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Os oposicionistas Aécio Neves e Eduardo Campos defendem enxugamento dos 39 ministérios de Dilma Rousseff
Pessoas da estrita confiança do ex-governador Alcides Rodrigues (PSB) vão sumindo da política: Sérgio Caiado, Pankão, Carlos Silva, Ney Nogueira. Resistem o deputado estadual Francisco Gedda (PTN), candidato à reeleição, e Ernesto Roller (PMDB), que disputa cadeira na Assembleia.
Alcides não conseguiu constituir uma liderança política, ao contrário do governador Marconi Perillo e de Iris Rezende.
O próprio Alcides Rodrigues desistiu de candidatura e curte as delícias de suas fazendas em Goiás e no Pará.
Ney Nogueira (SD) é o quarto deputado a desistir de disputar cargo político em outubro. Helder Valin (PSDB), Ademir Menezes (PSD) e Samuel Belchior (PMDB) já estavam fora da reeleição. O problema de Nogueira é falta dinheiro e, sobretudo, crença de que não seria reeleito.
Há uma história de que Vanderlan Cardoso está escondendo seu vice, o Professor Alcides, dono da Unifan, para que o eleitor pense que o ex-governador Alcides Rodrigues é seu vice.
Nayara Barcelos, candidata a deputada federal pelo PSB, pode até não ser eleita. Mas deve sair bem votada de Rio Verde.
Ex-mulher de Heuler Cruvinel, a evangélica Nayara Barcelos pode contribuir, se for mesmo bem votada, para derrotar o deputado federal do PSD.
Há quem acredita que, por ser jovem e bonita, pode se tornar a Tiririca de saia de Goiás.
Candidatos a deputado federal da base de Vanderlan Cardoso estão irritados. Eles garantem que PSC, PRP e PSB estão trabalhando exclusivamente com a finalidade de eleger o radialista Jorge Kajuru (PRP).
Os recursos financeiros dos três partidos não estariam sendo distribuídos de maneira equilibrada. Kajuru, segundo dois candidatos, vai receber o maior quinhão.
Apesar do suposto privilégio, Vanderlan Cardoso, candidato do PSB a governador de Goiás, não estaria muito entusiasmado com o discurso de Kajuru. O socialista não aprecia o tom acre do radialista.
O ex-deputado federal Marcelo Melo, do PMDB, disse ao Jornal Opção que está acompanhando a política no Entorno do Distrito Federal com olhos de lince. Ele conclui: “Ernesto Roller será um dos mais bem votados para deputado estadual”. Roller não conta com uma estrutura ampla, mas a administração caótica do prefeito de Formosa, Itamar Barreto, o favorece eleitoralmente.
Único oposicionista na CPI da Petrobrás, o senador goiano Cyro Miranda (PSDB) diz que viu o enrolado Nestor Cerveró receber perguntas e respostas antes de depor na comissão. A farsa da CPI foi denunciada pela revista "Veja", mas o governo federal petista ainda tem coragem de negar, apesar de todas as evidências. A revista agora apresentou as gravações completas.
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Depois de problemas com a candidatura, o ex-prefeito Antônio Gomide pode enfrentar voto útil
Foto: Fernando Leite/Jornal[/caption]
O ex-prefeito do município e atual candidato ao governo, Antônio Gomide (PT), tem baixos índices de intenção de voto no Estado. Nos bastidores, corre a informação que o PSDB utilizaria os dados para fortalecer a campanha do candidato à reeleição pela sigla, Marconi Perillo (PSDB). Assim, os eleitores de Anápolis, onde Gomide tem melhores resultados, escolheriam o tucano para desempatar a disputa com o também candidato Iris Rezende, do PMDB. Presidente do PT, Ceser Donisete afirma que é uma torcida da oposição e até muito prematura, uma vez que os eleitores ainda nem decidiram em quem votar, quanto mais votar estrategicamente. A premissa, segundo ele, é para o fim de setembro, mês próximo às eleições, e que até lá, a vítima do voto útil pode ser outra candidato.
A validação do voto útil seria pelo histórico manchado do PMDB no município e, por isso, Marconi seria uma melhor opção. O presidente tucano no município, Valto Elias, esclarece os burburinhos: “Não é nosso propósito. Até porque nós primamos uma posição política de consolidação democrática”. Ainda que a polarização entre os dois candidatos esteja acontecendo “naturalmente”, como diz Elias, a proposta peessedebista é outra. “Continuaremos trilhando nosso caminho e investiremos sobre o patamar avançado. As políticas propostas não são imediatistas e sim de consolidação do momento atual de dinamicidade social e econômica.”
No PT, a proposta não é tão diferente: “Faremos uma campanha de rua, como sempre fizemos”, diz Ceser Doniseti. Ir com os anapolinos é a proposta de campanha do PT, declara o também coordenador da campanha de Gomide. Mesmo que nada tão grandioso, como os outros candidatos estão fazendo, uma estrutura mínima é necessária. Por isso, os preparativos já são os últimos para inauguração do comitê da sigla, nesta semana.
O histórico de Gomide é consistente no município, mas mesmo assim o partido vai trabalhar muito para fortalecê-lo. De mãos dadas à juventude, em universidades, colégios, a campanha se fortifica com candidatos a deputado estadual e federal. As candidatas à Assembleia Legislativa, Dinamélia Rabelo e Letícia Silva, e o candidato à Câmara Federal, Rubens Otoni, são exemplos. O “porém” vem com a afirmação de Donisete de que o PT não tem curral eleitoral. “Eles são companheiros, apoiadores e parceiros da campanha, apenas isso.” O debate sobre “parcerias” foi intenso durante a semana, pois a sigla decidiu expulsar os prefeitos petistas que declararam apoiar Marconi Perillo.
