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Polícia apresenta à sociedade goiana o suposto serial killer, responsável pela morte de 39 pessoas

[caption id="attachment_18388" align="alignnone" width="620"]Suposto serial killer Tiago Henrique teria tentado suicídio, mas foi socorrido por bombeiros | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Suposto serial killer Tiago Henrique teria tentado suicídio, mas foi socorrido por bombeiros | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção[/caption] Após 70 dias de investigação, a Polícia Judiciária da Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) apresentou na quinta-feira, 16, o suposto serial killer Tiago Henrique Gomes da Rocha, de 26 anos, que teria assassinado ao menos 39 pessoas em Goiânia. No momento da prisão, realizada na terça-feira, 14, em sua residência no Setor Conjunto Vera Cruz, a polícia encontrou com o suspeito uma arma e uma moto utilizadas nos crimes. Na madrugada do dia seguinte, Tiago Henrique tentou suicídio na Delegacia Estadual de Re­pressão a Narcóticos (De­narc), no Complexo de Delegacias Es­pecializadas, no Setor Cidade Jar­dim. Ele cortou os pulsos com o vidro de uma lâmpada. Ele estava detido em uma cela i­solada. Socorrido por uma equipe do Corpo de Bom­bei­ros, o suspeito levou seis pontos nos braços, o que não adiou sua apresentação à população. Na quarta-feira, 15, a arma foi analisada pela superintendente da Polícia Técnico-Científica de Goiás, Itatiana Pires, que confirmou o nome de seis jovens que foram assassinadas “efetivamente” por essa arma: Ana Lídia Gomes, 14 anos; Isadora Cândido, 15; Juliana Dias, 22; Rosirene Alberto, 29; Thaynara da Cruz, 13; Thamara Conceição, de 17. Em seu depoimento, que durou mais de sete horas, Tiago afirmou que foi abusado sexualmente e que mantinha relações homoafetivas. “Ele teve relacionamento sexual com homens e, inclusive, matou um dos seus parceiros”, disse o delegado titular da Delegacia Estadual de Investigação de Homícidios (DIH), Murilo Polati. Ainda no depoimento, o então vigilante do grupo Fortesul confessou os crimes e revelou que praticava os assassinatos após consumo de bebidas alcoólicas. Representante da empresa disse que foi surpreendido por Tiago pertencer ao quadro de funcionários. Emocionados, os familiares, que acompanharam a apresentação do suspeito, afirmaram que, apesar do sofrimento, respiram mais aliviados.

Justiça suspende venda de áreas públicas em Goiânia

Em votação unânime, os desembargadores da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) mantiveram, na quarta-feira, 15, a liminar que suspendeu a venda de 18 áreas públicas pela Prefeitura de Goiânia. Em maio, o projeto de lei do Paço foi aprovado em segunda votação na Câmara Municipal. O município havia recorrido contra a decisão do juiz Fabiano Abel de Aragão, que questionava se a cidade conta, atualmente, com quantitativo de postos de saúde, delegacias e escolas públicas suficientes para atender a todos os bairros, visto que, inicialmente, as 18 áreas citadas teriam como destino a construção destes empreendimentos. Com a venda das áreas, a prefeitura pretendia solucionar a crise financeira vivenciada pela gestão do prefeito Paulo Garcia (PT).

40 caminhões reforçam limpeza urbana

Após promessas, já antigas, que entregaria novos caminhões para melhorias na limpeza urbana da capital goiana, o presidente da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), Ormando Pires apresentou, juntamente com o prefeito Paulo Garcia (PT), 40 novos caminhões. A nova frota se junta a outros 27 veículos já disponíveis para a coleta de lixo orgânico. Os automóveis são mais modernos que os antigos e transportam até 12 toneladas de carga. Os caminhões passam a ser propriedade da Prefeitura de Goiânia, dispensando a locação de veículos por terceiros. Dos 67 caminhões, 10 ficaram na reserva. A promessa aos goianienses era que a nova frota fosse entregue em julho e, adiada, ficou para agosto, mas também não foi cumprida.

