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Há um consenso no Grupo Jaime Câmara: o profissional que quiser sair, sobretudo por motivos salariais, não vai receber uma proposta superior à ofertada. No caso de Bruno Rocha Lima, pela primeira vez, mesmo não cobrindo a proposta do governo do Estado de Goiás, R$ 11 mil, o GJC decidiu segurá-lo. Por dois motivos. Primeiro, Bruno Rocha Lima é um editor diplomático, agregador e, profissionalmente, está em ascensão na redação. Segundo, comenta-se que está sendo, mais do que preparado, observado para que, adiante, assuma o comando da redação.
Acusado de mandante do assassinato do radialista Valério Luiz, o ex-cartorário Maurício Sampaio foi eleito presidente do time do Atlético. Parte dos meios de comunicação de Goiás decidiu não divulgar notícias sobre o clube, alegando que seu presidente é “criminoso”, “assassino”. O jornalista Henrique Morgantini sugere, com razão, que o empresário não foi julgado, por enquanto é acusado. Se querem boicotar Maurício Sampaio, tudo bem. Mas não há nenhuma lógica jornalística no veto ao Atlético. Leitores, ouvintes e telespectadores certamente não aprovarão os veículos que não divulgarem notícias do clube.
O jornalista Yago Rodrigues Alvim, formado pela UFG, é o novo editor de Cultura do Jornal Opção. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Goiás, Yago Rodrigues pretende manter o que o Cultural tem de positivo, como os textos de grande fôlego e o cosmopolitismo, acrescentando reportagens sobre temas locais, nacionais e internacionais.
Até logo, Jornal Opção Durante 9 anos e 10 meses editei o Opção Cultural, suplemento cultural do Jornal Opção. Foram 510 edições ininterruptas. Esta foi minha última semana. Foi no Jornal Opção que aprendi a ser editor. Com o Euler Fagundes De França Belém aprendi tudo que sei de jornalismo cultural. Mais: com o Euler eu descobri que ninguém é bom pelo que escreve, mas sim pelo que lê. Também foi no Jornal Opção que descobri na prática o significado de uma célebre frase de Pio Vargas: 'O pensamento é o armazém de tudo que pulsa e arde em nós'. Minha relação com Opção Cultural é mais que amor. É umbilical. Passei mais de um terço da minha vida envolvido com ele, sim, porque mesmo antes de editar — eu já era um entusiasta e colaborador. Foi no Opção Cultural que conheci vários de meus melhores amigos e colecionei histórias. Mas é preciso seguir, pois como disse Calderón de La Barca: 'Toda a vida é sonho, e os sonhos, sonhos são'. A todos que participaram desta caminhada, minha gratidão infinita.
Nota do Jornal Opção
O Jornal Opção lamenta a saída do jornalista e editor Carlos Willian Leite, que, durante quase dez anos, editou, com raro brilho e decência ímpar, o Opção Cultural. Vale o registro de que Carlos Willian não foi demitido. Ele pediu para deixar o jornal. Ele é editor da “Revista Bula”, umas das mais importantes publicações de cultura do País.
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Marina Silva e Roberto Freire: um pacto contra o liberalismo exacerbado da dupla Dilma Rousseff e Joaquim Levy / Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Se os ricos e os pobres têm políticos para representá-los — além do Estado: o BNDES, para os ricos; e a Bolsa Família, para os pobres —, a classe média é a maior abandonada da sociedade brasileira. Como lhe falta uma rede de proteção social, nas crises, é a classe que mais tem de cortar orçamento e, ao mesmo tempo, pagar impostos. Os ajustes que vão ser promovidos pelo “primeiro-ministro” Joaquim Levy, quase um interventor, por certo devem reduzir seu poder de compra. O ministro da Fazenda e a presidente Dilma Rousseff vão “ferrar” a classe média. Mais uma vez.
Mas um bloco político, formado pelo PSB, PPS, Solidariedade e Rede Sustentabilidade, sem desprezar os pobres e mesmo o mercado, apresenta-se como possível defensor da classe média, o novo “proletariado”. O bloco não quer aliança com PSDB, embora não renegue parcerias eventuais. Por dois motivos. Primeiro, o tucanato faz uma oposição light. Segundo, é aliado do DEM, que não interessa aos quatro grupamentos.
