro com antigos militantes do Partido Comunista Brasileiro
Weslei Garcia (PSOL)
9h - Caminhada na comercial de Águas Lindas
18h - Reuniões com representantes das Igrejas Evangélicas
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Júnior Friboi e Iris Rezende: o primeiro torce pela derrota do segundo[/caption]
O empresário Júnior Friboi (PMDB) não está insulado no Colorado, nos Estados Unidos. Há quem diga que “exilou-se” voluntariamente e que só volta em agosto. Não é bem assim. Os aliados mais íntimos têm conversado com o peemedebista por telefone. Está tranquilo, mas permanece magoado com Iris Rezende e garante que não apoia sua candidatura a governador de Goiás em nenhuma hipótese. Pelo contrário, um de seus projetos é contribuir para a derrota do decano peemedebista, nem que, para tanto, tenha de apoiar o governador Marconi Perillo (PSDB), que, se reeleito, não disputará mandato em 2018, o que agrada o empresário.
A um prefeito, Friboi disse que, se Iris for eleito governador, sai do PMDB e se filia noutro partido, possivelmente de menor porte e no qual não será mais atropelado. Porém, se Iris perder, deve trabalhar para assumir o controle do partido com o objetivo de disputar o governo em 2018, numa provável aliança com o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, que disputaria mandato de senador.
Há reclamações de políticos, do PMDB ao PC do B, de que Friboi não estaria repassando o apoio financeiro prometido. Aliados do empresário apresentam duas explicações lógicas. Primeiro, ele não é candidato a nada nestas eleições — exceto a observador político e, como tal, quer assistir a derrota de Iris de camarote. Portanto, se não é candidato, por qual motivo deve financiar dezenas de candidatos? Segundo, Friboi teme que, dando apoio financeiro a alguns candidatos, estará ajudando não apenas a eles, mas também a Iris Rezende. Seria um apoio indireto ao peemedebista. O comportamento de Iris e dos iristas continua desagradando a Friboi. Eles dizem que o empresário desistiu da disputa sob pressão de seus irmãos e de seu pai, porque os interesses da empresa JBS estão acima de seus projetos políticos e dos projetos do PMDB. Um aliado de Friboi contesta: “É natural que Friboi queira proteger os interesses dos negócios da família, que é muito unida. Mas a verdade é que não se tornou candidato porque Iris o ‘atropelou’. Como se sabe, ele permanece com o sonho de disputar o governo de Goiás; assim, não se pode dizer que os interesses empresariais impediram sua candidatura. Insisto: Iris vetou a candidatura de Friboi”.
Uma informação curiosa: Friboi, embora não apoie Iris Rezende, não trabalha para impedir que todos os seus aliados participem da campanha do peemedebista (motivo: custos financeiros). Porém, alguns de seus mais íntimos aliados já estão na campanha do governador Marconi Perillo. A maioria dos prefeitos do Nordeste goiano que foram eleitos com seu apoio está hipotecando apoio ao tucano-chefe. Robledo Rezende, de sua confiança pessoal, já está acompanhando o candidato do PSDB. Porém, José Geraldo Freire, presidente da Agência Municipal de Trânsito da Prefeitura de Goiânia, declarou apoio a Iris Rezende, na semana passada, durante a inauguração do comitê eleitorado de Lívio Luciano (PMDB). Freire é carne e unha com Friboi.