Dilma tem “amarelão” após debate com Aécio

A candidata do PT à Pre­sidência da República, Dilma Rousseff, passou mal na quinta-feira, 16, após um debate acalorado no SBT, em São Paulo, com o adversário tucano Aécio Neves. A petista teve uma crise glicêmica e os médicos dela atribuíram o episódio ao calor e ao cansaço. Os dois candidatos levaram acusações pessoais para o segundo debate do turno final da eleição, em clima que remeteu à disputa entre Fernando Collor de Mello e Lula da Silva, em 1989. Dilma insinuou que o rival foi apanhado dirigindo sob efeito de droga e álcool e que beneficiou parentes em seu governo. O senador Aécio respondeu que um irmão de Dilma foi funcionário fantasma da prefeitura petista de Belo Horizonte e a acusou de patrocinar a “mais baixa das campanhas eleitorais” da história.

Documento da Igreja causa polêmica

Líderes católicos conservadores reagiram à divulgação de um documento do Vaticano que propõe uma abertura em relação aos divorciados e aos homossexuais. O documento preliminar “relatio” foi escrito por uma comissão de bispos após uma semana de discussões na Assembleia-Geral Ex­traordinária do Sínodo. Segundo o secretário especial do Sínodo, dom Bruno Forte, o documento ressalta que os homossexuais “têm dons e qualidades para oferecer à comunidade cristã” e que a união entre gays oferece “apoio precioso para a vida de cada um dos parceiros”. semana1

CREAS atua de forma especializada

O serviço, que é gerido pela Secretaria de Assistência Social, tem oferta de acompanhamento técnico especializado

Saúde anapolina é referência, mas não é a ideal

[caption id="attachment_18367" align="alignright" width="620"]Secretário de Saúde, Luiz Carlos Teixeira: “Daqui a uns 20 ou 30 anos é que vamos ter a dimensão do que tem sido feito” Secretário de Saúde, Luiz Carlos Teixeira: “Daqui a uns 20 ou 30 anos é que vamos ter a dimensão do que tem sido feito”[/caption] O secretário de Saúde, Luiz Carlos Teixeira, à Câmara Muni­cipal de Anápolis, na semana passada, conversar com os vereadores. Ele destacou que, atualmente, a saúde pública do município ainda não pode ser considerada “a ideal”, ainda que um processo de melhorias já tenha sido iniciado e que as ações resultem, em um futuro próximo, em um quadro positivo. “Daqui a uns 20 ou 30 anos é que vamos ter a dimensão do que tem sido feito”, afirmou. Segundo ele, a saúde anapolina é referência para outros municípios e até para outros Estados. Por outro lado, isso faz com que o sistema seja sobrecarregado por pacientes de outros locais. “Temos o lado bom, mas também temos o lado ruim de possuirmos uma rede de saúde que serve de referência para outros municípios.” O secretário também ressaltou que, com a abertura de novas unidades nos bairros e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), o Hospital Municipal deixou de ser utilizado como pronto socorro e que, assim, tem priorizado os casos que são encaminhados por outras unidades, aumentando o número de leitos de UTI’s. Mauro Severiano (SD) ressaltou que a saúde de Anápolis, quando comparada com os demais municípios goianos, deveria ser motivo de comemoração para os anapolinos. Alguns vereadores, entretanto sublinharam que, por mais que o quadro esteja melhor, a saúde ainda carece de melhorias. O petebista Frei Valdair, por exemplo, questionou o secretário sobre os planos da pasta para solucionar o atendimento às pessoas que residem mais distantes e que necessitam de acompanhamento médico. Já o vereador Jakson Charles (PSB) enalteceu o trabalho desenvolvido pela secretaria, pontuando apenas quanto à comunicação da pasta: “Talvez o que falte à secretaria é comunicação. Às vezes, as críticas negativas ainda surgem, mas porque faltam informações do que tem sido feito e onde tem sido realizado as ações”. Pegando o gancho, Sargento Pereira (PSL) destacou, por exemplo, os comentários sobre as unidades básicas de saúde que não realizam procedimentos, considerados simples, por falta de material. “Não sei, realmente, se é por essa falta ou se o problema é de logística”, pontuou. Por fim, Pereira sugeriu que a secretaria auxilie na mobilidade de quem precisa do serviço, mas não tem condições de se deslocar. A saúde anapolina tem recebido investimentos estaduais e municipais. As obras de ampliação do Hospital de Urgência Dr. Hen­rique Santillo (Huana), a entrega da UPA do setor Vila Espe­rança e programas como o “Con­sul­tório na rua” são exemplos de ações desenvolvidas.