O grupo vai demarcar sua posição na sociedade, apresentando-se como de centro-esquerda. Para tanto, vai tentar conquistar o apoio dos setores não-representados ou subrepresentados. Os cortes no campo sócio-trabalhista (por exemplo, a questão do seguro-desemprego e as pensões) — promovidos por Joaquim “Mãos de Tesoura” Levy — serão criticados duramente.
O bloco vai se apresentar como um grupo que não defende a sociedade tão-somente em períodos eleitorais. A tese é mais ou menos seguinte: o grupo quer se apresentar como sorriso da sociedade e cárie do poder petista. Acredita-se que, fazendo uma defesa da sociedade, com destaque para a classe média, o bloco pode constituir uma grande força eleitoral para a disputa de 2018. Mas em 2016, na eleição para prefeito, já querem constituir uma força eleitoral considerável. Marina Silva e Roberto Freire estão entre os opositores do “liberalismo exacerbado” da gestão Dilma-Levy.
A falta de presença maior do ex na festa da sucessora foi um protesto contra a guinada à direita, que inclui a redução de sua influência no poder
Em quem pensava o lulista Gilberto Carvalho quando, depois de passar 12 anos na chefia, entregou o comando da Secretaria-Geral da Presidência ao dilmista Miguel Rossetto com afirmação de que “não somos ladrões”? Era mais um recado de Lula para erguer o moral do partido? Não deixa de ser. Recapitulemos a fala de Carvalho, por si já reiterada naquele momento:
“A política é feita para servir. Estou muito feliz porque a imensa maioria dos nossos companheiros, dos nossos ministros, dos nossos assessores trabalha aqui por amor, trabalha aqui para servir. Nós não somos ladrões. Nós não somos ladrões.”
Defendeu os companheiros que então atuavam no palácio, é óbvio. Mais tarde Carvalho afirmou que se dirigia ao tucano Aécio Neves, que, em entrevista à televisão em 30 de novembro, qualificou sua derrota para Dilma na corrida presidencial:
“Na verdade, eu não perdi a eleição para um partido político, eu perdi a eleição para uma organização criminosa que se instalou no seio de algumas empresas brasileiras, patrocinadas por este grupo político que aí está.”
Então ele iria esperar 32 dias para responder a Aécio? Ora, Carvalho é safo. Acostumado a lidar com a imprensa e a política, sabe que ambas operam com a atualidade, onde os fatos podem envelhecer rapidamente se não forem mantidos em evidência. Mas, ao mesmo tempo, sabe dar recados no momento em que Lula considera necessário.
Nas circunstâncias dos últimos dias, Carvalho participou da afirmação lulista por espaço no poder. Livrou a cara de Lula, que pouco influenciou Dilma nos últimos anos, está insatisfeito com a sua cota no novo ministério e não quer ser isolado como se o Planalto, entre tantos escândalos, não quisesse se contaminar pelo lulismo.
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Ministra Kátia Abreu: choque aberto com petista Ananias | Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil[/caption]
Sobretudo, a fala se dirigia ao palácio atual, deixada por um representante da velha equipe. Um gesto de afirmação do PT como aquele outro fato que se seguiu quando o companheiro Patrus Ananias, ao assumir o Ministério da Reforma Agrária, investiu contra a colega Kátia Abreu, que passou a ocupar poder paralelo no Ministério da Agricultura.
Quatro dias depois do discurso de Carvalho, veio Ananias em defesa da reforma agrária. “O direito de propriedade não pode ser inquestionável, em nosso tempo, que prevalece sobre os demais direitos”, respondeu a uma afirmação da colega que considerou ultrapassada a reforma generalizada para a distribuição de terras.
Na véspera, Kátia Abreu afirmou em entrevista que a reforma “tem de ser pontual”, pois “latifúndio não existe mais, mas isso não acaba com a reforma”. Então ela justificou um novo modelo de ação com as terras:
“Há projetos de colonização maravilhosos que podem ser implementados. Agora, usar discurso velho, antigo, irreal para justificar reforma agrária? A bancada vai trabalhar sempre, discutir, debater.”
