Bloco do PSB, PPS, SD e Rede planeja representar a classe média e criticar o governo Dilma Rousseff

Marina Silva e Roberto Freire: um pacto contra o liberalismo exacerbado da dupla Dilma Rousseff e Joaquim Levy / Fernando Leite/Jornal Opção

Marina Silva e Roberto Freire: um pacto contra o liberalismo exacerbado da dupla Dilma Rousseff e Joaquim Levy / Fernando Leite/Jornal Opção

Se os ricos e os pobres têm políticos para representá-los — além do Estado: o BNDES, para os ricos; e a Bolsa Família, para os pobres —, a classe média é a maior abandonada da sociedade brasileira. Como lhe falta uma rede de proteção social, nas crises, é a classe que mais tem de cortar orçamento e, ao mesmo tempo, pagar impostos. Os ajustes que vão ser promovidos pelo “primeiro-ministro” Joaquim Levy, quase um interventor, por certo devem reduzir seu poder de compra. O ministro da Fazen­da e a presidente Dilma Rous­seff vão “ferrar” a classe média. Mais uma vez.

Mas um bloco político, formado pelo PSB, PPS, Solida­riedade e Rede Sustenta­bi­li­dade, sem desprezar os pobres e mesmo o mercado, apresenta-se como possível defensor da classe média, o novo “proletariado”. O bloco não quer aliança com PSDB, embora não renegue parcerias eventuais. Por dois motivos. Primeiro, o tucanato faz uma oposição light. Segundo, é aliado do DEM, que não interessa aos quatro grupamentos.

O grupo vai demarcar sua posição na sociedade, apresentando-se como de centro-esquerda. Para tanto, vai tentar conquistar o apoio dos setores não-representados ou subrepresentados. Os cortes no campo sócio-trabalhista (por exemplo, a questão do seguro-desemprego e as pensões) — promovidos por Joaquim “Mãos de Tesoura” Levy — serão criticados duramente.

O bloco vai se apresentar como um grupo que não de­fende a sociedade tão-somente em períodos eleitorais. A tese é mais ou menos seguinte: o grupo quer se apresentar como sorriso da sociedade e cárie do poder petista. Acredita-se que, fazendo uma defesa da sociedade, com destaque para a classe média, o bloco pode constituir uma grande força eleitoral para a disputa de 2018. Mas em 2016, na eleição para prefeito, já querem constituir uma força eleitoral considerável. Marina Silva e Roberto Freire estão entre os opositores do “liberalismo exacerbado” da gestão Dilma-Levy.

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