João Paulo, que fazia dupla com Daniel, morreu carbonizado quando sua BMW 328i/A capotou e explodiu na Rodovia Bandeirantes, no dia 12 de setembro de 1997. A montadora ainda pode recorrer da sentença

Passados 17 anos da morte do cantor João Paulo, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) condenou a montadora alemã BMW a pagar R$ 400 milhões por dano moral à viúva do cantor por conta do acidente que o vitimou. João Paulo, que fazia dupla com Daniel, morreu carbonizado quando sua BMW 328i/A capotou e explodiu na Rodovia Bandeirantes, no dia 12 de setembro de 1997.

Também ficou decidido que a montadora deverá pagar os honorários de 10% da ação aos advogados da família, além de dar um veículo da marca com o valor em torno de R$ 300 mil, similar ao modelo que ocasionou o acidente, com acréscimos de juros e correção monetária.

No ano passado, a BMW já havia sido condenada a pagar R$ 350 milhões, mas entrou com recurso, que foi acatado em janeiro deste ano. O caso foi parar no TJSP, que agora decidiu favoravelmente à viúva.

Na época do acidente, em 1997, não pôde ser comprovado se o cantor estava ou não em alta velocidade, conforme o entendimento anterior sobre o caso. Por discordar dessa hipótese, o advogado da viúva, Edilberto Acácio da Silva, solicitou nova perícia, que foi realizada em 2013.

Ficou constatado no segundo laudo que um estouro em um dos pneus levou à perda do controle do carro, que foi em direção ao canteiro central. O veículo capotou e acabou se incendiando.

Por meio de nota, a assessoria da BMW ressaltou que a decisão não é final. A montadora ainda pode recorrer da sentença.