Obra de recuperação de toda malha asfáltica anapolina é iniciada no Bairro de Lourdes

[caption id="attachment_18362" align="alignleft" width="300"]32 e 33 - coluna anapolis_toques.qxd A parceria entre município e Estado destinará mais de R$ 6 milhões para a recuperação de quase 380 mil metros quadrados de asfalto[/caption] Viabilizada por meio de convênio entre a Prefeitura de Anápolis e a Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop), a obra de recapeamento da malha asfáltica das principais linhas de ônibus de 27 setores do município foi iniciada na terça-feira, 15. O prefeito João Gomes (PT) e o presidente da Agetop, Jayme Rincón (PSDB), inspecionaram a intervenção realizada, primeiramente, no Bairro de Lour­des. “Essa obra é fruto de um planejamento e acreditamos que ela resolverá um grave problema nas principais vias dos bairros o que resultará, inclusive, na redução considerável de custos com tapa-buracos, por causa da qualidade do serviço”, disse o secretário municipal de Obras, Serviços Urbanos e Habitação, Leonardo Viana. A obra faz parte do projeto Gestão de Pavimentos do Muni­cípio, que prevê a recuperação da malha asfáltica da cidade ao longo da administração. Com custo de aproximadamente R$ 6 milhões e 700 mil, a obra recuperará quase 380 mil metros quadrados de asfalto. O cronograma propõe que o serviço seja completamente finalizado em até seis meses. Do Bairro de Lourdes, a frente de serviço segue para os setores Tropical, Parque Brasília e Jundiaí. “A recuperação da malha asfáltica é uma de nossas prioridades. Temos muitos projetos prontos para atender mais setores de Anápolis, levando, cada vez mais, qualidade de vida aos nossos moradores”, destacou.

Luiza Erundina, ao conservar o ranço petista, prefere apoiar Dilma Rousseff a Aécio Neves

[caption id="attachment_18358" align="alignright" width="300"]Luiza Erundina: expulsa do PT, a deputada prefere apoiar Dilma Rousseff do que Aécio Neves Luiza Erundina: expulsa do PT, a deputada prefere apoiar Dilma Rousseff do que Aécio Neves[/caption] Duas defecções, apenas, têm importância no apoio do PSB a Aécio Neves: Roberto Amaral e Luiza Erundina. Sente-se na atitude do primeiro, mais que uma posição ideológica, a reação à perda de poder. Conseguis­se Amaral manter-se à frente do par­tido, possivelmente não dissidiria, e apoiaria o mineiro. Como fracassou sua tentativa de uma reeleição extemporânea, e ficou claro que teria que apear da presidência do PSB, Amaral resolveu sair do partido e o fez atirando. Não tem seguidores para causar muitos estragos, pois jamais disputou um pleito, mas numa eleição majoritária, tudo conta. Mais previsível, e um pouco mais expressiva, é a saída de Erun­dina da campanha de Aécio, onde, aliás, nunca esteve. Erundina pertence à ala mais radical do PT, de on­de jamais saiu de verdade, embora expulsa em 1992, readmitida em 1993 e filiada ao PSB desde 1998. Sua história é de radicalismo esquerdista. Elegeu-se prefeita de São Paulo com apenas um terço dos votos dos paulistanos, em 1989 (não havia segundo turno). Com a incompetência administrativa das esquerdas, terminou mal o mandato, concorrendo para a derrota de seu candidato a prefeito, Eduardo Suplicy, que perdeu para Paulo Maluf, em 1992. Com a queda de Collor, Erun­di­na aceitou o convite de Itamar Franco, num governo de coalizão (de reconstrução nacional, e não de corrupção), para ser ministra da Secre­taria de Administração Federal. Foi expulsa do PT, que pretendia dinamitar também o probo e bem intencionado mineiro presidente, e não permitia que ela assumisse o ministério. Incompetente à frente da pasta, Erundina chocava-se com o chefe da Casa Civil, Fernando Hargreaves. Deixou abruptamente o governo, sem dar satisfações ao presidente, em 1993. Pior: saiu falando mal dele: “Nunca vi ninguém tão burro”, dizia. Ao que Itamar, com fair-play, retrucava: “Tenho que concordar. Sou mesmo burro. Prova é que a nomeei ministra”. Voltando ao PT, e dele saindo em 1998, para o PSB, Erundina colecionou um colar de derrotas. Sonhava ser senadora ou voltar à prefeitura paulistana. Perdeu as eleições de 1994, para o Senado, e as de 1996, 2000 e 2004 para a Prefeitura de São Paulo. Só então acordou para a realidade de que só poderia se eleger para cargos proporcionais. Foi eleita cinco vezes deputada federal, em 1998, 2002, 2006, 2010 e 2014. Por que digo que Erundina nunca saiu, em espírito do PT, ou ao menos de sua ala mais radical? Derrotada Marina Silva no primeiro turno das presentes eleições presidenciais, a opção de Erundina, que a assessorava, sem titubear, foi pelo PT de Dilma Roussef, apesar da enorme indigência administrativa da candidata e da gigantesca corrupção do seu partido. Aécio Neves não é nenhum radical conservador e não tem passado deavanço nos dinheiros públicos. Como explicar a opção da velha deputada senão como um fortíssimo apelo do ranço ideológico, que vê em cada “companheiro” ladrão um guerreiro inocente, a praticar meios que mesmo abjetos, sempre são justificados pela nobreza dos fins?  