Familiares e amigos da maior parte das vítimas de crimes praticados por motoqueiros desde janeiro de 2014 estiveram no local. PM contabilizou cerca mil pessoas
Ele se encaixa na investigação por ter uma motocicleta preta e sua fisionomia é semelhante à descrita pelas vítimas. O homem era procurado por roubo à padarias da região e tem 12 passagens pela polícia por roubo e tráfico de drogas
O único candidato que passou o dia no Rio de Janeiro foi Mauro Iasi (PCB). Ele teve compromissos em Santa Teresa, na Barra da Tijuca e na Lapa, com militantes e apoiadores de sua candidatura
O candidato também disse que Goiás não merece um espetáculo de baixarias e defendeu uma campanha de alto nível, propositiva e com apresentação de projetos de interesse social
Em setembro, devem avançar os testes clínico da vacina, que está sendo desenvolvida no laboratório britânico GSK, primeiro nos Estados Unidos e depois em um país africano, uma vez que é em países do Continente Africano que têm surgido casos
A alteração foi feita de um computador interligado a rede do Serviço Federal de Processamentos de Dados (Serpro), de acordo com o perfil do Wikipédia no Twitter
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Vilmar Rocha terá condições de transformar Ronaldo Caiado no Iris Rezende de 2002? Pesquisador avalia que o segundo “estagnou” | Foto: Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O senador tucano Cyro Miranda crava que no final de setembro Vilmar Rocha (PSD) passa Ronaldo Caiado (DEM) na disputa para o Senado. Parece ilógico, dada a informação de que as pesquisas de intenção de voto apontam o líder do PSD como terceiro colocado, atrás de Caiado e da candidata do PT, Marina Sant’Anna. De fato, o democrata é fortíssimo e é respeitado pelo eleitorado goiano.
No entanto, os políticos mais experimentados avaliam que, na “bacia das almas”, ali por volta de 20 de setembro, a 15 dias das eleições, inicia-se a “virada”. Isto é uma coisa meramente intuitiva, sem bases racionais? Os políticos, como Felisberto Jacomo e Sandes Júnior, ambos do PP, acreditam que não. A opinião de Jacomo: “Um dos principais erros em política é a crença de que se ganha eleição por antecipação. Favas contadas em política não existem. Respeito Caiado, mas a estrutura de campanha que está sendo criada pelo grupo que apoia o governador Marconi Perillo vai ser decisiva para a vitória do candidato do PSD. Durante a campanha, quando o eleitor conhecer Vilmar um pouco mais, percebendo seu amplo conhecimento do que um senador deve e pode fazer e percebendo sua tranquilidade e seu equilíbrio, a tendência é que melhore seus índices. Os dados atuais dizem mais do que a terceira colocação sugere: quem está crescendo mais é Vilmar. Caiado estagnou. Assim que nosso candidato aproximar-se mais, cria-se uma onda. Não custa lembrar que, em 2002, Iris ‘dormiu’ senador e ‘acordou’ derrotado de maneira fragorosa”.
O otimismo de Jacomo pode parecer intuitivo, mas não é, pois ele tem acesso às pesquisas, que indicam que, ao se tornar conhecido, sobe a aprovação de Vilmar. O jornalista Gean Carvalho, dirigente do Instituto Fortiori e um dos mais experimentados pesquisadores e analistas de pesquisa do país, diz que a tese de Jacomo nada tem de intuitiva e que os dados dos levantamentos corroboram-na. “Caiado é conhecido por 97% do eleitorado e sua intenção de voto fica entre 30% e 35%. Vilmar é bem menos conhecido e, quando mais exposto, tende a crescer. Além do que a ascensão do governador Marconi Perillo vai beneficiá-lo. A tendência sugere que Vilmar deve superar Marina Sant’Anna e, a partir daí, cria-se uma expectativa de poder maior.”
Além da expectativa do próprio Sebrae, Feira do Empreendedor contribui com capacitação e destaca oportunidades de negócios
A Galvão Engenharia está instalando sua sede em Porangatu, onde vai abrir uma empresa, com o objetivo de organizar uma estrutura para iniciar a duplicação da rodovia BR-153 entre Anápolis e Aliança do Tocantins. No dia 12 de setembro, a empresa e o governo federal assinam o contrato em Brasília. A importância da duplicação não tem a ver tão-somente com a melhoria do escoamento da produção. Outra finalidade é garantir mais segurança aos motoristas e passageiros. Dezenas de pessoas morrem todos os anos em acidentes na Belém-Brasília. A Galvão ganhou a concessão para gerir a BR-153 por 30 anos. A empresa vai colocar ambulância e vai monitorar toda a rodovia. A Galvão estima que deve contratar cerca de 3 mil trabalhadores para trabalhar na duplicação da estrada, uma das mais importantes do país.