A menção da ministra ao trabalho da bancada ruralista no Congresso pegou mal. Soou como ameaça. Ananias deve ter se sentido desafiado, pois, em seu discurso posterior, insistiu que “não se trata de negociar o direito de propriedade uma conquista histórica e civilizatória”:
— E sim de adequar o direito de propriedade aos outros direitos fundamentais.
Enfim, a convivência entre ministros no novo governo promete. Outros choques virão, pelo menos enquanto uma banda do partido se motivar à luta quando sentir que Lula está inquieto. Nessa progressão, só faltaria Lula se lançar candidato contra o gosto de Dilma em 2018. Quanto à área rural, saiba-se que bancada ruralista lembrada pela ministra é maior do que a petista.
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Aloizio Mercadante, Jaques Wagner, Miguel Rossetto, Pepe Vargas e Ricardo Berzoini: os cinco homens da presidente Dilma Rousseff[/caption]
Nenhum deles lidera o PT ou se destaca como articulador político. Nem são propriamente populares no PT, partido multiplicado em correntes e subcorrentes internas. Mas são os cinco ministros que a presidente Dilma chamou para conversar na noite de terça-feira, quando ela voltou um dia mais cedo da nova temporada na praia baiana.
Ao lado da presidente na mesa do Alvorada se sentaram Aloizio Mercadante (Casa Civil), Jaques Wagner (Defesa) ,Miguel Rossetto (Secretaria-Geral), Pepe Vargas (Relações Institucionais) e Ricardo Berzoini (Comunicações). Dois nomes chamam a atenção no grupo: Wagner e Berzoini, que não trabalham ao lado na vizinhança de Dilma no Planalto.
Entre os dois, o judeu Wagner sempre foi mais chegado e, agora que deixou o governo da Bahia, poderia estar no Planalto, mas a chefe preferiu que ficasse ao lado dos militares na Defesa. Nasceu no Rio, militou no sionismo e depois no movimento estudantil. Perseguido pela ditadura, escondeu-se em Minas, um dia fugiu de ônibus para a Bahia e lá ficou.
O movimento de Berzoini é diferente. Estava no Planalto, como articulador político, até se mudar para o Ministério das Comunicações, mas agora se demonstrou que ele continuará presente no palácio. A ida seria um agrado a Lula e aos petistas mais à esquerda, pois teria no ministério a missão de desengavetar o projeto de controle da mídia.
Porém, parece que não será bem assim. Ao se retirar do Planalto, demonstrou que pretende fazer um novo projeto a começar pelo zero, a partir de um amplo debate com empresas, sindicatos e a sociedade. Na discussão, seriam recolhidas sugestões a serem, então, seriam enviadas ao Congresso como colaboração. “Quem regulamenta é o Congresso Nacional”, avisou.
Enfim, não haveria mais aquela pressa que a assessoria petista de Lula desejava quando, há quatro anos, ao deixar o governo legou para a sucessora Dilma o duro projeto pronto e acabado feito pelo companheiro e jornalista Franklin Martins, secretário de Comunicação Social, que encerrou ali seu expediente ao entregar o texto a Lula.
A matéria não empolgou a presidente, que preferiu repassar o projeto ao então novo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, pois o projeto abrange televisão e rádio. O companheiro percebeu que seria melhor esquecer ao assunto numa gaveta. Dilma não reclamou. Lula se lembrava do projeto apenas quando se sentia perseguido pela imprensa, como a TV Globo.
Agora, quando chegar ao Congresso, se chegar, a matéria deve voltar a dormitar. Se a presidente revelar interesse pela tramitação do projeto, oferecerá aos insaciáveis mais uma oportunidade para negociar com o Planalto verbas e posições. Os únicos estímulos que viriam da mídia seriam conselhos para esquecer o assunto.
Agora, a acolhida ao projeto se tornaria ainda mais sinistra depois do histórico e bárbaro espetáculo proporcionado por terroristas muçulmanos em Paris, na quarta-feira, com o atentado contra a irreverência do jornal satírico “Charlie Hebdo”. O que queriam os terroristas? Controlar os jornalistas, censurar com morte a ironia deles diante de mitos religiosos, de Cristo a Maomé.
A missão dos novos conselheiros não seria a de abrir novas frentes de conflitos em tempo tão difícil para o governo. Ao contrário, é momento de o palácio fazer amigos e influenciar pessoas de modo que fluam pelo Congresso, o mais levemente possível, as duras propostas para o reordenamento da economia.