Esquerdismo petista contamina as Forças Armadas

Algo que parecia impossível vem acontecendo no Exército Brasileiro. Aliás é algo paradoxal para qualquer exército: colaborar com o inimigo e atacar os aliados. O desarmamento, tal como adotado no Brasil, visando apenas as armas legais e poupando (pode-se dizer beneficiando) os larápios e traficantes, foi repelido pela população e concorreu para a alta criminalidade que enfrentamos. Só se explica pela vontade ideológica de fazer uma sociedade totalmente dominada pela “vanguarda revolucionária”. Quer-se não um povo, mas um rebanho de obedientes cordeiros, incapazes de qualquer reação. Não satisfeitos em desarmar o cidadão comum, investem agora os “esquerdistas revolucionários” ou qualquer nome que se lhes dê, contra os atletas do tiro, esporte olímpico praticado em todo o mundo, contra os caçadores (ainda se caçam no Brasil os javalis predadores que invadem o sul, vindos da Argentina) e contra os colecionadores de armas. E o fazem usando o Exército, que controla essas atividades. Em suma, o Exército, que sempre teve como aliados, e até como colaboradores e força de reserva (como fazem as nações mais avançadas) atiradores, caçadores e experts em armamento, agora os vê, de uma hora para outra, como inimigos. Dificulta-lhes a vida. Trata-os como marginais. Cria para eles os mais estultos embaraços burocráticos. Por outro lado, vê como aliados aqueles que detestam as Forças Armadas, delas escarnecem, e as culpam de todos os males que podem ser atribuídos a uma instituição. O Exército colabora, endossando essas absurdas restrições, com os que fizeram uma Comissão da Verdade para imputar às Forças Armadas os piores crimes de guerra, enquanto enaltecem os terroristas que as chamaram para o combate armado. Ao aceitar a ingerência indevida do Ministério da Justiça em seu meio, com a subserviência não da disciplina, mas do engano ou da covardia, muitos chefes militares mostram que o esquerdismo, viajando no petismo, vem contaminando nossas Forças Armadas, levando-as para o campo ideológico, e o da pior ideologia — aquela que quer nossas Forças Armadas aniquiladas, ou quando nada desmoralizadas.  