Gomide é exemplo de prefeito que foi com o pires pedir ajuda ao governo estadual de sigla diferente. E realizou muito com apoios. E, caso eleito, sinaliza Donisete, ele apoiará os prefeitos de outros partidos. O problema, explicou, é que não se trata de Estado, União e município se juntarem para o bem da sociedade, com trabalho conjunto. “Se não fosse o governo federal, Marconi não estaria fazendo nada.” A expulsão foi pelo apoio à campanha adversária. Quando se filia ao partido é assinado um termo de concordância com o programa do partido. Se fizeram isso, os prefeitos estariam discordando deles mesmos diz Donisete. Por isso, categórico afirma: “A pessoa teria que ter a hombridade, a decência e a ética em sair antes. A filiação é um ato voluntário. Antidemocrática é a ação deles”.
Por que Marconi Perillo lidera as pesquisas de intenção de voto? “Simples: o governador recuperou seu eleitorado, que é maioria. O eleitor ‘voltou’ e tende a não abandoná-lo”, frisa Gean Carvalho. Gean Carvalho diz que a ascensão de Marconi se dá de maneira consistente. O eleitor, de pesquisa para pesquisa, está mantendo o voto no tucano. Mais: a cada pesquisa, o índice melhora um pouco. Isto significa que o tucano começa a avançar sobre o eleitorado dos adversários. No caso de Anápolis, por exemplo, se trata do voto útil.
Iris Rezende teria confidenciado a dois peemedebistas que teme mais as críticas de Frederico Jayme do que as apresentadas por quaisquer outros políticos. O que Iris Rezende não sabe é que a artilharia de Frederico Jayme é inesgotável. Mais: o ex-deputado está preparado para a guerra. Qualquer guerra. Não tem medo e não tem rabo preso.
O Ministério da Saúde determinou a inclusão, a partir deste mês, da vacina contra hepatite A no calendário nacional de vacinação do Sistema Único de Saúde. Seguindo a orientação, a Prefeitura de Anápolis já iniciou o trabalho de imunização. A Secretaria Municipal de Saúde realizou um curso de capacitação de enfermeiros e técnicos de enfermagem, com objetivo de atualizá-los sobre a dose da vacina de hepatite A e sobre a segunda fase da campanha contra o HPV, prevista para setembro. As unidades básicas de saúde e os Cais do Jardim Progresso e Abadia Lopes da Fonseca já têm as vacinas disponíveis. O público-alvo são crianças de 1 ano até um 1 ano e 11 meses, por serem as mais atingidas pela doença. Segundo o Ministério da Saúde, a meta é imunizar 95% desse público em um ano e controlar gradativamente a doença no país.
Fatos novos sobre o caso Caixego devem ser expostos durante a campanha. Há pelo menos duas bombas a respeito da negociata que beneficiou um grupo de políticos. A história de um cheque está muito bem documentada. Um peemedebista vai ficar mal, muito mal, se a história toda for divulgada.
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Iris propõe gestão estadual de Anápolis Foto: Fernando Leite[/caption]
O candidato do PMDB ao governo estadual, Iris Rezende, esteve na cidade participando de inaugurações de comitês. O maior objetivo do líder é superar as dificuldades históricas que seu partido tem com o eleitor anapolino. Por isso mesmo, Iris Rezende quer uma aproximação não só do PMDB com o município e sim da própria gestão com a “cidade desenvolvimentista, que mais merece atenção”, como disse Iris em sua campanha pelas ruas anapolinas, há poucos dias. A gestão não será apenas “para Anápolis”, mas para as demais cidades do Estado, numa gestão ”de Anápolis”.
A proposta do peemedebista é tornar a cidade polo industrial também em um polo político-administrativo de decisões a cada três meses: “Vou administrar junto com os anapolinos”, garantiu. O lançamento das candidaturas de Lucas Vergílio (SD) à Câmara Federal e de Carlos Antônio (SD) à Assembleia Legislativa foi marcado pelo discurso da história do município e de sua importância em âmbito estadual, uma vez que se celebrava os 107 anos do antigo povoado de Santana das Antas. “Essa cidade tem a marca do progresso. O povo de Anápolis é um povo de luta, de garra. Um povo que sempre lutou e colaborou significativamente com o crescimento de Goiás”, disse Iris em seu discurso.
Desenvolvimento industrial e investimento para que se expanda os polos na cidade faz parte da campanha, enquanto continuação e investimento para o crescimento. A Celg também foi objeto de consideração. Iris falou em recuperação e regularização, para que se distribua a energia elétrica, fortalecendo as indústrias. O coordenador da campanha peemedebista, Barbosa Neto, sustenta o argumento da queda de energia, constante em Anápolis, o que prejudica o avanço, sem contar os “gatos” com geradores. No município, o comitê do vereador Eli Rosa, candidato a deputado estadual, somou pontos à sigla com sua inauguração. Iris participou do evento. Ele falou ainda sobre a saúde: “Sabemos da dificuldade que os profissionais da saúde ainda encontram em Goiás. Faremos com que todos os profissionais tenham motivação para o trabalho”.
Prefeitos do PT goiano expulsos por apoiar a reeleição do tucano Marconi Perillo já estão com destino em vista. Joaquim Miranda (Teresina de Goiás) deve ir para o PSDB; José Faleiros (Silvânia) namora o PSD. Há outros petistas que querem aderir, mas, como não querem ser expulsos, vão ficar no partido e, por baixo dos panos, vão apoiar o tucano-chefe.