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Procurador Eugênio Aragão: ação estranha no interesse de ir para o STF? | Foto: Nelson Jr. /TSE[/caption]
Há a suspeita no Congresso de que o subprocurador-geral da República, Eugênio Aragão, seja o autor do vazamento sobre o envolvimento com o petrolão do líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha, e do senador eleito Antonio Anastasia (PSDB), ex-governador de Minas.
São dois casos diferentes. Cunha, desafeto do Planalto por causa de sua voracidade por cargos e verbas, é o candidato favorito à presidência da Câmara contra o PT, na mudança do mês. Sua implicação com o petrolão viria da delação premiada do doleiro Alberto Youssef. Para ganhar pontos na redução de sua pena, Youssef teria que provar o que disse.
O envolvimento de Anastasia, que assume no Senado também na virada do mês, teria surgido em depoimento de um preposto de Youssef, o polícia federal Jayme Alves de Oliveira Filho, o Careca. Depoimento não exige prova. Nele, Careca teria dito que, em nome do doleiro, entregou pessoalmente a Anastasia R$ 1 milhão para a sua campanha eleitoral a governador de Minas.
A notícia desgasta o senador Aécio Neves, de quem Anastasia era vice-governador. Em 2010, Aécio elegeu-se senador e Anastasia se reelegeu ao Palácio da Liberdade. Saiu do governo mineiro para se candidatar ao Senado no ano passado, quando Aécio concorreu a presidente contra a reeleição de Dilma Rousseff.
A missão de Careca junto ao doleiro era entregar dinheiro vivo a pessoas indicadas por Youssef. Cunha e Anastasia seriam duas delas. Agora, o senador eleito se oferece a uma careação com Careca. Entre outras coisas, deseja que o policial aponte o endereço aonde teria ido com uma sacola para recolher a grana.
O procurador Eugênio Aragão permaneceu onde estava, na Procuradoria Geral da República. Mas é candidato a promoção: deseja a vaga de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal. No fim do ano passado, foi autor de uma causa polêmica, derrotada pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Questionou no TSE a indicação do ministro Gilmar Mendes a relator da prestação de contas da campanha de Dilma a presidente em 2010. O recurso era estranho porque não caberia ao Ministério Público duvidar de indicação de relator no tribunal. O questionamento deveria vir de partido político, mas não veio.
Para avaliar e apoiar as ações de sua equipe, o prefeito João Gomes (PT) promoveu uma reunião com todos os secretários e assessores diretos para fazer um balanço de 2014. Durante o encontro, todos os titulares de pastas puderam demonstrar o trabalho realizado com suas respectivas folhas de serviços. Por meio da integração entre as secretarias municipais foi possível entregar à população importantes obras como praças, parques, unidades de saúde, pontos de cultura e centros municipais de educação infantil. João Gomes agradeceu a constante parceria e incentivou a continuação de todos os projetos que beneficiam Anápolis. “Temos momentos para executar e outros para debater o que tem dado certo e o que deve ser melhorado. Por isso, é importante encontros como esse que permitem uma avaliação ampla de todo processo de crescimento que a cidade tem. E aproveito para agradecer a todos pelo empenho durante 2014.”
A Prefeitura de Anápolis, por meio da Secretaria Municipal de Educação, divulgou o relatório de atendimentos do programa Escola Viva realizados em 2014. Contabilizando todas as ações, o número de atendimentos chega a 76.080. Os serviços que tiveram maior alcance da população foi o da Rua do Lazer, seguido pelos atendimentos especiais pelo Mês da Criança, palestras antidrogas e o Programa Zatopek. Entre os parceiros para a realização do Escola Viva, estão a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Senac, OAB seccional Anápolis, Samu e as secretarias municipais de Saúde, Meio Ambiente e Ciência, Tecnologia e Inovação. A proposta do programa é realizar essas atividades nas escolas municipais, fazendo destas ambientes para o convívio da sociedade aos finais de semana.