Imprensa brasileira ignora aqueles que fogem da ditadura cubana

[caption id="attachment_18360" align="alignright" width="300"]Leonardo Padura Fuentes: autor de artigo sobre cubanos que tentam escapar da ditadura e buscam uma vida livre e condições de existências dignas Leonardo Padura Fuentes: autor de artigo sobre cubanos que tentam escapar da ditadura e buscam uma vida livre e condições de existências dignas[/caption] Leonardo Padura Fuentes, o autor cubano do best-seller “O Homem Que Amava os Cachor­ros”, escreveu um pequeno artigo, publicado na “Folha de S. Pau­lo” de sábado, 11. O título: “Cu­banos em alto mar”. O artigo comenta as tentativas — tantas vezes malogradas — de cidadãos cubanos, entre eles velhos e crianças, alcançarem a costa norte-americana por via marítima, e obter nos Estados Unidos refúgio político. Padura escreve a partir de um acontecido recente (final do mês passado): 32 cubanos se fizeram ao mar em uma precária embarcação: uma balsa, na qual haviam adaptado um motor retirado de um dos velhos carros existentes na ilha, e ao qual haviam acoplado uma hélice. Como não era difícil de se prever, a engenhoca não resistiu e no segundo dia, enguiçou. À deriva, com o estoque de água esgotado, seis fugitivos tentaram voltar a nado. Não mais se soube deles, muito provavelmente vítimas dos tubarões. Outros 11 morreram desidratados, antes que fossem os sobreviventes encontrados, por simples acaso, por um barco mexicano. Menos da metade, pois, conseguiu cumprir sua já amarga meta de autoexilado em busca de liberdade. Não houve notícias do fato por aqui. Ele atenta contra um dos dogmas da imprensa de esquerda, que é francamente majoritária em nossa terra: em Cuba, a população desfruta de uma educação de primeiro mundo, de uma saúde exemplar. Além disso, Fidel e Raul são líderes adorados. Logo, se alguém quer sair de Cuba, só pode ser um “gusano” (verme), como dizem os comunistas, comprado pelo capitalismo americano. Para que gastar papel e tinta com gente tão desprezível? Mas a grande verdade é que o anseio de liberdade, transformado em desespero, leva a essas tentativas que têm muito de suicídio. Não há estatísticas de quantos tentaram a via marítima para escapar da ditadura. Quantos, no dizer de Pa­dura, foram os “cubanos em alto mar”. Muito menos, desse total, quantos chegaram ao êxito, que como êxodo, já é de per si uma derrota. Na empreitada relatada pelo escritor em seu artigo, menos da metade. De qualquer forma, pelo que se sabe, muitos perderam a vida nessas fugas desesperadas. Quem se lançou ao mar, esperava chegar à Flórida, sem dúvida. Mas sabia, pelos antecedentes, dos elevados riscos a enfrentar. Pratica­va, conscientemente, uma roleta russa. O alto risco de morte era (e é) preferível à servidão miserável na ilha da ditadura, mostram sem possibilidade de contestação essas desesperadas tentativas. Para isso não atentam nossos marxistas, na política e na imprensa. Qualquer apoio à ditadura é uma chicotada a mais em um miserável, um engrossar do coro que canta um hino à escravidão. Quando esse apoio é concreto, como levar dinheiro do trabalhador brasileiro para reforçar os ditadores cubanos, ou ajudar a escravizar médicos da ilha, aí é uma abjeção sem tamanho.

Delegacia de Apoio ao Deficiente será inaugurada em breve

Na manhã de quarta-feira, 15, o titular da Delegacia do Idoso, Manoel Vanderic, apresentou ao prefeito João Gomes (PT) o projeto da Delegacia de Apoio ao Deficiente de Anápolis, cuja inauguração está prevista para o próximo mês. A nova delegacia funcionará junto a Delegacia do Idoso, no setor Novo Industrial. “Já iniciamos a reforma da nossa unidade e estamos preparando uma equipe capacitada para servir à população. Será a segunda delegacia no Brasil com essa especialidade. Colocaremos Goiás em destaque”, disse Manoel. O delegado regional Álvaro Cássio, que também estava presente na reunião, acrescentou que foi feito um levantamento que identificou essa demanda em atender, especificamente, os deficientes que estão em situação de risco e, por isso, as delegacias estão à procura de estrutura física e humana para implantar esse benefício na cidade. O prefeito sinalizou a disponibilidade da administração municipal para parcerias. “Temos nossas secretarias de Desenvolvimento Social e Saúde que já acompanham os trabalhos da Delegacia do Idoso. Acom­panhare­mos o projeto para garantir que os serviços sejam continuados”, afirmou.