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Sessão de apresentação do novo comando do Legislativo anapolino | Foto: Prefeitura de Anápolis[/caption]
O prefeito João Gomes (PT) participou da posse da nova mesa diretora da Câmara Municipal, que estará à frente das atividades do próximo biênio. O ex-presidente, vereador Luiz Lacerda (PT), empossou os seis parlamentares que compõem o grupo: presidente Lisieux Borges (PT), vice-presidente Amilton Filho (SD), 1º secretário Fernando Cunha (PSDB), 2º secretário Jakson Charles (PSB), 3º secretário Wederson Lopes (PSC) e 4º secretário Gleimo Martins (PTN).
Também participaram da solenidade o deputado federal Rubens Otoni (PT), o ex-prefeito Antônio Gomide (PT), os vereadores Sargento Pereira Júnior (PSL), Vespa (PSC), Geli Sanches (PT), Dinamélia Rabelo (PT) e Frei Valdair (PTB), secretários municipais, servidores da Câmara Municipal, entre outras autoridades.
Luiz Lacerda fez um balanço de seus trabalhos pelo Legislativo nos últimos dois anos e ressaltou que a união fez a diferença. “Uma casa que entende que trabalha para a população a fim de trazer reais melhorias e, por isso, temos bons resultados. O objetivo é continuar em sintonia para proporcionar um crescimento de qualidade para a cidade”, disse.
O presidente empossado, Lisieux José Borges, ressaltou que os projetos da Câmara Municipal contam com o constante apoio da Prefeitura, o que tem resultado em planejamento acertado. Um exemplo concreto deste trabalho é a reforma e ampliação da sede do Legislativo anapolino, que somente foi possível devido aos recursos que o poder Executivo disponibilizou.
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Marcha da Maconha no gramado do Congresso Nacional, participantes reivindicam a legalização da maconha, em 25 de maio de 2014 / Foto: Luis Macedo/ Câmara dos Deputados (23/05/2014)[/caption]
A média mensal de atendimento a usuários de drogas pelo serviço Disque 132 ultrapassou a marca de 2.500, cerca de 83 por dia, segundo o mais recente levantamento do Serviço Nacional de Orientações e Informações sobre Drogas.
Os atendimentos aos envolvidos com cocaína e derivados, como o crack, cresceram 13%, representando 46% dos casos em 2014. O serviço atende de forma anônima, 24 horas por dia, incluindo feriados e finais de semana.
O Disque 132 dá orientação aos usuários sobre a necessidade de deixar o vício, e aos parentes como conviver com o problema e manter bom relacionamento com o viciado. O serviço faz parte do Programa Crack, é Possível Vencer, do Ministério da Justiça.
O atendimento é feito por uma equipe de 80 estudantes da área de saúde, supervisionados por profissionais formados na área. O treinamento dura até dois meses e os habilita a dar informações adaptadas a cada situação.
“Se uma mãe liga, a gente orienta como abordar o filho para que ele procure ajuda. No caso do usuário, o atendente vai tentar descobrir o que ele está passando e, a partir disso, criar uma estratégia para motivar a pessoa a parar de usar drogas”, explicou a assessoria de comunicação do Ligue 132.
“O serviço se preocupa em ouvir tanto o usuário quanto os parentes e presta aconselhamento por meio breve intervenção, estimulando-os a refletir e mudar seu comportamento”, disse a coordenadora de pesquisa do Ligue 132, Maristela Ferigolo.
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Kartódromo que já foi considerado um dos melhores do Brasil pode ser transferido para outro local em função da UPA 24 horas construída ao lado | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Outrora um dos melhores do Brasil, o kartódromo de Anápolis, na Vila Esperança, pode estar com os dias contados. Seis anos depois de ser fechado para servir de base de apoio ao maquinário das obras do túnel da Ferrovia Norte-Sul e do viaduto do Daia, na BR-153, a praça esportiva ainda não poderá passar por reformas. Isso porque, enquanto não for feito um estudo de viabilidade de impacto em relação à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas construída e inaugurada em julho do ano passado, ao lado ao equipamento público esportivo, a pista vai permanecer sem receber eventos.
De acordo com o secretário municipal de Esporte e Lazer de Anápolis, Ademir Marinho, a prefeitura tem planos de reestruturar o kartódromo para receber novamente competições de nível nacional e internacional, porém tudo dependerá do laudo de viabilidade. Caso o estudo aponte que o kartódromo não poderá funcionar ao lado de uma unidade de saúde, o titular afirma que será construída nova praça esportiva em outro local da cidade, ainda a ser estabelecido.
A maior do Centro-Oeste e uma das maiores do País, a UPA 24 horas de Anápolis tem mais de 4 mil metros de área construída e registra, atualmente, aproximadamente 14 mil atendimentos por mês. A unidade acolhe casos emergenciais em várias especialidades médicas, como clínica-geral, pediatria, ortopedia e odontologia. Também serão oferecidos serviços multidisciplinares como assistência social, nutricionista, farmacêutico, enfermeiro, biomédico, e técnicos de enfermagem, laboratório, radiologia e gesso.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Luiz Carlos Teixeira, a UPA 24 horas tem caráter regionalizada, ou seja, segue determinação do Ministério da Saúde de se situar em local de fácil acesso, inclusive em relação a outros municípios, para receber pacientes tanto da cidade quando da região. O secretário ressalta que a UPA está situada às margens da BR-153 por ser um local oposto à outra unidade de emergência localizada na região Sul da cidade, o Cais 24 horas, que já foi habilitado para se tornar uma UPA.
Sobre a unidade, o secretário relata: “O local escolhido não foi por acaso, a aérea atendia a todos os critérios do Ministério da Saúde para construção de uma UPA, uma unidade que atende cerca de 400 pessoas por dia e que mudou a cara da saúde de um município polo como Anápolis”.
O kartódromo foi inaugurado em 1987, durante a administração do então governador Henrique Santillo. O evento inaugural foi um Campeonato Brasileiro de Kart no qual o goiano Ricardo Santos recebeu a bandeirada na primeira posição, seguido por Rubens Barrichello e Christian Fittipaldi, pilotos de renome nacional que depois passariam pela Fórmula-1. Em terceiro chegou o vencedor da edição de 2013 das 500 Milhas de Indianápolis, o baiano Tony Kanaan, e em quarto, o também piloto da Fórmula Indy, o brasiliense Vitor Meira.
Considerada uma das melhores pistas do Brasil, o kartódromo já foi palco de uma etapa do Campeonato Sulamericano realizado em 1993, a mais importante competição da modalidade do continente sul-americano. Em 1999, Anápolis voltou a sediar o Campeonato Brasileiro de Kart e, naquela etapa, foi registrado o recorde de participantes, em que mais de 200 pilotos de todo o País competiram no kartódromo anapolino. Em 2000, Anápolis sediou uma Copa Brasil de Kart.
Detentora da maior reta dos kartódromos brasileiros, a pista de Anápolis é considerada desafiadora por muitos pilotos, sendo uma das escolas de dezenas deles, principalmente de Goiás e do Distrito Federal. Apesar de carecer de ampla reforma para ser novamente palco de grandes competições regionais, nacionais e internacionais, alguns pilotos ainda utilizam a pista para treinos. Há informações de que a Federação Goiana de Automobilismo tem a intenção de organizar eventos ainda neste ano. Agora resta esperar para ver.
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Polícia francesa age contra terroristas que atacaram jornal “Charlie Hebdo”: os dois homens foram mortos[/caption]
A polícia francesa invadiu dois cativeiros onde radicais islâmicos mantinham reféns, na sexta-feira, 9. Em Dammartin-en-Goële, a cerca de 40 km de Paris, foram mortos os irmãos Said e Cherif Kouachi, suspeitos de atacar a revista “Charlie Hebdo”, matando 10 jornalistas e 2 policiais dois dias antes. No bairro de Vincennes, na capital, o sequestrador morto é suspeito de ter assassinado uma policial. Ao menos quatro reféns morreram na ação.
O ataque ao jornal satírico francês foi o atentado com maior número de mortes na Europa desde 2005, quando bombas explodiram no metrô e num ônibus em Londres, com 52 vítimas.
O presidente da França, François Hollande, classificou as mortes nos últimos ataques terroristas no país, ocorridos durante três dias seguidos, como “uma tragédia para a nação”.
Dezessete vítimas morreram: 12 no atentado à “Charlie Hebdo”, uma no ataque a uma policial e quatro no sequestro à loja judaica em Paris. Afirmou que o país continuará vigilante contra possíveis novos ataques e que “não cederá a nenhuma pressão”.