Outubro Rosa no combate ao câncer de mama

De acordo com levantamentos do Instituo Nacional do Câncer (Inca), a cada ano, aproximadamente 14 mil mulheres morrem no Brasil de câncer de mama. Por isso, todos os anos, em outubro mo­numentos e espaços públicos são iluminados de rosa pa­ra representar a luta contra a doença. Em Anápolis, o viaduto Nelson Mandela foi enfeitado de faixas e banners, que fa­rão menção à campanha internacional Outubro Rosa. Nesta quarta-feira, 22, o Cais Mulher realiza o dia D e distribuirá rosas para conscientizar as anapolinas quanto à importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Durante a semana, serão feitos exames, consultas especializadas e palestras educativas. “Estamos em pleno século 21 e ainda temos mulheres morrendo por falta de exames preventivos. Além disso, nós entendemos que esse não é um assunto que interessa apenas ao universo feminino, pois todos nós temos peito”, afirma a vereadora professora Geli, destacando que a doença também atinge homens.

Liminar da Justiça inconstitucionaliza portarias do Ministério da Saúde que limitam doação de medula

Além de ajuizar a ação judicial, a OAB-GO concentra esforços junto ao Hemocentro para aumentar as doações

Plano é acabar com as erosões em 90 dias

Após várias tentativas sem sucesso, a região da Rua Leopoldo de Bulhões, no Centro, receberá, nas próximas semanas, intervenções para solucionar o problema de erosões existente há décadas. Segundo o secretário de Obras, Serviços Urbanos e Habitação, Leonardo Viana, o projeto, orçado em mais de R$ 4 milhões, será executado com recursos municipais e entregue em até 90 dias. “Além da construção de um muro de sustentação e drenagem do lençol freático da região, será realizado um estaqueamento metálico e o reforço do solo com atirantamento, que é um dos métodos mais modernos de contenção”, explicou Viana. A Secretaria de Meio Ambiente deverá acompanhar a obra, que fica próxima a uma das nascentes do córrego Catingueiro. “Foram mais de cinco meses dedicando esforços junto às equipes da prefeitura para que possamos garantir uma obra funcional, que atenda e dê segurança à população da região”, afirmou o prefeito João Gomes (PT).

Os 3 nomes mais fortes para comandar a Assembleia

Chiquinho Oliveira, José Vitti e Hélio de Sousa são os que mais articulam para comandar o Palácio Alfredo Nasser a partir de fevereiro de 2015

Se Dilma vencer, a oposição não será mais a mesma, nem Aécio será aquele Aécio de antes

A radicalização do debate de campanha se tornou algo mais do que o jogo da verdade nua e crua: o tucano quebrou o mito sagrado em torno da presidente

A uma semana das urnas, a cotação dos candidatos empata, mas há brechas nas pesquisas

[caption id="attachment_18348" align="alignright" width="310"]artigo_scartesini.qxd Eleitores indecisos: agora o grande alvo dos dois candidatos à Presidência[/caption] A pesquisa do Datafolha divul­gada na quinta-feira revelou que 9% dos eleitores escolheram seus candidatos apenas no dia da votação do primeiro turno, há duas semanas. São os eleitores tardios que esperam pelo estalo mágico diante das urnas. Outros 6% disseram que se decidiram na véspera. Eles, os indecisos, abrem brecha para o empate técnico entre o tucano Aécio Neves e a presidente Dilma, sendo que a reeleição da segunda possui o dobro do po­tencial de crescimento do de­safiante pelos cálculos do Data­folha: 13 contra 6%. Mas a contas revelam ain­da que este é o segundo turno mais disputado desde a volta da elei­ção direta em 1989, há 25 anos. Os indecisos eram 6% dos eleitores nos dados apurados pelo Datafolha há uma semana, contra outros 6% de nulos ou brancos. Na pesquisa do Ibope, coletada na mesma época e divulgada também na quinta, os indecisos eram 5%, contra 7% de votos nulos ou brancos. Rejeição Nesta corrida final, Aécio tem contra si o aumento da rejeição pelos eleitores, que encosta no número dos que prometem não votar em Dilma de jeito nenhum. No Datafolha, a rejeição a Aécio cresceu de 34 para 38% no espaço de uma semana. A de Dilma, no mesmo período, caiu de 43 para 42%. Na pesquisa do Ibope, a rejeição a Aécio subiu de 33 para 35%. A de Dilma desceu de 41 para 36%. No Datafolha, os eleitores que dizem votar em Dilma estão em queda. Na última pesquisa antes do primeiro turno, ela tinha 48%, desceu a 46 e agora ficou com 43. Aécio está em alta. Tinha 42%, foi a 44 e chegou a 45. Ambos em empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos para cima ou para baixo. No Ibope, as promessas de votos em Dilma estão em queda como no Datafolha. Eram de 45% antes do primeiro turno, desceram a 44 e chegaram 43. As promessas a Aécio subiram bem, mas depois cairam. Eram de 37%, saltaram a 46 e caíram a 45. Novamente, os dois candidatos estão empatados diante da margem de erro de 2%.