Serial killer diz que “voz mandou” ele matar
O suposto serial killer Tiago Henrique Gomes da Rocha prestou depoimento na sexta-feira, 9, na primeira audiência em que responde por um dos 29 homicídios que confessou ter cometido. Rocilda Gualberto da Silva o acusou de ter matado a irmã dela, Rosirene Gualberto da Silva, em julho do ano passado, quando também quase foi morta pelo acusado. Tiago Henrique disse que foi “obrigado a praticar o crime”. Ele afirmou que bebeu muito no dia e uma voz disse para ele praticar o crime. “Acho que estava bêbado e para mim não era errado matar pessoas. Um sentimento demoníaco me possuía. Fui até ao local e anunciei o assalto, depois disso fiquei cego e não lembro mais nada.” O promotor Carlos Alberto Fonseca disse que o Ministério Público de Goiás está “convencido que há todos os elementos para pedir a pronúncia do acusado e levá-lo ao tribunal do júri”.Oposicionistas cubanos presos são libertados
A Agência Reuters informou na sexta-feira, 9, de Havana, em Cuba, que um dos principais grupos dissidentes cubanos disse que 36 ativistas de oposição foram libertados nos dois dias anteriores como parte de um acordo para melhorar as relações entre Cuba e os Estados Unidos, anunciado no mês passado, pondo fim ao embargo norte-americano ao regime ditatorial dos irmãos Castro na ilha. O grupo União Patriótica de Cuba disse em comunicado que 29 de seus membros estavam entre os 36 libertados, acrescentando que quase todos os liberados foram soltos sob a condição de se reportarem regularmente às autoridades.Investigação Lava Jato quer ouvir cinco bancos
Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil, HSBC e Santander serão chamados para dar explicações aos procuradores da operação Lava Jato da Polícia Federal, que investiga um esquema de corrupção em contratos da Petrobrás, segundo informações do jornal “Valor Econômico”, na sexta-feira, 9. “Esses bancos registraram os maiores volumes financeiros movimentados em contas de empresas fantasmas ligadas ao esquema de [Alberto] Youssef e da doleira Nelma Kodama, segundo as investigações”, afirma a reportagem. As instituições financeiras são obrigadas a informar qualquer movimentação atípica de recursos ao Ministério da Fazenda. Nesse caso, porém, apenas parte das movimentações bancárias suspeitas foram informadas, de acordo com o jornal. Se for comprovado que os bancos foram negligentes, intencionalmente ou não, eles estão sujeitos a multa. Funcionários que tenham “acobertado” as operações podem ser processados criminalmente. A PF investiga esquema de corrupção montado na petroleira para favorecer partidos políticos e pessoas.Ministro Levy sinaliza aumento de impostos
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, indicou, na sexta-feira, 9, que o governo federal pretende reajustar as tarifas públicas. “Provavelmente terá que pensar em rebalancear alguns impostos, até porque alguns foram reduzidos há algum tempo”, segundo reportagem da “Folha de S. Paulo”. Segundo Levy, a receita de impostos que foram reduzidos “está fazendo falta”. Em tom informal, o ministro sugeriu que os brasileiros também façam sua parte, trabalhando “com o máximo de qualidade” e aumentando a produtividade, para que não sejam necessários mais aumentos de imposto. Levy comentou que a inflação de 2014 de 6,41%, divulgada hoje pelo IBGE, ficou dentro do combinado, “apesar de todos os desafios”. A inflação em janeiro deve ser um pouco mais alta do que de outros meses do ano, em função dos reajustes das mensalidades escolares, IPTU, tarifas de ônibus, entre outras, informou o ministro. Ele admitiu que o governo terá de cortar gastos.Indonésia vai executar brasileiro preso por tráfico
O governo da Indonésia negou definitivamente clemência ao brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, 53, condenado à pena de morte no país asiático por tráfico de drogas, e disse que ele será executado “muito em breve”. O pedido foi negado em 31 de dezembro pelo presidente Joko Widodo. Foi a segunda vez que Marco solicitou perdão presidencial – a primeira negativa foi em 2006. Pelas leis indonésias, sentenciados à morte só podem fazer dois pedidos de clemência, depois de esgotadas as chances de recurso à Justiça. Assim, do ponto de vista legal, não há mais o que fazer para evitar a execução, cuja data ainda não foi definida.