Malala levou , mas Edward Snowden também merecia um Nobel da Paz

Adolescente foi reconhecida pelo comitê norueguês também porque atua ativamente contra o governo de seu país

A candidata troca de papel com a oposição e denuncia golpes dos rivais contra o poder

[caption id="attachment_18347" align="alignright" width="620"]Juiz federal Sérgio Moro: os petistas não querem que ele faça seu trabalho de apurar ação de quadrilha na Petrobrás Juiz federal Sérgio Moro: os petistas não querem que ele faça seu trabalho de apurar ação de quadrilha na Petrobrás[/caption] Na mira das denúncias sobre corrupção no governo, a presidente Dilma, em defesa da reeleição vai ao ataque para denunciar manobras golpistas em série vindas da oposição. Trata-se de uma inovação da candidata ao inverter papéis: há um hábito político onde o golpe costuma ser instrumento de poder, vindo de cima para baixo contra a oposição. A presidente confiou na base governista do Congresso e tentou algo assim quando, depois das manifestações de rua de junho do ano passado, lançou a ideia de uma constituinte para tratar exclusivamente da reforma política. Se a exclusividade do tema já é algo exótico, a proposta incluía a excêntrica realização de um plebiscito prévio para o povo definir os itens passíveis de mudança na Constituição pelos constituintes. Considere-se ainda que a eleição de uma assembleia para mudar a Constituição não é sugestão que caiba a iniciativa do Executivo. A ênfase na denúncia de golpismo surgiu na entrevista em que Dilma saiu da defensiva por um momento e foi ao ataque contra a oposição. Acusou oposicionistas de explorarem eleitoralmente a exibição na televisão de trechos em áudio de depoimentos à Justiça Federal pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef a respeito da corrupção na Petrobrás. Acuada pelas delações dos dois corruptos a respeito da coleta de propinas entre 13 empreiteiras, todas fornecedoras da Petrobrás para financiar o PT e os aliados PMDB e PP numa reedição do mensalão, a presidente considerou golpista a divulgação do áudio. Para beneficiar seu desafiante na sucessão presidencial, Aécio Neves (PSDB). Numa entrevista à imprensa, a candidata à reeleição usou três vezes o termo golpe neste conjunto de 19 palavras com final atrapalhado: — Agora, na véspera eleitoral, sempre querem dar um golpe. Estão dando um golpe. Esse golpe, nós não podemos concordar. Se a oposição queria um golpe, o PT veio com o contragolpe, que não passa de outro golpe. No começo da semana, uma delegação petista, à frente o presidente do partido, Rui Falcão, denunciou o responsável pelo processo da Petrobrás, juiz federal Sérgio Moro, ao Supremo Tribunal Federal e à Procuradoria Geral da República. Os petistas desejam que o juiz seja forçado a oferecer ao partido o acesso a todo o depoimento concedido por Costa e Youssef em troca da redução da pena criminal deles pela delação premiada. O acesso abrangeria as provas contra políticos que os dois réus apresentaram. Os petistas ainda acusam Moro pelo vazamento de informações sobre o processo. Bem, aquela entrevista de Dilma sobre golpe. Ao acusar a oposição de “manipulação eleitoreira”, ela confundiu os processos jurídico e policial da apuração do roubo na petroleira. Considerou que o áudio foi deliberadamente vazado para ajudar a oposição. “Eu acho muito estranho e muito estarrecedor que, no meio de uma campanha, façam esse tipo de divulgação”, espantou-se. A presidente preocupou-se com a carga explosiva de relatos criminais que prejudicam a reeleição, mas não deu bola ao conteúdo das denúncias. Assim como ignorou que os depoimentos de Costa e Youssef não eram secretos, ao contrário dos testemunhos na Polícia Federal. Nem poderia a Justiça interromper o seu trabalho de apuração por causa de campanha eleitoral. Há dois anos, o Supremo Tri­bunal Federal não suspendeu o julgamento do mensalão, embora Lula, como quem chantageava, apelasse ao ministro Gilmar Mendes para evitar que mensaleiros fossem julgados no mesmo semestre de campanha eleitoral nos municípios. Ele queria o julgamento depois das eleições, ou seja, na prática, no ano seguinte.

Investidas da presidente contra golpismo combinam com complexo de perseguição de Lula

artigo_scartesini.qxdA quadrilha ou ciranda da presidente Dilma em torno de golpe como mote da reeleição pode derivar do vezo de Lula em pressentir conspiração contra o partido ou governo deles em meros gestos de oposição ou de crítica ao sistema. Lula, com a mania de usar expressões fortes como meio de impressionar a clientela política e popular. É um hábito esquisito na medida em que o golpe geralmente é associado a quem detém poder. Em 1964, a maioria militar estava na oposição ao governo Jango, mas exercia o poder armado. Recordemos um confronto de poder que ocorreu há 48 anos, em outubro de 1966 — mês também de eleições nos Estados. A ditadura rompeu um acordo político com as lideranças governistas e cassou seis deputados do velho MDB, destinado pelo regime a fazer oposição. A Câmara não aceitou a ruptura do trato com os militares. Os cas­sados se refugiaram ali mes­mo no plenário da casa, sob a proteção do presidente, Adau­to Lúcio Cardoso, mineiro da Arena que se elegia deputado pelo Rio. Certo dia, o marechal Cas­tello Branco, ocupante do Planalto, mandou cortar a água e a luz do prédio. À noite, sob sua ordem, uma tropa militar invadiu a Câmara para retirar os cassados e fechar o Congresso. “Eu sou o poder militar. E o senhor quem é?”, o coronel Meira Mattos, che­fe da operação, interpelou Adau­to, que o encarou e rendeu-se: — Eu sou o poder civil e curvo-me à força dos canhões. Aquele, sim, era golpe de verdade, conflito entre poderes, que resultou no fechamento de um deles, o Legislativo. Dois anos an­tes, Meira Mattos se credenciou a fazer política com tropa armada ao comandar a intervenção em Goiás com a deposição do governador Mauro Borges. Era outro golpe. E os golpes que Dilma observa na oposição? Sem usar a o termo, ela pressentiu golpe ao comentar com repórteres a ideia do rival Aécio Neves (PSDB) a favor do fim da reeleição em troca do mandato presidencial de cinco anos. “Quero saber que negociação está por trás dessa questão”, suspeitou da proposta e especulou: “É uma negociação entre tucanos? É isso? É uma negociação para aumentar para cinco anos e depois prorrogar? É o tipo de proposta que tem de vir para a mesa clarinha, para a agente poder se pronunciar. Ninguém consegue fazer um governo efetivo em quatro anos.” A malícia é um dom político, mas parece que Dilma subestimou o poder do PT e aliados em frear no Congresso a proposta de Aécio. É como se bastasse ao tucano, no próximo domingo, derrotar a reeleição que está em jogo para impor a mudança no mandato. Na verdade, a presidente tem a missão de preservar a reeleição como regra do jogo para tentar garantir mais oito anos a Lula no Planalto a partir da sucessão em 2018. Façamos a conta Se Dilma se reeleger agora e Lula conquistar mais dois mandatos o PT completará 24 anos de poder sucessivo. Não é nada não é nada, trata-se de um quarto de século. Mas o PT quer mais.